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Médico especialista em reprodução humana. Quando procurar?

Quando a paciente quer engravidar, procura um médico especialista em reprodução humana. Mas, na realidade, inexiste essa especialidade no Brasil. Existem especialistas em ginecologia, que se dedicam ao tratamento de infertilidade. Pois, dentro da especialização em ginecologia (residência médica), estudam-se as doenças que acometem a mulher, inclusive as relacionadas à fertilidade. Após a residência médica em ginecologia, o ginecologista procura aprofundar-se no estudo da infertilidade com estágios ou cursos.

O aumento do número de casais inférteis, bem como de clínicas que abrem suas portas para profissionais realizarem a reprodução assistida em suas pacientes, tem despertado interesse de vários ginecologistas para esse campo de atuação. Porém, a formação do ginecologista que vai atuar em reprodução humana é bastante demorada, pois, além de ter conhecimentos clínicos de ginecologia geral e ginecologia endócrina, tem que adquirir conhecimentos teóricos e desenvolver habilidade cirúrgica em microcirurgia, videolaparoscopia/ vídeo-histeroscopia, ultrassonografia, etc.

Esse profissional (médico especialista em reprodução humana) também deve dominar a reprodução assistida (RA). Alguns profissionais abreviam a formação, não executando cirurgias, dedicando-se à RA. A RA (inseminação intrauterina, fertilização in vitro/ICSI) apresenta ótimos resultados em termos de obtenção de gravidez, com a vantagem da possibilidade de obter gestação rapidamente. Mas, há necessidade de investimento financeiro e o desgaste psicológico é importante. Além da necessidade de administração de injeções de hormônios e aumentam-se os riscos de gravidez múltipla.

Os homens contribuem igualmente com as causas de infertilidade. Assim, alguns urologistas aprofundam-se no estudo da fertilidade masculina (andrologia), tanto no diagnóstico como no tratamento dos fatores masculinos de infertilidade, como varicocele, infecções, correções de vasectomias, distúrbios hormonais masculinos, etc.

Ambos os especialistas (ginecologista e urologista) são importantes na abordagem do casal infértil, pois os conhecimentos de ambos é que permitem o diagnóstico e o tratamento preciso em cada casal. A inexistência dessa interação pode causar equívocos na condução dos casos de infertilidade. É lógico pensar que o ginecologista avalia e trata melhor a mulher e o urologista, o homem.

Além do ginecologista e andrologista, especialistas em outras áreas da medicina são importantes para ajudar em casos complexos de infertilidade em que se exige o conhecimento de outros campos da medicina, como geneticistas, endocrinologistas, cirurgiões, clínicos, radiologistas, ultrassonografistas, etc. Por isso, há convergência de pacientes para centros maiores para tratamento de casos mais complexos de reprodução humana, pela possibilidade de discussão de casos com equipe multidisciplinar.

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