Pólipo endocervical é grave? Qual o tratamento?

O médico diagnosticou um pólipo endocervical, mas você não tem ideia do que isso significa? Sem problemas! Neste texto, explicamos tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Inclusive em relação aos tratamentos, que são bastante eficazes.
Um pólipo uterino acontece quando as células do útero crescem de forma desordenada. Como resultado, formam-se protuberâncias semelhantes a cistos. Essas protuberâncias podem ter característica séssil, coladas ao tecido do órgão, ou então pediculada (ligadas ao útero por um fino cordão).
Quando aparecem no interior do útero, os pólipos são chamados de endometriais. Afinal, ficam ligados ao endométrio, a parede interna do órgão feminino. Já quando aparecem no interior do colo do útero, os pólipos são conhecidos como endocervicais.
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Pólipos variam de tamanho e quantidade. Algumas mulheres podem apresentar vários exemplares dessas protuberâncias, enquanto outras têm apenas uma das formações. Geralmente, os pólipos são benignos, apesar de poderem se tornar malignos. Abordamos este aspecto do problema logo mais. Continue acompanhando o texto!
Segundo especialistas, a principal causa da condição é a alteração hormonal. Tanto a comum, que ocorre no período fértil, e no momento da menopausa; quanto às alterações que levam à irregularidade da menstruação, período menstrual prolongado e a outras situações.
Grande parte das mulheres que sofrem com a doença também têm histórico familiar do problema. Assim como obesidade e/ou hipertensão. Logo, considera-se esses fatores como de risco para o desenvolvimento desordenado de células no útero ou região.

Sintomas do pólipo endocervical

Um problema como o pólipo endocervical é mais comum nas pacientes com idade entre 30 e 50 anos. Nas mulheres que já chegaram à menopausa, é costume que a condição seja assintomática. Por isso, seu diagnóstico é mais difícil, e geralmente percebido ao acaso pelos médicos.
Já quando existem sintomas, eles se manifestam, principalmente, durante o período menstrual feminino. A mulher sente, por exemplo, cólica mais forte, e convive com um fluxo de sangue maior do que o comum para seu corpo.
Além disso, são comuns períodos menstruais irregulares e o sangramento menstrual fora do período menstrual. Ao mesmo tempo, a paciente com pólipo endocervical pode apresentar sangramento vaginal após o contato íntimo. Assim como corrimento vaginal purulento, esbranquiçado ou amarelado, chamado de leucorreia.

Pólipo cervical e a infertilidade

Outro sintoma comum de um pólipo endocervical é a dificuldade em engravidar, algo que costuma ser percebido após cerca de 12 meses de tentativas. Isso porque, é comum que um casal demore até um ano para engravidar. Afinal de contas, as chances mensais são de apenas 20%, já que a mulher precisa estar em seu período fértil para que a concepção aconteça.
Após um ano, porém, a demora na gravidez pode ser sinal de problemas de fertilidade. São diversas as situações que podem levar à infertilidade, incluindo o pólipo endocervical. Este resultado ocorre porque a formação na área do colo do útero pode prejudicar a movimentação dos espermatozoides no corpo feminino. Em consequência, os gametas não conseguem alcançar o óvulo, nem realizar a fecundação.
Dessa forma, é fundamental que a mulher procure um médico. Isso caso apresente dificuldade para engravidar ou qualquer um dos outros sintomas citados. Assim, o médico poderá verificar a condição e indicar o tratamento mais adequado.
É preciso destacar, em todo o caso, que o homem também pode apresentar condições que levam à infertilidade. Por isso, caso deseje engravidar, é fundamental que o casal procure avaliação médica correspondente. Assim, ambos os indivíduos podem ser diagnosticados e devidamente tratados.
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Dados indicam que, em 30% dos casos, a causa da infertilidade do casal tem a ver com fatores masculinos. Em outros 30%, os fatores são femininos e masculinos, e em 30% apenas femininos. Nos 10% restantes da estatística, não é possível identificar o agente causal dos problemas para engravidar.
Além de tratar o problema de infertilidade, o médico responsável pode indicar o uso de alguma técnica de reprodução assistida. As mais comuns são a inseminação artificial e a fertilização in vitro, que apresentaremos logo mais.

Pólipo pode virar câncer?

