Icone informações
Quero agendar
uma consulta
Icone informações
Quero mais
informações
Sobre o que você deseja saber?
Preencha os dados abaixo, selecione o assunto de interesse e receba informações exclusivas!

Tratamento para Engravidar

Tratamento para Engravidar

Postado em: 14 de maio de 2018

Para muitas pessoas, criar uma família é um grande desejo. Engravidar, curtir a gestação, aninhar seu bebê nos braços e acarinhá-lo. Para alguns casais, porém, esse desejo não é fácil de ser realizado. Isso porque, após certo tempo de tentativas, a gravidez não vem. A situação é sinal de infertilidade, que diminui a chance de […]

Para muitas pessoas, criar uma família é um grande desejo. Engravidar, curtir a gestação, aninhar seu bebê nos braços e acarinhá-lo. Para alguns casais, porém, esse desejo não é fácil de ser realizado. Isso porque, após certo tempo de tentativas, a gravidez não vem. A situação é sinal de infertilidade, que diminui a chance de gestação drasticamente. O que não significa, no entanto, que ela seja impossível. Basta apenas procurar um especialista, que vai indicar o melhor tratamento para engravidar!

Quando, então, existem problemas para engravidar, inúmeros métodos podem ser empregados pela ciência. Tanto para homens, quanto para mulheres, os procedimentos facilitam a produção das células reprodutoras, ou o encontro delas para formação do zigoto.

Caso o problema de infertilidade seja causado pela dificuldade de produção dos óvulos e/ou espermatozóides, mulher e/ou homem deverão passar por tratamento medicamentoso antes de todos esses processos. O tratamento vai estimular a produção das células, que serão coletadas em laboratório posteriormente.

Além disso, a mulher faz o consumo de medicação específica antes do início de tudo. O objetivo é preparar o organismo para recepção do embrião. Vamos explicar os métodos dos mais simples para os mais complexos:

Melhores tratamentos para engravidar

1. Coito programado

No método do coito programado, o médico faz o acompanhamento da ovulação da mulher. Dessa forma, define o melhor dia para relações sexuais, em que a mulher estará em seu período fértil.

Para que o método funcione, é realizado exame de ultrassom. Quando percebido o momento de pré-ovulação, então, o médico recomenda que o casal pratique relações sexuais. Assim, quando o óvulo estiver disponível terá contato com as células masculinas quase que inevitavelmente. Logo, o gameta poderá ser fecundado e gerar um embrião. Não somente o momento exato do coito é importante, o médico observará se há condições  fisiológica ideais para ocorrer a gravidez, como a função hormonal e as condições locais do colo do útero.

2. Inseminação Intrauterina (IIU)

Ao invés da fecundação em laboratório, no entanto, é possível realizá-la diretamente no útero da mulher. Nesse caso, o método é conhecido como inseminação artificial. Aqui, os melhores espermatozoides são selecionados provenientes do sêmen do homem. Em seguida, são introduzidos no útero da mulher, de forma a buscar um óvulo para o encontro. O sêmen também pode ser depositado no fundo da vagina, como numa relação sexual normal, assim, com pouca utilidade prática.

A alternativa é interessante principalmente para os casos em que os espermatozóides não conseguem vencer o percurso entre o pênis e o óvulo naturalmente. O depósito de gametas masculinos diretamente onde deveriam estar coloca-as mais perto de seu objetivo. Nessa situação, a mulher também deve utilizar medicamentos, mas dessa vez para indução da ovulação correta.

Em alguns casos, apenas o uso de medicação para indução da ovulação já serve como tratamento. Com as células corretamente “disponíveis”, o casal pode fecundá-las por meio da relação sexual. Os remédios estão disponíveis no mercado na versão oral e injetável.

3. Fertilização in vitro

O mais comum e conhecido popularmente é a fertilização in vitro. Em ciclo natural, o processo é iniciado logo nos primeiros dias da menstruação, pois precisa acompanhar o ciclo menstrual corretamente. Esse acompanhamento vai informar em quais dias a mulher libera seus óvulos, que poderão ser colhidos para o procedimento. Caso a mulher possua ciclo regular, essa ovulação ocorrerá aproximadamente 14 dias após o 1º dia do ciclo menstrual anterior, ou seja, 14 dias após o início da menstruação mensal.

