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Parto induzido: O que é? Vantagens e Desvantagens

Parto induzido: O que é? Vantagens e Desvantagens

Postado em: 2 de maio de 2019

A gravidez pode ser um período cheio dúvidas e inseguranças. Por isso, é importante possuir o máximo de informações sobre o assunto. Assim, a mulher se sentirá mais segura e bem assistida na hora de visitar o médico. Neste texto, nós falamos tudo sobre o parto induzido. Acompanhe! São várias as situações que podem levar […]

A gravidez pode ser um período cheio dúvidas e inseguranças. Por isso, é importante possuir o máximo de informações sobre o assunto. Assim, a mulher se sentirá mais segura e bem assistida na hora de visitar o médico. Neste texto, nós falamos tudo sobre o parto induzido. Acompanhe!

São várias as situações que podem levar a um parto induzido. De modo geral, o procedimento é indicado quando algo pode prejudicar a saúde da mãe ou bebê ou quando o tempo de gestação atinge um limite máximo, que no Brasil segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e obstetrícia (FEBRASGO) é de 41 semanas . Por isso é tão importante manter um acompanhamento médico rigoroso durante todo o pré-natal.

Porém, antes de falarmos sobre o parto induzido, é importante destacarmos alguns pontos sobre a gestação. Por exemplo: você sabia que é impossível calcular exatamente 9 meses de gravidez?

O que os médicos fazem é estabelecer uma estimativa da gestação. Isso acontece porque não é possível saber qual foi a data em que o óvulo foi fecundado. Deste modo, o especialista faz uma estimativa do tempo de gestação, com base no primeiro dia da última menstruação da mulher.

Outra forma de se calcular a idade gestacional com mais precisão é a realização de uma ultrassonografia nos primeiro três meses Assim, ele estabelece a data provável de parto (DPP) para 40 semanas de gravidez. Considera-se uma gestação de tempo certo quando o bebé nasce entre 37 e 42 semanas de gestação  Sendo que hoje em dia o melhor momento para o nascimento do bebê é entre  39 e 41 semanas de gravidez.

Cerca de 80% dos parto acontecem naturalmente neste período.  O parto que acontece antes de 37 semanas de gravidez é considerado prematuro e aquele que passa de 42 semanas e chamado de pós termo. (estaria passando do tempo correto para o nascimento)

Como a gravidez acontece?

Uma gestação acontece quando o espermatozoide fecunda um óvulo. De modo natural, esse processo ocorre após uma relação sexual sem o uso de método contraceptivo. Também é necessário que a mulher esteja em seu período fértil. Ou seja, é necessário que o óvulo, seu gameta, esteja disponível nas tubas uterinas.

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Assim que o gameta feminino é fecundado, ele começa a se dividir em várias e várias células e é formado então o embrião. esse embrião  se deslocam e busca “se prender” à parede interna do útero, chamada de endométrio. Quando o embrião consegue realizar esse processo, ele continua a se desenvolver, até que se torna um feto. Considerando a última menstruação da mulher, o médico estabelece a data provável de parto desse bebê.

A gravidez também pode acontecer por meio de técnicas de reprodução assistida. Nesses casos, óvulo e espermatozoide são unidos com a ajuda de um especialista, no laboratório, em vez de por meio da relação sexual. As técnicas mais comuns são a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

O parto induzido

A indução do parto pode ocorrer principalmente quando existe algum problema durante a gestação seja com a mãe (hipertensão gestacional, diabetes, infecções, rotura da “bolsa das águas”, etc) ou com bebê (presença de malformações, parada do desenvolvimento fetal, sinais de sofrimento do bebê, etc) . Nestes casos o indução do parto pode ter que ser “antecipada” antes data provável e em alguns casos dependendo da gravidade até antes de 37 semanas  (parto prematuro).

Quando citamos a antecipação, nos referimos à realização do parto antes de que o corpo, naturalmente, inicie o processo.

Vale destacar, também, que o parto induzido não é sempre indicado. Existem vários casos em que, mesmo “atrasado”, o nascimento do bebê pode ser “deixado para depois”. Afinal, como explicado no início do texto, o período de gestação é apena estimado e data provável do parto não significa um limite para o nascimento, como dissemos anteriormente poderia-se esperar até 2 semanas após esta data. . Assim, a gravidez pode estar em seu tempo certo mesmo que se tenha passado da DPP.

O parto também pode ser induzido de forma eletiva ou programada isso geralmente ocorre quando de atinge uma data “limite” para o nascimento. No brasil o FEBRASGO orienta que o indução eletiva seja feita por volta de 41 semanas de gestação mas em alguns países espera-se o limite máximo de 42 semanas.

Parto induzido e parto eletivo

Para realizar um parto induzido, a mulher utiliza alguns medicamentos e técnicas indicadas pelo médico. O objetivo de cada um dos métodos é estimular as contrações do útero, o que fará a mulher entrar em trabalho de parto e “expulsar” o bebê.

