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As dúvidas sobre o cisto ovariano são muitas. O problema está relacionado ao câncer? Devo me preocupar? Como fazer o diagnóstico? Ainda assim, uma das principais delas é: cisto no ovário engorda? O questionamento ocorre devido à sensação de inchaço que muitas pacientes sentem.

Os cistos no ovários são problemas mais comuns do que se imagina. Segundo estimativas, cerca de 20% das mulheres sofrem do problema ao longo da vida. Além disso, a maioria delas tem entre os 15 e 35 anos, período em que seu sistema reprodutor tem maior atividade.

Um cisto no ovário nada mais é do que uma “bolsa” de líquido. Ele se forma dentro ou a redor do ovário. É comum que as mulheres desenvolvam essas bolsas algumas vezes durante a vida. Porém, a maioria delas é benigna, e desaparece sem nenhum sintoma ou intervenção médica.

Mas nem todos os cistos são assim. Alguns provocam sintomas, como dor pélvica, e podem precisar ser retirados por cirurgia. Por isso é tão importante que a mulher visite seu ginecologista de modo regular. Com este cuidado, o médico pode acompanhar o quadro de saúde feminino, e perceber qualquer formação prejudicial. Quanto antes qualquer problema for tratado, melhores os resultados.

Principais tipos de cistos ovarianos

O acúmulo de líquido em um cisto pode ocorre devido a desordens hormonais da mulher, mas algumas vezes podem ser também associados ao próprio ciclo menstrual natural . Vários fatores podem desencadear essas desordens — desde mudanças no dia a dia, até aspectos genéticos e outros problemas no sistema reprodutor. Existem diversos tipos de cisto ovariano, que variam conforme o seu tamanho, causa e gravidade. Veja a seguir algumas informações sobre cada um.

Cisto folicular

Cistos foliculares se formam quando um óvulo fica “preso” no ovário e não se rompe e neste caso geralmente a  ovulação não acontece. O óvulo é o gameta feminino e, a cada mês, um é liberado  próximo a tuba uterina.

Após a sua liberação, a célula aguarda, a chegada de um espermatozoide. É por meio da união entre óvulo e espermatozoide que a gravidez acontece.

Quando não é fecundado, ou seja, quando não se une ao espermatozoide, o óvulo se dissolve. Dias depois, ele é liberado na menstruação, junto ao endométrio descamado. O endométrio é a camada interior do útero, e tem como objetivo permitir o início do desenvolvimento de um embrião.

Um cisto folicular geralmente possui tamanho entre 2,5 cm e 10 cm. É comum que ele desapareça sozinho, e dificilmente a mulher apresenta sintomas após a sua formação.

Cisto de corpo lúteo

O cisto de corpo lúteo se forma todos os meses quando existe a ovulação. No local onde se formou o cisto folicular após o seu rompimento e consequente liberação do óvulo existe uma reorganização das células em volta desta “ cicatriz” da ovulação formando o chamado corpo lúteo. O corpo lúteo é de fundamental importância quando a mulher engravida pois as suas células produzem um hormônio chamado progesterona que ajuda na implantação do embrião e é responsável pela manutenção da gestação até formação da placenta que ocorre geralmente por volta de 12 semanas.   Os cistos de corpo lúteo também costumam desaparecer sozinhos quando a mulher não engravida.

Cisto hemorrágico

Cistos hemorrágicos são uma das principais causa dor pélvica. Eles ocorrem quando existe um sangramento durante a formação do corpo lúteo e se forma um coágulo no ovário. Este sangramento pode ser leve causando apenas um desconforto pélvico , mas quando existe um sangramento mais intenso pode em alguns casos levar a uma  hemorragia interna e muitas vezes é necessário uma intervenção cirúrgica para conter a hemorragia.

Cistoadenoma

Os cistoadenomas são geralmente formações císticas benignas que crescem nos ovários. Apesar de benigno, geralmente é necessário que o cistoadenoma seja retirado por cirurgia. Porém, a cirurgia é pouco invasiva, realizada por laparoscopia. A laparoscopia só faz três pequenos furos na região da pelve feminina, retirando o cisto por meio de alguns instrumentos cirúrgicos. Para a operação, uma microcâmera também é utilizada. Assim, as imagens de um monitor podem guiar o médico no interior do organismo da mulher.

Fibroma ovariano

os Fibromas também lesões benignas mas geralmente são sólidas e podem a até mais de 20 cm. Sua retirada também é feita por cirurgia, geralmente laparoscópica.

Endometrioma ovariano

O endometrioma é resultado de uma endometriose,  apesar de nem sempre acontecer em mulheres com a doença. Normalmente o tratamento é cirúrgico quando seu tamanho é maior que 5 cm , mas existe a possibilidade de tratamento com medicação. Sempre é necessario, nos caso dos endometriomas, avaliar o futuro reprodutivo para se tomar a melhor decisão de tratamento.

Quais os sinais de alerta para o cisto no ovário?

Como já citado, existem muitos casos em que os cistos no ovário não provocam nenhum sintoma. Quando os sinais ocorrem, porém, eles podem ser variados. Às vezes, eles desaparecem, assim como os cistos desaparecem sozinhos. Em outros casos, porém, são intensos e recorrentes. Nessas situações, é fundamental que a mulher procure auxílio do seu ginecologista. Assim, será possível realizar o diagnóstico e tratamento mais adequados.

Os possíveis sintomas de um cisto são:

Com um cisto, é possível que a mulher sofra uma torção do ovário. O problema é mais comum quando as formações são maiores do que 8 cm. Neste cenário, as dores se tornam muito mais intensas, e há náuseas e vômitos. Esse tipo de ocorrência é considerada uma emergência médica, e a mulher deve correr ao pronto-socorro. É necessário realizar cirurgia para curar a condição.

Os problemas costumam ser maiores quando a mulher possui ovários policísticos. Saiba tudo o que você precisa sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos clicando aqui.

Cisto no ovário engorda?

O inchaço da região pélvica também pode ser um sintoma do problema. Com o inchaço, a mulher pode ou não perceber o aumento de peso. Não especificamente pelo cisto, mas devido às alterações hormonais do organismo. O problema também costuma dificultar o emagrecimento.

Tudo acontece porque alterações hormonais favorecem o acúmulo de gordura, e também a obesidade. Além disso, essas alterações podem provocar a queda de cabelos, acne, seborreia e aumento dos pelos corporais.

Também é comum, nessas mulheres, a maior ocorrência de diabetes, hipertensão arterial e a queda do colesterol bom. Por isso, é fundamental que as pacientes tenham atenção ao seu sistema reprodutor. Mudanças no sistema podem afetar todo o organismo.

A mulher com cisto no ovário ainda pode vivenciar perda ou ganho repentino de peso. Isso sem realizar nenhuma dieta ou mudança no dia a dia. Esses são sinais de atenção igualmente importantes.

Tratamento do problema

Assim que perceber sintomas ou alterações como o aumento de pelos, a mulher precisa consultar seu ginecologista. No consultório, o médico realizará exames como a ultrassom e a laparoscopia diagnóstica. Também é comum que a mulher precise realizar exame de sangue.

Diagnosticado o problema, o médico pode perceber que o cisto irá desaparecer sozinho. Assim, ele fará a prescrição, apenas, de remédios para o controle dos sintomas. Como o Dipirona e os anticoncepcionais orais. O uso dos anticoncepcionais, aliás, costuma ser bastante efetivo para a regularização do sistema hormonal feminino.

Quando a mulher sente dor na região pélvica, ela também pode utilizar compressas de água morna. O acessório consegue aliviar o desconforto.

Porém, nem sempre medidas simples são suficientes. Em casos mais graves, em que o cisto é muito grande, provoca torção do ovário, ou tem indícios de câncer, o médico pode indicar uma cirurgia. O câncer de ovário é o oitavo tipo mais incidente no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

É comum que a cirurgia para tratamento dos cistos seja laparoscópica, menos invasiva e com tempo menor de recuperação. Saiba mais sobre a laparoscopia acessando este texto.