Colhidos, os óvulos são levados ao laboratório juntamente com os espermatozóides colhidos do homem, normalmente pela masturbação. A inseminação, quer dizer, a ligação das células, é logo realizada em laboratório. Após três a cinco dias, esse pequeno crescimento de células é introduzido no útero feminino, de modo a “se agarrar” à parede do órgão e então se desenvolver. Em uma quinzena, o médico poderá verificar se a gravidez vingou ou não.  Por outro lado, a grande maioria das vezes o ciclo de fertilização in vitro é realizado administrando-se hormônios para produzir mais óvulos para serem fertilizados, aumentando-se as chances de gravidez.

4. Injeção Intracitoplasmática do espermatozóide (ICSI)

Desenvolvida para contornar problemas de motilidade do espermatozóide, foi desenvolvida a chamada ICSI, ou Injeção Intracitoplasmática do espermatozoide. Por meio de técnicas laboratoriais, o sêmen é processado para que os melhores espermatozoides sejam selecionados.

Assim, sob uma lente de microscópio uma embriologistas, utilizando micropipetas de vidro de alta precisão seleciona o gameta masculino de melhor motilidade e morfologia (as melhores características visuais) e um único espermatozóide é introduzido dentro de um óvulo. Assim , a fertilização  é garantida até mesmo em casos em que há muito pouco espermatozóides ou mesmo, espermatozóides imóveis vivos.

5. Doação de gametas e embriões

Outra técnica de concepção possível é a gravidez com gametas ou embriões doados. Nela, casais que não possuem gametas férteis, ou que não conseguem realizar a junção dos seus, utilizam material de outras pessoas para engravidar. Esses materiais doados podem ser espermatozoides, óvulos ou até embriões congelados. Para que o procedimento seja permitido, casal receptor e doadores não podem se conhecer.

É possível, porém, escolher o material genético por meio das características físicas do doador: cor dos olhos, cabelo, estatura, etc. A doação tem que ser anônima e o sêmen é encontrado em bancos de sêmen. Estes têm amostras nacionais e importadas. As amostras são processada e em seguida, é preciso realizar a fertilização in vitro ou inseminação artificial para implantação do embrião no útero.

Cuidados para o tratamento

Nem sempre o processo de tratamento para engravidar é fácil ou rápido. Por isso, é fundamental que médicos e pacientes desenvolvam uma relação de confiança. Com essa relação será mais fácil superar qualquer tentativa frustrada ou contratempo. O fortalecimento da relação entre homem e mulher tem os mesmos efeitos.

Cuidar da saúde também é fundamental nesse processo. Em 10% dos casos de infertilidade, por exemplo, a culpa é da falta ou excesso de peso da mulher. A característica fora do  ideal pode ter impacto negativo na produção dos óvulos.

O peso extra nos homens também é um problema. Estudos indicam que, quanto mais fora de forma o indivíduo, pior qualidade têm seus espermatozoides. Isso significa que mais dificuldade terão essas células em cumprir seu papel de reprodução.

Para superar essas questões, o casal deve se dedicar a uma alimentação mais saudável. Realizar a prática regular de esportes é igualmente indicado pelos especialistas. Cigarro e álcool, por sua vez, devem ser eliminados do dia a dia. Afinal, as substâncias de cada produto podem afetar a produção das células e sua saúde.

Antes de toda escolha por tratamento e até do diagnóstico, uma série de exames precisa ser realizada no casal. Como sorologia para HIV, rubéola, sífilis e hepatites B e C. Além, da sorologia para Zika que é obrigatória. A mulher ainda precisa realizar o consumo de ácido fólico. A substância fortalece o organismo, e ainda previne a ocorrência de malformação do bebê.

Pode ser que eu não engravide?

Como já citado, nem sempre as tentativas para engravidar dão certo. Por isso, podem ocorrer situações de insucesso nos procedimentos, mesmo com todo o cuidado tomado desde o diagnóstico do problema.

