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O que é infertilidade?

Qual é o seu primeiro pensamento quando escuta a palavra infertilidade? Muitos podem pensar que é uma doença que impossibilita a mulher de engravidar, mas na realidade, esse é um problema de saúde que afeta tanto mulheres quanto homens que desejam realizar o sonho de serem pais.

A probabilidade de uma mulher engravidar em cada ciclo menstrual é de 20 a 25%, onde aproximadamente 85% dos casais, após um ano, conseguem obter uma gravidez, mas 15% dos casais apresentam dificuldades em ter filhos.

A infertilidade conjugal é entendida como uma incapacidade de um casal, com vida sexual ativa e contínua, obter uma gravidez espontânea no período de um ano, sem o uso de métodos contraceptivos. Pode estar relacionada a alguma alteração no sistema reprodutor feminino ou no masculino, em 30% dos casos ambos contribuem para o problema, e em aproximadamente 10% dos casais não é possível se estabelecer a causa da infertilidade.

A diferença entre um casal com problemas de infertilidade e os outros casais é somente a redução das chances normais de serem pais. Enquanto que esterilidade é um termo que se refere à incapacidade de um indivíduo gerar filhos, o que decorre a impossibilidade do homem ou da mulher produzir espermatozoides e óvulos viáveis para que ocorra a fecundação.

Fatores de risco para infertilidade:

• Idade acima de 35 anos;
• Alterações no peso (obesidade ou má nutrição);
• Hábitos alimentares e estilos de vida;
• Doenças sexualmente transmissíveis;
• Consumo de tabaco, álcool e drogas recreativas (maconha e cocaína);
• Uso de medicamentos;
• Rotinas exaustivas e estressantes no trabalho;
• Frequência de relações sexuais.

Diagnóstico:

O diagnóstico de infertilidade deve ser realizado através de uma pesquisa inicial, onde é importante a participação do casal, pois pode ser ocasionada por apenas um problema, seja com a mulher ou com o homem, ou decorrente da associação entre fatores diferentes. No entanto a investigação deve ser bem analítica e direcionada à causa principal.
A avaliação feminina envolve principalmente o período de ovulação e a dosagem hormonal, além dos exames de imagem que verificam a plenitude do aparelho reprodutor feminino. É importante o descarte do diagnóstico de endometriose, pois esta patologia está muito relacionada à infertilidade feminina.
Em relação ao homem, deve ser realizada uma análise do sêmen, que avalia a produção, morfologia, quantidade e mobilidade dos espermatozoides, além do diagnóstico de doenças inflamatórias e infecciosas e da dosagem hormonal.

Tratamento para infertilidade humana:

Os estudos em reprodução humana, diagnóstico e tratamento para infertilidade evoluíram bastante nas últimas décadas, devido ao aumento no número de casais que apresentam problemas para ter filhos, maior ansiedade e maior faixa etária de interesse. É importante que o diagnóstico seja realizado por um especialista para que o casal não perca tempo e não fique frustrado com o problema.
A escolha do tratamento adequado pode ser feito através de procedimentos clínicos ou cirurgias. Para cada caso, pode existir mais de uma opção de tratamento, que depende da idade da mulher, período de tentativas sem sucesso e fatores associados ao casal.

Escolha abaixo qual tratamento deseja conhecer:

• Tratamento Clínico para Infertilidade;
• Tratamento Cirúrgico para Infertilidade.

O aumento do número de casais inférteis, bem como de clínicas que abrem suas portas para profissionais realizarem a reprodução assistida em suas pacientes, tem despertado interesse de vários ginecologistas para esse campo de atuação. Porém, a formação do ginecologista que vai atuar em reprodução humana é bastante demorada, pois, além de ter conhecimentos clínicos de ginecologia geral e ginecologia endócrina, tem que adquirir conhecimentos teóricos e desenvolver habilidade cirúrgica em microcirurgia, videolaparoscopia/vídeo-histeroscopia, ultrassonografia, etc.

Esse profissional também deve dominar a reprodução assistida (RA). Alguns profissionais abreviam a formação, não executando cirurgias, dedicando-se à RA. A RA (inseminação intrauterina, fertilização in vitro/ICSI) apresenta ótimos resultados em termos de obtenção de gravidez, com a vantagem da possibilidade de obter gestação rapidamente. Mas, há necessidade de investimento financeiro e o desgaste psicológico é importante. Além da necessidade de administração de injeções de hormônios e aumentam-se os riscos de gravidez múltipla.

Os homens contribuem igualmente com as causas de infertilidade. Assim, alguns urologistas aprofundam-se no estudo da fertilidade masculina (andrologia), tanto no diagnóstico como no tratamento dos fatores masculinos de infertilidade, como varicocele, infecções, correções de vasectomias, distúrbios hormonais masculinos, etc.

Ambos os especialistas (ginecologista e urologista) são importantes na abordagem do casal infértil, pois os conhecimentos de ambos é que permitem o diagnóstico e o tratamento preciso em cada casal. A inexistência dessa interação pode causar equívocos na condução dos casos de infertilidade. É lógico pensar que o ginecologista avalia e trata melhor a mulher e o urologista, o homem.

Além do ginecologista e andrologista, especialistas em outras áreas da medicina são importantes para ajudar em casos complexos de infertilidade em que se exige o conhecimento de outros campos da medicina, como geneticistas, endocrinologistas, cirurgiões, clínicos, radiologistas, ultrassonografistas, etc. Por isso, há convergência de pacientes para centros maiores para tratamento de casos mais complexos de reprodução humana, pela possibilidade de discussão de casos com equipe multidisciplinar.

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