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Gravidez tardia – Saiba como é possível!

Gravidez tardia – Saiba como é possível!

Postado em: 17 de janeiro de 2020

Hoje não há conto de fadas, pressão social ou relógio biológico capazes de evitar a gravidez tardia entre mulheres. A instabilidade profissional é o principal motivo para adiar a maternidade, assim como a prioridade em investir nos estudos, além da dificuldade em encontrar o parceiro certo e escolher o momento ideal.  Por outro lado, não […]

Hoje não há conto de fadas, pressão social ou relógio biológico capazes de evitar a gravidez tardia entre mulheres. A instabilidade profissional é o principal motivo para adiar a maternidade, assim como a prioridade em investir nos estudos, além da dificuldade em encontrar o parceiro certo e escolher o momento ideal. 

Por outro lado, não se pode negar que o adiamento da maternidade tem suas consequências, como a diminuição da fertilidade, o aumento do risco de abortos espontâneos e anomalias genéticas, além de outras complicações durante a gestação.

No entanto, a medicina tem ajudado bastante casais que optam por engravidar mais tarde. Graças aos seus avanços aliados à tecnologia e pesquisas nas áreas de embriologia e biologia molecular, engravidar após os 40 não só é cada vez mais recorrente, como uma possível realidade.

De fato, está cada vez mais comum esse comportamento entre mulheres de idades antes consideradas avançadas. Por muitos anos, a idade ideal para engravidar foi de 18 aos 25 anos. Mas hoje, pelo posicionamento social da mulher, do mercado de trabalho e do avanço das tecnologias de fertilização, as mulheres estão optando pela gestação tardia.

Como dissemos, os motivos podem ser vários, desde a espera do momento ideal, como a falta da desejo por maternidade ou de abdicar da carreira profissional.

Porém, como a medicina vem acompanhando essas mudanças de comportamento no mundo todo, a gravidez tardia se torna realidade. Clínicas de reprodução assistida oferecem tratamentos para mulheres com dificuldades de engravidar naturalmente, por conta da idade avançada ou problemas de saúde. 

Dentre os mais utilizados, citamos a inseminação intra-uterina, a fertilização in vitro, assim como o congelamento de óvulos, para quem já decidiu pela gravidez tardia anos atrás.

Ou seja, através de um tratamento adequado suas chances de engravidar tardiamente aumentam. Quer saber mais sobre isso?

Confira abaixo!

Por que a gravidez tardia é cada vez mais comum?

mulher com gravidez tardia

Hoje a gravidez tardia é muito comum entre as mulheres.

De acordo com os últimos relatórios divulgados por pesquisadores na Europa, muitos países do Ocidente têm apresentado índices mais altos com relação à gravidez tardia. Isso significa que muitas mulheres, no mundo todo, têm optado por engravidar em idade mais avançada, comparada à idades em épocas anteriores.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Estatística da Espanha (INE) sobre o movimento natural da população em 2016, por exemplo, mostrou que a idade média da maternidade na Espanha, está bastante avançada, principalmente por causa da dificuldade de conciliar a vida profissional e dos últimos impactos da crise econômica. 

Embora a maioria das mulheres estejam cientes dos riscos, existem muitos fatores que contribuem para que elas esperem até os 40-45 anos de idade ou mais para engravidar. 

Na França, por exemplo, há cerca de 2 mil francesas engravidando depois desta idade, sendo que o número de mães “tardias” aumentou cinco vezes mais desde a década de 1980 no país.

Mas, para muitos especialistas esse desejo tardio não é nada surpreendente, visto que os métodos contraceptivos são muito melhor utilizados hoje do que há vinte anos. Além disso, hoje as mulheres estudam mais suas opções e esperam antes de ter um filho.

Esse aumento tem sido observado desde o início da década de 2000, com fortes crescimentos no mundo todo. Nos últimos dez anos, as mulheres têm encarado essas gestações com mais serenidade, priorizando bem mais o seu bem estar como um todo, assim como a sua estabilidade profissional, para se dedicar com mais afinco na hora de ter seus primeiros filhos. 

Isso porque após a década de 60, muitas mulheres ingressaram nas universidades e passaram a disputar espaço no mercado de trabalho com os homens. Assim, a maternidade passou a ser adiada em troca da ascensão profissional.

