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Chances de Engravidar: leia este artigo e tire suas dúvidas

Chances de Engravidar: leia este artigo e tire suas dúvidas

Postado em: 25 de outubro de 2018

De forma geral, uma mulher tem cerca de 20% de chances de engravidar por mês. Isso porque, a concepção só pode acontecer quando ela se encontra em seu período fértil, ou seja, quando seu óvulo está disponível para a fecundação. A gravidez é obtida por meio do encontro do óvulo com o espermatozoide, gameta feminino […]

De forma geral, uma mulher tem cerca de 20% de chances de engravidar por mês. Isso porque, a concepção só pode acontecer quando ela se encontra em seu período fértil, ou seja, quando seu óvulo está disponível para a fecundação.

A gravidez é obtida por meio do encontro do óvulo com o espermatozoide, gameta feminino e masculino, respectivamente. O homem produz os seus gametas nos testículos, um processo que começa em sua puberdade. Já a mulher nasce com todos os folículos ovarianos que irá amadurecer durante a vida, gerando óvulos.

O que é a ovulação?

O processo que amadurece e libera um óvulo mensalmente é chamado de ovulação. Ele começa a ocorrer quando a mulher atinge seu período fértil, mais ou menos aos 13 anos, e vai até a menopausa, que costuma ocorrer entre os 40 e 50 anos de idade.

Durante todo este tempo, a mulher amadurece, a cada mês, ao menos um óvulo. Isso ocorre dentro de seu ciclo menstrual, ou seja, no intervalo entre uma menstruação e outra. Em uma mulher com ciclo regular, esse intervalo dura 28 dias. Então logo após a menstruação o corpo feminino inicia um processo hormonal em que amadurece o óvulo.

Os hormônios também são os responsáveis por preparar o corpo da mulher para receber um embrião. São eles, por exemplo, que tornam a camada interna do útero (endométrio) mais espessa. É no endométrio que um óvulo fecundado se prende e se desenvolve inicialmente como embrião.

No 14º do ciclo menstrual feminino regular, o óvulo é liberado. Esse prazo é contado a partir do primeiro dia da última menstruação. A data pode variar, devido a questões hormonais, de estresse, ou outras situações. Por isso, essa data é apenas uma previsão. Quando a mulher possui um ciclo irregular, a ovulação pode ocorrer em períodos maiores ou menores.

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Para ter maior certeza dessa previsão, então, a mulher precisa acompanhar o seu ciclo e os sinais que seu corpo oferece. Quando ovula, por exemplo, o muco vaginal se torna muito semelhante à clara de ovo.

Com o óvulo disponível, uma relação sexual sem o uso de qualquer método anticoncepcional pode resultar na gravidez. Assim que liberados no corpo feminino, por meio da ejaculação, os espermatozoides se deslocam até a tuba uterina, onde o óvulo costuma aguardar, e podem fecundá-lo. Caso esse processo ocorra, o gameta fertilizado viaja até o útero, se prende à parede do órgão e começa a desenvolver um embrião.

Prevendo a melhor data para engravidar

Um dos modos mais eficazes de prever esse período fértil é por meio do uso da tabelinha. O método é muito utilizado como contraceptivo, mas neste caso é bem pouco eficaz. Isso porque, a opção consiste essencialmente no acompanhamento do calendário, prevendo quando ocorrerá a ovulação.

A palavra essencial é a “previsão”: a liberação do óvulo pode ocorrer antes ou depois, por uma série de fatores. Dessa forma, o casal que deseja engravidar precisa intensificar a prática sexual na data da ovulação, e também três dias antes e três dias depois. Assim, caso o óvulo seja liberado em um dia diferente do habitual, os espermatozoides terão maior chance de encontrá-lo.

Essa intensificação da prática também deve ocorrer porque um óvulo costuma viver por, no máximo, 72 horas. Após esse período, ele é dissolvido pelo organismo e deverá ser liberado na menstruação seguinte, junto à descamação do endométrio. Por isso, é importante que, independentemente da data em que o gameta for liberado, ele encontre espermatozoides disponíveis para sua fecundação.

