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Doação de Óvulos

Doação de Óvulos

Postado em: 25 de maio de 2018

Dentre as principais causas estão os problemas no ovário, órgão que produz as células reprodutoras femininas, os óvulos, imprescindíveis para dar origem a uma nova vida. Por diversos motivos, muitas mulheres podem não ter mais óvulos ou possuírem óvulos de má qualidade, o que dificulta uma gravidez natural. Mas o sonho da maternidade pode ser […]

Dentre as principais causas estão os problemas no ovário, órgão que produz as células reprodutoras femininas, os óvulos, imprescindíveis para dar origem a uma nova vida. Por diversos motivos, muitas mulheres podem não ter mais óvulos ou possuírem óvulos de má qualidade, o que dificulta uma gravidez natural.

Mas o sonho da maternidade pode ser mantido com o uso da doação de óvulos!

Ovodoação: quem são os receptores?

Ovodoação: quem são os receptores?

A doação de óvulos, ou ovodoação, é uma opção para ajudar no sonho de uma gravidez para mulheres que não possuem mais óvulos ou que os óvulos são de má qualidade.

A ovodoação é uma alternativa para mulheres que já chegaram à menopausa, seja ela de forma prematura ou não. Na menopausa, os ovários interrompem por completo a liberação de óvulos, pois a reserva de óvulos natural acaba. Isso impede a possibilidade de fecundação.

Outras mulheres têm sua reserva de óvulos afetada por cirurgia (remoção de cistos e tumores) ou por quimioterapia. Nestes casos, a ovodoação também pode ser uma opção.

O que mais afeta diretamente a qualidade dos óvulos é idade das mulheres e, isso ocorre principalmente após 42 anos.

Muitas vezes, mesmo tendo óvulos, a chance de formar um embrião normal após essa idade é pequena. Também pode influenciar em dificuldades durante a gravidez e ser causa de abortamento. Existem,também,alguma alterações genéticas e doenças hereditárias que podem interferir na qualidade dos óvulos provocando a formação de embriões defeituosos. Nesses casos, a ovodoação torna-se uma ótima opção para aumentar significativamente as chances de gravidez, pois utiliza óvulos de mulheres jovens e de boa qualidade.

Alguns casais que têm abortos de repetição (mais de três abortos consecutivos) podem usar da ovodoação para aumentar as chances de sucesso e conseguir uma gravidez.

Além disso, casais homoafetivos podem se utilizar da doação de óvulos para poder também realizarem o sonho de serem pais.

Quem pode doar?

O tratamento de reprodução com ovodoação acontece quando um óvulo de uma doadora é fecundado para que outra mulher, ou casal homoafetivo, se torne mãe/pais. Geralmente, os óvulos da doadora são fecundados pelo parceiro da mulher que deseja a maternidade. Caso isso não seja possível, devido à infertilidade do homem, o gameta masculino também pode ser proveniente de um doador. Após colhidos, ambos os gametas serão ligados por meio da fertilização in vitro.

No Brasil, existe uma normatização do Conselho Federal de Medicina que determina que doadora e receptora do óvulo não podem se conhecer. de acordo com a  lei: a doação deve ser anônima, e a mãe do bebê será a mulher que deu à luz a ele. Se a criança for gerada por barriga solidária, ou “barriga de aluguel”, considera-se que o filho é do beneficiado pelo procedimento, e não da mulher que o carregou em seu ventre.

No País, não existe um banco de óvulos para doação, como acontece, por exemplo, com o sangue. Apenas algumas clínicas no território mantêm óvulos restantes de tratamentos, com a autorização de suas doadoras. Por isso, é necessário que a ovodoação seja feita voluntariamente por mulheres que desejem ajudar outras pessoas na concepção.

Assim como o homem, atualmente a mulher pode doar voluntariamente alguns de seus óvulos, para ajudar outra mulher que precisa. Não é permitido que receba dinheiro por este ato, mas poderá beneficiar-se da ajuda que a receptora proporcionará pagando parte dos custos do procedimento.

Só podem ser doadoras mulheres com até 35 anos que tenham, preferencialmente, boa reserva de óvulos, considerando que eles serão compartilhados entre a doadora e a receptora. Além disso, a doadora não pode ter doenças sexualmente transmissíveis (DST), alterações genéticas ou hereditárias ou doenças graves. Tudo isso é avaliado antes de se iniciar o processo da doação.

A pré-doação

Ovodoação: quem são os receptores?

O primeiro passo para a doação de gametas femininos é a entrevista com a doadora desejosa. Durante a conversa na clínica, a mulher apresenta seus hábitos de vida, motivações para a doação, histórico médico, doenças na família e outros fatores que poderão classificá-la como uma boa concessora. A análise psicológica também é feita.

Em seguida, são realizados exames para verificar a saúde da paciente. Os testes realizados incluem, por exemplo, o exame de cariótipo, que verifica o número e forma de seus cromossomos, e a ecografia que verifica a saúde do útero e ovários da doadora.

