Icone informações
Quero agendar
uma consulta
Icone informações
Quero mais
informações
Sobre o que você deseja saber?
Preencha os dados abaixo, selecione o assunto de interesse e receba informações exclusivas!

ÚTERO BICORNO OU  ̈MAL FORMAÇÃO UTERINA

ÚTERO BICORNO OU  ̈MAL FORMAÇÃO UTERINA

Postado em: 23 de janeiro de 2020

Útero bicorno é uma má formação congênita, em que o órgão apresenta uma morfologia anormal, diferente do seu formato tradicional de pêra. Normalmente, a condição apresenta uma membrana dividindo o útero em duas partes, podendo ser uma divisão total ou parcial.  Geralmente, o seu tratamento não é necessário, a não ser que a condição esteja […]

Útero bicorno é uma má formação congênita, em que o órgão apresenta uma morfologia anormal, diferente do seu formato tradicional de pêra. Normalmente, a condição apresenta uma membrana dividindo o útero em duas partes, podendo ser uma divisão total ou parcial. 

Geralmente, o seu tratamento não é necessário, a não ser que a condição esteja prejudicando as chances da mulher de engravidar. Embora seja uma anomalia congênita, ocasionada ainda no útero materno, na maioria das vezes é é diagnosticada na vida adulta, através de uma ultrassonografia, quando a mulher já está grávida. 

Normalmente, é durante os exames de preparação para gravidez que esse resultado acaba surgindo, sendo uma das malformações uterinas mais frequentes e de incidência que varia entre mulheres férteis e inférteis. 

Muitas vezes, o diagnóstico surge também após a decorrência de abortos espontâneos repetidos, muito embora, em alguns casos, o útero bicorno pode ser observado em exames ginecológicos de rotina. 

Nesse momento, surgem muitas dúvidas quanto à capacidade de engravidar ou com relação aos riscos possíveis de uma gravidez não vingar. Por isso, vamos esclarecer abaixo tudo sobre o útero bicorno, sintomas, causas tratamentos e riscos para a sua saúde. 

Confira! 

O que é Útero Bicorno? 

utrassom tentando diagnosticar o útero bicorno

Útero Bicorno é uma má formação no formato do órgão.

O Útero Bicorno é nome que se dá para uma má formação no formato do órgão. É uma anomalia congênita, que pode ser ocasionada no bebê ainda em formação no útero da mãe. 

Útero bicorno caracteriza-se pelo formato anormal acarretado por um membrana que causa uma divisão uterina em seu formato original de pêra. Essa divisão pode ser parcial, em forma de Y, ou até total, dividindo o útero completamente em dois. 

Principais sintomas de um útero bicorno 

De um modo geral, o fato de se ter um útero bicorno não apresenta sintomas. Por isso, na maioria das vezes, a anomalia é só descoberta através de uma ultrassonografia, em exames de ginecológicos de rotina, já na idade adulta ou quando a mulher engravida e passa a fazer exames de pré-natal. 

No entanto, algumas mulheres podem sentir alguns sintomas como por exemplo: 

  • desconforto durante a ovulação; 
  • dor abdominal; 
  • dor durante o contacto íntimo; 
  • menstruação irregular; 
  • cólicas menstruais; 
  • sangramentos muito intensos; 
  • infertilidade; 
  • abortos repetidos. 

Como normalmente esses sintomas são muito comuns para a mulher, principalmente durante períodos ovulatórios e menstruais, eles passam desapercebidos. Sendo dificilmente diagnosticados como um problema que merece atenção e tratamento. 

As mulheres com útero bicorno têm uma vida sexual normal,podendo ter gravidezes também normais e partos sem maiores problemas. No entanto, há casos em que a má formação pode causar infertilidade, aborto espontâneo, nascimento prematuro do bebê ou afetar o sistema urinário e causar problemas renais. 

Possíveis causas de útero bicorno 

mulher fazendo ultrassom para confirmar útero bicorno

Há mulheres que já nascem com o útero bicorno.

Mulheres com útero bicorno já nascem com este problema, pois é uma anomalia congênita que ocorre ainda durante a gestação. Não se sabe ao certo a razão para que isso aconteça, mas acredita-se ser uma doença hereditária, que costuma incidir em cerca de 40% dos casos de malformação uterina. 

Em geral, os órgãos reprodutivos internos femininos costuma se formar após a 9a semana da gestação, a partir da fusão dos ductos de Müller. Nesse processo, um útero em condições de formação normal apresenta o formato de uma pêra, que se liga às tubas uterinas (trompas de Falópio) dos dois lados, desembocando no canal vaginal. 

