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O que é Coito Programado: Taxa de Sucesso e Preços

O que é Coito Programado: Taxa de Sucesso e Preços

Postado em: 23 de outubro de 2018

O coito programado é o método de reprodução assistida mais simples que a medicina oferece.  Assim que o óvulo é comprovadamente liberado, o casal é orientado a intensificar a prática sexual. Com a liberação do gameta feminino e a ejaculação dos espermatozoides no corpo da mulher, as chances de fecundação aumentam, assim como da consequente […]

O coito programado é o método de reprodução assistida mais simples que a medicina oferece.  Assim que o óvulo é comprovadamente liberado, o casal é orientado a intensificar a prática sexual. Com a liberação do gameta feminino e a ejaculação dos espermatozoides no corpo da mulher, as chances de fecundação aumentam, assim como da consequente gravidez.

Quando o coito programado é indicado?

Sendo tão simples, a técnica é indicada para situações em que os problemas de fertilidade do casal são igualmente simples. De modo geral, o método é o mais utilizado para quando a mulher tem dificuldades para ovular, ou até mesmo, para os casos da chamada infertilidade sem causa aparente (ISCA).

Por outro lado, casos de acometimentos com a endometriose, obstrução das tubas uterinas, má qualidade dos espermatozoides e vários outros mais complexos do que a dificuldade de ovulação, costumam ser tratados por outras técnicas de reprodução, que são mais direcionadas e complexas. Neste caso, as mais utilizadas são a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Para a decisão pelo coito programado, o médico precisa analisar a idade da mulher, visto que, a capacidade fértil das pacientes é menor a partir dos 35 anos, diminuindo a possibilidade de liberação de um óvulo. Nessa circunstância, a indicação imediata por outro método de reprodução pode ser mais interessante.

Além da idade da mulher, o médico precisa avaliar a condição das tubas uterinas. Sendo assim, é necessária a realização de exames específicos para avaliar as condições fisiológicas da mulher, que podem estar causando a dificuldade de engravidar. Os testes mais comuns são os de dosagem hormonal, ultrassom transvaginal e histerossalpingografia (raio-X do útero e das tubas uterinas utilizando um contraste).

Infertilidade masculina

Não é só a mulher quem precisa ser avaliada, o homem também precisa realizar exames para análise de sua fertilidade. Afinal de contas, 30% dos casos de casais inférteis as dificuldades para gestação são causadas por fatores masculinos. Em 30% dos casos, as causas são femininas, outros 30% por fatores combinados do homem e da mulher e 10% dos casos de casais inférteis não têm causas definidas. Logo, para utilizar o método de coito programado, o homem precisar passar por avaliação, já que se o homem não tiver boa capacidade de fertilização, de nada adianta o óvulo ser liberado pelo tratamento. Veja também: Infertilidade Masculina: Causas, Remédios e Tratamentos

Passo a passo da técnica

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O primeiro passo para realizar a técnica de coito programado é a indução da ovulação da mulher. Isso é feito com o auxílio de medicamentos, que serão melhor especificados logo mais.

Os medicamentos começam a ser utilizados no início do ciclo menstrual, ou seja, no segundo ou terceiro dia após o início da menstruação feminina. Como os medicamentos são altamente específicos, é fundamental que eles sejam usados sempre no mesmo horário, aumentando as chances de sucesso do procedimento.

Normalmente, são estimulados até três folículos (estruturas nos ovários, onde são formados os óvulos). O crescimento destes folículos, então, é acompanhado pelo médico, por meio de ultrassonografias e exames para dosagem dos hormônios.

Quando os folículos atingem o tamanho adequado, de mais ou menos 18 mm, a mulher utiliza uma injeção subcutânea, responsável por induzir a liberação do óvulo, o que ocorre entre 36 e 40 horas após a aplicação.

Com o óvulo liberado, inicia-se a possibilidade de gravidez – afinal, os espermatozoides poderão encontrá-lo e fecundá-lo. Dessa forma, o médico orienta o casal a intensificar a prática sexual nos dois dias seguintes à liberação do gameta, uma vez que um óvulo sobrevive apenas por 48 horas.

O processo de tratamento leva em torno de 15 dias no total, contando com uso da medicação estimuladora da ovulação. Após dez dias da relação sexual programada, a mulher pode realizar o teste de gravidez e verificar se houve sucesso do procedimento. Se o resultado for negativo, o tratamento poderá ser realizado novamente no próximo ciclo menstrual.

