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Pólipo uterino pode dificultar a gravidez. Conheça o problema

Pólipo uterino pode dificultar a gravidez. Conheça o problema

Postado em: 2 de maio de 2019

O sistema reprodutor feminino está sujeito a uma série de problemas. Um deles é o pólipo uterino, que ocorre em cerca de 10% das mulheres. Apesar de simples, a condição pode trazer incômodos e, em alguns casos, demandar cirurgia para tratamento. Também chamado de pólipo endometrial, o pólipo uterino acontece quando há o crescimento excessivo […]

O sistema reprodutor feminino está sujeito a uma série de problemas. Um deles é o pólipo uterino, que ocorre em cerca de 10% das mulheres. Apesar de simples, a condição pode trazer incômodos e, em alguns casos, demandar cirurgia para tratamento.

Também chamado de pólipo endometrial, o pólipo uterino acontece quando há o crescimento excessivo de células do endométrio. O endométrio é a parte de revestimento do interior do útero, que é renovada mensalmente se preparando para a fixação de um óvulo fecundado. Apenas após essa fixação de um embrião e que a  gravidez é iniciada.

Ao fim de um ciclo menstrual, quando nenhum óvulo é fecundado, o endométrio se descama e é liberado por meio da menstruação. Então, ele se renova e aguarda novamente o fim de um ciclo.

O ponto é que, durante esse processo de desenvolvimento do endométrio, a sua camada principal pode crescer de forma exagerada. Esses crescimento exagerado podem criar pequenas projeções para dentro de útero que se assemelham a bolinhas ou pquenas estruturas que lembram os dedos de uma mão. Essas estruturas podem ser podem ser pequenas ou crescer um pouco mais, atingindo tamanho semelhante ao de uma moeda de 1 real.

Até hoje, a ciência não conseguiu definir, com exatidão, as causas do pólipo endometrial. Pesquisas sugerem apenas que eles têm a ver com alterações hormonais, e também possuem influência de fatores hereditários. Como não se conhece a causa exata, não é possível prevenir os pólipos. Vale a pena, de qualquer forma, manter visitas regulares ao médico e hábitos saudáveis de vida.

É comum que os pólipos endometriais apareçam sozinhos no útero. Apenas em 20% dos casos os pólipos são múltiplos, e estas são as situações em que o quadro merece um pouco mais de atenção.

Grupos de risco para pólipos uterinos

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Não é possível definir, com exatidão, as causas de um pólipo endometrial. Ainda assim, alguns grupos de mulheres apresentam mais chances de sofrerem com o problema.

Para essas, é indicado realizar visitas rotineiras ao ginecologista. Com este cuidado, qualquer diagnóstico pode ser feito de forma precoce, facilitando também seu tratamento. A seguir, listamos as mulheres que aparecem no grupo de risco para o problema.

  • Mulheres com distúrbios hormonais;
  • Pacientes com menstruação irregular ou sangramento anormal e fora do período menstrual;
  • Mulheres em tratamento ou histórico do câncer de mama, utilizando o tamoxifeno para o tratamento do tumor;
  • Mulheres com menstruação excessiva e prolongada;
  • Pacientes que utilizam remédios a base de estrogênio por período prolongado;
  • Mulheres com síndrome dos ovários policísticos,;
  • Pacientes obesas; e
  • Mulheres com hipertensão arterial sistêmica.

Sintomas do pólipo uterino

Na maior parte dos casos de pólipo uterino, a mulher não apresenta sintomas. O pólipo é formado mas muitas vezes as mulheres continuam tendo ciclos menstruais normais. Assim, são comuns as situações em que a paciente nem mesmo sabe que possuiu um pólipo.

Por outro lado, outras pacientes podem apresentar sintomas . Nestes casos, os pólipos costumam ser maiores, ou virem em grupos — pólipos múltiplos. Aqui, também pode ser que as bolinhas desapareçam sozinhas, não demandando tratamento.

Porém, é mais comum que elas requeiram tratamento médico. Assim que perceber qualquer um dos sintomas, é importante que a mulher busque seu ginecologista e realize exames ginecológicos. Até porque, muitos dos sinais provocados por um pólipo podem ser indicações também de outros problemas. É essencial diferenciar as ocorrências e oferecer as soluções adequadas para cada uma.

Os sintomas mais comumente associados a presença de um pólipo no interior do útero são:

  • irregularidade menstrual com aumento do fluxo de sangue ou aumento do número de dias da menstruação;
  • Sangramento vaginal após relação sexual com penetração;
  • Dor durante a menstruação; e
  • Sangramento vaginal entre cada menstruação.

Outro problema comum é a dificuldade para engravidar. Ela ocorre porque, dependendo da localização e do tamanho do pólipo, ele pode dificultar a fixação do embrião no endométrio. Sem essa fixação, a gravidez não pode ser iniciada.

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Em muitas situações, este é o único sintoma apresentado para a mulher. Após diagnosticado, o problema pode ser tratado e permitir a gestação natural. Caso não seja possível tratá-lo, é possível utilizar técnicas de reprodução assistida. Os métodos mais comuns são a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Como tratamento é realizado?

Para o diagnóstico do pólipo endometrial, a mulher precisa inicialmente realizar uma uma ultrassonografia ultravaginal, entretando nem sempre [e possivel visualizar os pólipos pela ecografia. O melhor exame para diagnosticar a presença dos pólipos é o  exame chamado histeroscopia diagnóstica pois neste caso o médico consegue olhar diretamente, através de uma câmera, e visualizar o interior do útero e do canal vaginal, e então verificar a presença das formações anormais.

Assim que o pólipo uterino é detectado, o médico avalia a necessidade de um tratamento. Há casos em que a “bolinha” irá desaparecer sozinha, e por isso o especialista prefere aguardar e acompanhar o quadro da paciente.