Agora você já sabe que o cisto no ovário engorda, mas devido às alterações hormonais do organismo. Quer saber mais sobre a saúde da mulher e as chances de gravidez? Acesse o blog da Clínica Gera e navegue pelos nossos textos!

 

O médico sugeriu um histerectomia? Então, é hora de conhecer tudo sobre a cirurgia e se preparar para o pós-operatório. Acompanhe o texto e descubra tudo o que você precisa!

Cerca de 30% das mulheres brasileiras é submetida à histerectomia até os 60 anos de idade. A cirurgia consiste na retirada total ou parcial do útero, como forma de prevenção ou tratamento de uma série de problemas.

O útero é um órgão com cerca de 90 gramas. Ele se expande durante a gravidez, já que abriga o bebê, e pode chegar a pesar, sozinho, mais de 1 kg. O papel do útero é abrigar o feto desde a sua fecundação, já que é no útero que o primeiro amontoado de células se fixa e se desenvolve.

A gravidez ocorre quando óvulo e espermatozoide se unem. De modo natural, essa união ocorre após a relação sexual sem o uso de método contraceptivo.

Por meio da ejaculação masculina, uma série de espermatozoides é depositada na vagina.  Em seguida, as células masculinas nadam até a tuba uterina, onde o óvulo os aguarda. O óvulo é fecundado, e então “caminha” para o útero, onde se agarra ao endométrio. O endométrio é a parede interna uterina, e garante a nutrição das células que darão origem a um embrião.

Há diversas situações, porém, que podem dificultar todas as funções do útero. Em muitos casos, a mulher sente imensas dores e reflexos intensos em seu bem-estar. Quando um tratamento menos invasivo, como o uso de remédios, não dá resultado, o médico costuma recomendar a retirada do órgão uterino.

Quais as indicações da histerectomia?

A histerectomia é considerada uma cirurgia muito invasiva, pois retira um órgão do corpo feminino e muda completamente o seu sistema reprodutor. Assim, a operação é indicada apenas para problemas graves, e para quando tratamentos mais “simples” não funcionam. A seguir, explicamos as indicações mais recorrentes para o uso da histerectomia. Acompanhe!

Miomas

Miomas uterinos não têm causa conhecida, mas são comuns na idade fértil feminina. Seus fatores de risco são a obesidade, raça negra, a puberdade precoce e o histórico familiar — o que não significa que, obrigatoriamente, a mulher que atende a esses riscos desenvolverá um mioma.

Os miomas são na maioria das vezes nódulos benignos da musculatura do útero. E raramente podem sofrer transformação para tumores malignos. grande parte das mulheres que têm miomas são assintomáticas. Porém em alguns casos podem causar sintoma com dor pélvica e transtorno menstruais principalmente com aumento de dias e intensidade do fluxo menstrual.

Nestes cenários, a histerectomia pode ser indicada quando não se consegue resolver os problemas com o tratamento clínico. É sempre importante avaliar o futuro reprodutivo da paciente antes de se tomar a decisão de se retirar o útero.

Endometriose

Já a endometriose acontece quando o endométrio, tecido da camada mais interna do útero (endométrio) se desenvolve fora do útero. O problema pode provocar dores muito intensas, dependendo da sua gravidade. Quando o bem-estar da mulher é intensamente afetado, a retirada do útero pode ser a solução.

Geralmente, o médico realiza a histerectomia por via  abdominal, laparoscópica. Mas a cirurgia vaginal também é uma opção. Logo mais, explicaremos como cada uma funciona. Continue acompanhando!

Prolapso uterino

Na configuração normal do corpo feminino, o útero é um órgão localizado na região pélvica. Ele fica apoiado no fundo da vagina e suspenso por alguns ligamentos. Porém, existem situações em que  esses apoios enfraquecem fazendo com que o útero desca pela vagina e algumas vezes podendo até sair totalmente para fora da vagina. Existem fatores de risco que aumento o risco para o presença de prolapso uterino: fatores genéticos e estruturais (enfraquecimento dos ligamentos de sustentam o útero). Outro fator de risco são partos normais múltiplos. Estas estruturas também podem se enfraquecer com a idade.

Quando o prolapso uterino acontece, o útero passa a se localizar em uma parte mais inferior do corpo. Em um quadro grave, o órgão pode sair da vagina. A solução, então, é a histerectomia.

Câncer ginecológico

No sistema reprodutor feminino, podem ocorrer diversos tipos de câncer de origem ginecológica que necessitam de cirurgia para retirada do útero tais como  câncer  do ovário, endométrio ou do colo do útero. A histerectomia pode ser indicada tanto para tratamento dos problemas, quanto para a sua prevenção.

Displasia cervical

Outro problema comum para muitas mulheres é a displasia cervical. A displasia nada mais é do que o desenvolvimento de células anormais no colo do útero que são lesões precursoras do câncer do colo uterino. Na maior parte das vezes, o distúrbio ocorre como consequência da contaminação pelo papilomavírus humano (HPV). Muitas vezes a histerectomia é indicada nesta situação justamente para se evitar o câncer do colo uterino propriamente dito.

Placenta percreta

A cirurgia de retirada do útero também pode ser a solução para o tratamento de problemas como a placenta percreta. A condição ocorre quando a placenta penetra de forma mais profunda do que deveria no útero. Assim, ela atinge a região muscular do órgão, e em situações rara até atravessar toda espessura do músculo do útero e atingir órgãos vizinhos como a bexiga e o intestino. Isto muitas vezes sóe é diagnosticado apos o nascimento quando ao tentar retirar a plancenta a esma fica retida.  Geralmente trata-se de uma emergência pelos risco de hemorragia grave e a histerectomia é às vezes a única solução.

Adenomiose

A adenomiose nada mais é do que um tipo de endometriose da musculatura uterina. Neste caso as células do endométrio (camada mais interna do útero) “invadem” a musculatura uterina e podem causar sintomas como dor forte no período menstrual , sangramento intenso e infertilidade. Este tipo de problema muitas vezes se resolve com uso  de medicação mas quando isso  não ocorre, o médico pode indicar uma  histerectomia.

Outras indicações para a operação

Além das situações citadas, a histerectomia costuma ser utilizada em casos de:

Cuidados para a cirurgia

Apenas o médico pode definir se a operação de retirada do útero é mesmo a melhor opção à mulher. É necessário considerar vários fatores, como os riscos associados e o pós-cirúrgico, e principalmente avaliar o futuro reprodutivo desta mulher. A histerectomia elimina, por exemplo, a possibilidade de a mulher gerar um bebê no próprio ventre.

Para definir se o tratamento é mesmo o ideal, o especialista solicita uma série de exames. Começando pelo Papanicolau, que permite ao profissional perceber avaliar o risco de se ter um câncer do colo uterino A ultrassonografia pélvica tem a mesma função, e ainda facilita a percepção do tamanho e localização de qualquer problema.

Outro exame bastante comum é a biópsia do endométrio, quando se suspeita de possibilidade de um tumor na parte interna do útero .Além disso pode detectar células anormais na parede interna do útero, e também pode ajudar no diagnóstico da endometriose.

Com a cirurgia marcada, o médico realiza exames pré-operatórios laboratoriais e alguns caso se faz necessário avaliação com um cardiologista. Também é necessário uma avaliação com equipe de anestesia para se medir os riscos relacionados ao procedimento cirúrgico.

Normalmente, a histerectomia é realizada por um cirurgião ginecologista. Quando a cirurgia é radical (como explicaremos a seguir), um cirurgião oncologista pode se tornar o responsável pela operação.

Na hora do procedimento, é possível utilizar tanto a anestesia regional (raquianestesia ou peridural) mas também pode-se usar anestesia geral os as duas combinadas. Tudo vai depender do tipo de cirurgia e do tempo médio esperado para o procedimento.  Se este for o seu caso, converse com o seu médico. Ele poderá esclarecer qualquer dúvida.

Tipos de histerectomia

Existem três tipos de histerectomia, e a indicação de cada uma varia muito. Para definir a mais adequada, o médico avalia com cuidado  vários fatores , como idade, tipo de patologia, antecedentes pessoais, etc. O objetivo é garantir que a operação seja eficaz e única, sem a necessidade de uma nova intervenção.