Cuidados importantes

Utilizando o método de coito programado ou não, é fundamental que a mulher que deseja engravidar se atente aos cuidados no dia a dia. Nesse caso, é importante evitar o uso de bebida alcoólica, cessar o tabagismo e verificar se as vacinas estão em dia. Também é fundamental manter-se no peso ideal, fazer exercícios físicos e ficar de olho e acompanhar doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão. O uso do ácido fólico, também é uma boa prática, pois esse é importante para o desenvolvimento do futuro bebê.

Coito programado: medicamentos

Existem dois tipos de remédios que podem ser utilizados no método do coito programado, são eles: os administrados por via oral, como o citrato de clomifeno; e as injeções subcutâneas. O remédio ideal e as dosagens de cada um variam de acordo com a idade, peso, altura e outras características de cada mulher.

No caso da injeção, a paciente deve aplicar o medicamento em áreas específicas, que não causarão tanto incômodo. As regiões mais adequadas são as que possuem maior quantidade de gordura, como na barriga ou na coxa.

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Independentemente do tipo de remédio, contudo, é crucial que a paciente tenha a prescrição e acompanhamento médico. Algumas substâncias têm venda livre nas farmácias e muitas mulheres acabam por utilizá-las por conta própria. Essa atitude, no entanto, pode trazer uma série de problemas, inclusive dificultando ainda mais a ovulação.

Ainda é comum que ocorram complicações, como desconforto e inchaço abdominal, irritabilidade e dor de cabeça. A dosagem incorreta pode ainda levar a gestações múltiplas e muitas vezes de risco.

Além disso, o médico precisa acompanhar o crescimento dos folículos, para que a injeção seja aplicada no momento correto.

O uso de medicamentos para a estimulação ovariana é contraindicado para mulheres com doenças crônicas no fígado, assim como para diversas outras afecções.

Coito programado: taxa de sucesso

Segundo especialistas, as chances de sucesso do método do coito programado estão em torno de 15%. Contudo, essa taxa pode diminuir se a paciente tiver mais de 35 anos de idade. Isso porque, toda mulher já nasce com todos os folículos que serão utilizados durante sua vida fértil. Após certo tempo, esses folículos envelhecem, e podem não ser liberados ou não possuírem boa qualidade para a fecundação. Logo, as chances de gestação diminuem, até que deixam de existir quando a mulher chega perto da menopausa.

Em todo o caso, podem ser realizadas até três tentativas consecutivas de gravidez pela técnica. Ou seja, em três ciclos menstruais diferentes. Caso a gestação não seja obtida, é recomendado, então, o uso de outro método mais complexo como a inseminação artificial e da fertilização in vitro.

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Ainda é importante destacar que existem alguns riscos no uso do método, como a gravidez múltipla, isto porque mais de um óvulo pode ser liberado. Isso não significa que todos serão fecundados, mas o risco é real. De qualquer forma, é comum que o especialista interrompa a intervenção caso a mulher libere mais de dois óvulos.

Gestações gemelares podem oferecer riscos para a mãe e aos bebês, sendo considerada uma gestação de risco. As ocorrências de pré-eclâmpsia, diabetes e anemia gestacional são também mais comuns nessas situações. Tal qual o risco de parto prematuro.

Ao mesmo tempo, é possível que aconteça a chamada Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Neste caso, a estimulação dos folículos aumenta a produção do hormônio estradiol e as consequências são o inchaço abdominal, náuseas, falta de ar, maior risco de trombose e até a necessidade de internação hospitalar.

Sinais de gravidez

Caso a gestação com ajuda do coito programado ocorra, a mulher deverá perceber alguns sintomas de sua gravidez. Sintomas estes comuns a qualquer gestação em curso.

Entre uma e duas semanas, também é comum que a grávida perceba leve inchaço abdominal, assim como a sensibilidade e inchaço das mamas. Ainda nessas primeiras semanas, ela pode manifestar aversão a cheiros fortes, sonolência e variações de humor.

A partir do primeiro mês, os sinais da gestação podem ser enjoos, vômitos, salivação intensa, dor de cabeça, tontura e cansaço. Também é recorrente o aumento da vontade para urinar e a oleosidade da pele.

É importante destacar, contudo, que nem sempre a mulher gestante apresenta sintomas. Há aquelas que passam pela gravidez sem nenhum enjoo ou cansaço, enquanto outras experimentam grandes intensidades dos sinais. Assim que descoberta a gravidez, é fundamental o acompanhamento médico. Tanto para o controle dos sintomas que vierem a ocorrer, quanto para a garantia da saúde de mãe e bebê.

Leia também: Como procurar a melhor clínica de reprodução assistida?