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Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

Postado em: 1 de agosto de 2016

20% a 30% das mulheres tem possibilidade de desenvolver cistos nos ovários, sendo que os ovários policísticos podem apresentar determinados sintomas em apenas 10% dos casos, sendo os demais casos assintomáticos.

Estima-se que 20% das mulheres na fase adulta sofram com a Síndrome dos Ovários Policísticos. Conhecida como SOP, o distúrbio interfere no processo normal de ovulação da mulher. Isso considerando que ele provoca o desequilíbrio hormonal feminino.

O processo de ovulação da mulher consiste na liberação do óvulo. O óvulo é a célula reprodutora feminina, liberada mensalmente pelos ovários. Para que essa ovulação ocorra, uma série de hormônios agem no corpo da mulher. Eles são responsáveis por amadurecer o folículo ovariano, estimulá-lo quando atingir o tamanho ideal, e então liberar o gameta. O óvulo, então, fica disponível na tuba uterina, aguardando a fecundação por um ou mais espermatozoides.

Quando a mulher desenvolve SOP, o folículo atinge o tamanho adequado, mas não consegue se abrir. Logo, o óvulo não é liberado, e o folículo se torna uma bolsa de líquido. Este é o tipo mais comum do cisto, apesar de também ser frequente a ocorrência de cistos de corpo lúteo. Os segundos se formam após o óvulo ser liberado, e costumam acumular pequena quantidade de sangue em seu interior.

Ao se desenvolver, o cisto aumenta consideravelmente o tamanho do ovário. Ele pode sumir após alguns meses, ou então permanecer e ir se acumulando a outros cistos. Esta é a primeira característica da Síndrome dos Ovários Policísticos.

Para que seja considerada SOP, no entanto, a condição deve ter outras características. Como o aumento da produção de hormônios masculinos no corpo da mulher. Também é necessário que haja anovulação, ou seja, a não liberação dos óvulos.

Causas do distúrbio

As causas do problema não são bem definidas. Acredita-se que boa parte de sua ocorrência está relacionada a fatores genéticos. Afinal, é comum que mulheres com ocorrência de SOP na família também desenvolvam o distúrbio. A porcentagem é de 50% deste desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o problema está relacionado à produção excessiva de insulina no organismo. Segundo estudos, a quantidade exagerada da substância no sangue leva à disfunção hormonal. Esta, por sua vez, provoca as alterações no sistema reprodutor.

Sintomas da SOP

 

Em muitas das ocorrências de Síndrome dos Ovários Policísticos, a mulher não apresenta nenhum sintoma. Em situações assim, seu diagnóstico só é realizado quando, após certo tempo de tentativas, ela não consegue engravidar. Essa dificuldade, aliás, é o principal sinal da doença.

Nos casos sintomáticos, no entanto, a paciente costuma apresentar irregularidade em sua menstruação. Assim como certo ganho de peso, ou dificuldade para emagrecer. Muitas vezes, sua pele também se torna oleosa, favorecendo o aparecimento da acne.

É igualmente comum que a mulher sofra com a queda de cabelo. Também pode acontecer o crescimento de pelos no rosto, abdômen e seios, devido ao aumento dos hormônios masculinos no organismo.

Ovários policísticos causam dor?

A dor não é dos sintomas mais comuns da Síndrome dos Ovários Policísticos. Ela, no entanto, pode acontecer, principalmente na forma de cólica abdominal. Esse tipo de incômodo, no entanto, não ocorre apenas durante a menstruação, como é comum. Na mulher com cistos, ele pode ocorrer em qualquer momento do mês, em diferentes intensidades.

 

Além dos cistos ovarianos, a mulher também pode sofrer dos chamados “cistos de chocolate” ou cistos endometriais. As formações aparecem nos casos de endometriose, e não tem a ver com os folículos da SOP. Essas formações endometriais podem, por sua vez, causar dor. Especialmente durante as relações sexuais, em que a penetração do pênis acaba por irritar a região.

Há situações em que o ovário com cistos sofre torção. Nesse caso, a dor é intensa e repentina, podendo ser acompanhada de vômitos e náuseas. A condição é uma emergência médica, e a mulher deve se dirigir imediatamente ao hospital.

Por vezes, os cistos podem pressionar a bexiga, e provocar dor ao urinar. Em outros casos, eles podem se romper, levando também a uma dor súbita e intensa. Isso porque, rompido, o cisto derrama seu líquido na pélvis.

Ovários policísticos engordam?