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Um nascimento induzido não deixa de ser um tipo de parto  normal e, apenas se achar necessário, o médico pode preferir a cesariana geralmente quando existe algum fator de risco para se tentar a indução do parto ou quando a mulher não deseja que seja feita a indução.  O parto normal, de qualquer forma, traz mais benefícios à mãe e bebê. Além disso, diminuir o número de cesáreas pelo mundo é uma meta da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Também pode acontecer do parto induzido de forma eletiva (parto eletivo) geralmente ele acontece quando se atinge o limite de tempo que se considera seguro para o bebê nascer e quando existe o desejo da mulher em escolher este tipo de parto. Como foi dito anteriormente este limite, no Brasil é de 41 semanas.  O procedimento só pode ser realizado com a aprovação médica, para que a saúde do bebê seja garantida.

Independentemente do motivo para o parto induzido, é necessário realizar alguns exames importantes. Como a avaliação do bem estar do bebê (necessário para ver se ele “aguenta” o trabalho de parto até o nascimento) e as condições principalmente do colo uterino para ter uma ideia das chances de sucesso de indução. Esta avaliação normalmente é baseada no índice de Bishop.

Essa avaliação correlaciona a posição do bebê, a altura da cabeça de bebê em relação aos osso da bacia da mãe e a dilatação e espessura do colo do útero. Diante destas informações decide-se se já inicia a indução do parto ou se antes é necessário um preparo do colo do útero para que se tenha maior chances de sucesso.

Quando existem condições mínimas para um nascimento seguro, o parto normal pode ser realizado. Quando não, o médico opta pela cesariana.

Assim que a indução do parto é feita, as contrações uterinas começam. O intervalo entre o uso do remédio e o início das contrações costuma ser de 30 minutos, mas quando existe a necessidade de preparo do colo uterino este tempo pode ser até de 24 horas.

É comum que o nascimento induzido seja mais doloroso do que um parto que se inicia naturalmente. Porém, caso a mulher deseje, poderá solicitar a realização de uma analgesia, um tipo de anestesia que se faz para aliviar as dores das contrações mas não interfere no andamento do trabalho de parto.

Esse tipo de parto também costuma ser mais demorado, superando as 15 horas comuns de um parto normal. Por isso, a mulher precisa ter paciência e acompanhamento próximo do médico, durante todo o processo.

Como o parto induzido é feito?

Nos casos em que a mulher possui uma condição favorável, geralmente avaliada pelo índice de Bishop,  pode-se iniciar de imediato a indução do parto. Entretanto aquelas em que as condições não são favoráveis se faz necessário um preparo do colo uterino previamente à indução do parto. O preparo do colo uterino geralmente pode ser feito com uso de uma medicação via vaginal ou através da passagem de um balão pelo colo do útero que expande a ajuda o colo uterino a começar a se dilatar.

Assim que o colo está bem preparo inicia-se indução propriamente dita com uso de uma substância chamada ocitocina. A ocitocina é administrada diluída em um soro de forma lenta e gradual até que a mulher comece a ter contrações uterinas rítmicas e efetivas. Para que a quantidade de medicamento seja ideal, uma bomba de infusão é utilizada. Assim, a substância é aplicada aos poucos e na medida em que o organismo da mulher solicitar.

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Normalmente precisa-se de pelo menos três contrações de aproximadamente 40 segundos a cada 10 minutos para que ocorra a dilatação do colo uterino e a paciente entre em trabalho de parto. Após conseguir este padrão de contrações o soro com ocitocina é mantido , na maioria das vezes,  até o final do trabalho de parto.

a rotura da bolsa amniótica nem sempre é necessária para que a paciente entre em trabalho de parto. Até porque ela tem uma função protetora principalmente contra infecção. Mas em alguns casos selecionados o seu rompimento pode ajudar a paciente entrar ou acelerar o trabalho de parto.

Cabe salientar ainda que existe um limite para se tentar o parto normal mesmo quando induzido. De uma maneira geral espera-se até 18 horas de trabalho de parto efetivo para que ocorra o nascimento desde que o bebê esteja com uma boa vitalidade. Caso se identifique alguma anormalidade com a mãe ou com o bebê ou ainda passe das 18 horas de trabalho de parto normalmente se interrompe a indução e é realizado um parto cesariana.

Quando é indicado fazer a indução do parto?

São diversas as situações em que o parto induzido é indicado, tanto em atenção à saúde da mãe, quanto à saúde do bebê. Por isso é tão importante manter visitas regulares ao médico. Apenas com o pré-natal adequado o especialista pode verificar a necessidade de um procedimento de “antecipação” do nascimento. A seguir, listamos as situações mais comuns em que o parto induzido pode ser necessário.

  • Pré-eclâmpsia (hipertensão com proteína na urina);
  • Anomalias na frequência cardíaca do bebê;
  • Atraso ou malformação no crescimento do feto;
  • Rompimento da bolsa amniótica, sem que o parto ocorra naturalmente em seguida;
  • Quando a gravidez passa das 41 semanas;
  • Diabetes, doença renal ou pulmonar da mãe, que têm prejudicado sua saúde e do bebê;
  • Surgimento de doenças como gordura no fígado ou colestase gestacional na mulher;
  • Outros quadros associados a hipertensão, como a eclâmpsia e síndrome de HELLP;
  • Corioamnionite (inflamação das membranas fetais);
  • Oligoâmnios (perda de líquido amniótico).