Gravidez tardia no Brasil

No Brasil, essa realidade não é diferente. Uma pesquisa divulgada pelo IBGE, “Estatísticas do Registro Civil 2017”, apontou que as brasileiras estão cada vez tendo menos filhos e optando pela maternidade tardia, entre os 30 e 39 anos. 

Os resultados da pesquisa mostraram que houve aumento de nascimentos no grupo de mulheres com mais de 30 anos. Sendo que desde 2013, o Instituto tem apontado que, a cada ano, cresce esse número de mulheres com esse comportamento.

Segundo a pesquisa, a taxa de fecundidade entre as mulheres mais jovens vem caindo expressivamente nos últimos 10 anos. Sendo que o total de nascimentos de mães com menos de 30 anos caiu de 74,3% para 64,9%, entre 2016 e 2017. 

Por outro lado, entre 2007 e 2017, a proporção dos filhos nascidos de mães com até 19 anos de idade caiu, passando de 20,22% (2007) para 15,95%. Além disso, no mesmo período, o grupo de mulheres que deram à luz entre 20 a 29 anos diminuíram, caindo de 54,1% para 48,98%. 

Já no grupo de mulheres de 30 a 39 anos, o crescimento passou de 23,4% para 32,2%. Sendo que na faixa de mulheres com 40 anos ou mais, o percentual de nascimentos avançou de 2,2% para 2,9%.

Dados como esses são cada vez mais crescentes na sociedade brasileira. Em 2005, a mesma pesquisa apontou que 30,9% das mulheres que tiveram seus filhos tinham entre 20 e 24 anos. Já em 2015, o percentual nessa faixa etária caiu para 25,1%, mas houve um aumento de nascimentos entre mães na faixa etária dos 30 anos, de 22,5% para 30,8%. Já no grupo de mães de 15 a 19 anos, os nascimentos caíram de 20,3% para 17%.

Riscos reais de uma gravidez tardia

mulher examinando a barriga de gravidez tardia

Existem alguns riscos relacionados à gravidez tardia.

Em tese, a mulher pode engravidar enquanto ainda estiver menstruando normalmente, porém os problemas podem ser de várias ordens. O primeiro deles tem a ver com a perda de fertilidade com a idade, que diminui as chances de gravidez, em decorrência de vários problemas ginecológicos bastante comuns em idade avançada.

Até os 30 anos, a chance de uma mulher engravidar é de 25%, sendo que após os 40 anos, o índice cai para apenas 10%. Além disso, a reserva e a qualidade dos seus óvulos também diminuem. Há um aumento do risco de anomalias cromossômicas com a idade.

De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, nessa idade, 80% dos embriões são considerados anormais do ponto de vista genético, por conta da idade do óvulo. Como consequência, a gestação acaba não evoluindo.

Já em casos de gravidez bem sucedida, há riscos para a saúde do feto, como uma maior chance da criança desenvolver uma série de doenças genéticas, sendo a síndrome de Down, a mais comum. Por exemplo, as chances de uma mulher de 25 anos ter um bebê com Down é de uma em mil, sendo que aos 45 anos sua chance é de uma em 30.

Outra dificuldade é com relação à própria saúde da gestante, que aos 40 anos pode desenvolver hipertensão arterial ou diabetes, relacionados a gestação. Além disso, há perigos em relação à um maior tempo de exposição a relações sexuais, como ter adquirido alguma DST ao longo da vida, que possa ter levado a uma doença inflamatória pélvica, uma das principais causas de infertilidade.

Como evitar os riscos

Embora ainda existam riscos associados à gravidez tardia como miomas, endometriose, pólipos e a idade, que podem dificultar uma gravidez natural, a maioria dos ginecologistas e especialistas em reprodução humana, concordam que a ciência e a medicina vem colaborando com novos tratamentos e estudos em prol de solucionar essas dificuldades. 

O ideal é que a mulher respeite seu desejo de ser mãe, sem perder o relógio biológico, preparando o seu corpo e mantendo uma vida saudável. Sendo assim, ela poderá adiar a maternidade se conseguir prevenir essas complicações decorrentes da idade avançada com a manutenção da saúde e controle de doenças como: diabetes, hipertensão, hipo ou hipertireoidismo, assim como o sobrepeso.

Além disso, no caso de um planejamento de gravidez tardia em prol do desenvolvimento pessoal, profissional ou financeiro, é preciso pensar em ter uma reserva de dinheiro destinado à tratamentos, caso tenha qualquer dificuldade para engravidar naturalmente.