No caso da fertilização in vitro, por exemplo, o processo de implantação do embrião no útero feminino pode falhar. A inseminação artificial, por sua vez, pode utilizar espermatozóides não tão efetivos. E assim por diante.

Mas afinal, o que é infertilidade?

Para a reprodução humana, é necessário que óvulo, gameta feminino, e espermatozoide, masculino, se unam. Juntos, eles criam um zigoto, que logo passa a dividir suas células. Por geralmente nove meses, então, essas células continuam a se dividir e a formar um novo ser, um bebê, que logo poderá alegrar seus pais com um pequeno sorriso.

A fertilidade do ser humano, porém, é pequena. Um casal que tenha relações sexuais regulares tem apenas 20% de chance ao mês de engravidar. Por isso é comum que demorem meses até que a mulher possa confirmar sua gestação.

Um ano de tentativas regulares, no entanto, já é um período demasiado de tentativas. A infertilidade de um casal é caracterizada quando este tempo é ultrapassado. Ou seja, quando a gravidez não ocorre após 12 meses de relações sexuais sem método contraceptivo.

Nesse momento, é importante que os pais desejosos procurem um especialista. No consultório, o médico poderá avaliar a causa da infertilidade. Poderá ainda tratá-la, para que a gestação logo ocorra.

A busca por um especialista deve acontecer pouco antes se a mulher tiver mais que 35 anos. Nessa circunstância, o ideal é ir ao médico após seis meses de tentativas frustradas de concepção. O mesmo quando a mulher tiver caso registrado ou suspeito de doenças como endometriose e ovário policístico. Todas essas condições diminuem pouco mais a chance de gravidez natural.

Além disso, quando o casal não consegue continuar a gestação deve logo procurar o médico. Isso significa que abortos espontâneos não devem ser ignorados. Investigá-los antes da tentativa de nova concepção é fundamental, e poderá, inclusive, garantir a saúde do futuro bebê.

Causas da dificuldade em engravidar

As causas que impedem um casal de engravidar são as mais variadas. Aliás, o fato de já ter havido uma gravidez anterior não garante que uma nova concepção com certeza irá ocorrer de forma natural. Por isso é importante ter atenção ao tempo de tentativas, e procurar um especialista quando ele for superado. Não deixe de procurar um especialista o mais rápido possível, mesmo antes de um ano, para verificar se você tem tempo para esta espera, tendo em vista que o fator mais difícil de resolver é possibilitar o nascimento de filhos com a carga genética da mãe, devido à falta ou envelhecimento dos óvulos.

Infertilidade feminina

As causas da infertilidade na mulher começam com a endometriose. Doença comum, a condição acontece quando o endométrio cresce fora do útero. Essas células são a que recobrem a parte interna do útero, e funcionam como suporte ao embrião no órgão. Como a condição altera o sistema hormonal e funções das trompas de Falópio, pode dificultar o encontro entre as células reprodutoras.

Já a Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é um problema no qual os ovários da mulher liberam grande quantidade de androgênios. Androgênios são hormônios masculinos, importantes para o funcionamento do corpo da mulher. Se aparece em excesso, no entanto, pode prejudicar a ovulação.

Muitos outros fatores aparecem, como a idade (quanto mais velha a mulher, menor sua fertilidade), problemas nas tubas uterinas e infecções ou cirurgias. Há ainda a possibilidade de infecção no colo do útero, ou que o muco da vagina impeça a passagem dos espermatozoides. O ato de fumar e bebem também prejudicam as chances de gravidez.

Por fim, há situações em que a causa da infertilidade é indeterminada.

Infertilidade masculina

Geralmente, a causa da infertilidade masculina aparece com dois ou mais problemas associados.  Como a associação da idade do homem e a pouca mobilidade dos espermatozóides, que não conseguem chegar ao óvulo.

Doenças sexualmente transmissíveis, espermatozóides anormais e dificuldade na relação sexual também são fatores causais possíveis. Assim como a vasectomia ou a inexistência de produção dos gametas masculinos.

Dentre os problemas que podem dificultar a produção de espermatozoides estão doenças  criptorquidias, que provocam o posicionamento irregular dos testículos. A varicocele, no que lhe concerne, cria varizes na região do saco escrotal. Como os testículos são os responsáveis pelos gametas, qualquer problema na região pode afetá-los.