Apesar de tantas indicações, há várias situações em que a indução do parto não é a melhor opção. Aqui, ou o médico prefere aguardar o trabalho de parto natural, ou realiza  uma cesariana. Tudo depende das condições de saúde da mãe e bebê, e o quão seguro é realizar qualquer dos procedimentos. Apresentamos aqui uma lista de situação onde a cesariana normalmente é indicada como o melhor método para o nascimento do bebê.

  • Sofrimento fetal agudo (indicações de que o bebê não está bem);
  • Quando o feto não registra batimentos cardíacos;
  • Após a realização de mais de 2 cesarianas, em gravidezes anteriores;
  • Prolapso do cordão umbilical (chance de o bebê comprimir o cordão durante o parto);
  • Gravidez de gêmeos ou mais bebês;
  • Quando a bebê está sentado ou não virou de cabeça para baixo;
  • Herpes genital ativa;
  • Placenta prévia (quando a placenta está muito baixa no colo do útero);
  • Quando o bebê é muito grande, pesando mais de 4kg;
  • Risco de infecção dentro do útero.

Métodos naturais para indução do parto

Como explicamos ao longo de todo o texto, o acompanhamento do obstetra é mais que essencial durante toda a gravidez. Apenas o especialista pode indicar uma indução do parto, independentemente do método. Afinal de contas, ele poderá avaliar toda a gestação, além de cada aspecto da saúde da mãe e bebê.

Mas isso não significa que a mulher não possa dar uma “ajudazinha” para o nascimento do bebê. Se a data prevista de parto estiver próxima, algumas atitudes podem ajudar no processo. Agora, se houver risco de saúde, ou se a DDP estiver atrasada, é importante conversar primeiro com o médico. O especialista precisa verificar a segurança da técnica para o seu caso. De qualquer modo, indicamos alguns “métodos naturais” a seguir.

1. Acupuntura

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De acordo com um estudo de Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a acupuntura pode ajudar na indução do parto. Na pesquisa, foram avaliadas mulheres com cerca de 41 semanas de gravidez. Em 70% delas, o trabalho de parto foi iniciado, de modo natural, após 3 sessões de acupuntura.

2. Use óleo de Prímula

Não existem exatamente estudos sobre o uso de óleos para a estimulação do parto. Porém, algumas mães já relataram que o uso do óleo Prímula é eficaz. O Prímula possui prostaglandinas. As prostaglandinas ajudam, de pouco em pouco, a amadurecer o colo do útero para o parto. Assim, o bebê teria maior facilidade em deixar o útero.

3. Beba chá de folhas de frutas vermelhas

Há indicações de que o chá de frutas vermelhas ajuda a fortalecer as paredes uterinas e pélvica. Como resultado, ele poderia estimular as contrações para o parto. Por isso, aliás, muitas parteiras não indicam o consumo da bebida antes do terceiro trimestre de gestação.

4. Consuma tâmaras

Um estudo relatou que mulheres que consumiram 6 tâmaras por dia, dias antes da sua DDP, tiveram maior sucesso em “cumprir” com a previsão do parto. A dilatação do colo dessas mulheres também se tornou maior, facilitando a passagem do bebê.

Sexo pode induzir o parto?

Muitas gestantes apresentam certo receio sobre a prática sexual durante a gravidez. Há, por exemplo, dúvidas sobre como o sexo poderia afetar o bebê. Antes de tudo, então, é necessário dizer: a prática sexual não machuca, nem prejudica, de modo algum, o feto. Caso a mulher deseje, ela pode, sim, manter a atividade sexual.

Outra dúvida comum diz respeito ao perigo da indução do parto precoce pelo sexo. Então, é preciso dizer que, para gravidezes de baixo risco, a prática não afeta e nem induz um parto de forma prematura. . Apenas gestações de alto risco podem ter efeitos, mas isso é avaliado pelo médico. Caso existam riscos deste tipo, o especialista irá indicar a suspensão da prática sexual.

Muita gente ainda acredita que a prostaglandina contida no esperma masculino poderia ajudar na indução. Isso já que a substância ajuda no amolecimento e na dilatação do colo do útero. Porém, a quantidade presente no esperma não é suficiente para esse efeito. Os orgasmos femininos também podem induzir as contrações mas não a ponto de iniciar o trabalho de parto.

Assim, a melhor solução é conversar com o seu médico e verificar os riscos da prática sexual para a sua gravidez. Caso eles não existam, ótimo. E é importante lembrar que o sexo não vai contribuir  para a indução do parto. Se a “antecipação” do nascimento for necessária, ela deverá ser coordenada pelo obstetra.

Agora você já sabe bem mais sobre a indução do parto, não é mesmo? Lembre-se de manter o seu pré-natal em dia! Isso vai facilitar muito a manutenção da sua saúde e do seu bebê.