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Prolactina no homem: como afeta a fertilidade?

Prolactina no homem: como afeta a fertilidade?

Postado em: 27 de dezembro de 2018

Você já ouviu falar da hiperprolactinemia? O problema consiste no aumento da prolactina no homem ou na mulher, e pode levar a uma série de alterações no organismo. Inclusive prejudicando a capacidade reprodutiva de um casal. A prolactina é o hormônio que estimula a produção de leite materno nas mulheres, durante a gravidez e a […]

Você já ouviu falar da hiperprolactinemia? O problema consiste no aumento da prolactina no homem ou na mulher, e pode levar a uma série de alterações no organismo. Inclusive prejudicando a capacidade reprodutiva de um casal.

A prolactina é o hormônio que estimula a produção de leite materno nas mulheres, durante a gravidez e a amamentação. Já no homem, ela tem como principal objetivo relaxar o corpo após o orgasmo, e auxiliar em seu período de recuperação, em que é fisiologicamente impossível obter outro orgasmo sequencial. Outra função desta substância é auxiliar no processo inflamatório do organismo.

Quando se encontra em nível maior do que deveria, este hormônio pode estimular a produção de leite nos homens. Ao mesmo tempo, provoca vários sintomas incômodos a este público.

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A queda dos níveis de prolactina no corpo também pode ocorrer, geralmente como consequência do uso de medicamentos ligadas à dopamina, como a apomorfina. A prolactina baixa não provoca efeitos negativos, mesmo que a melhor opção seja mantê-la no nível adequado.

As mulheres afetadas por este aumento costumam ter entre 25 e 34 anos. Já os homens não possuem idade específica para o desenvolvimento do problema.

Quais os sintomas da alta da prolactina no homem?

Tanto no homem, quanto na mulher, a hiperprolactinemia provoca a queda da libido. Ou seja, do desejo sexual do indivíduo. Ambos os pacientes também costumam perceber o aumento das mamas, muitas vezes com o escape de quantidades de leite.

A partir daí, os sintomas vivenciados pelos homens são mais específicos. Para começar, eles geralmente percebem a redução de pelos pelo corpo. Ao mesmo tempo, enfrentam certa dificuldade em manter o pênis ereto para um contato íntimo satisfatório.

Também é comum a desordem hormonal chamada de hipogonadismo. Neste caso, o corpo masculino não produz hormônios sexuais suficientes, incluindo a testosterona. Como consequência, caem a libido e o número de espermatozoides do homem.

Por fim, o paciente ainda percebe dores de cabeça, defeitos na visão e até a ocorrência da osteoporose. Percebida qualquer dessas condições, especialmente a queda da libido, é fundamental que o indivíduo procure um médico. O especialista poderá diagnosticar o problema e recomendar o tratamento mais eficaz.

Causas do aumento da prolactina masculina

São diversas as causas possíveis para alterações dos níveis de prolactina no homem. Como o uso de antidepressivos. Remédios como o Alprazolam, Paroxetina e Fluoxetina podem provocar mudanças, especialmente, nos níveis hormonais do organismo.

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Medicamentos contra a pressão alta, epilepsia, e até contra o enjoo, podem levar ao mesmo problema. Além destes, há chances de que traumas ou tumores na cabeça, cérebro, ou na hipófise, provoquem as desordens do hormônio.

Doenças também podem estar associadas à condição. Como a tuberculose, aneurisma, insuficiência renal, sarcoidose, cirrose hepática e hipotireoidismo. Ou seja, as causas podem ser bastante graves, e devem ser avaliadas o quanto antes.

Diagnóstico da hiperprolactinemia

Para que seu organismo funcione sem problemas, o homem precisa contar com níveis de prolactina entre 2 a 17,7 ng/mL. Quando este valor se apresenta em quantidade maior do que o normal, ele pode causar a série de problemas já citados.

Na hora de realizar o diagnóstico dos problemas, o indivíduo precisa realizar um exame de sangue. É indicado que este exame seja feito pelo menos uma hora após o paciente acordar e tomar café da manhã.

Com a percepção das alterações no sangue do usuário, o médico poderá solicitar testes adicionais. Assim, será possível definir a causa da condição. Os exames extras geralmente incluem a ressonância magnética e o raio X da cabeça.

Quais os métodos de tratamento utilizados?

Os modos de tratamento indicados variam de acordo com o nível da alteração hormonal e a sua causa. Por isso é tão importante buscar um especialista e obter o diagnóstico correto. Apenas assim o usuário poderá contar com a melhor terapia ao seu quadro. Além da busca pelos níveis ideais do hormônio, a terapia tem como objetivo controlar os sintomas associados.

Quando a causa das alterações é o uso de remédios, o médico costuma reavaliar estes medicamentos. Ele pode sugerir a suspensão das substâncias, e ainda prescrever o uso de produtos que não afetem a produção do hormônio.