Doenças endócrinas, que alteram a produção dos hormônios, também criam resultados negativos. Tal qual processos inflamatórios, malformações congênitas ou tumores no corpo do homem.A  ereção e ejaculação precoce, por seus lados, dificultam o caminho dos espermatozoides e seu encontro com o gameta feminino. Hábitos de vida não saudáveis, aliás, podem ter influência sobre todas essas situações.

Além disso, o uso de anabolizantes pode dificultar a produção das células reprodutoras, tal qual afetar sua qualidade. Isso porque a substância é parecida com a testosterona, que em doses altas afeta negativamente os testículos.

Finalmente, há a vasectomia, que pode ser revertida em até 80% dos casos. A fertilidade dos homens vasectomizados, no entanto, diminui ao longo dos anos. Isso uma vez que os espermatozóides ficam armazenados e acabam por morrer. Quando morrem, eles caem na corrente sanguínea, e o corpo entende que é preciso criar anticorpos contra essas células. Assim, os espermatozoides podem ter perdido “força” quando forem liberados novamente.

Diagnóstico da infertilidade

Para que a correta definição da causa da infertilidade ocorra, e assim o melhor tratamento seja indicado, uma série de exames é solicitada pelo médico. Para os homens, é comum que seja indicado o espermograma, que vai verificar a qualidade e demais características dos gametas masculinos. Outro exame que tem aumentado sua solicitação é a fragmentação do DNA espermático.

Quando necessário, é possível realizar também testes como o para verificar dosagens hormonais. A ultrassonografia da região pélvica,  estudos genéticos do homem, biópsia testicular e outros também podem ser solicitados.

Para a mulher, a lista de exames básicos é mais extensa. Nela, o médico lista, por exemplo, a avaliação do seu histórico menstrual e dosagem de hormônios. Faz ainda a ultrassonografia transvaginal, para avaliação do útero. O estudo das tubas uterinas é igualmente realizado – ele é intitulado histerossalpingografia.

Se o diagnóstico, com essas informações, ainda não for conclusivo, é possível utilizar a ressonância magnética, histeroscopia, biópsia de endométrio  e estudo genético.

Com todas esses dados em mãos, o especialista consegue definir a melhor forma de tratamento para engravidar. Assim, o casal poderá logo iniciar o processo e buscar a concepção tão desejada.

FAQ – Perguntas e Respostas

1. Quantos folículos são necessários para engravidar?

Para a formação do embrião é necessário somente um único folículo ovariano, visto que na gravidez natural um único folículo é oocitado, fecundado pelo espermatozoide. Essa união entre folículo e espermatozoide, terá como resultado o embrião, que irá migrar pela tuba uterina e se implantar no útero. Nos tratamentos de reprodução assistida, com o uso de medicações, é possível a obtenção de mais de um folículo ovariano por ciclo, isso por que o ovário recebe um estímulo extra.
Os diversos folículos captados são levados ao laboratório e são fecundados, e embora sejam captados diversos folículos no procedimento, não significa que todos eles serão de boa qualidade, nem que, após a fertilização, conseguirão dar origem a embriões saudáveis, por isso é natural que a quantidade de folículos captados no dia do procedimento seja maior do que o de embriões viáveis para a transferência. Da mesma maneira, a transferência dos embriões não é garantia de implantação e consequente gravidez.
Por isso a quantidade de folículos não se relaciona diretamente às chances de gravidez.
Vale ressaltar que, em um ciclo de estimulação, uma grande quantidade de folículos ovarianos é positivo. Uma das principais complicações em reprodução humana é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO), na qual há um aumento excessivo do hormônio estradiol, que causa distensão abdominal, náuseas, vômitos e em muitos casos, a necessidade de internação hospitalar para acompanhamento.

2. Reposição hormonal para engravidar

Durante os tratamentos de reprodução assistida são utilizadas medicações semelhantes aos hormônios naturais do corpo, em doses substanciais. A medicação e os protocolos adotados são variáveis de acordo com cada caso.