O primeiro tipo da histerectomia é chamado de radical, pois remove todo o útero da paciente. Além do órgão, são retirados os tecidos e ligamentos ao redor do útero. Normalmente, essa operação só é realizada quando há a presença de um câncer, pois é necessário evitar a proliferação das células doentes.

Se necessário, os ovários podem ser removidos na mesma cirurgia — o que caracteriza um pan-histerectomia. Agora, se também forem removidas trompas, a porção superior da vagina e esvaziamento ganglionar pélvico, a operação é chamada de Cirurgia de Wertheim-Meigs.

Já a histerectomia total faz a retirada do útero e do colo do útero feminino. Enquanto isso, a operação subtotal faz a retirada do útero, mas mantém o colo do útero intacto.

Como a histerectomia é realizada?

Além dos tipos de histerectomia, existem diferentes modos de realizar a operação. O médico pode, por exemplo, sugerir a histerectomia abdominal, ou então a vaginal. As outras opções são pela cirurgia laparoscópica, por morcelamento e a robótica. Descubra, a seguir, como cada uma funciona.

Histerectomia abdominal

Para realizar a versão abdominal da retirada do útero, o médico realiza um corte na região do abdômen feminino. É por esse corte que o útero é retirado. Apesar de mais invasiva, devido ao corte maior, 65% das operações de histerectomia são abdominais.

O corte deste tipo de cirurgia pode ser realizado de modo vertical ou horizontal. No primeiro caso, a incisão é feita do meio do abdômen até pouco abaixo do umbigo. Já o corte horizontal é mais comum, pois é realizado na linha do biquíni. Essa localização costuma deixar as cicatrizes menos aparentes, o que agrada as mulheres.

Ainda assim, a definição pelo melhor tipo de incisão não é feita a esmo. O médico sempre considera o tamanho do útero e a presença de cicatrizes prévias na região abdominal. Normalmente, há preferência por “utilizar” uma cicatriz que já existe, em vez de criar uma nova.

Histerectomia vaginal

Quando a histerectomia é vaginal, o útero feminino é removido passando pela vagina. Neste caso, o cirurgião realiza uma pequena incisão dentro da vagina. Ele, então, insere instrumentos finos e longos no corpo da mulher para se proceder a cirurgia.

Com a ajuda desses mesmos instrumentos, o útero é “puxado” e removido pela abertura vaginal. Depois, são utilizadas suturas absorvíveis. Neste caso não é necessário a retirado dos pontos após  a realização da cirurgia. Além disso como o corte é feito no fundo da vagna não fica ciztriz aparentemnete visivel.

Se necessário, o médico também pode retirar o útero por seções, cortando-o em pedaços menores. Isso é comum quando o útero está aumentado muito grande.

A principal vantagem do procedimento vaginal é o menor tempo necessário para a recuperação. Ele também é mais barato e não deixa cicatrizes aparentes.

Histerectomia laparoscópica

A laparoscopia é uma técnica cirúrgica utilizada para diversos tratamentos, inclusive os relacionados ao sistema reprodutor feminino. Para realizá-la, três pequenas incisões são feitas no abdômen da mulher. Finos instrumentos cirúrgicos são inseridos por esses furos, junto a uma microcâmera (chamada de laparoscópio). Com as imagens feitas pela câmera, o médico visualiza o interior do organismo e consegue se guiar, utilizando os instrumentos cirúrgicos na retirada do útero pela cavidade vaginal.

Histerectomia robótica

Uma histerectomia robótica também é realizada por meio da laparoscopia. Dessa vez, porém, são robôs que realizam todo o trabalho.

A opção é indicada, por exemplo, para casos em que a mulher apresenta muitas aderências pélvicas. Afinal, essa característica torna o procedimento mais sujeito a complicações. Para garantir o sucesso da cirurgia, um médico acompanha todo o trabalho dos robôs de perto, assistindo-o por um monitor. Assim, se necessário, o cirurgião pode intervir.

Quais os riscos da operação de retirada do útero?

Após a cirurgia de histerectomia, é comum que a mulher apresente algumas reações. Nos primeiros dias, por exemplo, podem ocorrer cólicas e pequenos sangramentos. Podem surgir complicações para urinar, e algumas reações relacionadas à anestesia utilizada durante o procedimento. Porém, esses reflexos são apenas momentâneos, e podem ser controlados por meio do uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos (quando necessários) .

O problema acontece, realmente, quando esses sintomas são intensos e continuados, e quando ainda aparecem associados a outros sinais. Os sintomas de alerta, e que merecem uma ida ao hospital, são:

Dores e incômodos depois da histerectomia podem indicar problemas como uma infecção ou o surgimento de coágulos de sangue. Também podem haver lesões nos órgãos ao redor do útero (como intestino e bexiga), e uma reação do corpo aos remédios ou à anestesia. Por isso, é fundamental contar com acompanhamento médico contínuo e atencioso, antes, durante e depois do procedimento.

Como é a recuperação da paciente?

Independentemente do tipo de histerectomia, o procedimento tem duração média de  1 a 2 horas. Após a cirurgia, a paciente é mantida internada para observação por, pelo menos, dois dias. Durante sua recuperação, serão utilizados remédios anti inflamatórios e para eliminar a dor.

Movimentos podem ser realizados, mas aos poucos e em intensidade bem pequena. Esse tipo de cuidado vai evitar sangramentos e a abertura dos pontos. Em todo o caso, pequenos sangramentos são comuns, e é necessário utilizar absorventes higiênicos.

É importante também não carregar peso maior do que 9 kg nos primeiros 3 meses. Você também não deve manter relações sexuais com penetração nas primeiras seis semanas após a cirurgia.

Quando a histerectomia vaginal é a realizada, o tempo de recuperação e cuidados necessários são mais brandos. Especialmente comparando-os à recuperação de uma cirurgia abdominal. Geralmente, a recuperação completa da paciente demora quatro semanas. No caso da histerectomia abdominal, esse tempo aumenta para seis semanas.

De qualquer modo, é indicado que, após alguns dias, a mulher passe a caminhar lentamente. A caminhada não deve ser propriamente um exercício físico, mas apenas o movimento dentro de casa. Ela vai prevenir a coagulação do sangue nas veias e acelerar a cicatrização do procedimento.

Restrições na dieta só existem quando o médico considera necessário. O modo de realizar os curativos no pós-cirurgia também pode variar por paciente. Ainda assim, é comum a indicação do uso apenas de água e sabão neutro, com o curativo sendo trocado de 12h em 12h.

Pós-histerectomia: o que muda na vida da mulher?

O principal efeito da pós-histerectomia é a melhora na qualidade de vida feminina. Afinal, o útero pode ser fonte de uma série de patologias. Porém, um aspecto costuma pesar mais, inclusive na decisão pela cirurgia: a gravidez. Após a retirada do útero, a mulher não tem mais a possibilidade de gerar um bebê em seu ventre. Falaremos mais sobre este aspecto logo mais. Continue acompanhando!

A mulher que retira o útero também não tem mais períodos menstruais. Isso porque, a menstruação consiste na liberação do endométrio, a camada interior do útero. Sem útero, sem endométrio para ser liberado.

Se os ovários femininos forem retirados, a paciente entrará na menopausa logo após a cirurgia. Ou seja, seu corpo irá interromper a sua ovulação. Com os ovários mantidos, o ciclo hormonal e a liberação dos óvulos será mantido, até que o corpo feminino entre sozinho na menopausa

Finalmente, é importante destacar a vida sexual feminina. A retirada do útero não afeta em nada o apetite sexual da mulher, nem a sua capacidade de obter prazer. O prazer feminino está ligado à vagina e, principalmente, ao clitóris, que não é afetado em nenhum modo da cirurgia. A resposta a estímulos e a lubrificação vaginal só poderão diminuir, levemente, se o tamanho do colo do útero for consideravelmente modificado na cirurgia (o que não é muito recorrente).

Histerectomia engorda?

