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O que é oligospermia? Pode engravidar?

O que é oligospermia? Pode engravidar?

Postado em: 27 de dezembro de 2018

Você já ouviu falar da oligospermia? O problema é um dos principais diagnósticos da infertilidade masculina, e costuma causar grande frustração nos homens desejosos de serem pais. Apesar de muitas vezes adiar a gravidez, porém, a condição pode ser tratada e permitir a gestação. Neste texto, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o […]

Você já ouviu falar da oligospermia? O problema é um dos principais diagnósticos da infertilidade masculina, e costuma causar grande frustração nos homens desejosos de serem pais. Apesar de muitas vezes adiar a gravidez, porém, a condição pode ser tratada e permitir a gestação.

Neste texto, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Inclusive abordando quais cuidados tomar para o diagnóstico e solução do problema. Acompanhe!

Como a gravidez acontece?

Uma mulher engravida quando há o encontro entre o seu óvulo e o espermatozoide de um parceiro. Para que este encontro ocorra, a mulher passa, mensalmente, pela ovulação. A  ovulação consiste no processo de amadurecimento de um folículo ovular, que se transforma em óvulo e é liberado no organismo. Essa liberação ocorre devido a atuação de uma série de hormônios no corpo feminino.

O óvulo geralmente é liberado no 14º dia do ciclo menstrual feminino. O ciclo menstrual é o intervalo entre cada menstruação da mulher. Após liberado, o gameta fica disponível na tuba uterina, onde aguarda pela chegada dos espermatozoides.

O tempo de vida do óvulo é de, aproximadamente, 72 horas. Passado esse intervalo, ele é reabsorvido pelo organismo e ocorre a menstruação, cerca de 12 dias depois. A menstruação também consiste na descamação do endométrio, a camada anterior do útero.

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Caso relações sexuais, sem método contraceptivo, ocorram no período fértil feminino, a fecundação pode ocorrer. Ou seja, o encontro entre óvulo e espermatozoide pode ocorrer. O período fértil da mulher fica compreendido nas 72 horas de vida do óvulo, e também três dias antes, e três dias depois da ovulação. Isso porque, a data prevista de ovulação, pode se adiantar ou atrasar — de acordo com processos hormonais, estresse, mudanças na rotina e outros fatores.

Assim que óvulo e espermatozoide se unem, a célula se desloca para o útero e se prende ao endométrio. Conseguindo realizar essa etapa, o embrião passa a se desenvolver, dando início à gravidez.

A oligospermia e a infertilidade masculina

Normalmente, um casal demora até 1 ano para obter uma gestação. Isso porque, as chances de concepção são pequenas a cada mês. Passado este período de tentativas, porém, a demora pode ser uma indicação de problemas de fertilidade. Por isso, é necessário que o casal busque atendimento médico.

Em 30% das situações, o problema de fertilidade está ligado a fatores femininos. Em 30%, a masculinos, e em outros 30% dos casos, os problemas estão presentes no homem e na mulher. Nos 10% restantes das estatísticas, não é possível definir a causa da infertilidade do casal.

Entre os diagnósticos de infertilidade masculina, um dos mais comuns é o de oligospermia. Ela aparece ao lado da varicocele, que também é campeã causal dos problemas para engravidar dos homens.

A oligospermia acontece quando o homem apresenta menos de 15 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen. Quando essa quantidade é menor do que 2 milhões, a oligospermia é considerada severa, e requer atenção médica ainda mais cuidadosa. Especialmente porque, nestes casos, as chances de concepção natural são bastante pequenas.

Uma mulher já nasce com todos os seus óvulos prontos. Em forma de folículos ovarianos, eles ficam armazenados nos ovários e são liberados a partir da puberdade —geralmente, um por mês. Já os homens produzem seus gametas ao longo da vida.

É por isso que muitos indivíduos já mais velhos continuam a ser férteis. Ao contrário das mulheres, seus gametas não envelhecem, e sua produção contínua permite gerar um bebê até idades avançadas.

Devido a essa característica, a produção de espermatozoides pode se tornar falha, devido a uma série de fatores. Assim, haverá a baixa contagem de gametas no sêmen, o que dificulta a concepção. Os espermatozoides de um homem com oligospermia também costumam ter baixa qualidade.