 

É comum que mulheres que convivem com a SOP apresentem obesidade ou sobrepeso. Na maior parte das vezes, elas também têm dificuldades em emagrecer.

Essas situações ocorrem devido às alterações hormonais que o ovário policístico causa. Especialmente em relação à insulina. Essencial no corpo humano, a substância é a responsável por favorecer o estoque de calorias no organismo em detrimento da sua queima. Como os distúrbios hormonais aumentam os níveis de insulina, a mulher se vê em apuros para eliminar o acúmulo de calorias.

O tratamento para o problema de peso, então, precisa ser feito com auxílio médico. De forma geral, o especialista vai indicar remédios para manutenção do equilíbrio hormonal. Outros medicamentos poderão melhorar a sensibilidade do corpo à insulina, eliminando o distúrbio citado.

Ovários policísticos e gravidez

Um dos principais receios das mulheres que têm ovários policísticos está relacionado à sua capacidade fértil. Afinal, quem possui o problema tem sua fertilidade afetada. Isso não significa, no entanto, que a mulher com SOP não possa engravidar.

Apesar de possuir ovulação irregular, é possível que, esporadicamente, a mulher consiga ter seu óvulo liberado. Com o gameta disponível, a fecundação se torna possível.

Além disso, as mulheres com SOP são tratadas de modo a induzir sua ovulação. Os ovários policísticos impedem essa etapa fundamental do ciclo fértil, e quando ela é resolvida, pode permitir a concepção natural.

Contudo, é fundamental contar com auxílio de um especialista. Se a mulher não tiver diagnóstico, provavelmente irá perceber a existência de um problema ao verificar sua dificuldade de concepção. Isso geralmente ocorre após aproximadamente 12 meses de tentativas de gravidez, tempo médio para que os casais atinjam a concepção.

Caso já possua o diagnóstico de SOP, a mulher deve avisar a seu médico o desejo de engravidar, e iniciar tratamento prévio. Tudo isso porque a Síndrome dos Ovários Policísticos pode gerar complicações na gestação. Como o parto prematuro, diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia. Logo, seu tratamento e acompanhamento são essenciais para a saúde de mãe e bebê.

Caso nenhum dos tratamentos da SOP consiga favorecer a fertilização, existe outra opção: a reprodução assistida. A técnica mais indicada é a fertilização in vitro.

Para ela, a mulher passa pela indução da ovulação e tem seu óvulo pinçado. Em seguida, os espermatozoides de seu parceiro são coletados e ligados ao óvulo, no laboratório. O embrião gerado por essa ligação, então, se desenvolve em até 5 dias, e depois é inserido no útero da mulher. Se conseguir “se agarrar” à parede do útero, o embrião dá início à gravidez.

Ovários policísticos tem cura?

 

 

A Síndrome dos Ovários Policísticos possui uma série de opções para tratamento. Nenhuma delas, porém, é capaz de curar, eliminar completamente a doença. Mesmo com o problema controlado, a mulher com SOP pode voltar a apresentar sintomas e dificuldades para concepção. Isso caso interrompa a terapia indicada pelo médico, ou se voltar à obesidade, que é um fator de risco ao desenvolvimento do distúrbio.

Por isso, é fundamental diagnosticar a doença e manter seu tratamento por toda a vida. Assim, a mulher terá maior certeza de sua saúde reprodutiva.

Ovários policísticos: tratamento

A primeira medida para a realização do tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos é a perda de peso. Como citado anteriormente, a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento ou intensificação do problema. Logo, é fundamental manter o peso ideal.

Com este objetivo, o médico pode indicar a dieta balanceada e a prática de exercícios físicos. Como também é preciso controlar a insulina para a perda de medidas, alguns medicamentos precisam ser consumidos pela mulher. É fundamental, porém, que eles tenham prescrição do especialista.

Melhor anticoncepcional para ovários policísticos

Outro método de tratamento da condição é o uso de anticoncepcionais. Além de evitar a gravidez, o medicamento é um ótimo modo de controle hormonal, favorecendo a presença dos hormônios “corretos” ao organismo feminino.

Isso porque os contraceptivos promovem a produção de hormônios androgênios, os principais causadores de problemas.

Os contraceptivos indicados devem possuir estrogênio combinado e progesterona. Os hormônios são os responsáveis por regular o período menstrual, e conseguem favorecer a liberação do óvulo mensalmente.

Além das pílulas, mais comuns, a mulher pode utilizar o anticoncepcional em forma de anel vaginal, injetável ou por adesivo. Entre os anticoncepcionais, os mais interessantes são aqueles que com ciproterona, como o Diane 35 e Selene.