Muitas mulheres relatam que, após a histerectomia, têm maior dificuldade em manter o peso ideal. Não há provas da relação entre esses dois fatores.

Ainda assim, especialistas acreditam que o ganho de peso momentâneo está relacionado à restrição em realizar atividades físicas nos primeiros meses do pós-cirúrgico. Outra explicação são as mudanças nos níveis de progesterona e estrógeno no organismo, o que intensifica a retenção de líquidos.

A importância do acompanhamento psicológico pós-cirurgia

Assim como citado, ao retirar o útero, a mulher não tem mais a capacidade de gerar um bebê em seu ventre. Essa impossibilidade provoca, em muitas pacientes, a ideia de que elas são mulheres “piores” do que aquelas que não passaram por cirurgia. A impossibilidade de gerar filhos seria uma indicação de que a mulher é “menos mulher” do que as demais.

Todas essas concepções estão erradas. Porém, pode ser difícil manter esse pensamento após a operação, já que sentimentos negativos são comuns. Por esse motivo, o acompanhamento psicológico após a histerectomia é mais do que indicado. Sessões de psicoterapia podem ajudar a entender e a trabalhar as emoções. O objetivo é evitar que elas afetem a sua vida e levem a problemas mais graves, como a depressão.

De qualquer modo, é importante destacar um ponto. A mulher que realiza uma histerectomia não pode mais engravidar, mas pode, sim, ter filhos. Quando a paciente tem o desejo de engravidar, o médico sugere a coleta dos seus óvulos antes do procedimento. Depois, estes óvulos podem ser utilizados para uso em tratamento de reprodução assistida com a fertilização in vitro. . O bebê pode ser gerado com o auxílio de uma barriga solidária.

A Fertilização in vitro é um processo no qual óvulo e espermatozoides são coletados e levados ao laboratório. Lá, eles são unidos, gerando um embrião. Após amadurecer por cerca de cinco dias, este embrião é transferido para o útero da barriga solidária. Caso consiga se agarrar ao endométrio, esse embrião iniciará a gravidez. Para saber mais sobre o assunto, leia o texto Inseminação Artificial: Gravidez, Passo a Passo.

Agora você já sabe tudo o que precisa sobre a histerectomia. Antes da cirurgia, converse bastante com o seu médico e tire qualquer outra dúvida que restar. Assim, você saberá como a operação afetará o seu bem-estar.

O sistema reprodutor feminino está sujeito a uma série de problemas. Um deles é o pólipo uterino, que ocorre em cerca de 10% das mulheres. Apesar de simples, a condição pode trazer incômodos e, em alguns casos, demandar cirurgia para tratamento.

Também chamado de pólipo endometrial, o pólipo uterino acontece quando há o crescimento excessivo de células do endométrio. O endométrio é a parte de revestimento do interior do útero, que é renovada mensalmente se preparando para a fixação de um óvulo fecundado. Apenas após essa fixação de um embrião e que a  gravidez é iniciada.

Ao fim de um ciclo menstrual, quando nenhum óvulo é fecundado, o endométrio se descama e é liberado por meio da menstruação. Então, ele se renova e aguarda novamente o fim de um ciclo.

O ponto é que, durante esse processo de desenvolvimento do endométrio, a sua camada principal pode crescer de forma exagerada. Esses crescimento exagerado podem criar pequenas projeções para dentro de útero que se assemelham a bolinhas ou pquenas estruturas que lembram os dedos de uma mão. Essas estruturas podem ser podem ser pequenas ou crescer um pouco mais, atingindo tamanho semelhante ao de uma moeda de 1 real.

Até hoje, a ciência não conseguiu definir, com exatidão, as causas do pólipo endometrial. Pesquisas sugerem apenas que eles têm a ver com alterações hormonais, e também possuem influência de fatores hereditários. Como não se conhece a causa exata, não é possível prevenir os pólipos. Vale a pena, de qualquer forma, manter visitas regulares ao médico e hábitos saudáveis de vida.

É comum que os pólipos endometriais apareçam sozinhos no útero. Apenas em 20% dos casos os pólipos são múltiplos, e estas são as situações em que o quadro merece um pouco mais de atenção.

Grupos de risco para pólipos uterinos

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Não é possível definir, com exatidão, as causas de um pólipo endometrial. Ainda assim, alguns grupos de mulheres apresentam mais chances de sofrerem com o problema.

Para essas, é indicado realizar visitas rotineiras ao ginecologista. Com este cuidado, qualquer diagnóstico pode ser feito de forma precoce, facilitando também seu tratamento. A seguir, listamos as mulheres que aparecem no grupo de risco para o problema.

Sintomas do pólipo uterino

Na maior parte dos casos de pólipo uterino, a mulher não apresenta sintomas. O pólipo é formado mas muitas vezes as mulheres continuam tendo ciclos menstruais normais. Assim, são comuns as situações em que a paciente nem mesmo sabe que possuiu um pólipo.

Por outro lado, outras pacientes podem apresentar sintomas . Nestes casos, os pólipos costumam ser maiores, ou virem em grupos — pólipos múltiplos. Aqui, também pode ser que as bolinhas desapareçam sozinhas, não demandando tratamento.

Porém, é mais comum que elas requeiram tratamento médico. Assim que perceber qualquer um dos sintomas, é importante que a mulher busque seu ginecologista e realize exames ginecológicos. Até porque, muitos dos sinais provocados por um pólipo podem ser indicações também de outros problemas. É essencial diferenciar as ocorrências e oferecer as soluções adequadas para cada uma.

Os sintomas mais comumente associados a presença de um pólipo no interior do útero são:

Outro problema comum é a dificuldade para engravidar. Ela ocorre porque, dependendo da localização e do tamanho do pólipo, ele pode dificultar a fixação do embrião no endométrio. Sem essa fixação, a gravidez não pode ser iniciada.

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Em muitas situações, este é o único sintoma apresentado para a mulher. Após diagnosticado, o problema pode ser tratado e permitir a gestação natural. Caso não seja possível tratá-lo, é possível utilizar técnicas de reprodução assistida. Os métodos mais comuns são a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Como tratamento é realizado?

Para o diagnóstico do pólipo endometrial, a mulher precisa inicialmente realizar uma uma ultrassonografia ultravaginal, entretando nem sempre [e possivel visualizar os pólipos pela ecografia. O melhor exame para diagnosticar a presença dos pólipos é o  exame chamado histeroscopia diagnóstica pois neste caso o médico consegue olhar diretamente, através de uma câmera, e visualizar o interior do útero e do canal vaginal, e então verificar a presença das formações anormais.

Assim que o pólipo uterino é detectado, o médico avalia a necessidade de um tratamento. Há casos em que a “bolinha” irá desaparecer sozinha, e por isso o especialista prefere aguardar e acompanhar o quadro da paciente.

Já em casos mais graves, de pólipos múltiplos, ou em que as bolinhas provocam sintomas intensos, o melhor tratamento pode ser cirúrgico. Principalmente quando o quadro afeta a fertilidade feminina. Nestas situações, o especialista utiliza da histeroscopia cirúrgica.

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Esse procedimento é realizado por meio de um fino instrumento, inserido pela cavidade vaginal feminina. Esse instrumento faz o corte e a retirada do pólipo. Para a visualização do interior do útero, o médico utiliza uma microcâmera, também inserida pela vagina.

Uso da histerectomia

Ainda existem casos em que os pólipos podem retornar e causar enormes prejuízos à saúde feminina. Nesse cenário, é possível fazer uma cirurgia para retirada do útero, chamada de histerectomia.

Porém, essa medida é considerada extrema, já que eliminará a possibilidade de gestação pela mulher. É necessário considerá-la com cuidado e com orientação médica atenciosa. O procedimento é mais comum para mulheres já na menopausa, ou próximas de atingi-la. Na menopausa, a mulher já não é capaz de gestar naturalmente.

No pós-cirúrgico, independentemente do tipo de cirurgia realizada, a mulher precisa manter alguns cuidados. É importante, por exemplo, cumprir uma rotina saudável, com alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos leves.