Na maior parte das vezes, um pólipo endocervical é uma formação benigna de células. Ainda assim, há chance de até 3% de que essas células se tornem malignas, ou seja, se transformem em um câncer. Por isso, é fundamental manter visitas regulares ao médico, para avaliação completa do seu sistema reprodutor. Isso existindo ou não sintomas. Assim, qualquer protuberância pode ser verificada e, se for o caso, tratada.
Geralmente, os pólipos que merecem mais atenção são os que se desenvolvem no pós-menopausa. Nessa situação, e quando a formação ultrapassa os 15 mm, há maior chance de desenvolvimento de células malignas.
A ocorrência de sangramentos uterinos anormais também pode ser considerado um fator de risco para a malignização  do pólipo. Assim como a idade da mulher, já que as com mais de 60 anos são mais suscetíveis à condição.

Como diagnosticar?

Como já citado, são várias as situações em que o pólipo uterino é diagnosticado casualmente. Isso porque, muitas vezes a condição não apresenta sintomas, o que a faz se descoberta em exames de rotina.
Não apresentar sintomas, no entanto, não significa que a formação é inofensiva. Ela pode, por exemplo, se transformar em um câncer, que precisa ser tratado. Daí a importância da mulher visitar o ginecologista periodicamente durante toda a vida.
Para realizar o diagnóstico de um pólipo endocervical, o médico costuma realizar o chamado ultrassom transvaginal. Ou seja, um exame no qual um pequeno aparelho é inserido na vagina feminina, produzindo ondas de som. Essas ondas são transformadas, pelo computador, em imagens dos órgãos internos, e permitem ao médico visualizar qualquer formação anormal na região.
Uma das vantagens da ultrassonografia é que ela faz parte dos exames de rotina ginecológicos. Assim, mesmo que não apresente sintomas, a mulher pode ser diagnosticada facilmente com pólipo.
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Este único exame, porém, não é o suficiente. Para confirmar o diagnóstico, o médico costuma realizar uma videohisteroscopia diagnóstica. O teste consiste na inserção de um histeroscópio pela vagina, de modo que ele alcance o útero, ovários e outros órgãos reprodutores femininos. Um histeroscópio conta com uma pequena câmera, que transmite imagens para um monitor. Essas imagens têm alta nitidez, e podem ser mais facilmente analisadas pelo especialista.
Uma videohisteroscopia permite, entre outros, a análise detalhada da localização e das características da lesão. Caso ache conveniente, o médico também realizar uma biópsia durante o exame. Ou seja, fazer a coleta de material do pólipo e analisá-lo posteriormente em laboratório. Assim, torna-se possível verificar se a formação é benigna ou maligna, ou se tem riscos de malignização.

Tratamento para o pólipo endocervical

O diagnóstico de pólipo endocervical não é grave. Especialmente porque, existem vários modos de tratamento disponíveis. Em todo o caso, é fundamental que a mulher conte com acompanhamento médico rotineiro, inclusive realizando o diagnóstico rápido da condição.
Normalmente, um tratamento contra o pólipo só é indicado quando a formação de células provoca sintomas, ou quando caracteriza um tumor maligno. Quando não há sintomas ou malignidade, o especialista costuma recomendar apenas o acompanhamento das bolinhas, avaliando seu crescimento ao longo do tempo. Inclusive porque, há casos em que os pólipos somem sozinhos. Especialmente após a estabilização do processo hormonal feminino.
Ao sugerir apenas a observação do problema, o ginecologista recomenda uma série de exames de seis em seis meses.

Métodos de tratamento

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Já a indicação por um tratamento propriamente dito começa pelo uso de medicamentos. Neste caso, costumam ser indicados remédios hormonais. As substância podem ajudar a diminuir o pólipo, inclusive fazendo-o desaparecer.
Há situações, porém, em que os métodos anteriores se mostram ineficientes. Nestes casos, o médico pode sugerir a retirada, ou até a cauterização do pólipo. As opções são geralmente utilizadas quando a mulher encontra dificuldades em engravidar, devido à formação de células.
Para a retirada desses pólipos, o primeiro método utilizado é a histeroscopia. A operação é realizada como no método diagnóstico, por meio de um aparelho que fornece imagens do interior do sistema reprodutor. Em vez de apenas visualizar a região, porém, o especialista utiliza essas imagens para guiar a sua cirurgia. Faz, então, a retirada do pólipo, sem a necessidade de nenhum corte externo (como na barriga).
Em casos mais graves, o especialista também pode sugerir a retirada do útero. Como se desenvolve a partir das células do órgão, o pólipo não poderá mais crescer caso esse órgão não exista. A medida, no entanto, é considerada extrema, e elimina as chances da mulher de engravidar. Por isso, o método só costuma ser utilizado nas pacientes que já têm filhos, e que não desejam gerar outros.

