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Síndrome de Asherman: Tratamento, Diagnóstico, Tem cura?

Síndrome de Asherman: Tratamento, Diagnóstico, Tem cura?

Postado em: 22 de março de 2019

O médico realizou o diagnóstico da Síndrome de Asherman, ou uma amiga comentou sobre o problema? Pois, então, talvez seja hora de saber mais sobre o assunto! Apesar de não ser tão comum como outras condições (à exemplo da endometriose), o distúrbio pode atrapalhar a fertilidade feminina. Também chamada de Sinéquias Uterinas, a Síndrome de […]

O médico realizou o diagnóstico da Síndrome de Asherman, ou uma amiga comentou sobre o problema? Pois, então, talvez seja hora de saber mais sobre o assunto! Apesar de não ser tão comum como outras condições (à exemplo da endometriose), o distúrbio pode atrapalhar a fertilidade feminina.

Também chamada de Sinéquias Uterinas, a Síndrome de Asherman acontece quando aderências intra-uterinas se formam. Essa ocorrência é comum após processos inflamatórios ou cirurgias, em que a a parte interna do útero chamada endométrio sofre algum dano.

Em algumas situações, após o “trauma“ no endométrio o processo de reparação e cicatrização faz com que as paredes anteriores e posteriores do útero grudem, ou então que pequenas partes dessas paredes grudem entre si. Como resultado, a cavidade uterina pode ter o seu espaço consideravelmente diminuído o que dificultaria a implantação do embrião no interior do útero. Existem, desta forma, consequências que podem interferir diretamente na , fertilidade e no padrão da menstruação.

Imagine o útero como um jardim e que o endométrio seria um jardim florido . Esse jardim tem parte das suas “células do endométrio saudáveis” (que representaria as flores) são retiradas após uma cirurgia ou danificadas após um processo inflamatório. Estas flores (células) precisa crescer novamente e então garantir que o jardim continue florido.

Há casos, porém, em que as flores não conseguem crescer pois foram arrancadas ou danificadas até a sua raiz. No lugar das flores (células normais) crescem outro tipo de plantas (células de cicatrização) que promovem uma alteração no jardim e podem grudar uma nas outras formando as aderência. Esse emaranhado não é natural, e por isso trará consequências.

O número de aderências presentes no útero define a sua gravidade, dividindo-a entre leve, moderada ou severa. As aderências também podem ser espalhadas ou concentradas em um único ponto, e ainda finas ou espessas.

Quais as causas da Síndrome de Asherman?

Sempre que o endométrio sofre um trauma, o organismo feminino inicia um processo normal para sua cicatrização. Há situações, porém, em que esse processo sai do controle, e as células criadas criam aderências. Não há uma causa específica para essa desordem, mas existem situações que facilitam a sua ocorrência.

A começar pela dilatação e curetagem da cavidade uterina geralmente usadas para remover os restos de tecidos dos embriões consequentes de um aborto espontâneo ou retido. A condição também é comum quando há a retenção de placenta após um parto ou aborto eletivo.

Infecções pélvicas relacionadas a cirurgias, como a cesariana  ou para a retirada de miomas, podem, da mesma forma, desencadear o problema. Assim como a infecção por tuberculose ou esquistossomose.

Entre 2 a 4 semanas após o parto, toda mulher tem 25% de chance de desenvolver Síndrome de Asherman caso tenha sido necessário a realização de curetagem pós parto. No caso dos abortos espontâneos, o risco é de 30,9%, e de 6,4% quando ocorrem abortos retidos ou incompletos. Na maior parte das vezes, é difícil prever a formação das aderências.

Graus da Síndrome de Asherman

Buscando facilitar a percepção e tratamento da Síndrome de Asherman, a Sociedade de Histeroscopia determinou, em 1989, quatro graus para a classificação do problema. O último grau é o considerado mais grave, mas a infertilidade feminina pode ocorrer em qualquer uma das classificações.

Grau 1

O grau 1 da Síndrome de Asherman é caracterizado pela existência de aderências mais finas e menores. Elas podem ser facilmente tratadas por uma histeroscopia e não se espalham pelo útero.