Também é comum que o médico indique a interrupção das relações sexuais, ao menos no primeiro mês pós-operatório. Passado esse período, a paciente realiza novos exames, para verificar os resultados da cirurgia e a necessidade de um novo tratamento.

Qual a diferença entre mioma, cisto e pólipo?

Apesar do que muita gente pode achar, miomas, cistos e pólipos uterinos são bem diferentes. A confusão costuma ocorrer, principalmente, porque os problemas provocam sintomas muito semelhantes. Como a dor na região pélvica e a irregularidade na menstruação. Às vezes, até, nenhum deles provoca sintomas mas podem ser vistos nos exames de diagnóstico como por exemplo a ultrassonografia transvaginal. Porém, é essencial diferenciar as condições, inclusive para uma conversa mais fluída com o médico.

Para começar, o mioma é um tumor benigno da da musculatura do útero, muito comum em mulheres com mais de 35 anos. Ele acontece quando um tumor se desenvolve a partir do músculo uterino, alterando muitas vezes o formato e o tamanho do útero.  Os miomas  podem crescer tanto no lado de fora, quanto no lado de dentro do útero.

Já o pólipo, como citado ao longo do texto, ocorre no interior do útero. Ele é fruto do crescimento desordenado das células do endométrio. Enquanto isso, o cisto é mais comum nos ovários, e tem maior chance de malignização. Ou seja, de se tornar um câncer. O cisto é uma pequena bolsa de líquido que fica alojada nos ovários ou em sua superfície.

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Pólipos endometriais e o câncer

Apenas 1% a 3% dos pólipos uterinos podem sofrer uma transformação e suas células passarema a ser malignas  se tornando cânceres. Parte dos pólipos  se desenvolvem e desaparecem sozinhas, e também podem ser tratadas de forma simples de uma histeroscopia cirúrgica. Mesmo quando há a reincidência dos pólipos, é difícil que eles se tornem malignos.

Não significa, porém, que a saúde da mulher não mereça atenção. Os sintomas provocados por um pólipo são os mesmos sentidos em problemas mais graves, como o câncer. Por isso, é fundamental manter a atenção à saúde do organismo e procurar um médico sempre que o sinal acontecer. Também é importante realizar, ao menos, 1 consulta anual com o ginecologista, para acompanhamento rotineiro.

Gravidez e pólipos endometriais

Pólipos endometriais, dependendo do seu tamanho e localização, podem dificultar a fixação do embrão na parede do útero. Esse é o principal prejuízo provocado às mulheres que desejam engravidar, mas que sofrem do problema.

Para que uma gravidez ocorra, um espermatozoide precisa fecundar o óvulo feminino. Essa fecundação ocorre após relação sexual sem o uso de método contraceptivo, desde que a mulher esteja em seu período fértil.

Unidos, os gametas feminino e masculino formam um zigoto, que passa a se dividir em uma série de células para então formar o embrião. O embrião “caminha” para o útero e se fixa no endométrio. Ou seja, na parede interna do órgão.

É essa fixação que garante a nutrição inicial necessária ao embrião,  enquanto placenta e cordão umbilical não se desenvolvem. Isso significa que, se pólipos impedirem o óvulo de se fixar, a gravidez não será possível.

Após o tratamento e a retirada de um pólipo uterino, é comum que a mulher tenha maior facilidade para engravidar. Pode acontecer, porém, de novos pólipos surgirem, ou de outros problemas de fertilidade afetarem o casal. Nessas situações, o médico pode indicar o uso de uma técnica de reprodução assistida — sendo que a mais comum é fertilização in vitro.

Técnica de fertilização in vitro

A fertilização in vitro é realizada por meio da coleta do óvulo e do espermatozoide. Os gametas são levados ao laboratório e então unidos. Lá, permanecem por cerca de até 5 dias, para que o embrião amadureça.

Depois, o embrião é transferido para o útero feminino, de modo que se fixe ao endométrio e inicie a gestação. Caso a mulher tenha passado por uma histerectomia, é possível optar por uma barriga solidária.

Agora você já sabe tudo o que precisa sobre pólipo uterino. Após qualquer sintoma, procure seu médico e trate o problema. Lembre-se também de manter visitas regulares ao ginecologista. Deste modo, qualquer ocorrência, mesmo que assintomática, poderá ser diagnosticada de modo precoce. Isso facilitará o seu tratamento.

A gravidez pode ser um período cheio dúvidas e inseguranças. Por isso, é importante possuir o máximo de informações sobre o assunto. Assim, a mulher se sentirá mais segura e bem assistida na hora de visitar o médico. Neste texto, nós falamos tudo sobre o parto induzido. Acompanhe!

São várias as situações que podem levar a um parto induzido. De modo geral, o procedimento é indicado quando algo pode prejudicar a saúde da mãe ou bebê ou quando o tempo de gestação atinge um limite máximo que no Brasil segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e obstetrícia (FEBRASGO) é de 41 semanas . Por isso é tão importante manter um acompanhamento médico rigoroso durante todo o pré-natal.

Porém, antes de falarmos sobre o parto induzido, é importante destacarmos alguns pontos sobre a gestação. Por exemplo: você sabia que é impossível calcular exatamente 9 meses de gravidez?

O que os médicos fazem é estabelecer uma estimativa da gestação. Isso acontece porque não é possível saber qual foi a data em que o óvulo foi fecundado. Deste modo, o especialista faz uma estimativa do tempo de gestação, com base no primeiro dia da última menstruação da mulher.

Outra forma de se calcular a idade gestacional com mais precisão é a realização de uma ultrassonografia nos primeiro três meses Assim, ele estabelece a data provável de parto (DPP) para 40 semanas de gravidez. Considera-se uma gestação de tempo certo quando o bebé nasce entre 37 e 42 semanas de gestação  Sendo que hoje em dia o melhor momento para o nascimento do bebê é entre  39 e 41 semanas de gravidez.

Cerca de 80% dos parto acontecem naturalmente neste período.  O parto que acontece antes de 37 semanas de gravidez é considerado prematuro e aquele que passa de 42 semanas e chamado de pós termo. (estaria passando do tempo correto para o nascimento)

Como a gravidez acontece?

Uma gestação acontece quando o espermatozoide fecunda um óvulo. De modo natural, esse processo ocorre após uma relação sexual sem o uso de método contraceptivo. Também é necessário que a mulher esteja em seu período fértil. Ou seja, é necessário que o óvulo, seu gameta, esteja disponível nas tubas uterinas.

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Assim que o gameta feminino é fecundado, ele começa a se dividir em várias e várias células e é formado então o embrião. esse embrião  se deslocam e busca “se prender” à parede interna do útero, chamada de endométrio. Quando o embrião consegue realizar esse processo, ele continua a se desenvolver, até que se torna um feto. Considerando a última menstruação da mulher, o médico estabelece a data provável de parto desse bebê.

A gravidez também pode acontecer por meio de técnicas de reprodução assistida. Nesses casos, óvulo e espermatozoide são unidos com a ajuda de um especialista, no laboratório, em vez de por meio da relação sexual. As técnicas mais comuns são a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

O parto induzido

A indução do parto pode ocorrer principalmente quando existe algum problema durante a gestação seja com a mãe (hipertensão gestacional, diabetes, infecções, rotura da “bolsa das águas”, etc) ou com bebê (presença de malformações, parada do desenvolvimento fetal, sinais de sofrimento do bebê, etc) . Nestes casos o indução do parto pode ter que ser “antecipada” antes data provável e em alguns casos dependendo da gravidade até antes de 37 semanas  (parto prematuro).

Quando citamos a antecipação, nos referimos à realização do parto antes de que o corpo, naturalmente, inicie o processo.

Vale destacar, também, que o parto induzido não é sempre indicado. Existem vários casos em que, mesmo “atrasado”, o nascimento do bebê pode ser “deixado para depois”. Afinal, como explicado no início do texto, o período de gestação é apena estimado e data provável do parto não significa um limite para o nascimento, como dissemos anteriormente poderia-se esperar até 2 semanas após esta data. . Assim, a gravidez pode estar em seu tempo certo mesmo que se tenha passado da DPP.