Causas da oligospermia

 

Uma das primeiras causas da oligospermia é a inflamação dos testículos. É nos testículos que os espermatozoides são produzidos. Logo, se o órgão sofrer alterações, há também alteração na geração dos gametas masculinos.

A inflamação dos testículos pode acontecer pela ação de vírus ou bactérias. Utilizar cueca muito apertada também pode resultar no problema. Assim como o estresse, alimentação incorreta e/ou irregular, e também o consumo abusivo de álcool ou drogas. O uso de anabolizantes é outro fator bastante prejudicial à fertilidade do homem.

Alguns medicamentos também podem ter resultados adversos. O uso de remédios, principalmente sem prescrição médica, pode provocar alterações no sistema hormonal do homem e outras condições que afetam a produção de espermatozoides.

Já a varicocele é uma doença que atinge aos vasos sanguíneos da região dos testículos. Quando ela acontece, a região sofre um aumento considerável de temperatura. Como consequência, o órgão não consegue manter a sua produção de gametas de modo adequado.

Leia também: Varicocele, saiba como voltar a ser fértil

Existem ainda outros fatores de risco para a oligospermia, que devem ser evitados sempre que possível. São eles: o tabagismo, poluição do ar, consumo excessivo de alimentos gordurosos e sedentarismo. Além destes, a condição pode ser provocada pelas mudanças no organismo, devido à idade; e a condições genéticas, como a Síndrome de Klinefelter, perdas de pedaço de DNA do cromossomo Y, e translocações cromossômicas.

Diagnóstico do problema

Apresentando dificuldade de concepção, o homem irá realizar um exame conhecido como espermograma. O teste analisa de modo detalhado a composição do sêmen masculino, inclusive avaliando a quantidade e qualidade dos espermatozoides presentes. Para isso, o indivíduo faz a coleta do seu sêmen por meio da masturbação.

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Quando a contagem de gametas no esperma é menor do que 15 milhões, o médico identifica a oligospermia. Assim, pode indicar o tratamento mais adequado, de acordo com o tipo de causa do problema. Para a determinação da causa da condição, aliás, costumam ser solicitados outros exames. Como os laboratoriais e até de raio X.

O grau de intensidade da doença também é medido de acordo com a contagem dos gametas. Quando abaixo de 2 milhões, há a indicação de oligospermia severa. Se não apresenta nenhum espermatozoide no sêmen ejaculado, o homem é diagnosticado com azoospermia.

É comum que exames como o espermograma sejam realizados apenas após o homem apresentar dificuldades para concepção. Ainda assim, quando deseja engravidar, é interessante que o casal faça avaliações prévias. Homem e mulher podem passar por uma série de testes e verificar sua fertilidade. Assim, caso algum problema seja detectado, ele pode ser tratado rapidamente, evitando meses de tentativas e frustrações de gravidez.

Tratamento da oligospermia

Como citado, a oligospermia tem diversos tratamentos, que variam de acordo com a sua causa. Por vezes, a mudança de simples hábitos melhora a produção dos espermatozoides. É o caso da interrupção de medicamentos prejudiciais, início de uma dieta balanceada e prática de atividades físicas. Quando esse tipo de medida é suficiente, considera-se que a oligospermia é temporária. Nestes casos, medicações como Vitergan e vitaminas E também podem ser receitadas.

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Em casos de inflamação dos testículos, por outro lado, podem ser indicados antibióticos ou antivirais. Quando há a eliminação do agente causador da inflamação, a produção de gametas costuma aumentar. Independentemente do remédio, porém, ele deve ser indicado pelo urologista, e nunca tomado por conta própria.

Algumas vezes, também é possível realizar a reposição hormonal do homem. Com seus níveis de hormônios estabilizados, seu corpo pode ter maior facilidade em gerar espermatozoides.

Já para casos de varicocele, os tratamentos variam. Em algumas situações, não é necessária intervenção médica. Em outras, indicam-se mudanças de hábitos e alguns medicamentos. Também pode ser necessária cirurgia, caso a condição seja mais grave.