No caso de uma gravidez tardia, a mulher deve se cuidar e ser monitorada constantemente, visto que este tipo de gravidez é tratada como de risco. Normalmente, a mulher deve passar com seu Ginecologista e Cardiologista para avaliar a saúde antes de engravidar.

Isso em razão de risco de diabetes, pressão arterial e outros problemas de saúde. Segundo dados de especialistas, 3,7% das gestantes com mais de 45 anos apresentam pressão alta, em comparação à 1,3% das mulheres entre 25 e 35 anos. Além disso, a diabetes afeta 20% destas mulheres em final de gravidez, em comparação com apenas 11% de mulheres mais jovens.

E os riscos não só afetam a gestante, mas também o feto, sendo bastante comuns os efeitos de prematuridade e aborto espontâneo em mulheres com mais de 45 anos. Além disso, há riscos em potencial de “morte in útero” para o bebê ou de morte materna durante o parto.

Portanto, planejar é preciso!

Lógico que essa preparação é muito mais trabalhosa do que deixar por conta da natureza. Isso porque a partir dos 40 anos, os cuidados com o corpo se intensificam, principalmente com o útero, ovários e dosagem hormonal, para que a gestação natural aconteça. Por isso, os exames preventivos são fundamentais desde os 30 anos para esse planejamento.

O planejamento da maternidade aos 30 anos é bem mais tranquilo do que com mais de 35 anos, pois além do relógio biológico sinalizando a contagem regressiva, existe ainda a mesma sensação de juventude dos 30, além do desejo de realização profissional como prioridade, fazendo com que se espere um pouco mais.

Mas o casal com mais de 40 anos, precisa se precaver fazendo o acompanhamento médico preventivo, tomando as vitaminas necessárias como ácido fólico, para se manter saudável e não ter problemas para engravidar. 

Além disso, deve-se dar um prazo de cerca de seis meses para que a gravidez aconteça, caso contrário, o casal deve procurar ajuda de um especialista em Reprodução Humana ou imediatamente, caso já saibam a causa da infertilidade.

O que dizem os estudos sobre gravidez tardia

mulher em gravidez tardia com a mão sobre a barriga

Há muitos estudos relacionados à gravidez tardia.

Além do contexto socioeconômico com relação à questões financeiras e estabilidade na carreira profissional, existe a questão da fertilidade diminuída já mencionada e ainda o estigma de ser uma mãe mais velha. Argumentos como ter “menos energia”, “estar mais cansada” e “parecer avós”, são muito comuns na gravidez tardia.

Isso é o tipo de coisa que também preocupa muito as mulheres que desejam adiar a gravidez e acaba criando um cenário bastante pessimista para elas. Sem falar que muitos estudos científicos relacionam a idade da mãe à possíveis riscos no desenvolvimento do feto.

Por outro lado, estudos recentes realizados por pesquisadores parecem dar trégua a essas mães, trazendo um pouco mais de esperança comprovada. Veja em detalhes abaixo:

Idade materna X capacidade cognitiva infantil

O International Journal of Epidemiology publicou um estudo que analisou a associação entre idade materna e capacidade cognitiva em crianças de 10 anos, através da comparação de três outros estudos realizados no Reino Unido em 1958, 1970 e de 2000 a 2002.

Os resultados, além de surpreendentes, mostraram que apesar de a relação entre idade materna e capacidade cognitiva ter sido negativa no estudo dos anos 1950 (filhos de mães com 35 e 39 anos tinham pontuações cognitivas piores que os filhos de mães jovens), no estudo de 2000 essa relação foi contrária. 

Ou seja, as crianças nascidas de mães com idades entre 35 e 39 anos tiveram resultados melhores nos testes cognitivos que os filhos de mães mais jovens.

A explicação dos pesquisadores foi a de que nos anos 1950, as mulheres com filhos após os 30 anos já tinham engravidado entre cinco e seis vezes antes, isto é, não era a primeira gestação. 

O que gera um agravante para o desenvolvimento cognitivo, pois irmãos mais velhos possuem mais acesso aos recursos parentais. Um exemplo é a relação entre a falta de atenção dos pais que trabalham fora a alterações no cérebro que afetam negativamente o quociente intelectual (QI) dos filhos.