Grau 2

Aderências com pouco mais de fibra e que se espalham pelo útero são de grau dois. Elas ligam áreas específicas do endométrio, com conexões mais encorpadas, e seu tratamento requer cirurgia.

Grau 3

As aderências de nível 3 se espalham por várias regiões do útero. Até mesmo as tubas uterinas podem ser afetadas.

Grau 4

No grau mais grave da síndrome, o número de aderências no útero é bem maior. Além disso, as tubas uterinas ficam completamente bloqueadas, e pode haver a junção quase que completa das paredes uterinas. Esse estágio é conhecido pelos especialistas como a “verdadeira Síndrome de Asherman”.

Sintomas do problema

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Quando o útero sofre adesões da Asherman, os sintomas costumam surgir de forma repentina. Especialmente após procedimentos de curetagem ou outras cirurgias uterinas. Algumas mulheres também podem apresentar abortos repetidos ou dificuldades para engravidar. Outro sintoma comum que pode significar a presença de sinéquias e a diminuição acentuada ou até a parada repentina da menstruação a realização destes procedimentos.

Geralmente, um casal demora até um ano para obter a concepção. Isso ocorre porque existem apenas 20% de chances de gestação por mês, já que a mulher precisa estar em seu período fértil. A concepção ocorre quando um espermatozoide feminino encontra o óvulo feminino. O óvulo é liberado mensalmente, por meio da ovulação, e aguarda por cerca de 72 horas na tuba uterina.

Casos de Síndrome de Asherman, porém, podem  obstruir as entrada das trompas (os chamados óstios tubárias). Aderências ao longo do útero também podem dificultar principalmente o processo de implantação do embrião dentro do útero além de alterar a movimentação dos espermatozoides até o óvulo. Por isso, a não obtenção da gravidez após 12 meses de tentativas pode ser um indicativo do problema.

Existem também várias outras causas da infertilidade feminina, que provocam o mesmo tipo de dificuldade. O diagnóstico por um especialista é fundamental para a aplicação do tratamento correto.

Outros sinais da síndrome

É preciso destacar, também, que as causas da infertilidade de um casal podem ser tanto femininas, quanto masculinas. Em 30% dos casos, as dificuldades da concepção estão ligados a fatores femininos. Em outros 30% das situações, os fatores são masculinos, e em 30% estão presentes tanto no homem, quanto na mulher. Em 10% das estatísticas, não há como determinar as causas da infertilidade.

Dessa forma, é importante que ambos os indivíduos procurem diagnóstico médico. Se a Síndrome de Asherman for tratada, mas o homem também contar com uma condição impeditiva, o tratamento único da mulher não será suficiente para o sucesso da concepção.

Além dos sintomas citados, a Asherman pode provocar a ausência de períodos menstruais. Em alguns casos desse tipo, a mulher sente dor intensa no período que deveria contar com a liberação da menstruação.

A menstruação funciona para a eliminação de um óvulo não fecundado, e para o descarte da camada interior do útero (endométrio). O endométrio é renovado mensalmente, preparado para receber um óvulo fecundado. Quando a mulher sente dor, mesmo sem liberar a menstruação, pode ser um indicativo de que exista algum tipo de bloqueio que impede a saída do sangue menstrual podendo representar presença de derências.

Como é feito o diagnóstico?

Percebido qualquer um dos sintomas citados, especialmente a demora na concepção, a mulher deve procurar auxílio médico. O especialista, então, deverá solicitar vários exames, para o diagnóstico completo da condição. Geralmente, são realizados testes como o exame laboratorial de sangue, a histeroscopia, a histerossonografia, testes de infertilidade e ultrassom transvaginal.

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A histeroscopia é o principal exame para o diagnóstico da síndrome de Arsherman . É realizada por meio de uma microcâmera, inserida na cavidade uterina através do colo do  útero. A câmera transmite imagens internas do organismo para um monitor, e permite a visualização direta de aderências. A histeroscopia também pode ser utilizada para o seu tratamento das sinéquias. Neste caso, são utilizados outros instrumentos cirúrgicos junto à microcâmera.

