Icone informações
Quero agendar
uma consulta
Icone informações
Quero mais
informações
Sobre o que você deseja saber?
Preencha os dados abaixo, selecione o assunto de interesse e receba informações exclusivas!

Inseminação Artificial

Há situações em que realizar o desejo de gravidez se torna pouco complicado. Afinal, a fertilidade de um casal pode ser comprometida por uma série de fatores, tanto femininos, quanto masculinos. Nesse caso, porém, existem soluções práticas e muito eficazes para conceber uma gestação. Uns dos métodos mais populares é a fertilização in vitro, mas existem outras formas mais simples porém que também eficaz de se conseguir a gravidez como a chamada  a inseminação artificial ou inseminação intrauterina (IIU) !

A inseminação artificial é um dos métodos mais simples de reprodução assistida. Isso porque, muitas vezes, ela pode ser feita no próprio consultório médico. Ou seja, sem a necessidade de uma sala de cirurgia ou mesmo laboratório. A técnica consiste em inserir os melhores espermatozoides  no útero da mulher, facilitando assim a fecundação natural  do gameta feminino – o óvulo..


Como funciona a reprodução humana?

Para que a reprodução humana aconteça, são necessárias duas células reprodutoras: o espermatozoides, masculino, e o óvulo, feminino. O espermatozoide é produzido pelo homem nos testículos, a partir de sua puberdade.

Já a mulher nasce com suas células reprodutoras semi-preparadas. O que acontece é que seu corpo possui os ovócitos, uma fase preliminar de desenvolvimento do óvulo. Produzidos e armazenados nos ovários, esse ovócitos passam a amadurecer a partir da puberdade da mulher. Logo, se transformam em óvulos e são liberados mensalmente, ficando disponível para a fecundação.

A fecundação é o processo em que o espermatozoide e o óvulo se unem. Sua forma natural acontece por meio da relação sexual, em que, no momento da ejaculação, o homem libera no corpo feminino o sêmen.

O sêmen possui uma série de espermatozoides, que nadam pelo canal vaginal, útero e tubas uterinas à procura do óvulo disponível. Se encontra a célula feminina, o gameta se une a ela e dá origem a um zigoto. A divisão de células desse zigoto cresce continuamente, e então forma o feto.

Há condições, porém, que prejudicam todo esse processo de reprodução. Como no caso da mulher possuir algum distúrbio de ovulação. Aqui, ela tem dificuldades em liberar o óvulo, algo percebido preliminarmente, por sua irregularidade da menstruação.

Doenças nos órgãos femininos, como o útero, podem não permitir a fecundação da célula. Assim como a presença de um muco muito espesso no colo do útero. A substância pode impedir a passagem dos espermatozoides, ou  mesmo eliminá-los.

As causas da infertilidade de um casal aparecem 30% das vezes na mulher, 30% no homem e 30% em ambos. Em 10% das circunstâncias, as causas são desconhecidas. Entre os problemas que atingem os homens há, por exemplo, a não produção do gameta masculino, a dificuldade de mobilidade das células, ou ainda alterações genéticas.

Quem pode realizar a inseminação artificial?

Quando casos como os listados acima acontecem, a inseminação artificial é a solução para permitir a fecundação do óvulo. Principalmente quando os problemas estão relacionados à liberação do óvulo e à dificuldade dos espermatozoides em alcançar a célula feminina.

Para isso, de qualquer forma, é fundamental que o casal atenda a alguns requisitos básicos. A mulher, por exemplo, precisa ter pelo menos uma tuba uterina sem qualquer alteração ou problema. Afinal, é dentro da tuba que os gametas se ligam e onde ocorre a fecundação do embrião .

É essencial, também, que a mulher possua óvulos. Se eles não estiverem sendo liberado, é possível realizar tratamento prévio para tal. Caso não hajam gametas femininos, a melhor opção é pela fertilização in vitro, em que é possível utilizar óvulo de uma doadora.

Já o homem deve possuir espermatozoides em seu sêmen uma quantidade mínima para que seja possível a realização de inseminação identificados pelo espermograma. Caso não os possua, novamente é possível realizar tratamento prévio à inseminação. O ideal é que cada mililitro de sêmen possua ao menos 5 milhões de espermatozóides. A mobilidade das células masculinas também precisa ser alta, de pelo menos 32% de espermatozóides móveis. Se o homem for vasectomizado, é possível a realização da reversão da cirurgia antes de se tentar o tratamento mas é sempre importante avaliar se o resultado foi bom o suficiente para conseguiu a quantidade mínima de espermatozoides.