Preste atenção aos sinais!

Independentemente do método de tratamento utilizado, é fundamental que a mulher tenha atenção a alguns sinais que o corpo apresenta. Tanto sinais de melhora, quanto de piora da condição. Os sintomas devem ser sempre informados ao médico, para que novas medidas sejam tomadas, caso seja necessário.
Comecemos pelos sinais de melhora. Quando apresenta sintomas, a mulher percebe mais facilmente às mudanças, principalmente pelo sangramento normal da menstruação e a regularidade do período menstrual. Para pólipos assintomáticos, a melhora só pode ser verificada pelo médico, por meio de exames como a histeroscopia.
Já os sinais de piora costumam ser notados em todos os casos. Eles se iniciam com o aumento do fluxo menstrual, e também podem ocorrer com forte dor pélvica. A perda de sangue vaginal entre menstruações também pode indicar o aumento do pólipo uterino ou da malignização das células. Nestes casos, é importante procurar o auxílio do ginecologista o quanto antes, para uma nova avaliação e tratamento.

Técnicas de reprodução assistida

As formas de tratamento contra o pólipo endocervical costumam ser bastante eficazes. Especialmente porque, a condição tem poucas chances de se transformar em um câncer. Ainda assim, podem ocorrer dificuldades de concepção para a mulher. Ou devido ao problema, ou à associação com outros fatores, como a endometriose ou a desordem hormonal.
Condições relacionados ao parceiro da paciente também afetam a sua fertilidade. Por isso, caso necessário, o médico pode sugerir o uso de técnicas de reprodução assistida. As mais comuns são a fertilização in vitro e a inseminação artificial.

A inseminação artificial

Para utilizar do método da inseminação artificial, a mulher passa por um processo de indução da ovulação. Isso significa que ela utiliza de medicamentos hormonais, que provocam o amadurecimento e a liberação do óvulo.
Esse processo é acompanhado pelo médico e, quando o óvulo é liberado (por indução de outro remédio hormonal), os espermatozoides do homem são colhidos. A coleta geralmente é feita por masturbação, mas os espermatozoides também podem ser coletados diretamente dos testículos, se necessário.
Em seguida, os gametas masculinos são inseridos ao fundo do útero da mulher, com o auxílio de uma pipeta. De lá, eles precisam nadar de encontro ao óvulo, que aguarda na tuba uterina. Caso consigam alcançar a célula feminina, a fecundação acontece. Depois, o embrião se desloca até o útero, e se prende à sua parede interna (endométrio). Realizando essa fixação, o embrião passa a se desenvolver, dando início à gravidez.

Como ocorre a fertilização in vitro?

O processo de fertilização in vitro é bastante semelhante. Isso porque, a mulher também passa pela indução da ovulação, enquanto os espermatozoides também são coletados. Nessa técnica, porém, os gametas são levados ao laboratório, e então unidos.
Logo depois, o embrião é cultivado, por cerca de cinco dias. Passado este período, a formação de células é transferida para o útero da mulher, no qual deve se prender e se desenvolver. A fertilização costuma ser indicada para situações em que é interessante selecionar os espermatozoides mais saudáveis, por exemplo.
Em ambas as técnicas de reprodução, e em outras disponíveis, o casal que deseja ter filhos também pode contar com gametas doados e com a chamada barriga solidária. Inclusive quando o útero da futura mamãe é retirado como forma de tratamento contra pólipos. Essas opções permitem, inclusive, a reprodução de casais homoafetivos e a produção independente de um bebê.
Agora você já sabe tudo o que precisa sobre o pólipo endocervical. Procure seu médico. Juntos, vocês poderão decidir a melhor forma de intervenção ao seu caso. Lembre-se, também, de manter seus exames ginecológicos em dia, para que o diagnóstico de qualquer condição seja feito de forma rápida.

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