A histerossonografia é outras formas de se avaliar a presença das aderências ou sinéquias intrauterinas realizado. O médico aplica uma solução de soro fisiológico no útero da mulher para realizar o cavidade uterina e facilitar a visualização médica que faz simultaneamente um  ultrassom transvaginal.

Tratamento da Síndrome de Asherman

Em casos mais leves de Síndrome de Asherman, a condição pode ser tratada pela histeroscopia. Com o método, o útero não sofre nenhum corte externo, e a recuperação da mulher é mais rápida. Porém, graus maiores e mais graves da doença podem requisitar cirurgias mais invasivas. Nestes casos, o procedimento envolve o corte e retirada das cicatrizes ou aderências do tecido.

Após a remoção das células problemáticas, a mulher precisa tomar alguns cuidados para a cura da condição. Em alguns casos mais severos pode-se utilizar um pequeno balão dentro do útero que fica por um período de tempo variável. A necessidade desse acessório é definida pelo médico. Seu objetivo é evitar que novas aderências se formem, impedindo que o tecido de uma extremidade do útero se aproxime da outra.

Outro cuidado associado é o uso da terapia com estrogênio. A suplementação do hormônio promove o desenvolvimento das células do endométrio de forma mais rápida e correta. Para prevenir infecções, são necessários ainda antibióticos. Os medicamentos geralmente são utilizados por tempo entre 4 e 8 semanas.

Apesar de raras, há chances de que complicações pós-cirurgia ocorram. Elas podem incluir hemorragias, infecção pélvica e perfuração do útero.

Síndrome de Asherman e gravidez

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Tal como citamos ao longo do texto, a Síndrome de Asherman pode levar à dificuldade de concepção. Afinal, as aderências tendem a prejudicar a chegada dos espermatozoides ao óvulo. Caso a fecundação ocorra, também é possível que o óvulo fertilizado não consiga se fixar ao endométrio. Sem essa fixação, a gestação não acontece.

Em grande parte dos casos, a mulher que possuía dificuldades para engravidar devido à síndrome consegue alcançar a gravidez após o seu tratamento. Há casos, porém, em que as dificuldades continuam a acontecer. Ou porque existe outra causa associada à infertilidade, ou porque os fatores são masculinos, ou ainda porque as aderências voltaram a se formar. Nessas situações, é necessário voltar ao médico ginecologista e buscar as causas e tratamentos do problema.

Há situações em que um novo tratamento, ou o uso de medicamentos prescritos, pode favorecer a gestação. Em outros, o médico indicará o uso da técnica de reprodução assistida de Fertilização In Vitro.

Em alguns casos mais raros pode ser necessário o uso  de “útero de substituição”.

Como a Fertilização In Vitro é realizada?

A Fertilização In Vitro (FIV) é um dos métodos mais comuns de reprodução assistida. Para realizá-lo, a mulher passa por um processo de indução da ovulação. Ou seja, por meio de medicamentos hormonais, seus ovários serão estimulados a liberar vários óvulos de uma só vez.

Assim que os óvulos são liberados, eles são colhidos e levados ao laboratório. Os espermatozoides masculinos também são colhidos, geralmente por meio da masturbação. Caso necessário, os gametas masculinos podem ser diretamente pinçados dos testículos, onde são produzidos.

Óvulo e espermatozoide, então, são unidos em laboratório. Os embriões gerados são amadurecidos por cerca de cinco dias, e depois analisados. Então, o embrião mais saudável, com grande chance de desenvolvimento, é transferido para o útero da mulher. Lá, ele deverá se agarrar ao endométrio. Caso consiga fazê-lo, dará-se início à gravidez.

O processo de FIV é eficaz para casos da Síndrome de Asherman porque elimina a necessidade de que o espermatozoide nade do colo do útero até a tuba uterina. Quando existem aderências ou cicatrizes, esse caminho pode ser prejudicado, até mesmo pela obstrução das tubas ou do próprio colo.

Leia também: Fertilização In Vitro (FIV): Como Funciona e Custo

Agora você já sabe tudo o que precisa sobre a Síndrome de Asherman. Caso apresente dificuldades para engravidar, entre em contato com a Clínica GERA. Nossos especialistas estão preparados para executar as técnicas de reprodução assistida ideais a cada paciente!