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O que é Hôrmonio FSH? Baixo, Alto, Exame, Para que serve?

O que é Hôrmonio FSH? Baixo, Alto, Exame, Para que serve?

Postado em: 2 de fevereiro de 2019

Você já ouviu falar do hormônio FSH? Ele é um dos principais investigados em casos de infertilidade, pois tem função essencial na regulação das funções sexuais do indivíduo. O FSH é um hormônio produzido pela hipófise. Sua liberação começa a ocorrer em maiores níveis a partir da puberdade do homem e da mulher. Nos bebês […]

Você já ouviu falar do hormônio FSH? Ele é um dos principais investigados em casos de infertilidade, pois tem função essencial na regulação das funções sexuais do indivíduo.

O FSH é um hormônio produzido pela hipófise. Sua liberação começa a ocorrer em maiores níveis a partir da puberdade do homem e da mulher. Nos bebês e crianças, ele aparece apenas em pequenas concentrações, e muitas vezes não pode ser detectado no organismo.

As funções da substância são diversas. É ela, por exemplo, a responsável pelo desenvolvimento, crescimento e maturação fértil dos adolescentes. O FSH também regula a secreção de outros hormônios importantes para os processos reprodutivos, como o  luteinizante (LH). Ainda estimula a produção e liberação dos espermatozoides (gameta masculino) e dos óvulos (gameta feminino). É graças à união dos gametas, geralmente por meio da relação sexual, que um bebê é concebido.

Para que serve o FSH na mulher?

Além de ser fundamental nos homens, já que regula a produção e liberação dos gametas, o FSH é ainda mais importante nas mulheres. Isso porque, além de estimular a maturação dos óvulos, a substância estimula a secreção do estrogênio. O estrogênio é um dos principais hormônios femininos e, sem ele, os folículos ovarianos não podem se desenvolver.

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Uma mulher nasce com todos os óvulos que liberará durante a vida fértil. Eles ficam armazenados como folículos ovarianos, e começam a ser amadurecidos e liberados a partir da puberdade. Normalmente, apenas um óvulo é liberado por mês, mas algumas mulheres podem ovular mais de uma vez neste período.

Esse processo de liberação do óvulo é chamado de ovulação. Em uma mulher com ciclo fértil de 28 dias (o mais comum), a ovulação ocorre no 14º dia após o início da menstruação. Com o óvulo liberado, a mulher entra em seu período fértil, o que compreende, mais ou menos, 7 dias. Ou seja, a data de liberação do óvulo, 3 dias antes, e 3 dias depois.

O casal que deseja engravidar precisa fazer a previsão da ovulação. Assim, pode intensificar a prática sexual no período e aumentar as chances de concepção. Quando possui alterações no FSH, porém, a paciente não consegue liberar o estrogênio adequadamente. Em consequência, pode não liberar o óvulo, ou fazê-lo em dia bem diferente do previsto. Por isso, a gestação se torna mais difícil de se obter.

Quando a mulher atinge a menopausa, seus níveis hormonais caem drasticamente. Assim, torna-se impossível ao organismo realizar o processo de ovulação e permitir a concepção natural. Nessa época, o nível do FSH é percebido em níveis bastante altos, o que indica a falência dos ovários.

Exame FSH: tudo que você precisa saber

Como explicado até aqui, o FSH está diretamente ligado à fertilidade, tanto feminina, quanto masculina. Por isso, um exame FSH ajuda a verificar se os testículos e ovários estão trabalhando da forma correta. Normalmente, o teste é solicitado quando o casal apresenta dificuldades para engravidar.

Mas o teste de FSH não é utilizado apenas nestes casos. Ele também é solicitado para avaliar, por exemplo, situações de impotência sexual masculina, avaliação da menopausa feminina e da baixa contagem de espermatozoides no sêmen.

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Endocrinologistas e ginecologistas ainda costumam usar o exame FSH para avaliar as causas da falta de menstruação ou menstruação irregular. Assim como para a análise da ovulação, do funcionamento da glândula pituitária e a presença de tumores na região. A glândula pituitária é responsável por produzir oito hormônios, e desordens na estrutura podem provocar uma série de sintomas. Entre eles estão a fadiga, perda de peso e falta de apetite.

