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Síndrome da Hiperestimulação do Ovário

Síndrome da Hiperestimulação do Ovário

Postado em: 22 de março de 2019

A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana é um dos principais efeitos colaterais de um tratamento de reprodução assistida. Segundo estimativas, uma a cada três mulheres apresentam sintomas leves da condição. De qualquer forma, o problema pode ser tratado e acompanhado, para que não tenha efeitos na saúde feminina. São três as principais técnicas de reprodução assistida […]

A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana é um dos principais efeitos colaterais de um tratamento de reprodução assistida. Segundo estimativas, uma a cada três mulheres apresentam sintomas leves da condição. De qualquer forma, o problema pode ser tratado e acompanhado, para que não tenha efeitos na saúde feminina.

São três as principais técnicas de reprodução assistida utilizadas por casais que encontram dificuldades para engravidar. Primeiro, há o coito programado. Com ele, a mulher passa por um tratamento de indução da sua ovulação. Ou seja, do amadurecimento e liberação do óvulo.

Acompanhando este ciclo, o médico pode indicar as datas mais propícias para a prática sexual do casal. Isso porque, ele saberá quando o óvulo estará disponível para a fecundação. A fecundação ocorre quando o espermatozoide encontra o óvulo, neste caso na tuba uterina feminina. O encontro entre os gametas gera um embrião, que se agarra à parede do útero e começa a se desenvolver.

Na inseminação artificial, a mulher também passa pela indução da ovulação. Aqui, porém, os espermatozoides são colhidos do homem. Depois, eles são inseridos pelo médico no fundo do útero da mulher. Essa técnica é muito utilizada para casos em que os gametas masculinos apresentam dificuldades de locomoção. A inseminação encurta seu caminho até óvulo, que aguarda na tuba.

A última técnica bastante comum de reprodução é a fertilização in vitro. Nela, o óvulo feminino é coletado, após a indução. Depois, os espermatozoides masculinos são coletados, e todas as células são levadas ao laboratório. Lá, elas são unidas, gerando um embrião. Esse embrião é amadurecido por cinco dias, e depois transferido para o útero feminino. Caso consiga se agarrar à parede interna, dá-se início à gestação.

Como a reprodução assistida favorece a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana?

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Como você deve ter notado, as três técnicas citadas utilizam a indução da ovulação como início do processo. Essa indução é feita por meio do uso de medicamentos hormonais, que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos, e depois a liberação dos óvulos. Algumas vezes, o corpo feminino apresenta uma resposta excessiva a esses medicamentos. É aí que a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) acontece.

Em todos os casos de SHO, o tamanho dos ovários femininos é aumentado. A medição dos órgãos caracteriza a gravidade do problema, e deve ser bem avaliada pelo médico. Quanto maior o inchaço do ovário, maior a gravidade da Síndrome.

Durante o processo de estimulação ovariana utiliza-se alguns tipos hormônios que são chamados de gonadotropinas. Geralmente são aplicados em forma de injeções. Algumas mulheres apresentam uma resposta exagerada a esse medicamentos o que ocasiona um crescimento exagerado do número de folículos. Neste caso este crescimento exagerado estimula a secreção de substâncias que dilatam os vasos sanguíneos. Como resultado, estes vasos se tornam mais permeáveis, e por isso favorecem o extravasamento de líquidos para fora dos mesmo. Nos casos graves este líquido pode acumular na cavidade abdominal (ascite) e nos pulmões (derrame pleural)

O outro hormônios utilizado durante o processo de estimulação dos óvulos para realizar a maturação dos óvulos é o hCG (gonadotropina humana). Porém nos casos de hiperestimulo a utilização deste homônimo pode aumentar a secreção das substâncias que causam a dilatação dos vasos o que aumentaria o risco das complicações graves. Por este motivo é que no caso de SHO a maturação dos óvulos geralmente é feita com outra substância.

Este mesmo hormônio é produzido em grandes quantidades durante a gravidez. Por este motivo evita-se de se fazer a transferência dos embriões nos casos de SHO. Sendo necessário o congelamento dos embriões e transferência é realizada após a remissão dos sintomas.

Buscando diminuir as chances de problemas, já existem medicamentos com menor carga hormonal. O letrozol, e o citrato de clomifeno, são exemplos bem sucedidos. Ainda assim, é fundamental utilizar apenas o remédio e a dosagem receitadas pelo médico.

Fatores de risco para o problema

Tal como citado, a SHO pode acontecer, ao menos de modo leve, em aproximadamente 30% das mulheres que passam por um tratamento para engravidar. Alguns fatores favorecem essa ocorrência, e devem ser bem avaliados pelo médico. Assim, o especialista poderá indicar doses menores de medicamentos, além de fazer acompanhamento ainda mais rígido.

Estão mais sujeitas ao desenvolvimento da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana mulheres:

  • Com menos de 35 anos de idade;
  • Com baixo índice de massa corpórea (IMC correspondente a menos de 20 kg/m2);
  • Em que a contagem de folículos antrais é maior do que 14;
  • Que sofrem da Síndrome dos Ovários Policísticos;
  • Que têm histórico da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana;
  • Com altos níveis de hormônio anti-mülleriano (maior do que  3,3 ng/mL). O hormônio também é usado em técnicas de reprodução assistida.