Além disso, famílias mais numerosas, em geral, eram mais pobres; o que também influencia no desenvolvimento do cérebro por conta da falta de recursos que traz desnutrição, más condições sanitárias e mais desafios impostos às crianças.

Já as mães do estudo de 2000, que optaram por ter filhos mais tarde, preferiram desenvolver uma carreira profissional primeiro. Assim, se encontravam em um nível socioeconômico mais cômodo e seguiram melhores condutas de saúde durante a gravidez.

As mães tardias de hoje fazem questão que seus filhos tenham um nível parecido ao seus em relação a estudos, cultura, economia, etc. Ou seja, as diferenças cognitivas observadas nas crianças não são determinadas por fatores genéticos ou biológicos associados à idade materna, mas aos recursos permitidos à criança.

Gravidez tardia X habilidades maternas

Outro estudo recente feito pela Universidade do Sul da Califórnia descobriu que mães depois dos 35 melhoram suas habilidades mentais após o parto. Segundo os pesquisadores, a causa está relacionada ao incremento de hormônios (estrogênios e progesterona) produzidos durante a gravidez, que atuam de forma positiva na química do cérebro, mas que possuem maior efeito em idades avançadas. 

Foram testadas 830 mulheres na menopausa, sendo que as que tiveram melhor memória verbal e cognição tiveram seus filhos a partir de 35 anos.

Além disso, a gravidez tardia faz com que essas mães eduquem seus filhos de forma menos rígida, impondo menos castigos e com menos violência verbal, comparadas às mais jovens, contribuindo para o bem estar emocional das crianças. Isso foi comprovado através de um estudo conduzido pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

Já um terceiro estudo, realizado na Universidade Columbia (EUA), mostrou que embora pais mais velhos sejam menos resistentes que os mais jovens, eles possuem mais experiência de vida e conhecimento, contribuindo para equilibrar a desvantagem biológica em relação à uma vantagem social.

Gravidez tardia X longevidade materna

Embora a gravidez tardia seja associada a uma maior probabilidade de complicações, ela também pode oferecer algumas vantagens para a saúde. 

Um estudo publicado na American Journal of Public Health, analisou uma amostra de mais de 20.000 mulheres, e detectaram que mães após os 25 anos, tinham 11% mais chances de viverem até os 90 anos.

Porém, em outro estudo realizado na Escola de Medicina da Universidade de Boston (Harvard Medical School), examinou a expectativa de vida das mães mais velhas e concluiu que quem teve seu último filho depois dos 33 anos possui mais probabilidades de viver até os 95 anos de idade. Além disso, concluiu-se também que elas teriam o dobro de chance de viverem até os 95 em relação às que tiveram seu último filho antes dos 30 anos.

No entanto, isso não significa que as mulheres devam optar pela gravidez tardia, apenas para melhorar sua expectativa de vida. Os estudos apenas confirmaram que a capacidade natural de ter um filho em idade avançada provavelmente indica que o sistema reprodutivo da mulher está envelhecendo mais lentamente, assim como o resto do seu corpo também. 

Essas conclusões indicaram que as mulheres talvez sejam uma força determinante na evolução de variantes genéticas que retardam o envelhecimento e ajudam as pessoas a aumentarem a longevidade.

De qualquer forma, esses resultados rebatem o preconceito de “mães mais velhas não poderão ver seus filhos crescerem”. Ou seja, a sociedade deve parar de culpar ou pressionar as mães que optam pela gravidez tardia.

Tratamentos disponíveis à gravidez tardia

Existem muitos tratamentos disponíveis para uma gravidez tardia.

Apesar de tantos avanços na medicina e, principalmente na área de fertilidade e genética, não existe ainda uma só técnica que garanta uma gestação futura. Portanto, o melhor conselho ainda é tentar a gravidez por vias naturais, enquanto a mulher estiver em seu período de maior potencial reprodutivo, ou seja, até os 34-35 anos de idade. 

No entanto, há situações pessoais nas quais não podemos ter controle, principalmente no caso de ausência de parceiro, o que pode levar ao adiamento da gestação para uma idade mais avançada (acima de 35-40 anos).

Em casos de doenças, como o diagnóstico prévio de endometriose, o conselho ainda prevalece para tentar engravidar naturalmente antes de completar 40 anos. 

