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Conhecida erroneamente como “barriga de aluguel”, uma barriga solidária gera o bebê de uma pessoa que tem dificuldades em gestar.

Alguns casais têm dificuldades em gerar um bebê, por uma série de problemas de fertilidade. Quando estes problemas têm a ver com o útero feminino ou sua saúde durante uma gravidez, contar com uma barriga solidária pode ser a melhor opção.

Entender o que é uma barriga solidária é bastante simples. Quando o casal não consegue gestar um bebê, uma mulher saudável se oferece para gerar o bebê em seu ventre. Para isso, ela passa por um processo de fertilização in vitro. Ao fim da gravidez, o recém-nascido é entregue aos seus pais biológicos, e registrado por eles.

No Brasil, a relação entre uma barriga solidária e os pais do bebê não pode possuir nenhum caráter comercial. Por isso, existem regras para executá-la, definidas pelo Conselho Federal de Medicina. Lá fora, porém, as normas são bem diferentes.

Nos Estados Unidos, o termo mais utilizado é “barriga de aluguel”. Isso porque, é possível contratar uma gestante para o bebê. Em alguns estados, é permitido ainda comprar gametas, ouvir a voz do doador e escolher as características do feto, incluindo o sexo. Isso também é bastante comum na Europa, e envolve o “aluguel” real da barriga da mãe solidária.

Se seu médico sugeriu o uso de uma barriga solidária, porém, é importante conhecer as regras brasileiras, não é mesmo? É disso que falamos a seguir. Continue acompanhando!

Quem pode ser barriga solidária no Brasil?

Para ser uma doadora de útero, a mulher deve pertencer à família de um dos pais do bebê. Esse parentesco consanguíneo deve ser de até 4º grau, o que inclui mãe, irmã, tia, avó e prima.

Além disso, é importante que a barriga solidária tenha, no máximo, 50 anos de idade, diminuindo  assim complicações na gravidez.

Todas as regras sobre o uso de um útero de substituição no Brasil são definidas pela Resolução do Conselho Federal de Medicina N° 1.358/92. Não existe uma lei específica sobre o assunto, mas o procedimento só será realizado após a permissão do CFM.

Ainda assim, é possível que existam exceções neste processo. Há casos, por exemplo, em que uma amiga gera em seu ventre o bebê da outra. Nesses casos, no entanto, é necessário contar com autorização especial do CFM.

Seja qual for a relação entre os pais e a doadora de útero, o processo de gestação requer alguns cuidados. Primeiro, é preciso que todas as partes assinem um termo de consentimento informado, um documento que destaca responsabilidades. Da gestante, de entregar o bebê aos seus pais biológicos; e dos pais, de cobrirem todos os procedimentos e acompanhamento médico necessário durante a gravidez.

Além disso, a gestante se compromete em cumprir todas as recomendações feitas pelo médico em seu pré-natal.

Nesta etapa, é importante contar com o auxílio de um advogado. O especialista poderá redigir e orientar quanto aos termos ideais do acordo.

Para que os procedimentos sejam realizados, também é preciso que os pais e doadora tenham acompanhamento psicológico.

Como esse tipo de gravidez acontece?

Até aqui, nós falamos sobre a possibilidade de pais com problemas de fertilidade terem filhos com o auxílio de uma barriga solidária. No entanto, esse não é o único grupo que pode se beneficiar da opção.

Na verdade, casais homoafetivos também podem optar pelo auxílio de uma barriga solidária. Assim como indivíduos homens que desejam uma “gravidez independente”, sem uma parceira. Nestes casos, é necessário apenas obter o aval do CFM.

Outro ponto importante é que é possível utilizar gametas doados para a gestação. Não comprados, porque a gravidez no Brasil não pode ter nenhum caráter comercial. Doados, e disponíveis em bancos de gametas das clínicas.

O uso de gametas doados é indicado, por exemplo, para casos em que o óvulo feminino ou espermatozoides masculinos não são saudáveis. Por meio dos gametas doados, as chances de uma gravidez mais saudável são maiores e mais seguras.

Para garantir que o bebê tenha características semelhantes às dos seus pais, é possível escolher os gametas com base nessas características, como a cor dos olhos, com da pele, tipo sanguíneo. Porém, o doador não será conhecido, uma vez que essa doação deve ser feita de modo anônimo.

No caso onde o maior problema do casal está no útero da mulher que não pode gerar um gravidez própria os espermatozoide e óvulos utilizados no processo são do próprio casal.

Com os gametas escolhidos (ou coletados dos pais biológicos), uma fertilização in vitro será realizada. É por meio dela que o embrião é gerado e passa a ser desenvolvido no útero da barriga solidária.

Fertilização in vitro: passo a passo

Como citado no tópico anterior, os gametas utilizados para uma fertilização in vitro podem ser doados, vindos de um banco de doadores. Agora, caso a coleta seja feita dos pais biológicos do bebê, o processo requer preparação maior.

A futura mãe do bebê, por exemplo, precisa passar por um tratamento de indução da ovulação. Esse tratamento é realizado por meio de medicamentos hormonais, e promove o desenvolvimento de mais de um óvulo. Por meio de um procedimento cirúrgico onde através de uma agulha guiado por ultrassom o médico consegue retirar estes  óvulos. Este tipo de procedimento é feito com sedação.

Em seguida, o homem também tem seus gametas coletados. A coleta pode ser feita por meio da masturbação. Se necessário, os espermatozoides também podem ser retirados direto dos testículos.

Então, todas as células coletadas são levadas ao laboratório. Lá, elas são analisadas, para atestar sua qualidade. Em seguida, um óvulo e espermatozoide são unidos, formando um embrião que será amadurecido por cerca de 3 a a cinco dias.

O passo seguinte consiste na transferência do embrião para o útero da mulher barriga solidária. Assim que transferido, o embrião precisa se agarrar à parede interna do órgão, chamada de endométrio. Caso consiga fazê-lo, dará-se início à gestação.

Informações importantes sobre a fertilização in vitro

É preciso dizer que, nem sempre, uma fertilização dá resultados logo de primeira. A taxa de sucesso depende de vários fatores onde o principal é “idade” da mulher que fornece os óvulos. Por isso, em um ciclo de fertilização muitas vezes se consegue mais de um embrião o que de certa forma faz com que o casal tenha mais de uma chande de transferência aumentando assim as chances de ter uma gravidez que chegue até o fim.

Uma gravidez com o auxílio de uma barriga solidária não sofre qualquer risco extra por essa característica. Para manter a sua saúde e do bebê, basta que a mulher siga as recomendações médicas do seu pré-natal.

Com o nascimento do bebê, ele será entregue aos seus pais biológicos e legalmente registrado. O nome da barriga solidária não aparecerá em nenhum campo da certidão.

Pronto! Agora você já sabe tudo o que precisa sobre o tema “barriga solidária”. Pensando em contar com esse tipo de auxílio? Entre em contato com a Clínica GERA! Nossos especialistas estão à sua disposição para dúvidas e outros tratamentos.