Já uma hiperprolactinemia provocada por tumor pode demandar cirurgia e até radioterapia. Em alguns casos, também é possível promover a diminuição do tumor com medicamentos, como Cabergolina e Bromocriptina. Ainda costuma ser necessário utilizar medicamentos para fortalecer os ossos, já que uma das consequências da alta do hormônio é a osteoporose.

Normalmente, o médico solicita a realização de exames contínuos, a cada 2 ou 3 meses, mais ou menos. Assim, o endocrinologista pode verificar os efeitos da terapia e, se for o caso, indicar outra mais eficaz.

Prolactina e a fertilidade masculina

Como explicado ao longo do texto, é comum que altos níveis de prolactina no homem provoquem alterações no sistema reprodutor masculino. Isso inclui, por exemplo, a diminuição da libido, a dificuldade de ereção, e até a diminuição na produção de espermatozoides. Tudo isso afeta a fertilidade masculina, e pode dificultar bastante a gravidez de uma casal.

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Um casal geralmente demora até 12 meses para alcançar a concepção. Isso porque, há apenas 20% de chance de gravidez mensal, especialmente porque a mulher precisa estar em seu período fértil para que ela aconteça (entenda o que é o período fértil feminino acessando este texto).

Passado um ano de tentativas, porém, a demora pode ser sinal de problemas de fertilidade. Tanto do homem, quanto da mulher. Afinal, em 30% dos casos, a dificuldade de gravidez está relacionada a fatores masculinos — como a hiperprolactinemia. Em outros 30% das situações, a infertilidade é feminina, e em 30% os fatores são masculinos e femininos. Nos 10% restantes da estatística, a infertilidade tem causas desconhecidas.

Por que o diagnóstico é importante?

Alterações na prolactina, aliás, também podem ser a causa da infertilidade feminina. Isso porque, o hormônio atua nos ciclos menstruais da mulher e na liberação do óvulo. O óvulo é o gameta que, unido ao espermatozoide após a relação sexual, gera um embrião.

Dessa forma, o diagnóstico e tratamento dos níveis de prolactina no homem e na mulher podem ser fundamentais para o alcance da gravidez. Logo, o casal deve procurar seus respectivos médicos e realizar uma avaliação completa do organismo.

Com as causas da infertilidade detectadas, elas poderão ser tratadas de diversas formas. Como pelo uso de medicamentos; cirurgias; mudanças na rotina e na dieta; e vários outros.

Sempre que possível, é interessante que o casal procure, antes mesmo do início das tentativas de gravidez, um profissional da medicina reprodutiva. Assim, qualquer problema poderá ser detectado de forma adiantada, evitando meses de frustração.

Em todo o caso, há situações em que os tratamentos indicados podem não ser suficientes para uma gravidez natural. Neste cenário, o especialista costuma indicar o uso de técnicas de reprodução assistida. Para o caso da alteração da prolactina no homem, geralmente são utilizadas a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Técnicas de reprodução assistida têm como objetivo facilitar a união entre o óvulo (gameta feminino) e o espermatozoide (gameta masculino). É por meio desta união que a fertilização acontece, dando origem a um embrião e, posteriormente, a um bebê.

Como as técnicas de reprodução assistida podem ajudar?

Na inseminação artificial, a mulher passa por um processo de indução da ovulação. Com o uso de medicamentos, seu corpo é estimulado a liberar um óvulo em determinada data. Assim, com certeza a célula estará disponível para a continuação do tratamento.

O passo seguinte da inseminação consiste na coleta dos espermatozoides masculinos. Geralmente, essa coleta é feita por meio da masturbação. Se necessário, porém, os espermatozoides podem ser obtidos por meio do pinçamento diretamente dos testículos, onde são produzidos. Isso pode ser mais eficaz especialmente considerando a baixa na produção dos gametas nos casos de hiperprolactinemia no homem.

Com os espermatozoides coletados, eles são inseridos no fundo do útero da mulher. De lá, deverão nadar até o óvulo, que aguarda na tuba uterina. Encontrando a célula feminina, o gameta realizará sua fecundação. A união das células, então, irá se deslocar até o útero, onde deverá se prender a sua parede interna (endométrio). Caso consiga fazê-la, dará-se início à gravidez.

O processo da fertilização in vitro é semelhante, com a indução da ovulação e a coleta dos espermatozoides. Nessa técnica, porém, o óvulo também é coletado. Então, ele e os gametas masculinos são levados ao laboratório, e unidos. Depois, o embrião amadurece por cerca de cinco dias, e só então é transferido para o útero da mulher. Caso consiga se fixa no órgão, a gestação é iniciada.

A escolha pelo tipo do método de reprodução varia de acordo com uma série de fatores, incluindo a causa da infertilidade do casal. Ainda existem outras técnicas disponíveis, como a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) e o coito programado. Por isso, é fundamental contar com um especialista capacitado e de confiança. Dessa forma, as chances de sucesso da gestação serão potencializadas. Conte com a Clínica GERA!