Passo a passo do procedimento

A primeira etapa da inseminação artificial consiste na realização de uma série de exames e testes para avaliar as causas de infertilidade e as condições mínimas necessárias para a realização do procedimento. Essa determinação vai indicar se a inseminação é o método de reprodução mais interessante ou não para a concepção.

Entre os testes solicitados há, por exemplo, o espermograma, que verifica a presença e saúde de espermatozoides no sêmen do homem. São igualmente analisados dados como índice de massa corporal, saúde geral do homem e mulher, histórico médico e familiar.

Com a definição pela inseminação artificial, o processo começa com a avaliação da necessidade de indução ou não da ovulação.  Para isso, o ciclo menstrual da mulher precisa ser acompanhado com ultrassonografia seriadas a fim de identificar o crescimento dos óvulos. Quando se faz a opção por induzir a ovulação a partir do início da menstruação utiliza-se medicamentos ou injeções de hormônios para ajudar no crescimento dos óvulos e, posteriormente, se faz uso do hCG (coriogonadotrofina humana) hormônio que ajuda a programar o momento da ovulação.

As substâncias serão as responsáveis por estimular os ovários: 1. a amadurecerem seus folículos e; 2. à liberação do óvulo, de modo que ele esteja disponível para a fecundação quando o espermatozoide estiver no corpo feminino.

A estimulação ovular é feita sempre com cuidado, para que não haja a liberação de muitos óvulos por ciclo fértil. Quando há mais de um gameta disponível, a chance de concepção de gêmeos é maior. As doses de hormônio são administradas por período entre 9 e 12 dias, no qual ainda são realizados exames de ultrassom. Os testes de imagem verificam a ação correta da substância.

Com o óvulo liberado, a mulher está pronta para a inseminação. O homem, então, faz a recolha dos seus espermatozoides, geralmente por masturbação. Caso isso não seja possível, os gametas podem ser retirados diretamente dos testículos, por procedimento simples. Os gametas masculinas coletadas são logo levadas ao laboratório, e os espermatozoides mais “saudáveis”, ou seja, com mais mobilidades, são selecionados.

A inseminação

Em seguida, o sêmen com os melhores  espermatozoides é inserido no corpo da mulher. Essa etapa é realizada por meio de um fino cateter, que leva os espermatozoides até a parte interna do colo uterino. De lá, os espermatozoides nadam em busca do óvulo. O processo de inserir os gametas o mais próximo possível do óvulo facilita muito a “jornada” das células masculinas.  Entre 10 a 12 dias após a etapa, é realizado exame de gravidez para verificar o sucesso do procedimento.


Inseminação artificial versus fertilização in vitro

Apesar de serem os mais procurados para reprodução assistida, e parecerem semelhantes, a inseminação artificial e fertilização in vitro têm processos diferentes. Essencialmente no fim dos procedimentos, uma vez que a estimulação feminina e coleta dos espermatozoides são realizadas da mesma forma semelhantes.

A diferença está no seguinte: o processo de fecundação in vitro é realizado todo em laboratório. Ou seja, ao invés de inserir o espermatozoide no corpo feminino, esses gametas são levados ao laboratório. Lá, serão colocados juntos ao óvulo recolhido da mulher, e realizarão a fertilização.

Essa união de gametas permanece em laboratório por até 5 dias. Nesse período, as células unidas terão iniciado um processo de divisão celular, formando um amontoado de novas células. Esse conjunto, então, é inserido no útero da mulher, de modo que possa “se agarrar” à parede uterina e continuar seu desenvolvimento. Se esse processo for bem sucedido, dá-se início à gestação.

A fertilização in vitro pode ser realizada, inclusive, com óvulos e espermatozoides doados por outras pessoas, quer dizer, que não formem o casal. Por isso, inclusive, casais homoafetivos podem engravidar, normalmente utilizando o espermatozoide de um deles. Nesse caso, é necessário contar com uma barriga solidária, que vai gerar o bebê.

Para obter gametas doados, os indivíduos devem entrar em contato com a clínica que vai realizar o procedimento de reprodução assistida. No Brasil, a lei determina que a doação seja sempre anônima, o que impede que o casal indique um parente ou amigo para a concessão das células reprodutoras. A clínica, então, realiza o contato com doadores potenciais, faz a coleta do material e inicia o tratamento do casal que deseja ter filhos.

Gravidez de gêmeos e a inseminação artificial

Independentemente da técnica de reprodução assistida realizada, a chance de gravidez de gêmeos se torna maior do que na reprodução assistida quando comparada com a gravidez natural.. Isso ocorre na fertilização in vitro, por exemplo, porque é necessário inserir mais de um embrião no corpo feminino. Isso aumenta a chance de sucesso do procedimento, uma vez que não apenas um embrião estará disponível para se desenvolver.

