Qual a probabilidade de ter gêmeos? Quais os fatores envolvidos?

A gravidez gemelar é ainda assunto de muita pesquisa, pois ainda não se sabe ao certo a causa determinante para que ocorra a divisão celular. Mas no caso de gêmeos bivitelinos, já existem estudos que determinam alguns fatores que explicam qual a probabilidade de ter gêmeos.

Não é uma ciência exata, pois a incidência de gravidez gemelar varia bastante entre as populações no mundo, tendo como um dos fatores, além da genética, a idade da mulher e sua etnia, por exemplo.

Em condições naturais, a probabilidade de uma gravidez gemelar é baixa, cerca de 1,5 e 3% dos casos. Porém, existem alguns fatores que podem aumentar essas probabilidades.

Veja abaixo todos os fatores que podem influenciar na concepção de gêmeos!

Entenda qual a probabilidade de ter gêmeos: Principais fatores

casal de gêmeos deitados na cama abraçados cada um a mais um bebê gêmeo
Existem vários fatores que podem influenciar na probabilidade de ter gemeos.

Como dissemos, a incidência da gravidez gemelar é bastante variável, entre a população mundial. No Brasil, por exemplo, a ocorrência de uma gestação de gêmeos bivitelinos (diferentes, de dois óvulos) fica entre cerca de 10 a cada 1.000 casos, sem contar o fator genético. 

Histórico de gêmeos bivitelinos na família

Existe a possibilidade natural de ocorrer a gestação gemelar se um dos casais tiver casos de gêmeos bivitelinos (diferentes) na família, principalmente do lado materno.

Isso faz com que a mulher tenha uma maior chance de liberar mais de um óvulo na mesma ovulação. 

Mulheres com idade mais avançada

A idade avançada da mãe (acima dos 35 anos) é um outro fator que influencia na probabilidade de ter gêmeos. 

Isso porque as mulheres mais velhas têm uma tendência maior para liberar mais óvulos por ciclo, mesmo sem realizar qualquer tratamento para engravidar.

É uma tendência natural, pois o organismo nesta idade começa a liberar mais de um óvulo durante a ovulação, ao passo que a mulher começa a perder a sua fertilidade espontaneamente, uma das causas da infetilidade feminina..  

Essa perda de fertilidade natural faz com que ocorram picos de produção do FSH, hormônio que provoca a liberação de mais de um óvulo no mesmo ciclo.

Gravidezes anteriores

mãos segurando os pés de casal de bebês gêmeos
Mais d euma gravidez anterior pode aumentar aprobabilidade de ter gêmeos.

A gravidez gemelar é mais comum entre mulheres que já tiveram gêmeos em gestações anteriores. Portanto, há uma maior chance de engravidar de gêmeos novamente, por conta da tendência em liberar mais de um óvulo por ciclo. 

Raça e Etnia

Existem estudos que estimam um aumento na probabilidade da gestação gemelar entre mulheres de origens étnicas diferentes.

Por exemplo, mulheres negras africanas são as mais propensas a ter gêmeos, comparadas a mulheres de qualquer outra região. 

Na África, a gravidez dupla ocorre em cada 30 a 40 gestações, uma quantidade aproximada de 5%. 

Já as mulheres brancas, possuem uma probabilidade de uma em cada 80 gestações (1%), sendo que uma em cada 8 mil gestações ocorrem trigêmeos e uma em um milhão pode resultar em quadrigêmeos, principalmente acima dos 35 anos, já que a taxa é mais elevada para a gestação de múltiplos.

Por fim, as mulheres asiáticas e aborígenes, possuem taxas menores, ficando entre a probabilidade de apenas 0,33%.

Tratamentos de infertilidade

Obviamente, os tratamentos de reprodução assistida também influenciam na incidência de gestação gemelar, por conta dos hormônios indutores de ovulação utilizados no tratamento. 

Em casos do coito programado e inseminação artificial, por exemplo, a probabilidade de uma gestação múltipla pode aumentar de 20 a 30%. 

No caso da fertilização in vitro (FIV), a incidência de gêmeos está mais relacionada à quantidade de embriões que são transferidos para o útero da mulher, a fim de garantir o desenvolvimento de pelo menos um embrião.

Portanto, quanto mais embriões forem transferidos, maior será a chance de nascer gêmeos. Neste caso, a probabilidade de ter gêmeos é de 1 a 1,5%  — no caso de dois embriões, a probabilidade aumenta para 18%, e três embriões aumenta-se a chance para 23%.

No entanto, há um limite para a transferência de embriões, sendo que a maioria dos tratamentos de FIV acabam resultando em uma gestação única, pois fatores como a qualidade dos óvulos e dos espermatozóides também são determinantes para o desenvolvimento dos embriões.

Por outro lado, com o objetivo de limitar a quantidade de óvulos transferidos por paciente, e considerando a idade da mulher como fator prevalecente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que:

  • Mulheres com até 35 anos podem transferir até dois embriões;
  • Já mulheres com 36 a 39 anos podem transferir três embriões;
  • E acima dos 40 anos a mulher pode receber até quatro embriões.
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