Outra verificação realizada é a análise genética. Com uma pequena amostra de sangue da mulher, mais de 600 doenças genéticas podem ser verificadas. O sangue ainda indica a presença de doenças ou infecções. Alem disso, tambem são excluidas doenças sexuamente trasmissiveis e algumas doenças que podem interferir na qualidade dos óvulos.

Aprovada em todas essas etapas, a mulher pode começar o tratamento para doação de suas células reprodutoras. A partir desse momento, é indicado que ela redobre o cuidado durante atividades sexuais. Isso significa utilizar tanto métodos anticonceptivos, quanto o preservativo para a prevenção de DST’s.

Por fim, doadora e receptora dos óvulos assinam um acordo de consentimento informado, que estabelece um acordo legal entre as partes, inclusive quanto ao quesito filial após o nascimento do bebê.

Doação de óvulos

Para doar, a mulher passa pelo processo de indução da ovulação, em que faz o uso de medicamentos orais ou injeções. As substâncias agirão nos folículos do ovário, estimulando-os a produzir uma quantidade maior de óvulos em um mesmo ciclo.Esse tratamento é realizado no início do ciclo menstrual.

O procedimento, é realizado por meio de uma agulha de aspiração. Primeiro, a mulher recebe leve anestesia e em seguida, a agulha é aplicada dentro de sua vagina, entra no ovário e aspira o líquido dos folículos, que vai conter os óvulos. Após obtidos, os gametas passam para procedimentos de fecundação.

Para o tratamento de concepção, os óvulos são ainda avaliados de acordo com as características da receptora. Ou seja: as características físicas da doadora e receptora são comparadas, de modo que o gameta com características mais semelhantes seja escolhido para fertilização. O tipo de sangue de ambas é igualmente avaliado, para que o feto concebido não tenha problemas de compatibilidade com a mãe. Como todo este processo de “troca” entre as mulheres deve ser anônimo, quem faz a escolha dos óvulos é o médico responsável pelo tratamento.

Para que a segurança de todo o processo seja garantida, inclusive na pós-concepção, as clínicas brasileiras mantém um registro com dados clínicos de todos os doadores. Esses dados incluem desde as características fenotípicas da paciente, até uma amostra de suas células.

Além disso, a lei determina que, em uma área de um milhão de habitantes, uma mesma doadora não pode realizar mais doações caso suas doações anteriores tenham produzido duas gestações de crianças de sexos diferentes. O cuidado existe para que uma eventual semelhança entre crianças não cause constrangimentos futuros.

Riscos da doação: para a doadora

Para que a mulher consiga doar sua célula reprodutora, ela passa por um processo de estimulação dos ovários. Realizado por meio de medicamentos, esse processo pode gerar, posteriormente, a chamada Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO).

Quando ocorre, a SHO gera a maior produção do hormônio estradiol, uma importante substância para a regulação do ciclo menstrual. O resultado é a resposta exagerada dos ovários, que provoca a liberação de substâncias diversas. Essas substâncias, por sua vez, levam ao aumento da permeabilidade vascular.

As consequências podem ser variadas. Dessa maior permeabilidade pode se originar, por exemplo, a ascite, provocada pelo acúmulo de líquido no abdômen. O hidrotórax, acúmulo de líquido no tórax, é igualmente possível. Assim como, raramente, pode ocorrer a insuficiência renal e derrame pleural (caracterizado por líquido nos pulmões).

A maior quantidade de substâncias no corpo feminino também pode levar à trombose, tanto imediatamente quanto após uma gravidez futura dessa doadora. O resultado é o inchaço do corpo, assim como dores e outros sintomas. Evidentemente, todo o processo de estimulação ovariana é realizado de forma a reduzir o risco de problemas como esses.

Ainda considerando a etapa de indução da ovulação, podem ocorrer incômodos momentâneos. O método mais utilizado para a indução é por injeção autoadministrada. Dessa forma, é possível que a mulher sinta alguns incômodos na pele, inchaço pélvico, cólica e outros sintomas percebidos no período menstrual, que desaparecem em poucos dias.

Doação versus fertilidade da doadora

A maioria das paciente receptoras não possuem mais óvulos ou os têm óvulos são de má qualidade.

Por isso, a doação de óvulos ajuda em muito às paciente receptoras a conseguir realizar o sonho de serem mães. Como os óvulos utilizados na doação são de mulheres jovens (até 35 anos) as chances de gravidez são de aproximadamente de 50% para cada tentativa, ou seja, uma em cada duas conseguem engravidar com esse processo.

Além disso, as chances de doenças genéticas ou malformações dos bebês diminuem da mesma forma, pois também estão associadas a qualidade dos óvulos.

Riscos da doação: para a receptora

Por outro lado, os riscos da doação de óvulos para a receptora dizem respeito ao processo de concepção. Para gerar um bebê, a mulher passa pelo processo de fertilização in vitro, que insere um embrião no seu útero.