Outro uso comum do exame FSH é a investigação de casos de puberdade precoce. O quadro é caracterizado pelo desenvolvimento das mamas ou dos testículos, de pelos púbicos, e pelo início da menstruação em idades antes dos 13 anos. Esse é o período mais comum para o início da puberdade. O desenvolvimento sexual tardio também pode ser analisado por meio do teste.

O que pode afetar os resultados?

Apesar de bastante utilizado, o FSH nem sempre é útil. Isso porque, alguns fatores podem afetar os seus resultados, dificultando a percepção real do que acontece no organismo do indivíduo. Algo comum, por exemplo, são alterações provocadas pelo uso de pílulas anticoncepcionais pelas mulheres.

Exames com contraste e o uso de remédios como o Cimetidina, Levodopa e o Clomifeno também costumam modificar a análise. O mesmo para a gravidez, já que os níveis do hormônio ficam muito alterados nesse período.

Em qualquer dessas situações, é indicado que o indivíduo interrompa o uso de medicamentos 4 semanas antes de realizar o exame. Sejam eles anticoncepcionais, sejam outros como a Cimetidina. O tempo deve ser semelhante para o pós-gravidez. Porém, é preciso seguir as orientações médicas, e garantir que seu bem-estar não seja afetado no processo pré-teste.

O uso de medicamentos com testosterona, quimioterapia e  alcoolismo também podem afetar os resultados do exame no homem.

Passo a passo do exame de FSH

Um exame FSH é realizado como um exame laboratorial para a coleta de sangue. O que muda é a análise da amostra, que buscará exatamente essa substância no organismo. Na hora de realizar o teste, o passo a passo é o seguinte:

  • Um garrote é amarrado no braço do paciente. O elástico é o responsável por interromper o fluxo de sangue na região por alguns momentos, facilitando a coleta da amostra;
  • A agulha é inserida na veia do indivíduo, coletando o sangue em um tubo;
  • A agulha e o elástico são retirados do braço. Então, o paciente é orientado a fazer leve pressão sobre a região em que a agulha foi inserida. Isso evitará sangramentos;
  • Uma bandagem é colocada no braço do paciente.

Valores de referência do FSH

Feita a coleta da amostra, ela é analisada em laboratório. Depois, o médico pode verificar os resultados, de acordo com os valores de referência dos níveis de FSH no organismo. Os valores variam de acordo com a idade e o gênero da pessoa.

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Geralmente, os valores de referência também podem mudar de acordo com o laboratório do teste, já que as empresas utilizam parâmetros diferentes. Nesse caso, o resultado será o mesmo (de FSH baixo, alto ou normal), mas com base em outros dados.

Em todo o caso, é comum que os valores de referência fiquem próximos do seguinte:

  • Crianças: 0,02 a 3,0 mUI/ml
  • Homem adulto: 1,1 – 8 mUI/mL
  • Mulher adulta na fase folicular: 1,5 – 8 mUI/mL
  • Mulher adulta na fase ovulatória: 10,0 a 80,0 mUI/ml
  • Mulher adulta na fase lútea (última fase do ciclo menstrual): 0,2 a 6,5 mUI/ml
  • Mulher adulta na menopausa: 8,0 a 33,0 mUI/ml

O que o FSH Alto indica?

Com os resultados do exame FSH em mãos, o médico pode diagnosticar diferentes problemas no homem e na mulher. A começar pela menopausa precoce, ou seja, a perda da função dos ovários antes dos 40 anos de idade.

Também é possível verificar o uso de medicamentos com progesterona ou estrogênio, que podem afetar a fertilidade se utilizados de forma inadequada. O diagnóstico ainda inclui a entrada na menopausa.

Já nos homens, é possível que o médico perceba a síndrome de Klinefelter. A síndrome é uma condição genética em que o homem nasce com um cromossomo X extra. Os cromossomos X são os que caracterizam o sexo feminino, e sua presença a mais no homem pode levar a características como o aumento das mamas e a pouca produção de esperma.

Outro diagnóstico comum com o teste de FSH alto é a percepção da perda da função dos testículos e o aumento da testosterona.

FSH Baixo: qual o diagnóstico?

Nas mulheres, a percepção de um nível baixo de FSH pode provocar/indicar a falha da maturação e liberação dos óvulos pelos ovários. As alterações são igualmente comuns em casos de anorexia nervosa. Os níveis também podem ser alterados com o uso de anticoncepcionais ou corticóides.

Quando o FSH aparece muito baixo nos homens, costuma haver falha na produção dos espermatozoides. O nível do hormônio também pode indicar problemas na hipófise ou no hipotálamo, IMC (Índice de Massa Corporal) baixo ou estresse.

