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Produção excessiva de prolactina leva à infertilidade

Produção excessiva de prolactina leva à infertilidade

Postado em: 25 de fevereiro de 2015

A disfunção da prolactina pode causar infertilidade, pois inibe a secreção do hormônio luteinizante e folículo-estimulante pela hipófise.

A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no organismo é a produção de leite pelas mulheres em amamentação. Por isso, a hiperprolactinemia acomete principalmente as mulheres, mas não é um problema exclusivamente feminino. Em homens, o distúrbio se manifesta por disfunção erétil, redução da libido e infertilidade.

A disfunção da prolactina pode causar infertilidade, pois inibe a secreção do hormônio luteinizante e folículo-estimulante pela hipófise. Embora a hiperprolactinemia (produção excessiva de prolactina) seja uma causa menos conhecida de infertilidade, ela não é tão rara assim. A produção excessiva da prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite, é uma alteração frequente na prática médica e responsável por até 25% dos casos de amenorreia (a ausência regular de menstruação). Em outros diagnósticos, a alta dosagem do hormônio do leite humano presente no sangue pode trazer consequências mais graves à saúde da mulher, como a galactorréia (produção de leite fora do período de amamentação) e dificuldade de engravidar.

Como já citado, a primeira e principal função da substância é garantir a produção de leite materno logo após o parto. No entanto, ele afeta também a produção de células do sangue e de vasos sanguíneos. Ainda participa do sistema imune, como durante um processo inflamatório e outros.

Além destes, a prolactina regula a função sexual. É ela a responsável por proporcionar a sensação de bem-estar após o coito. Especialmente porque tem papel importante nos orgasmos femininos e masculinos.

Há situações, contudo, em que os níveis de prolactina ideais no corpo são alterados. Os motivos são diversos: estresse, problemas no cérebro ou na hipófise, doenças como a tuberculose  ou a cirrose hepática, e remédios diversos, como antidepressivos e para o estômago. E, apesar de existirem casos de concentração baixa prolactina no organismo, a situação que preocupa os médicos é da hiperprolactinemia. Ou seja, um nível muito alto da substância.

Prolactina baixa

 

 

Por dia, o hormônio é secretado no corpo em uma taxa aproximada a 400 microgramas. Sua liberação ocorre mais intensamente durante o início do sono. Nos casos de prolactina baixa, os principais responsáveis por reduzir os níveis são medicamentos como agonistas da dopamina.

O nível mais baixo que o ideal não costuma ter tantos reflexos no organismo – a não ser na mulher lactante, que pode ter dificuldade em produzir leite no pós-parto. Por isso, caso a alteração seja percebida durante exame de sangue, o médico deverá indicar métodos para aumentar os níveis do hormônio.

Cuidando da prolactina baixa

Com a indicação médica, é possível também utilizar medicamentos para o tratamento. Como a domperidona e a metoclopramida. É importante considerar ainda que alguns remédios, para outras doenças, podem limitar a produção do hormônio. Logo, converse com seu médico caso utilize qualquer tipo de substância. Ele poderá indicar sua influência  ou não para a fertilidade.

Prolactina alta

A prolactina alta, por outro lado, pode provocar uma série de consequências. Geralmente, a condição é causada por doenças da parede torácica, uso de medicamentos, estresse e doenças no sistema nervoso. Nas mulheres, os fatores causais mais comuns são a gravidez, Síndrome do Ovário Policístico e excesso de estímulos nos mamilos.

Assim, as causas do aumento de prolactina podem ser fisiológicas, quando o próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual; farmacológica, ou seja, causada pelo uso de medicamentos, como antidepressivos e demais medicamentos psiquiátricos; e patológicas, quando envolve alterações da glândula hipofisária, como as lesões do hipotálamo ou da haste hipofisária, e tumores benignos secretores de prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas.

Em muitos casos a disfunção pode ser causada por associação com outras doenças, como síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática. Mas as causas mais comuns são o uso de certas medicações e a presença de tumor na hipófise, produzindo quantidade excessiva do hormônio. Por isso, algumas pessoas com aumento de prolactina precisam fazer exame de ressonância magnética ou tomografia para descartar a presença de um tumor.