Inicialmente, esse embrião é um corpo estranho, portanto o organismo pode rejeitá-lo e provocar abortos espontâneos. Nesse caso, podem ocorrer fortes dores abdominais ou lombares.
Outra possibilidade é que o embrião se desenvolva fora do útero. Aqui, a gestação é chamada de gravidez ectópica, e pode provocar dor na pélvis e sangramento vaginal. Se não tratada, a condição pode prejudicar o funcionamento de órgãos próximos ao útero, e levar a óbito.

Como fazer a doação de óvulos?

Ovodoação: quem são os receptores?

Segundo normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Conselho Federal de Medicina, existem dois modos para realizar a ovodoação no Brasil: a compartilhada e a doação pura.

A doação compartilhada é aquela em que duas mulheres compartilham todo o processo do tratamento. Isso não significa que elas se conhecerão, pois é necessário que a doação seja anônima. O que acontece é que, primeiro, uma mulher se oferece para doar os óvulos. Esse processo, no entanto, acaba sempre por acarretar custos, principalmente para a estimulação da ovulação logo no início do tratamento.

Dessa forma, a mulher ou casal receptor assume os gastos da doadora, de forma parcial ou total. O pagamento é feito à clínica responsável e os receptores recebem o óvulo doado para seu tratamento de fertilidade.

Já a doação pura é realizada quando a mulher se oferece espontaneamente para prover suas células reprodutoras. Para isso, ela pode se dirigir a uma clínica especializada e manifestar o desejo de disponibilizar seus gametas.

Em ambas as possibilidades, a doação dos óvulos deve ser anônima, sem qualquer caráter comercial. Por esses motivos, aliás, quem escolhe o óvulo a ser utilizado pela mulher em tratamento para gravidez é o médico. A paciente pode apenas solicitar a busca por características físicas específicas, como a cor de pele e tipo de sangue.

Tecnologia a favor da doação

Como muitas vezes há dúvidas sobre como doar, diversas clínicas e médicos vêm desenvolvendo métodos de “aproximar” doadores e receptores. Ainda não existe um cadastro único, mas a tecnologia propicia o cadastramento em diversas clínicas, sem que a paciente tenha que se deslocar. Caso haja doadoras e receptoras com perfis que combinam, o processo é iniciado com a consulta presencial.

As mulheres interessadas na doação ou na recepção de gametas realizam um cadastro, incluindo suas características físicas, dados familiares e informações que poderão emparelhá-las com outras mulheres ou casais. Pelos recursos tecnológicos atuais é possível enviar fotos para escolha da melhor semelhança possível. É importante ressaltar que deve-se preservar o anonimato. Doadora e receptora não podem se conhecer.

Fertilização in vitro

Após receber as células doadas, a mulher receptora passa pela fertilização in vitro. O tratamento é o responsável por dar origem ao embrião que vai conceber a gravidez. Para isso, a primeira etapa é a análise dos óvulos colhidos. Se considerados saudáveis, os gametas são disponibilizados para fertilização e levados ao laboratório.

No laboratório, essas células femininas são ligadas a espermatozoides. Os gametas masculinos podem ser colhidos do homem parceiro da receptora, ou de um doador, ou de um dos homens que formam o casal homoafetivo, que está em processo de concepção.

Geralmente, os espermatozóides são colhidos por masturbação. Caso seja necessário, o homem passa por um processo de estimulação dos gametas, assim como as mulheres doadoras o fazem.

No caso de suspeita da baixa fertilidade do processo, a ligação dos gametas pode ser feita por intracitoplasmática. Nessa situação, um único espermatozóide é selecionado e injetado no óvulo.

O processo de fecundação é realizado no mesmo dia da aspiração dos óvulos. Os embriões passam, então, por um processo de maturação de três até cinco dias. Em seguida, eles são inseridos no útero da receptora, de modo que que possam “se agarrar” à parede do órgão e se desenvolverem. Nessa etapa, o médico insere um cateter fino na vagina da mulher, guiando o embrião até quase o fundo o útero – cerca de 1 centímetro antes de atingi-lo. O especialista se guia por um ultrassom.

Para que o processo tenha maior chance de sucesso, costumam ser inseridos pelo menos 2 embriões nas mulheres com até 35 anos. Para as que têm até 40 anos, são três embriões; a partir dessa idade, quatro. Isso não significa que todos os embriões serão gerados, mas a técnica aumenta a possibilidade de concepção. Cerca de 12 dias após esse processo, um exame é realizado para verificar se foi dado início à gestação.

Quando embriões não são utilizados, os casais podem optar por armazená-los em criopreservação, ou seja, por congelamento. Assim, será possível utilizá-los futuramente.

Mulheres e homens solteiros também podem recorrer ao uso de gametas doados e fertilização in vitro para a concepção.