Os gametas masculinos sobrevivem no corpo da mulher por um período de até 72 horas. Quando intensifica a prática sexual nos 7 dias próximos da ovulação, o casal aumenta a oferta de espermatozoides. Logo, haverá mais chance de fecundação no período fértil.

Tenho chances de engravidar fora do período fértil?

Não é incomum que uma mulher monitore o próprio ciclo e preveja a data para a sua ovulação, praticando o coito sem método contraceptivo apenas por concluir que não está no período fértil. Como já citado, é possível prever a data da liberação do óvulo, mas uma série de fatores pode atrasá-la ou adiantá-la.

Dessa forma, quando uma mulher diz que engravidou fora do seu período fértil, ela se refere, na verdade, ao seu período fértil previsto. Se aquela data era a que seu óvulo estava disponível, ela estava sim em seu período fértil.

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Além de uma data diferente de ovulação, podem ocorrer situações em que a mulher ovule em dois momentos diferentes do mês. Afinal, todo este processo é regulado pelo sistema hormonal, e alterações nessas substâncias podem provocar alterações também na liberação do gameta. Geralmente, essa segunda ovulação ocorre devido a um pico de adrenalina, que estimula a liberação do óvulo. No entanto, essa é uma situação bastante rara.

Leia mais sobre esse assunto no texto É possível engravidar fora do período fértil?

Quais minhas chances de engravidar a partir dos 35 anos?

Uma mulher nasce com todos os folículos ovarianos que vão amadurecer e serem liberados ao longo da sua vida fértil, assim como alguns deles também serão degenerados. Assim, com o avançar da idade, é comum que essas células envelheçam e não consigam mais ser liberadas.

Isso também ocorre devido à mudança do processo hormonal feminino, que impede a ovulação e a preparação do corpo para o recebimento de um embrião. É assim que ocorre a menopausa, ou seja, a interrupção completa das chances da mulher conceber naturalmente. Geralmente, esse processo acontece entre os 40 e 50 anos.

Dessa forma, é fácil concluir o porque, ao longo dos anos, as chances de gravidez diminuem. Os ciclos se tornam mais irregulares, os óvulos liberados tem menor qualidade e, e em determinado momento, o processo e ovulação é interrompido definitivamente. Assim, as chances de engravidar, que ficavam em 20% na idade mais fértil da mulher, começam a diminuir. Ainda mais a partir dos 35 anos.

Dos 31 aos 35 anos, a mulher tem 15% de chance de engravidar por mês, e é comum que 80% delas engravidem em até 1 ano. Dos 36 aos 40 anos, há apenas 9% de chances mensais, com 50% engravidando em até 12 meses. Já dos 41 aos 42 anos, a possibilidade de gestação é de apenas 4%, com 20% das pacientes engravidando em até 1 ano. Por fim, a partir dos 43 anos as chances são quase nulas, com apenas 0,2% de possibilidade.

Idade ideal para concepção

Por isso é interessante que, sempre que possível, a mulher engravide até os 35 anos. Afinal, neste período as chances de gestação são maiores. Geralmente, um casal pode demorar até um ano para engravidar naturalmente.

Após esse período, porém, a demora pode ser sinal de algum problema de fertilidade, masculina ou feminina. Por isso, é fundamental que o casal busque um especialista e realize uma série de exames para detecção do problema. O médico poderá, então, indicar tratamento para a condição, ou sugerir o uso de alguma técnica de reprodução assistida. Muitas vezes, as tentativas de gestação com ajuda da ciência terão resultados mais rápidos e eficazes.

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Para a mulher com mais de 35 anos, a busca por auxílio médico deve ocorrer logo após os seis primeiros meses de tentativas naturais. Considerando que sua fertilidade diminui de forma gradual, o tratamento prematuro poderá aumentar muito as chances de concepção, seja ela natural ou assistida.

Tratamentos para gravidez

Caso o médico indique que a melhor forma de concepção será por reprodução assistida, o casal poderá contar com quatro opções, principalmente: o coito programado, inseminação artificial, fertilização in vitro e ICSI.

