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É possível engravidar tomando anticoncepcional?

É possível engravidar tomando anticoncepcional?

Postado em: 26 de outubro de 2018

Apesar de serem um dos meios mais eficazes de contracepção, as pílulas contam com 1% de chance de falha. Isso significa que é possível engravidar tomando anticoncepcional. Contudo, os riscos são os menores possíveis, especialmente quando a paciente segue adequadamente as recomendações médicas. Em todo caso, a mulher que utiliza pílula contraceptiva precisa tomar alguns […]

Apesar de serem um dos meios mais eficazes de contracepção, as pílulas contam com 1% de chance de falha. Isso significa que é possível engravidar tomando anticoncepcional. Contudo, os riscos são os menores possíveis, especialmente quando a paciente segue adequadamente as recomendações médicas.

Em todo caso, a mulher que utiliza pílula contraceptiva precisa tomar alguns cuidados. O uso associado de alguns remédios, por exemplo, como antibióticos e antidepressivos, pode afetar diretamente a eficácia do anticoncepcional. Por isso, é fundamental informar ao médico sobre todos os medicamentos da sua rotina, para que ele possa verificar o método contraceptivo mais adequado.

Também há o risco de gravidez quando a paciente, nas primeiras semanas de tratamento, confia exclusivamente nas pílulas. Na verdade, os remédios agem por meio  de uma mudança hormonal no organismo, impedindo a ovulação e o risco de fecundação do gameta feminino. Como o organismo precisa se adaptar, é fundamental que a mulher se utilize também de outro método anticoncepcional no primeiro mês do tratamento. O mais indicado é o preservativo, que também previne a transmissão de DST’s.

No caso de episódios de diarreia ou vômito em até 4 horas após a ingestão do anticoncepcional, ele também pode perder a eficácia. Afinal, ele não terá sido completamente absorvido pelo organismo.Nessas situações, é necessário tomar uma nova pílula e usar preservativo pelos próximos dias.

Esqueci a pílula. O que faço?

Outra situação comum e que prejudica a eficácia do anticoncepcional é esquecer de tomar a pílula. Não apenas de um dia para o outro, mas com irregularidade de horários.

Como citado, para fazer efeito os remédios precisam ser tomados continuamente, para que o bloqueio da ovulação também ocorra de forma regular. Se esse cuidado não é tomado, abre-se uma brecha de tempo para a liberação do óvulo. O que, por sua vez, cria chances de gravidez. Afinal, os espermatozoides que forem liberados no corpo feminino poderão fecundar o gameta.

O maior risco em relação ao esquecimento ocorre na primeira semana da cartela de anticoncepcional. Nesse caso, a ovulação pode acontecer mais cedo e, inclusive, encontrar espermatozoides em “estoque” no organismo feminino. Isso uma vez que os gametas masculinos sobrevivem por até 72 horas após o contato íntimo. Assim, mesmo que o casal se proteja por outros métodos após o erro com a pílula, o óvulo erroneamente liberado poderá encontrar espermatozoides que já estavam disponíveis no corpo da mulher,essa é uma situação de exceção mas pode ocorrer.

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Quando há atraso no uso da pílula, é indicado que a paciente consuma-a em até 12 horas após o horário marcado. Quanto antes você se lembrar de tomar o comprimido esquecido melhor sera a eficácia . Após esse período, a eficácia do remédio fica bastante comprometida. Dessa forma, é fundamental .e o casal associe a pílula a outros métodos, como o preservativo masculino, até o início de uma nova cartela de anticoncepcionais.

No caso de interrupção de uso por um mês, é necessário começar uma nova cartela no período seguinte. Neste caso, assim como para situações de troca de anticoncepcional, é necessário utilizar preservativo por, pelo menos, os primeiros 21 dias do tratamento hormonal.

Importância da prescrição médica

Seja qual for a condição, a pílula anticoncepcional só deve ser utilizada com a prescrição médica. Afinal, existem diferentes tipos de anticoncepcionais no mercado, e cada um deles é indicado para um tipo diferente de organismo.

Além de impedir a gravidez, as pílulas podem auxiliar na regulação do ciclo menstrual da mulher. Ao mesmo tempo, podem diminuir o fluxo menstrual e a ocorrência de cólicas. Há remédios que promovem até mesmo a prevenção de cânceres de endométrio e ovário.

De qualquer modo, é interessante investir sempre em um segundo método de proteção. O mais indicado é o preservativo masculino, já que a opção também previne Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Qual o período fértil de quem toma anticoncepcional?

O ciclo menstrual de uma mulher que não utiliza anticoncepcionais se inicia por meio de uma glândula cerebral. Conhecida como hipófise, ela é a responsável pela liberação dos hormônios LH e FSH.

Quando a presença desses dois hormônios se torna elevada no organismo, eles estimulam a produção de dois outros: a progesterona e o estrogênio. Trabalhadas nos ovários, essas duas últimas substâncias são as que promovem a ovulação, ou seja, a liberação do óvulo; e a preparação do útero para a recepção de um embrião.

Quando a mulher utiliza suas pílulas corretamente, modifica todo esse processo. Isso porque, os anticoncepcionais são compostos por hormônios sintéticos que simulam a progesterona e o estrogênio no organismo. O cérebro, então, percebe uma alta concentração das substâncias, e não ativa a liberação do LH e FSH. Em consequência, o ovários não são estimulados a liberar a progesterona e estrogênio reais, e por isso não há liberação do óvulo, nem a preparação do útero.