O parto também pode ser induzido de forma eletiva ou programada isso geralmente ocorre quando de atinge uma data “limite” para o nascimento. No brasil o FEBRASGO orienta que o indução eletiva seja feita por volta de 41 semanas de gestação mas em alguns países espera-se o limite máximo de 42 semanas.

Parto induzido e parto eletivo

Para realizar um parto induzido, a mulher utiliza alguns medicamentos e técnicas indicadas pelo médico. O objetivo de cada um dos métodos é estimular as contrações do útero, o que fará a mulher entrar em trabalho de parto e “expulsar” o bebê.

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Um nascimento induzido não deixa de ser um tipo de parto  normal e, apenas se achar necessário, o médico pode preferir a cesariana geralmente quando existe algum fator de risco para se tentar a indução do parto ou quando a mulher não deseja que seja feita a indução.  O parto normal, de qualquer forma, traz mais benefícios à mãe e bebê. Além disso, diminuir o número de cesáreas pelo mundo é uma meta da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Também pode acontecer do parto induzido de forma eletiva (parto eletivo) geralmente ele acontece quando se atinge o limite de tempo que se considera seguro para o bebê nascer e quando existe o desejo da mulher em escolher este tipo de parto. Como foi dito anteriormente este limite, no Brasil é de 41 semanas.  O procedimento só pode ser realizado com a aprovação médica, para que a saúde do bebê seja garantida.

Independentemente do motivo para o parto induzido, é necessário realizar alguns exames importantes. Como a avaliação do bem estar do bebê (necessário para ver se ele “aguenta” o trabalho de parto até o nascimento) e as condições principalmente do colo uterino para ter uma ideia das chances de sucesso de indução. Esta avaliação normalmente é baseada no índice de Bishop.

Essa avaliação correlaciona a posição do bebê, a altura da cabeça de bebê em relação aos osso da bacia da mãe e a dilatação e espessura do colo do útero. Diante destas informações decide-se se já inicia a indução do parto ou se antes é necessário um preparo do colo do útero para que se tenha maior chances de sucesso.

Quando existem condições mínimas para um nascimento seguro, o parto normal pode ser realizado. Quando não, o médico opta pela cesariana.

Assim que a indução do parto é feita, as contrações uterinas começam. O intervalo entre o uso do remédio e o início das contrações costuma ser de 30 minutos, mas quando existe a necessidade de preparo do colo uterino este tempo pode ser até de 24 horas.

É comum que o nascimento induzido seja mais doloroso do que um parto que se inicia naturalmente. Porém, caso a mulher deseje, poderá solicitar a realização de uma analgesia, um tipo de anestesia que se faz para aliviar as dores das contrações mas não interfere no andamento do trabalho de parto.

Esse tipo de parto também costuma ser mais demorado, superando as 15 horas comuns de um parto normal. Por isso, a mulher precisa ter paciência e acompanhamento próximo do médico, durante todo o processo.

Como o parto induzido é feito?

Nos casos em que a mulher possui uma condição favorável, geralmente avaliada pelo índice de Bishop,  pode-se iniciar de imediato a indução do parto. Entretanto aquelas em que as condições não são favoráveis se faz necessário um preparo do colo uterino previamente à indução do parto. O preparo do colo uterino geralmente pode ser feito com uso de uma medicação via vaginal ou através da passagem de um balão pelo colo do útero que expande a ajuda o colo uterino a começar a se dilatar.

Assim que o colo está bem preparo inicia-se indução propriamente dita com uso de uma substância chamada ocitocina. A ocitocina é administrada diluída em um soro de forma lenta e gradual até que a mulher comece a ter contrações uterinas rítmicas e efetivas. Para que a quantidade de medicamento seja ideal, uma bomba de infusão é utilizada. Assim, a substância é aplicada aos poucos e na medida em que o organismo da mulher solicitar.

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Normalmente precisa-se de pelo menos três contrações de aproximadamente 40 segundos a cada 10 minutos para que ocorra a dilatação do colo uterino e a paciente entre em trabalho de parto. Após conseguir este padrão de contrações o soro com ocitocina é mantido , na maioria das vezes,  até o final do trabalho de parto.

a rotura da bolsa amniótica nem sempre é necessária para que a paciente entre em trabalho de parto. Até porque ela tem uma função protetora principalmente contra infecção. Mas em alguns casos selecionados o seu rompimento pode ajudar a paciente entrar ou acelerar o trabalho de parto.

Cabe salientar ainda que existe um limite para se tentar o parto normal mesmo quando induzido. De uma maneira geral espera-se até 18 horas de trabalho de parto efetivo para que ocorra o nascimento desde que o bebê esteja com uma boa vitalidade. Caso se identifique alguma anormalidade com a mãe ou com o bebê ou ainda passe das 18 horas de trabalho de parto normalmente se interrompe a indução e é realizado um parto cesariana.

Quando é indicado fazer a indução do parto?

São diversas as situações em que o parto induzido é indicado, tanto em atenção à saúde da mãe, quanto à saúde do bebê. Por isso é tão importante manter visitas regulares ao médico. Apenas com o pré-natal adequado o especialista pode verificar a necessidade de um procedimento de “antecipação” do nascimento. A seguir, listamos as situações mais comuns em que o parto induzido pode ser necessário.

Apesar de tantas indicações, há várias situações em que a indução do parto não é a melhor opção. Aqui, ou o médico prefere aguardar o trabalho de parto natural, ou realiza  uma cesariana. Tudo depende das condições de saúde da mãe e bebê, e o quão seguro é realizar qualquer dos procedimentos. Apresentamos aqui uma lista de situação onde a cesariana normalmente é indicada como o melhor método para o nascimento do bebê.

Métodos naturais para indução do parto

Como explicamos ao longo de todo o texto, o acompanhamento do obstetra é mais que essencial durante toda a gravidez. Apenas o especialista pode indicar uma indução do parto, independentemente do método. Afinal de contas, ele poderá avaliar toda a gestação, além de cada aspecto da saúde da mãe e bebê.

Mas isso não significa que a mulher não possa dar uma “ajudazinha” para o nascimento do bebê. Se a data prevista de parto estiver próxima, algumas atitudes podem ajudar no processo. Agora, se houver risco de saúde, ou se a DDP estiver atrasada, é importante conversar primeiro com o médico. O especialista precisa verificar a segurança da técnica para o seu caso. De qualquer modo, indicamos alguns “métodos naturais” a seguir.

1. Acupuntura

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De acordo com um estudo de Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a acupuntura pode ajudar na indução do parto. Na pesquisa, foram avaliadas mulheres com cerca de 41 semanas de gravidez. Em 70% delas, o trabalho de parto foi iniciado, de modo natural, após 3 sessões de acupuntura.

2. Use óleo de Prímula

Não existem exatamente estudos sobre o uso de óleos para a estimulação do parto. Porém, algumas mães já relataram que o uso do óleo Prímula é eficaz. O Prímula possui prostaglandinas. As prostaglandinas ajudam, de pouco em pouco, a amadurecer o colo do útero para o parto. Assim, o bebê teria maior facilidade em deixar o útero.

3. Beba chá de folhas de frutas vermelhas

Há indicações de que o chá de frutas vermelhas ajuda a fortalecer as paredes uterinas e pélvica. Como resultado, ele poderia estimular as contrações para o parto. Por isso, aliás, muitas parteiras não indicam o consumo da bebida antes do terceiro trimestre de gestação.

4. Consuma tâmaras

Um estudo relatou que mulheres que consumiram 6 tâmaras por dia, dias antes da sua DDP, tiveram maior sucesso em “cumprir” com a previsão do parto. A dilatação do colo dessas mulheres também se tornou maior, facilitando a passagem do bebê.

Sexo pode induzir o parto?

Muitas gestantes apresentam certo receio sobre a prática sexual durante a gravidez. Há, por exemplo, dúvidas sobre como o sexo poderia afetar o bebê. Antes de tudo, então, é necessário dizer: a prática sexual não machuca, nem prejudica, de modo algum, o feto. Caso a mulher deseje, ela pode, sim, manter a atividade sexual.