Tratamentos caseiros

Outro modo de tratar a oligospermia é utilizar vestes menos justas. Cuecas e calças mais largas podem diminuir a pressão sobre os testículos, facilitando sua atividade de geração dos espermatozoides.

Nada dispensa, porém, a consulta ao médico. Ao perceber dificuldades de concepção, busque um urologista e avalie a sua fertilidade. Caso problemas existam, eles terão seu tratamento indicado pelo especialista, de modo que sejam logo resolvidos. Se achar válido, o próprio médico irá sugerir técnicas caseiras para o cuidado com o corpo.

Homem com oligospermia pode engravidar?

Para que uma gravidez ocorra, um casal precisa manter relações sexuais sem o uso de métodos contraceptivos. Assim, com a ejaculação, o sêmen cheio de espermatozoides será liberado no corpo feminino. Os gametas, então, vão à procura do óvulo, para fecundá-lo. Com a fecundação, dá-se origem à gravidez.

Esse processo só é eficaz quando todas as condições adequadas estão garantidas. Isso inclui, até, uma quantidade mínima de espermatozoides liberados. Afinal, muitos gametas se perdem no caminho para o óvulo. Logo, quanto maior o número de gametas presentes, maiores a chances de sucesso.

Com a oligospermia, o número de gametas masculinos presentes no sêmen é menor. Por isso, há menor chance de concepção natural. Ela não é impossível, especialmente quando a condição é branda e/ou passageira. Uma oligospermia severa, porém, torna essa concepção quase impossível.

Ou seja, um homem com oligospermia pode engravidar sua parceira. Porém, ela é mais difícil e demorada, e pode não acontecer. Por isso, muitas vezes é indicado o uso de um técnica de reprodução assistida. As mais comuns são a inseminação artificial, a fertilização in vitro e a ICSI.

A inseminação artificial

Para realizar a inseminação artificial, a mulher passa por tratamento para indução da ovulação. Isso significa que ela utiliza uma série de remédios hormonais, que estimulam a liberação do óvulo em determinada data. Assim, o processo de união do gameta e o espermatozoide se torna mais acertado.

Com o óvulo disponível na tuba uterina, o sêmen masculino é coletado. Logo depois, ele é inserido ao fundo do útero da mulher. Deste modo, os gametas precisam nadar por caminho menor para encontrar a célula feminina, facilitando a fertilização.

Como o homem com oligospermia tem menor quantidade de espermatozoides, esse encurtamento de jornada também aumenta as chances de fecundação.

Passo a passo da fertilização in vitro?

A inseminação artificial é indicada para indivíduos com uma condição mais branda. A fertilização in vitro, por outro lado, pode ser mais eficaz no caso de oligospermias mais intensas. Para essa técnica, a mulher também passa pelo processo de indução da ovulação. Depois, porém, o seu óvulo é coletado e levado ao laboratório.

Os espermatozoides masculinos também são coletados e levados para o laboratório. Essa coleta pode acontecer por meio da masturbação ou, se necessário, pelo pinçamento direto dos testículos.

Óvulo e espermatozoide são unidos em laboratório. Esse embrião é cultivado por cerca de cinco dias, e depois transferido para o útero feminino. Em seguida, o embrião deve se prender ao endométrio, como faria em uma concepção natural. Caso consiga realizar essa etapa, dá-se início à gravidez.

O que é a ICSI?

O processo da ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) é muito semelhante ao da fertilização in vitro. Óvulo e espermatozoides são coletados e levados ao laboratório, para serem unidos. Para a ICSI porém, um único espermatozoide é escolhido. Neste processo, os gametas são analisados com cuidado, de modo que o mais saudável seja utilizado. Isso diminui as chances, por exemplo, de doenças genéticas, já que um espermatozoide sem a mutação poderá ser decidido.

Depois de unidos, os gametas dão origem a um embrião. Como no caso anterior, esse embrião é cultivado e posteriormente transferido para o útero da futura mamãe. Caso deseje, o casal também pode transferir o embrião para uma barriga solidária. Saiba mais acessando este texto.

Agora você já sabe o que é a oligospermia e como engravidar mesmo com a condição. Procure um especialista em reprodução! A Clínica GERA e seus profissionais estão sempre disponíveis.