Chama-se período fértil de uma mulher o intervalo de tempo no qual o óvulo fica disponível para a fecundação. Em condições normais, isso ocorre no 14° dia do ciclo menstrual. Um ciclo comum tem 28 dias de duração.

Isso significa que, como o anticoncepcional não permite a liberação do óvulo, a mulher que utiliza deste método não tem período fértil.

Menstruação: com e sem anticoncepcional

Também em situações normais, a mulher menstrua cerca de 12  a 14 dias após a liberação do óvulo. Com a descamação do endométrio ocorrerá a menstruação. Ou seja,a parede interna do útero,  que se espessa mensalmente para a recepção de um embrião irá descamar e consequentemente haverá sangramento.

Já no caso do uso do anticoncepcional,  o endométrio não se tornará espesso e não será formado o “ninho” preparado para a recepção de um bebê. A menstruação ocorre, então, no intervalo entre uma cartela e outra de anticoncepcional. De modo geral, essa “falsa” menstruação causa menos sintomas, como por exemplo, cólicas mais fracas. Mesmo durante esse período, a mulher pode ter relações sexuais sem correr o risco de engravidar.

Como engravidar tomando anticoncepcional?

Como explicado ao longo do texto, existe sim a chance de engravidar tomando anticoncepcional. Contudo, ela é de apenas 1%, especialmente nas situações em que o remédio é utilizado de forma adequada. Por isso, se o seu objetivo é iniciar uma gestação, o mais indicado é interromper o uso das pílulas. Você pode informar seu desejo ao médico para que, juntos, vocês possam decidir a melhor época do mês para a interrupção.

Em todo o caso, a mulher costuma demorar algum tempo para voltar a ovular normalmente. Algo que gira em torno de um mês, aproximadamente. Esse período existe porque, ao consumir o remédio, a paciente muda seu ciclo hormonal. Com ele, passa a ingerir uma quantidade frequente de hormônio, o que não é o comum.

Ao interromper esse uso, então, o organismo precisa se readaptar. Especialmente para liberar o LH e o FSH e promover a ação do progesterona e estrogênio “naturais”. Neste caso, o corpo voltará a ovular.

Com um óvulo disponível, a mulher poderá engravidar. Isso desde que os espermatozoides de um parceiro o encontrem, por meio da relação sexual. Em um ciclo de 28 dias, o óvulo é liberado no 14° dia. Em seguida, ele fica disponível na tuba uterina, por, no máximo, 72 horas. Depois, é dissolvido pelo organismo e, daí a aproximadamente 12 dias, liberado na menstruação junto ao endométrio.

A mulher que deseja engravidar pode aumentar suas chances ao acompanhar seu ciclo menstrual. Para isso, pode utilizar a tabelinha. Com o calendário, poderá prever a data da ovulação e intensificar as relações sexuais.

Contudo, é importante destacar que este acompanhamento não é completamente eficaz: ele gera apenas uma previsão. Logo, é importante intensificar a prática sexual também três dias antes, e três dias depois da data calculada como da ovulação.

Concepção e problemas de infertilidade

De modo geral, um casal  pode demorar até um ano para engravidar. Afinal, a cada  mês há apenas 20% de chance de que a fecundação aconteça. A partir de 12 meses, um casal que mantém uma frequência regular de relações sexuais não conseguiu a gravidez ,pode ser sinal de que os indivíduos enfrentam algum problema de infertilidade.

Por isso, é importante que, passados 12 meses de tentativas, o homem e a mulher busquem auxílio médico. No consultório, o especialista poderá diagnosticar o problema e sugerir a solução mais eficaz. Nas mulheres, a anovulação (inexistência da liberação do óvulo) e a endometriose são algumas das causas mais frequentes de infertilidade. Já no homem, é comum a ocorrência da varicocele e de alterações nos espermatozóides.

Em muitas das situações, é possível solucionar as causas da infertilidade e garantir a concepção natural. Em outros, porém, pode ser indicado utilizar alguma técnica de reprodução assistida, como a inseminação artificial ou a fertilização in vitro.

Passo a passo da inseminação artificial

Para realizar a inseminação artificial, a mulher passa por um processo de indução da ovulação. Ele ocorre por meio do uso de alguns remédios hormonais, que estimulam a liberação do óvulo. Assim que isso acontece, são colhidos os espermatozoides do homem, geralmente por meio da masturbação.

Os gametas masculinos, então, são inseridos ao fundo do útero da mulher. De lá, podem buscar o óvulo e fecundá-lo. Diminuindo a distância a ser percorrida pelos espermatozoides, a inseminação facilita a concepção para os gametas que contam com alterações em sua estrutura, por exemplo.

Veja aqui: Diferença entre inseminação artificial e Fertilização In Vitro (FIV)

Como é feita a fertilização in vitro?

Já na fertilização, óvulo e espermatozoides são colhidos e levados ao laboratório. A mulher também passa pela indução da ovulação nesse processo. Colocados juntos, os gametas geram um embrião que, em seguida, é cultivado por cerca de cinco dias em laboratório. Depois, o embrião é transferido para o útero feminino, no qual deverá se agarrar. Caso consiga fazê-lo, dá-se início à gravidez.

Ficou com alguma dúvida sobre engravidar tomando anticoncepcional? Busque o auxílio do seu médico, esclareça-as e garanta sua contracepção ou sua possibilidade de gravidez!