Cada uma das alternativas é sugerida para um quadro diferente. O coito programado, por exemplo, pode ser suficiente para casos em que a mulher possui certa dificuldade de ovulação. Enquanto isso, a técnica de ICSI é a mais interessante quando o espermatozoide não possuem motilidade.

Coito programado

A técnica do coito programado é a mais simples que um casal pode realizar. Para ela, a mulher passa por um processo de indução da ovulação, por meio do uso de alguns medicamentos hormonais. O folículo ovariano é amadurecido e, quando chega à medida de 18 mm, a paciente utiliza o hormônio hcG. É este hormônio que provoca a liberação do óvulo.

Em seguida, então, o médico orienta o casal a intensificar a prática sexual. Com o óvulo disponível para fecundação, as chances de gravidez serão grandes.

Inseminação artificial

Para utilizar a técnica de inseminação artificial, a mulher também passa pela indução da ovulação. Porém, os espermatozoides são inseridos em seu organismo por meio de uma fina agulha, e não pela prática sexual. O método é indicado especialmente para situações em que os gametas masculinos possuem pouca mobilidade.

Dessa forma, é necessário que a mulher libere o óvulo de forma programada. Logo depois, os espermatozoides são colhidos do homem, normalmente por meio da masturbação. Em seguida, eles são inseridos no fundo do útero da mulher, e de lá precisam nadar de encontro ao óvulo na tuba. O método de reprodução diminui o caminho a ser percorrido pelos gametas masculinos, e por isso facilita o processo de concepção.

Fertilização in vitro

Já para a fertilização in vitro, não apenas os espermatozoides são colhidos, mas também o óvulo liberado pela indução. Os gametas são colocados juntos em laboratório: um óvulo e vários espermatozoides. Um destes espermatozoides deverá fecundar a célula feminina e gerar um embrião.

Este embrião é cultivado por cerca de 5 dias, e após o prazo é transferido para o útero da mulher. Caso consiga se prender ao endométrio, o embrião se estabelece, e assim dá-se início à gravidez.

ICSI

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Finalmente, a técnica por ICSI é muito semelhante ao processo de fertilização in vitro: a mulher passa pela indução, e óvulo e espermatozoides são coletados e levados ao laboratório. Contudo, o processo não inclui o uso de vários espermatozoides. Em vez disso, um único é selecionado, com base em sua morfologica e outros fatores.

Logo depois, ele é injetado no óvulo e o fecunda. Dá-se origem ao embrião, que após cinco dias é transferido para o útero. Novamente, é preciso que essas células consigam aderir ao tecido interno do órgão.

Cada uma dessas técnicas é indicada para quadros diferentes de infertilidade. Elas também podem ser eficazes em diferentes momentos: como a primeira opção para gravidez, ou apenas após o tratamento mal sucedido de uma doença que tem afetado a capacidade do casal em engravidar.

É sempre interessante, de qualquer forma, buscar o auxílio de um médico antes mesmo do início das tentativas de concepção. Isso porque, o especialista pode verificar a saúde do casal, indicar suplementos e ainda realizar exames para a percepção de qualquer problema de fertilidade. Assim, caso eles existam, poderão ser logo tratados, evitando um período de tentativas frustradas.

Perguntas e Respostas

É possível engravidar após os 35 anos?

Para as mulheres que adiaram a gravidez por questões profissionais ou devido a problema de saúde é possível, mesmo depois dos 35 anos, ter uma gestação tranquila, com a fertilização in vitro. O método garante 50% de chance dos 31 aos 35 anos e 40% entre os 36 e 37 anos.

A fertilização é feita pela coleta de óvulo da paciente e espermatozoides do pai. Quando, em laboratório, o óvulo começa a se dividir, ele é implantado no útero da mãe. Para garantir o sucesso do tratamento são inseridos mais de um embrião por vez.

Todo o processo requer acompanhamento de perto de um especialista. Com isso são agendadas consultas, ultrassonografias e exames de sangue.