Quais os sintomas da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana?

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Os sintomas da SHO variam de acordo com a gravidade do problema — leve, moderada ou grave. De qualquer forma, é fundamental que a mulher procure o médico assim que perceber qualquer alteração.

Em casos leves da Síndrome, a mulher costuma apresentar náuseas, leve inchaço do abdômen e ganho rápido de peso. Os sinais são os mesmos para casos moderados, só que um pouco mais intensos.

Já na SHO grave, os sintomas são acrescidos de vômitos e da incapacidade de eliminar a urina. A mulher ainda pode sofrer grande inchaço e desconforto abdominal, trombose e até falta de ar. Os sinais também incluem a fadiga, dormência facial, inchaço nas extremidades inferiores (pernas e pés) ou vermelhidão do corpo.

É comum que os sintomas da Síndrome surjam alguns dias após a ovulação. Se a gravidez não ocorre, os sinais tendem a desaparecer em até duas semanas, nos casos mais leves. Em situações mais graves, porém, a mulher continua a apresentar os sintomas citados, e requer o atendimento rápido de um médico. Do contrário, podem haver complicações.

Quais as possíveis complicações da Síndrome?

As complicações da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana podem ser bastante graves. Há, por exemplo, a possibilidade de desidratação do organismo. O aumento do líquido no abdômen também pode levar à intensa pressão na região.

Como resultado destas ocorrências, há a possibilidade de formação de coágulos no sangue. Viajando pelos vasos sanguíneos, esses coágulos podem chegar aos pulmões, coração e outros órgãos. Então, a capacidade de funcionamento destes órgãos é prejudicada, o que é potencialmente fatal. Ou seja, se não tratada, a condição pode levar a paciente a óbito.

Por isso é tão importante ter acompanhamento médico cuidadoso, antes, durante e depois o tratamento de reprodução assistida.

Tratamento da SHO

Ao notar qualquer dos sintomas citados, a mulher deve procurar o auxílio médico. Em todo o caso, é comum que a condição seja percebida antes mesmo dos sinais. Afinal de contas, durante o tratamento para reprodução, o especialista faz constante monitoramento do sistema reprodutor feminino. Inclusive por meio de ultrassons

Quando o problema é percebido, costuma ser indicado o consumo intenso de líquidos ricos em eletrólitos, como os isotônicos. Medicamentos para controle das náuseas também são utilizados. Outros remédios ainda podem diminuir o acúmulo de líquidos no abdômen, como o Cabergolina.

Há casos em que é necessário realizar a drenagem de líquidos do abdômen. Nessa situação, o médico utiliza uma seringa, e o atendimento é ambulatorial. Ou seja, não é preciso que a mulher permaneça internada. O que pode mudar em casos graves, em que a terapia mais leve não é suficiente.

A melhor de tratar a SHO é evitar que ela ocorra.

Como prevenir a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana?

A prevenção da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana deve passar pelo bom planejamento da técnica de reprodução assistida indicada pelo médico. Por isso, é fundamental contar com um especialista no assunto, como os profissionais da Clínica GERA. Entre em contato conosco e marque a sua consulta!

De qualquer forma, algumas medidas são comuns na prevenção do problema. Elas incluem:

  • A redução da dose de medicamentos para a estimulação dos ovários. Mesmo com esse cuidado, há a indução a ovulação, mas de modo que os ovários não inchem e acumulem líquidos;
  • Utilizar o medicamento leuprolide em vez do hCG (gonadotripina coriónica humana), mais comum. Como já notado por pesquisas, o hCG é um dos principais causadores da hiperestimulação dos ovários;
  • Utilizar a cabergolina, composto ideal para o controle do acúmulo de líquidos durante o tratamento de reprodução assistida;
  • Usar uma dose extra de fluidos intravenosos. Os fluidos devem ser injetados no momento da ovulação, e pode prevenir a piora dos sintomas.

Posso engravidar com a SHO?

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Há situações em que a gestação provoca a piora da Síndrome de Hiperestimulação do Ovário. Se a SHO surge antes do início da gestação, é indicado fazer o congelamento dos óvulos e/ou dos embriões, e só continuar o tratamento de reprodução após a cura do problema. Caso a condição seja percebida apenas durante a gravidez, o tratamento irá variar, e deverá ser acompanhado por um especialista.

Também é importante avaliar, antes de qualquer tratamento, problemas que podem levar à infertilidade. Tanto na mulher, quanto no homem. Isso porque, há casos em que a condição pode ser tratada, e então permitir a gravidez natural. Como uma endometriose leve ou oligospermia.

A consulta de ambos os indivíduos ao médico é fundamental. Afinal, em 30% dos casos, a causa da infertilidade é feminina. Em 30% das situações, os fatores são masculinos, e em outros 30%, estão presentes em ambos os indivíduos. Nos 10% restantes, é impossível definir a causa da infertilidade.

Lembre-se de conversar com o seu médico sobre a SHO. Assim como sobre qualquer outro receio que você possuir sobre as técnicas de reprodução assistida. Dessa forma, você se sentirá mais segura em utilizar o tratamento e alcançar a tão sonhada gestação, com saúde.