Outra dúvida comum diz respeito ao perigo da indução do parto precoce pelo sexo. Então, é preciso dizer que, para gravidezes de baixo risco, a prática não afeta e nem induz um parto de forma prematura. . Apenas gestações de alto risco podem ter efeitos, mas isso é avaliado pelo médico. Caso existam riscos deste tipo, o especialista irá indicar a suspensão da prática sexual.

Muita gente ainda acredita que a prostaglandina contida no esperma masculino poderia ajudar na indução. Isso já que a substância ajuda no amolecimento e na dilatação do colo do útero. Porém, a quantidade presente no esperma não é suficiente para esse efeito. Os orgasmos femininos também podem induzir as contrações mas não a ponto de iniciar o trabalho de parto.

Assim, a melhor solução é conversar com o seu médico e verificar os riscos da prática sexual para a sua gravidez. Caso eles não existam, ótimo. E é importante lembrar que o sexo não vai contribuir  para a indução do parto. Se a “antecipação” do nascimento for necessária, ela deverá ser coordenada pelo obstetra.

Agora você já sabe bem mais sobre a indução do parto, não é mesmo? Lembre-se de manter o seu pré-natal em dia! Isso vai facilitar muito a manutenção da sua saúde e do seu bebê.

Com dúvidas sobre a gravidez gemelar? Quer saber como ela acontece, e quais os cuidados necessários? Acompanhe o texto e descubra!

Conhece vários gêmeos, e tem a impressão de que eles são cada vez mais comuns? Bem, isso é realmente apenas uma impressão. Uma gravidez gemelar só corresponde a 1 ou 2% das gestações naturais no mundo. No Brasil, em 2012, isso correspondeu a 58.571 pares de gêmeos, de quase 3 milhões de bebês nascidos naquele ano.

Uma gestação de gêmeos pode acontecer de duas formas. Na primeira, apenas um óvulo é fecundado mas, na hora de se desenvolver, o embrião se divide em dois. Neste caso, como os dois embriões são iguais, nascem gêmeos idênticos, chamados de univitelinos. Bebês univitelinos podem dividir a  mesma placenta.

Já os gêmeos bivitelinos têm origem em dois embriões diferentes. Esse tipo de gravidez ocorre quando a mulher libera mais de um óvulo no mês, e ambos são fecundados. Os bebês não são iguais, e possuem placentas diferentes. Apenas nesse tipo de gestação podem nascer um menino e uma menina, ou até mesmo crianças com traços e cores completamente diferentes.

As lógicas das gestações bivitelinas e univitelinas são as mesmas quando a gravidez é de múltiplos bebês (mais de dois). Segundo o Guiness Book, o recorde de crianças nascidas em um único parto foi de nove bebês, mas este tipo de ocorrência é pouquíssimo comum. As gravidezes mais recorrentes são de, no máximo, trigêmeos.

Como uma gestação começa?

Gravidezes acontecem quando o óvulo feminino é fecundado por um espermatozoide. O processo natural dessa fecundação ocorre após uma relação sexual sem o uso método anticoncepcional. Após a ejaculação masculina, vários espermatozoides são liberados na vagina da mulher e eles têm que “nadar” através útero até encontrar o  óvulo, que geralmente se está  aguardando a chegada dos espermatozoides  na tuba uterina.

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Assim que os espermatozóides encontram o  óvulo um entre milhões acaba entrando e fecundando este óvulo, Após a fecundação  a célula feminina cria uma barreira para outros espermatozoides. Depois disto o embrião passa a se desenvolver, e “caminha” até o útero. O embrião precisa se agarrar ao endométrio, a parede interna do útero, para que  continue a sua a sua divisão celular e desenvolva até formar o feto.É neste momento que o amontoado de células pode se dividir em mais de um embrião.

Também pode acontecer de a mulher, naquele mês, liberar mais de um óvulo. Isso pode ocorrer por vários motivos, que exemplificaremos logo mais. Se todos os óvulos forem fecundados, uma gravidez múltipla terá início.

É importante destacar que, para que uma gravidez se inicie, a mulher precisa estar em seu período fértil. O período fértil é o prazo em que o óvulo está disponível para fecundação, e dura apenas 12 a 24 horas após a sula liberação dos ovários. Você pode saber mais sobre o período fértil feminino neste texto.

Mas quando será que há maior chance de uma gravidez de gêmeos acontecer? A seguir, citamos e explicamos algumas das situações mais comuns. Acompanhe!

Quando há gêmeos na família

Se a mulher possui familiares gêmeos, ela possui certa disposição genética a ter uma gestação deste tipo. Isso é ainda mais comum quando os gêmeos são parentes diretos, como irmãos, tios, avós e irmãos dos avós. Cabe  salientar que a história familiar aumenta a chances de gravidez de gêmeos bivitelinos.

Quando a mulher interrompe a pílula anticoncepcional

Pílulas anticoncepcionais são hormonais, e mudam todo o ciclo do corpo feminino. A ovulação, por exemplo, acontece devido a hormônios, e fica bloqueada com o uso da pílula.

Após a interrupção dos remédios, porém, todo o nível de hormônios no organismo da mulher muda. Isso pode causar desordens, especialmente na hora da liberação dos óvulos. É comum que mais óvulos sejam liberados nos primeiros meses, favorecendo a fecundação de mais de um óvulo. Porém via de regra a maioria das mulheres vão ovular somente um óvulo.

Com o uso da fertilização in vitro

Muita gente acredita que uma fertilização in vitro vai, invariavelmente, gerar uma gravidez gemelar. Este é um mito, mas não exclui o fato de que o tratamento pode facilitar esse tipo de gestação.

A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida. Ela é muito utilizada por casais heterosexuais que têm dificuldade de engravidar, por casais homossexuais, e até por pais/mães solteiros/solteiras. Para a sua realização, os óvulos são coletados e levados ao laboratório  junto a alguns espermatozoides. Lá, os gametas feminino e masculino são unidos. Em seguida, um embrião é gerado, e então se desenvolve podendo chegar até o estágio de blastocisto (geralmente 5 dias após a fertilização)

No passo seguinte, o embrião é transferido para o útero da futura mamãe, ou para uma barriga solidária. É neste momento que a fertilização pode favorecer a gravidez gemelar uma vez que podem ser  transferidos de 2 a 4 embriões  dependendo da idade de mulher.

Muitas vezes, para aumentar as chances de que o processo dê resultado, o médico transfere mais de um embrião para o útero. Se todos eles conseguirem se agarrar ao endométrio, haverá mais de um bebê em desenvolvimento. Por um processo natural, o embrião também pode se dividir em dois, gerando fetos univitelinos.

Graças à descendência

Pesquisas indicam que mulheres afrodescendentes possuem mais chances de ter gêmeos. Já mulheres asiáticas têm as menores chances de gerar mais de um bebê por vez.

Quais os sintomas da gravidez gemelar?

Para a confirmação de uma gravidez, gemelar ou não, só há um caminho: exames médicos, como o ultrassom. Porém, existem alguns sintomas sugestivos de que a mulher está gerando gêmeos. O primeiro deles é ter um pouco mais de dor tipo cólica . Outro sinal comum é o aumento do útero de forma mais acentuada que o normal. .

Também é possível suspeitar desse tipo de gravidez após o exame Beta HCG. O Beta HCG aparece alto quando a mulher está grávida, e com índices muito maiores na gestação de gêmeos. Na gravidez comum, o nível do hormônio costuma chegar a até 7.340 mlU/ml nas primeiras 5 semanas, e em 86.500 mlU/ml em 6 semanas. Já na gravidez gemelar, o índice pode alcançar os 10.276 mlU/ml e 121.100 mlU/ml nos mesmos períodos.

Os incômodos que uma gravidez pode causar, como enjoos, também são intensificados. Isso ocorre exatamente porque o nível de vários hormônios no organismo é bem maior.

Além disso, as complicações possíveis se tornam mais prováveis. Aqui, estamos falando de problemas como a diabetes gestacional e a hipertensão. É fundamental contar com acompanhamento médico dedicado, para prevenir ou tratar qualquer uma das complicações.