No caso da inseminação artificial, a chance é maior porque, com a estimulação do ovário, o corpo feminino pode liberar mais de um óvulo. Ou o embrião pode se separar em dois durante a divisão de células (o que também acontece também na gravidez natural ).

De qualquer modo, o sucesso da inseminação artificial entre os casais que passam pelo procedimento fica entre 15 a 20%. Destes, 25% dos casos geram concepções gemelares, ou seja, de gêmeos. Para comparação, a chance de gestar gêmeos no método natural de reprodução é de apenas 1%.

Quanto custa a inseminação?

O preço da inseminação artificial varia muito por clínica e região do Brasil. É possível definir, no entanto, a média de valores cobrados, que varia entre R$4.000 e R$15.000.

Uma série de fatores, como a necessidade de tratamento prévio do homem ou mulher, influenciam muito no valor final. Assim como os hormônios necessários e medicamento utilizados. De qualquer modo, os custos do procedimento são mais baratos que de outros processos, como a fertilização in vitro.

Fertilidade e idade

Nas mulher com menos de 35 anos as chances de gravidez são maiores tanto naturalmente quanto através de tratamentos de reprodução assistida.  Após essa época geralmente a quantidade e a qualidade dos óvulos liberados pelo corpo começam a diminuir. Até que chega a menopausa, quando sua liberação é interrompida por completo.

Quando a mulher por algum motivo programa a gravidez após os 35 anos, é possível fazer o congelamento de seus óvulos como forma de preservação da fertilidade . A coleta até esse período da vida é a mais indicada, pelo mesmo motivo anterior – a qualidade dos gametas. Quando buscar a concepção, então, ela poderá tentar engravidar naturalmente ou utilizar da fertilização in vitro com óvulos congelados .

A idade do homem também influencia muito em relação à chance de fertilidade do casal. Apesar de não possuir período de fertilidade tão específico quanto o da mulher, o indivíduo passa, com o atravessar dos anos, a produzir células reprodutoras “ruins”. Podem ocorrer situações como espermatozoides em baixa quantidade no sêmen, ou com mobilidade insuficiente para a busca do óvulo.

Assim, mesmo que seja possível que um homem mais velho seja pai, isso não é garantia de que ele será fértil por toda a vida. Por isso, aliás, é interessante que o casal também considere o congelamento de sêmen para gestações futuras.

As chances de sucesso

Como explicado anteriormente, as chances de sucesso do procedimento de inseminação artificial fica entre 15 % a 20%.  Uma série de fatores, porém, pode influenciar e diminuir essa porcentagem, como a idade, principalmente a mulher. Mulheres com até 35 anos têm entre 40% e 50% de engravidar na primeira tentativa de inseminação. Já a partir dos 40 anos, esse índice cai para 20%, e tende a diminuir com o passar dos anos. (acho que estes dados são de fertilização) No caso se inseminação seria em torno de 20% com menos de 35 anos e menos de 10% após os 40 anos)

Doenças previamente instaladas, principalmente relacionadas aos aparelhos reprodutores, têm igual influência neste processo. É o caso da endometriose e Síndrome dos Ovários Policísticos, por exemplo.

No caso masculino, homens anteriormente vasectomizados também podem dificultar o processo de inseminação artificial. Os espermatozoides são produzidos nos testículos. De lá, são levados para o epidídimo, onde permanecem armazenados até que sejam “utilizados”. A vasectomia consiste no corte do ducto deferente, que leva os espermatozoides do epidídimo à uretra (saída do pênis). Assim, o homem continua a liberar o sêmen, que é produzido em área superior ao corte. Esse sêmen, no entanto, não possuirá gametas, o que torna a vasectomia um eficaz método contraceptivo.

Mesmo que passe pela reversão da vasectomia, o que é indicado, o indivíduo pode possuir pouca quantidade de espermatozóide em seu sêmen, ou mesmo gametas de baixa qualidade. Inclusive porque, após certo tempo sem serem liberados, os espermatozoides são “combatidos” pelo organismo como corpos estranhos, por meio de anticorpos

Para que as chances de gravidez sejam maiores, em qualquer das situações, homem e mulher devem cuidar da sua saúde como um todo. O processo costuma durar meses, e nesse período é interessante melhorar a dieta, evitar o consumo de álcool, drogas e cigarro. A realização de atividades físicas regulares e indicadas pelo médico é igualmente interessante.

Qual o seu interesse?