O tratamento com os medicamentos ainda protege a mulher do câncer de endométrio, uma vez que regula o período menstrual. O câncer se desenvolve quando há o acúmulo do endométrio no útero. O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero, e é preparado mensalmente para receber um embrião. Quando a gravidez não acontece, ele é eliminado pela menstruação. Se não há menstruação devido à SOP, contudo, o acúmulo do tecido favorece o desenvolvimento de células anormais, que então dão origem ao câncer.

Em alguns casos, é indicado também que a mulher utilize medicações antiandrogênicas específicas. Assim como os anticoncepcionais, os remédios vão diminuir a presença do hormônio masculino no corpo da mulher.

Apenas o médico especialista pode indicar o anticoncepcional adequado a cada mulher. Afinal, uma série de fatores pode afetar a atuação das substâncias, e deve ser avaliada antes da prescrição.

Ovários policísticos: cirurgia

 

A cirurgia não costuma ser muito indicada ao tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos. Caso o médico considere a opção, no entanto, o procedimento realizado será a videolaparoscopia. A operação consiste na realização de até dez pequenas cauterizações na superfície dos ovários. Como resultado, a mulher pode obter a melhora do equilíbrio hormonal, permitindo a maturação correta dos folículos e liberação dos óvulos.

Geralmente, a cirurgia favorece essa ovulação espontânea em cerca de 70% dos casos. As mulheres parte dos outros 30% da porcentagem podem não ter nenhum resultado com a cirurgia, permanecendo com ciclos anovulatórios.

De qualquer modo, as pacientes que obtém resultados também são beneficiadas em outros aspectos. A videolaparoscopia consegue, por exemplo, diminuir a taxa de abortamento. Diminui também  chance de gestações de gêmeos, assim como a formação de aderências.

É importante destacar, no entanto, que a operação também oferece risco. Além do risco oferecido por qualquer tipo de cirurgia, o procedimento pode acabar provocar a chamada falência ovárica prematura. Ou seja, uma menopausa prematura, em que os hormônios reprodutivos sofrem declínio.

Ovários policísticos: tratamento natural

Somado aos tratamentos indicados pelo médico especialista, a mulher pode contar com opções naturais para o tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos. Como com o consumo do chá de uxi amarelo. A planta tem ótimas propriedades anti-inflamatórias. Possui também a capacidade de promover a ovulação impedida pelos cistos

Para o consumo do chá, é preciso prepará-lo com as seguintes medidas: 1 colher (de sopa) de uxi amarelo e 500 ml de água. Colocados juntos, os ingredientes devem ser levados ao fogo. Ao ferver, o usuário precisa desligar a panela e tampa-la, deixando a mistura repousar por cerca de dez minutos. Em seguida, coe, adoce a gosto, e consuma o chá.

Já a unha de gato é uma planta nativa da Amazônia, que também tem ação anti-inflamatória e de estimulação da ovulação. Para preparação do seu chá, é necessário misturar 1 colher (de sopa) de unha de gato com 500 ml de água. Os ingredientes devem ser colocados em uma panela e fervidos. Em seguida, com o fogo desligado, deixe o chá repousar, tampado, por dez minutos. Coe, adoce e consuma.

Finalmente, é possível consumir o chá de feno-grego. A planta é conhecida por regular os níveis hormonais do corpo feminino. É também recomendada para o tratamento de diversos problemas no sistema reprodutor da mulher, além de possuir propriedades anti-inflamatórias. Para preparação do chá, misture 250 ml de água fria com 1 colher (de chá) de sementes de feno-grego. Os ingredientes devem ser misturados e colocados em repouso por pelo menos três horas. Em seguida, é necessário ferver a mistura por dez minutos, coá-la e deixá-la amornar. O consumo pode ser feito em seguida, com açúcar a gosto

Consumo dos chás

Para a potencialização dos efeitos, é indicado associar o consumo dos três chás. O chá de uxi amarelo deve ser consumido pela manhã. Já o chá de unha de gato deve ser tomado à tarde. Por fim, a preparação de feno-grego pode ser consumida a qualquer hora, em até três vezes por dia.

É fundamental, de qualquer forma, que o tratamento natural seja associado ao indicado pelo médico. Abandonar um em detrimento do outro pode ser prejudicial. Além disso, converse o especialista sobre o consumo dos chás. Conhecendo as propriedades da planta, ele poderá indicar os reais efeitos do produto ao seu caso.