As principais consequências da hiperprolactinemia para a fertilidade ocorrem na mulher. Com níveis muito altos, o hormônio pode provocar alterações na produção de outros dois hormônios: o FSH e o LH. Ambos são os principais responsáveis pela ovulação.

Segundo dados, níveis altos de prolactina estão presentes em aproximadamente 0,5% da população mundial. Entre as mulheres com infertilidade, esse aumento da substância fica entre 15% e 20% das pacientes.

Dessa forma, a principal consequência da alta concentração de prolactina é a falta da ovulação, reduzindo as chances de gravidez.

Também pode ocorrer dor durante o ato sexual, o que diminui a libido feminina. Nos homens, as consequências da prolactina alta incluem a queda na produção de testosterona e dos espermatozoides, impotência, queda da libido e aumento das mamas. É igualmente comum haver hipogonadismo, ou seja, a insuficiência da produção dos hormônios sexuais masculinos.

Prolactina: sintomas

 

 

Como citado anteriormente, uma das principais alterações percebidas com a ocorrência da hiperprolactinemia é o aumento das mamas. No homem, a região se torna maior e sensível. Nas mulheres, o que ocorre é a produção e saída involuntária de leite nas mamas.

Outro sintoma comum na mulher é a diminuição do estrógeno no sangue. A paciente afetada ainda desenvolve períodos menstruais bastante irregulares, ou até ausentes. Mesmo que não esteja na menopausa, pode apresentar sinais comuns desta época, como a secura vaginal e calor excessivo no corpo. A infertilidade é igualmente comum, assim como a osteoporose, que se desenvolve com o passar dos anos.

Para homens e mulheres, outro sintoma da hiperprolactinemia é a diminuição da libido. Também podem ocorrer fadiga, dor de cabeça intensa, ansiedade e instabilidade emocional. Ainda é comum a infertilidade e alterações na visão. Assim como a saída de leite pelas mamas (nos homens, e nas mulheres, mesmo que elas não estejam grávidas ou em pós-parto).

Sinais exclusivamente masculinos, por outro lado, incluem a redução no crescimento de pelos e diminuição na produção de espermatozoides. Tal qual a disfunção erétil, hipotrofia muscular e aumento da gordura na região do abdômen.

Prolactina: exame

Para percepção da prolactina no organismo, o principal exame realizado é o da análise sanguínea. Para realização do teste, o paciente deve realizar jejum de pelo menos oito horas. Para garantir seu resultado correto, também deve permanecer em repouso por trinta minutos após a coleta.

Tratamento para baixar a prolactina

O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa do problema e pode ser cirúrgico, medicamentoso ou uma combinação de ambos. O mais importante é diminuir os níveis de prolactina e restaurar a ovulação nas mulheres.

Dessa forma, determinada a causa e tratamento adequado, o paciente costuma elliminar todos os sintomas e consequências do problema. Entre as terapias indicadas estão o uso de remédios como a Bromocriptina e Cabergolina. Os compostos podem fortalecer os ossos, eliminar os problemas sexuais e combater a infertilidade.

Quando a causa é por efeitos de medicamentos, o médico avalia a possibilidade de troca por outra medicação que não aumente a produção da prolactina. Já nos casos de tumores da hipófise, geralmente são receitadas medicações que diminuem o tamanho do tumor; e raramente é necessária cirurgia.

Caso necessária, no entanto, a cirurgia será utilizada para retirada de um tumor. Mesmo que seja benigno, o tumor pode causar problemas ao longo do tempo. Após realizadas as terapias, o paciente deve realizar exames periódicos para o controle da prolactina no organismo. O acompanhamento deve ser rigoroso porque o tumor pode voltar a crescer, tanto com o tratamento com medicações quanto após a cirurgia. E exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do cérebro são obrigatórios para se avaliar o tamanho do tumor e o melhor tratamento.

Com a terapia, é comum eliminar também os problemas de fertilidade do indivíduo. Assim, o casal pode voltar a conceber naturalmente. Mas recomenda-se que primeiro a doença esteja bem controlada já que, no caso de tumor na hipófise, a gravidez e a amamentação podem aumentar ainda mais o seu tamanho, porque estimulam a produção de prolactina.

Em todo o caso, há situações em que a gravidez natural pode não ocorrer, já que a infertilidade ocorre geralmente pela associação de fatores, e não apenas um. Neste caso, pode ser interessante usufruir das técnicas de reprodução assistida.