Quais os cuidados necessários na gravidez de gêmeos?

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Se a gestação é “em dobro” — ou até mais do que isso —, os cuidados durante toda ela também devem ser redobrados. Isso vai garantir a saúde da mãe e dos bebês, e o desenvolvimento correto das crianças. Acompanhe quais são os cuidados requisitados às futuras mamães.

Pré-natal mais detalhado

É bastante comum que, durante a gravidez gemelar, a mulher tenha que realizar muito mais exames e consultas. Normalmente, a visita ao médica ocorre de duas em duas semanas — enquanto na gestação comum, ela pode ser feita a cada quatro semanas. Além disso, as consultas passam a ser semanais quando a mulher alcança o 3º trimestre

Todo este cuidado acontece porque, biologicamente, o corpo feminino não está preparado para gerar mais de um bebê. Por isso, suas adaptações são bruscas, e o desenvolvimento dos fetos exige muito.

Quando a gravidez é univitelina, a atenção é novamente intensificada. Nessas situações, de duas crianças iguais, há a possibilidade de que ocorra a chamada transfusão feto-fetal. O problema acontece em cerca de 15% das gravidezes de gêmeos univitelinos.

A transfusão feto-fetal ocorre quando um bebê “rouba” o alimento do outro, devido a uma vascularização incorreta da placenta. Aqui, pode ser necessária uma cirurgia para a redistribuição da vascularização entre os fetos.

Alimentação na gestação de gêmeos

Sempre que uma mulher está grávida, ela ouve coisas como “come mais, você está comendo por dois!”. Quando a gravidez é de gêmeos, então, ela pode ouvir que está “comendo por três”, por quatro ou mais. Os conselhos, porém, não devem ser levados a sério.

Durante qualquer gravidez, o que a futura mamãe precisa fazer é ingerir um número maior de calorias. Mas isso não significa, necessariamente, comer em maior quantidade. Por isso, é essencial que a mulher conte com uma dieta balanceada e com os alimentos certos. É aí que entram as consultas com o nutricionista.

Geralmente, uma dieta para mulheres grávidas incluem cinco bases. São elas: o consumo de frutas, verduras e cereais integrais; o consumo de proteínas; carboidratos; leite e derivados; e ômega-3

As frutas e outros alimentos que vêm da terra são importantes porque são ótimas fontes de minerais, vitaminas e fibras. Já as proteínas, como as da carne e dos ovos, ajudam na formação dos tecidos do corpo e do sistema nervoso dos bebês.

Enquanto isso, os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo feminino. Leite e derivados ajudam a manter uma placenta saudável, e ainda garantem o desenvolvimento dos ossos do feto. Por fim, o ômega-3 é essencial no desenvolvimento do cérebro dos gêmeos.

Com a dieta adequada, a mulher consegue manter os bebês e o seu próprio corpo nutridos e, ao mesmo tempo, pode controlar seu peso. Em uma gravidez gemelar, é comum que a mamãe engorde, pelo menos, 15 quilos. Porém, aumentar muito o valor na balança pode favorecer a diabetes e outros problemas — o que merece muito cuidado.

Manter repouso

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Com mais de um bebê em desenvolvimento, o corpo feminino costuma apresentar muito mais sinais de fadiga. A sonolência, dores nas costas e dificuldades para dormir também são comuns. Assim, é interessante manter repouso sempre que possível. Colocar as pernas em uma almofada mais elevada ainda pode diminuir as dores nas pernas e na lombar.

No fim da gestação, o repouso se torna ainda mais importante. Afinal, nessa época, o colo do útero passa a ser mais pressionado, por uma série de fatores. Manter-se em atividade intensa poderia favorecer o nascimento prematuro das crianças.

Realizar atividades físicas regulares

Praticar atividades é fundamental para a saúde de qualquer pessoa, incluindo as grávidas. Por isso, é importante manter alguns exercícios durante a gestação. No entanto, eles precisam ser mais leves, e ter acompanhamento médico bem de perto. Só o especialista poderá indicar os movimentos ideais, principalmente evitando prejuízos à gestação.

Atenção a perdas de sangue

Durante qualquer gestação, a perda de pequenas quantidades de sangue é comum. Porém, na gravidez gemelar, sangramentos leves merecem mais atenção. Isso porque, elas podem indicar um princípio de abortamento espontâneo. Abortamentos deste tipo são muito comuns em gravidezes de gêmeos. Assim, o médico deve ser avisado. Se a mulher apresentar outros sintomas, como forte dor abdominal, deve buscar auxílio de um especialista imediatamente.

Como o parto dos gêmeos é realizado?

Mulheres grávidas de gêmeos possuem dois receios muito recorrentes. O primeiro deles é sobre o parto prematuro, e o segundo sobre a complexidade do procedimento. Além disso, há dúvidas se os bebês podem ou não nascer de parto normal. Nos próximos tópicos, falamos sobre todos estes aspectos. Continue acompanhando!

Parto normal ou cesariana?

De modo geral, cesarianas são realizadas apenas em casos de necessidade. Ou seja, quando um parto normal colocaria em risco a vida da mãe ou do bebê. Afinal de contas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que a taxa de cesáreas fique torno de 10% a 15% em cada País. No Brasil, esse percentual chega a 41%. A recomendação existe porque parto normal traz uma série de benefícios que a cesariana não proporciona à mãe e bebê.

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Na hora do parto, a mulher também pode escolher pela cesárea, mas apenas após conhecer todos os benefícios e perigos dos dois tipos de nascimento. Por lei, os médicos devem oferecer às pacientes o máximo de informação possível sobre o assunto.

O ponto é que gêmeos podem nascer tanto por parto normal, tanto por cesariana. A escolha vai depender da orientação médica e do quadro da paciente. Se o parto normal não gerar risco à saúde de todos, ele será o mais indicado.

Todos os gêmeos nascem prematuros?

Uma gravidez gemelar exige mais cuidados, e também pode trazer mais complicações. É comum, por exemplo, que ao fim da gestação, a pressão no colo do útero aumente consideravelmente. Ele passa a se dilatar, devido a hormônios e ao peso dos bebês. Isso pode favorecer o parto antes da hora, mas o nascimento prematuro não é uma regra.

O parto de gêmeos é mais complicado?

Sim, um parto de gêmeos é mais complicado. Vários fatores precisam ser considerados, e o obstetra deve ser rápido. Há o risco, por exemplo, de que a mulher tenha mais chances de ter, hipertensão gestacional,  parto prematuro, e  uma hemorragia pós parto. A realização de um pré-natal adequado costuma facilitar o parto, já que o médico vai conhecer, por exemplo, a posição comum dos fetos.

Por que a gravidez é medida em semanas?

Quantas vezes, ao questionar uma mulher sobre quantos meses ela está de gestação, você recebeu a resposta “X semanas”? Quase sempre, não é mesmo? Isso acontece porque os médicos se referem ao desenvolvimento do bebê em semanas contadas a partir do primeiro dia da última menstruação .  Uma gestação completa têm em média  40 semanas  sem menstruação. Do ponto de vista técnico considera-se o bebê prematuro se nasce com menos de 37 semanas, já uma gestação de tempo certo geralmente ocorre entre 37 e 42 semanas. 80% dos bebês vão nascer entre 39 e 41 semanas.

A contagem de uma gravidez em semanas acontece porque, a cada 7 dias, o desenvolvimento do feto avança um pouco mais. Sabendo o que é esperado para cada semana, o médico pode avaliar com mais cuidado se a gestação está correndo bem.

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Outra curiosidade sobre o tempo de gestação é que é difícil definir a data exata do início da gravidez. Será que ela ocorreu no primeiro dia do seu período fértil? Ou quem sabe no segundo? Para facilitar o pré-natal, os especialistas começam a contar o início da gravidez no primeiro dia da última menstruação da mulher.

Agora você já sabe tudo o que precisa sobre a gravidez gemelar. Caso encontre dificuldades para engravidar, entre em contato com a Clínica GERA. Nossos especialistas podem te ajudar na realização deste sonho!