Já em casos mais graves, de pólipos múltiplos, ou em que as bolinhas provocam sintomas intensos, o melhor tratamento pode ser cirúrgico. Principalmente quando o quadro afeta a fertilidade feminina. Nestas situações, o especialista utiliza da histeroscopia cirúrgica.

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Esse procedimento é realizado por meio de um fino instrumento, inserido pela cavidade vaginal feminina. Esse instrumento faz o corte e a retirada do pólipo. Para a visualização do interior do útero, o médico utiliza uma microcâmera, também inserida pela vagina.

Uso da histerectomia

Ainda existem casos em que os pólipos podem retornar e causar enormes prejuízos à saúde feminina. Nesse cenário, é possível fazer uma cirurgia para retirada do útero, chamada de histerectomia.

Porém, essa medida é considerada extrema, já que eliminará a possibilidade de gestação pela mulher. É necessário considerá-la com cuidado e com orientação médica atenciosa. O procedimento é mais comum para mulheres já na menopausa, ou próximas de atingi-la. Na menopausa, a mulher já não é capaz de gestar naturalmente.

No pós-cirúrgico, independentemente do tipo de cirurgia realizada, a mulher precisa manter alguns cuidados. É importante, por exemplo, cumprir uma rotina saudável, com alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos leves.

Também é comum que o médico indique a interrupção das relações sexuais, ao menos no primeiro mês pós-operatório. Passado esse período, a paciente realiza novos exames, para verificar os resultados da cirurgia e a necessidade de um novo tratamento.

Qual a diferença entre mioma, cisto e pólipo?

Apesar do que muita gente pode achar, miomas, cistos e pólipos uterinos são bem diferentes. A confusão costuma ocorrer, principalmente, porque os problemas provocam sintomas muito semelhantes. Como a dor na região pélvica e a irregularidade na menstruação. Às vezes, até, nenhum deles provoca sintomas mas podem ser vistos nos exames de diagnóstico como por exemplo a ultrassonografia transvaginal. Porém, é essencial diferenciar as condições, inclusive para uma conversa mais fluída com o médico.

Para começar, o mioma é um tumor benigno da da musculatura do útero, muito comum em mulheres com mais de 35 anos. Ele acontece quando um tumor se desenvolve a partir do músculo uterino, alterando muitas vezes o formato e o tamanho do útero.  Os miomas  podem crescer tanto no lado de fora, quanto no lado de dentro do útero.

Já o pólipo, como citado ao longo do texto, ocorre no interior do útero. Ele é fruto do crescimento desordenado das células do endométrio. Enquanto isso, o cisto é mais comum nos ovários, e tem maior chance de malignização. Ou seja, de se tornar um câncer. O cisto é uma pequena bolsa de líquido que fica alojada nos ovários ou em sua superfície.

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Pólipos endometriais e o câncer

Apenas 1% a 3% dos pólipos uterinos podem sofrer uma transformação e suas células passarema a ser malignas  se tornando cânceres. Parte dos pólipos  se desenvolvem e desaparecem sozinhas, e também podem ser tratadas de forma simples de uma histeroscopia cirúrgica. Mesmo quando há a reincidência dos pólipos, é difícil que eles se tornem malignos.

Não significa, porém, que a saúde da mulher não mereça atenção. Os sintomas provocados por um pólipo são os mesmos sentidos em problemas mais graves, como o câncer. Por isso, é fundamental manter a atenção à saúde do organismo e procurar um médico sempre que o sinal acontecer. Também é importante realizar, ao menos, 1 consulta anual com o ginecologista, para acompanhamento rotineiro.

Gravidez e pólipos endometriais

Pólipos endometriais, dependendo do seu tamanho e localização, podem dificultar a fixação do embrão na parede do útero. Esse é o principal prejuízo provocado às mulheres que desejam engravidar, mas que sofrem do problema.

Para que uma gravidez ocorra, um espermatozoide precisa fecundar o óvulo feminino. Essa fecundação ocorre após relação sexual sem o uso de método contraceptivo, desde que a mulher esteja em seu período fértil.

Unidos, os gametas feminino e masculino formam um zigoto, que passa a se dividir em uma série de células para então formar o embrião. O embrião “caminha” para o útero e se fixa no endométrio. Ou seja, na parede interna do órgão.

É essa fixação que garante a nutrição inicial necessária ao embrião,  enquanto placenta e cordão umbilical não se desenvolvem. Isso significa que, se pólipos impedirem o óvulo de se fixar, a gravidez não será possível.

Após o tratamento e a retirada de um pólipo uterino, é comum que a mulher tenha maior facilidade para engravidar. Pode acontecer, porém, de novos pólipos surgirem, ou de outros problemas de fertilidade afetarem o casal. Nessas situações, o médico pode indicar o uso de uma técnica de reprodução assistida — sendo que a mais comum é fertilização in vitro.

Técnica de fertilização in vitro

A fertilização in vitro é realizada por meio da coleta do óvulo e do espermatozoide. Os gametas são levados ao laboratório e então unidos. Lá, permanecem por cerca de até 5 dias, para que o embrião amadureça.

Depois, o embrião é transferido para o útero feminino, de modo que se fixe ao endométrio e inicie a gestação. Caso a mulher tenha passado por uma histerectomia, é possível optar por uma barriga solidária.

Agora você já sabe tudo o que precisa sobre pólipo uterino. Após qualquer sintoma, procure seu médico e trate o problema. Lembre-se também de manter visitas regulares ao ginecologista. Deste modo, qualquer ocorrência, mesmo que assintomática, poderá ser diagnosticada de modo precoce. Isso facilitará o seu tratamento.