Cirúrgico e Clínico

Tratamentos cirúrgicos visam:

Facilitar o encontro do espermatozoide com o óvulo ou

Possibilitar a implantação embrionária no útero, bem como o seu desenvolvimento.

Portanto, o objetivo das cirurgias é a recuperação funcional e anatômica de órgãos genitais e estruturas próximas. A maior parte das cirurgias pode ser realizada pela endoscopia ginecológica.

A reversão de laqueadura, ainda tem os melhores resultados com a laparotomia, embora tenham surgido trabalhos científicos com bons resultados com a laparoscopia. Por outro lado, a fertilização in vitro pode ser uma alternativa à reversão.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado:

  • • Endometriose;
  • • Mioma uterino;
  • • Aderências pélvicas;
  • • Alterações tubárias.

Tratamentos Clínicos:

O tratamento clínico pode iniciar-se com orientações simples como a não utilização de ducha vaginal após a relação sexual, a frequência de coito de 2-3 vezes por semana, o tratamento de infecções genitais.

As alterações hormonais são resolvidas com tratamento clínico, por outro lado, pacientes com excesso de hormônios podem não engravidar ou abortar se eles não forem regularizados. Exemplos destas situações são o aumento dos hormônios masculinos ou da prolactina (PRL – hormônio relacionado à produção de leite e influencia na ovulação).

A simples correção destas alterações já pode permitir a concepção.

- No caso de hormônios masculinos aumentados, as pacientes são orientadas a emagrecer e tomar remédios como a espironolactona;

- As com hiperprolactinemia (aumento de PRL) são tratadas, geralmente, com medicamentos apropriados;

- As pacientes em que a progesterona não se mantém em nível adequado na segunda metade do ciclo menstrual (insuficiência lútea), devem receber suplementação deste hormônio ou melhorar a qualidade dos folículos. Isso pode ser conseguido com a indução da ovulação.

Muitas pacientes são beneficiadas com administração de indutores da ovulação, como acontece com as pacientes com ovários micropolicísticas. O medicamento mais simples é o citrato de clomifene, que provoca o crescimento de folículos que liberam os óvulos na metade do ciclo menstrual.

A ovulação também pode ser promovida com o emprego de gonadotrofinas, que estimulam os ovários de maneira mais vigorosa – por isso deve ter controle médico rígido.

É necessário:

  • - O controle ultrassonográfico e/ou;
  • - Dosagem hormonal.

Para adequado manejo das pacientes em que se administram hormônios. Esses controles nos permitem predizer o horário da ovulação, possibilitando orientar a paciente sobre o dia fértil para relação sexual (coito programado).

Algumas pacientes não respondem às doses habituais de hormônios estimuladores dos ovários. Outras têm resposta exagerada, causando a síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO). Nesta síndrome há aumento excessivo de folículos ovarianos, estradiol, líquido abdominal e pulmonar. As pacientes com ovários micropolicísticos têm risco considerável de apresentar a SHO. Por outro lado, alguns ovários não ovulam com o tratamento clínico, tendo que recorrer à cirurgia.

Quando o tratamento clínico é indicado?

Em casos de alterações hormonais.

É importante saber:

Existem vários tipos de tratamentos para uma mesma paciente, contudo sempre um deles é o mais indicado. Normalmente, inicia-se pelo menos complexo, quando há essa possibilidade.

O melhor tratamento é aquele que corrige a alteração que está comprometendo a fertilidade da maneira mais simples possível. Assim, muitas pacientes são beneficiadas com o tratamento clínico, feito com antibióticos ou indutores de ovulação.

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