No entanto, como essa doença é caracterizada pela presença do endométrio (tecido que reveste o interior do útero) em órgãos como trompas, ovários, intestinos e bexiga, uma de suas consequências mais frequentes é a infertilidade.

Sendo assim, a solução para esse problema seria a fertilização. Neste caso, o planejamento é essencial para que sejam feitos todos os exames necessários para atestar a saúde do casal, antes de começar o tratamento para a fertilização. 

Há também a opção de congelar os óvulos “jovens”  e utilizá-los no futuro. Podendo assim, ter uma gravidez tardia, sem se preocupar com os riscos normalmente acarretados por essa opção.

Mesmo no caso de endometriose, por exemplo, se for diagnosticada cedo, essa decisão pode ser tomada para prevenir uma possível infertilidade e, consequentemente a ausência de óvulos.

Como funciona o congelamento de óvulos

A técnica é chamada de criopreservação, sendo que o seu desenvolvimento tem permitido a colher e criopreservar os óvulos de mulheres em uma idade ainda jovem para a utilização dos mesmos no momento que acharem conveniente. 

A estratégia acaba driblando o principal problema da gravidez tardia, a perda de qualidade dos óvulos devido ao envelhecimento natural, que diminui as taxas de fecundidade e aumenta o risco de doenças para o feto.

Os óvulos jovens são mais férteis, pois tem menos chande de ter seu DNA alterado, diminuindo a chance de erros cromossômicos. Assim, quando o óvulo é congelado jovem, ele é capaz de manter o seu DNA jovem, reduzindo as perdas.

No entanto, os especialistas recomendam o congelamento de óvulos até os 35 anos, caso estejam planejando uma gestação tardia. Segundo especialistas, o congelamento de 10 óvulos até essa idade garantem 60% de chance de engravidar. Já o congelamento após essa idade tem a probabilidade de apenas 30%. 

A opção pelo congelamento permite uma gravidez tardia em condições iguais à uma década antes, pois as dificuldades para gestar um filho e mantê-lo saudável não estão relacionadas à idade da mulher, mas à idade do óvulo. 

No entanto, o acompanhamento médico é fundamental nessa idade, para evitar outros problemas relacionados à idade, como hipertensão e diabetes gestacional, por exemplo.

Quanto maior o número de óvulos maduros congelados (12, 24 a 36 óvulos), mais chances de fertilização in vitro e, consequentemente maiores as chances de gravidez no futuro. Isso dá a possibilidade de uma ou mais tentativas de fertilização in vitro com taxas de gravidez por tentativa semelhantes às obtidas com óvulos “frescos”, podendo atingir até 40-50% de chance de gravidez.

O processo todo envolve um preparo de aproximadamente duas semanas, seguido de captação de oócitos. Óvulos congelados não possuem prazo de validade. A maior dificuldade nesta opção é mais quanto aos custos bastante elevados, pois o procedimento é bem simples.

Como funciona a fertilização

Para o tratamento de fertilização, primeiro se foca no desenvolvimento dos óvulos da mulher, através de aplicações injeções com hormônios durante 10 a 12 dias. Em seguida, é é feito ultrassom diariamente para avaliar o desenvolvimento deles.

Normalmente, uma mulher produz um óvulo por mês. Mas durante o tratamento de fertilização são precisos mais óvulos para ter mais chance de êxito no procedimento. 

Desta forma, os ovários são estimulados por  hormônios que fazem os folículos crescerem. No entanto, cada mulher terá uma dosagem diferente, que pode ser aumentada ou diminuída no decorrer do processo. 

Em cerca de 10 dias de tratamento com hormônios, quando os óvulos estiverem maduros e no tamanho certo, é marcada a retirada. O procedimento é feito com uma agulha inserida através da vagina e guiada por ultrassom transvaginal, que aspira o óvulo por meio de punção. 

Na sequência, o óvulo é levado para um laboratório e analisado por embriologistas. No mesmo dia, recolhe-se o esperma do homem e faz-se a fecundação “in vitro”, unindo o óvulo com o espermatozóide.

Nos dias que precedem o processo, observa-se a divisão das células e a sua multiplicação, acompanhando a evolução dos embriões. De três a cinco dias depois, o embrião é implantado no útero. O número de embriões transferidos ao útero depende da idade da mulher.

A chance de sucesso varia de 20 a 45% por tentativa, e em cerca de duas semanas já se pode fazer testes de gravidez para certificar-se do sucesso da fertilização.