Com as análises dos exames realizadas, o médico responsável também costuma solicitar exames complementares. Isso porque, as causas da fertilidade de um casal podem ir além das alterações no FSH. É comum, por exemplo, a realização do espermograma pelo homem. Com mais informações, o especialista pode diagnosticar de forma precisa a infertilidade, e indicar os melhores modos de solução.

FSH e gestação: é possível engravidar?

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Se você leu o texto até aqui, já percebeu que o FSH pode afetar a fertilidade de um casal de diferentes formas. Seus níveis desordenados, por exemplo, são responsáveis por alterações na liberação dos óvulos e da produção de espermatozoides. Quando apresenta deficiências em seus gametas, os indivíduos encontram dificuldades para engravidar.

Percebida qualquer alteração nos níveis de FSH, o médico poderá indicar uma série de mudanças de hábitos. Uma dieta rica em ômega 3 por exemplo, pode ajudar a elevar o nível do hormônio. A prática de exercícios físicos, mudanças no anticoncepcional e medicamentos para o tratamento também costumam ser eficazes.

Após o tratamento adequado, é comum que os níveis do hormônio voltem ao normal. Assim, o casal pode voltar a buscar a gravidez, com mais chances de alcançá-la.

E se gestação não acontecer?

Em todo o caso, ainda podem ocorrer situações em que a gravidez natural é bastante difícil. Especialmente quando as alterações no FSH não são a única causa das dificuldades. Elas podem estar ligadas a outras questões de infertilidade, como a menopausa na mulher e a varicocele no homem. A varicocele é uma inflamação das veias dos testículos, que afeta a produção de espermatozoides.

É comum que um casal demore até um ano para alcançar a gravidez. Isso porque, é preciso que a mulher esteja em seu período fértil para que ela aconteça, o que geralmente corresponde a apenas 20% de chances mensais.

Passados 12 meses de tentativas, é fundamental que homem e mulher busquem auxílio médico. Assim, o especialista poderá solicitar exames e diagnosticar problemas de fertilidade. Em 30% dos casos, as causas da infertilidade do casal estão ligadas aos homens. Em 30%, às mulher, e em outros 30%, a ambos os indivíduos. Nos 10% restantes da estatística, não é possível diagnosticar a razão da infertilidade.

Caso problemas assim venham a ocorrer, o casal pode buscar o auxílio da Medicina Reprodutiva. Algumas técnicas de reprodução podem facilitar a concepção. As mais utilizadas são a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Passo a passo da inseminação artificial

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Para realizar a inseminação artificial, a mulher passa por um processo de indução da ovulação. Isso significa que ela utiliza alguns medicamentos hormonais, que estimulam os ovários a amadurecerem e a liberarem um óvulo em determinada data.

Logo após a liberação do gameta, os espermatozoides são coletados. Geralmente, isso é feito por meio da masturbação. Em seguida, os espermatozoides são inseridos ao fundo do útero da mulher. De lá, precisam se deslocar até o óvulo, que aguarda na tuba uterina.

Caso consiga alcançá-lo, o gameta masculino o fecunda, dando origem ao embrião. O embrião, então, desce até o útero, fixando-se em sua parede (endométrio) e iniciando a gestação. A inseminação artificial é utilizada para facilitar o caminho do espermatozoide até o óvulo. Por isso, é bastante indicada para casos de pouca motilidade dos gametas masculinos, por exemplo.

A fertilização in vitro

O início do tratamento da fertilização in vitro é muito semelhante ao da inseminação. Afinal, a mulher passa pelo mesmo processo de indução da ovulação. Em seguida, porém, o óvulo é coletado, assim como os espermatozoides masculinos. As células são levadas ao laboratório e unidas ali, dando origem ao embrião.

No passo seguinte da fertilização, o embrião é amadurecido, por cerca de cinco dias. Depois, ele é transferido para o útero da mulher, onde deve se fixar. Caso consiga fazê-lo, dá-se início à gravidez.

Ainda existem outras técnicas de reprodução assistida disponíveis, como o coito programado e a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides). As técnicas são indicadas após a avaliação detalhada da fertilidade do casal, inclusive com a análise dos seus níveis de FSH. Assim, a alternativa com maior chance de sucesso pode ser utilizada. Entre em contato com a GERA e saiba mais!