No caso do útero bicorno, algo de errado acontece nesse processo e uma membrana se forma dentro do útero ocasionando a sua divisão, parcial ou total. Normalmente, distúrbios na formação uterina ocorrem em aproximadamente 2% a 7% das mulheres, podendo produzir: 

  1. Útero unicorno: apresenta apenas uma câmera com metade do volume normal, ligando-se apenas a uma das tubas;
  2. Útero bicorno: uma fusão incompleta, criando um órgão dividido parcialmente em dois, em formato de coração;
  3. Útero didelfo: ocorre duas câmeras uterinas distintas, sem fusão, que podem se ligar a uma mesma vagina ou, mais raramente, a dois canais vaginais ligados a cada uma das câmeras separadamente;
  4. Útero septado: possui uma membrana que divide o útero de modo parcial ou que se estende até o colo uterino.

Diagnóstico do útero bicorno 

Normalmente, o diagnóstico é feito após a mulher apresentar alguns sintomas como queixas de fortes cólicas menstruais, sangramento muito intenso, abortos repetidos e infertilidade, como quando tenta engravidar e é sempre uma tentativa mal sucedida. 

Na desconfiança de algum problema ou para descartar outras causas de infertilidade ou doenças, o médico ginecologista pede exames de imagem como a histerossalpingografia e histeroscopia, sendo que outros exames de imagem, como a ultrassonografia e a ressonância magnética (RM), também podem ajudar no diagnóstico. 

No ultrassom, por exemplo, as imagens podem ser capturadas através da ultrassonografia abdominal ou transvaginal. Já a ressonância magnética, é um procedimento indolor que usa um campo magnético e ondas de rádio para criar imagens transversais do interior do corpo. 

E a histerossalpingografia, é um exame ginecológico em que injeta-se um corante no útero e à medida que o contraste se move através dos órgãos reprodutivos são tirados raios-X para determinar a forma e o tamanho do útero. 

Em todo o caso, antes de recorrer a estes exames, o médico realiza um exame pélvico, visual e físico dos órgãos reprodutivos da mulher para detectar a má formação e diagnosticar o útero bicorno. 

Consequências na fertilidade e Riscos para a gestante 

mulher com útero bicorno fazendo um coração com as mãos no ventre

O útero bicorno não costuma afetar a fertilidade da mulher.

Geralmente, um útero bicorno não costuma afetar a fertilidade. No entanto, dependendo da má formação, isso pode complicar a gestação e o parto, mas não considera-se o útero bicorno um impedimento. 

Há relatos de mulheres que tiveram uma gravidez e trabalho de parto normalmente. Porém, estas gestações são tratadas como gravidezes de risco, sendo muito prováveis os partos por cesariana. 

Mesmo assim, o útero bicorno pode causar aborto espontâneo ou parto prematuro, devido ao reduzido tamanho do útero ou à ocorrência de contrações uterinas irregulares. 

Além disso, vários estudos comprovam que mulheres com útero bicorno têm 4 vezes mais chances de ter um bebê com malformações. Por isso, é muito importante fazer exames regulares durante a gestação e ficar atento aos sinais fora do comum. 

Isso porque os dois cornos desse tipo de útero possuem tamanhos desiguais e, embora a implantação do embrião ocorra normalmente, existe um aumento do risco dele não se desenvolver, levando a abortos espontâneos, mesmo que o útero bicorno não seja a única causa desses abortos. 

Em geral, isso ocorre devido à falta de espaço para o bebê cresce, principalmente se o bebê estiver sendo gerado na parte menor dessa divisão. Pois, é na parte maior do útero que estão as maiores chances de desenvolvimento. 

Embora, em alguns casos, esse lado tenha um espaço insuficiente e o feto tenha dificuldade em crescer para chegar até o final da gestação. Também será mais difícil a movimentação e o encaixe para o parto. 

Em casos raros, pode ocorrer até a ruptura da parede do útero no avanço da gestação devido à pouca capacidade de o músculo uterino se distender. 

Apesar de todos esses riscos, não há indícios de que o problema cause infertilidade, mas o maior desafio é conseguir levar a gestação a termo. 

Principais cuidados 

mulher sendo orientada pelo médico na gravidez por conta de útero bicorno

Quem tem útero bicorno precisa tomar alguns cuidados no caso de uma gravidez

Como os abortos espontâneos costumam acontecer no início de uma gestação, muitas mulheres acabam ignorando as razões da interrupção natural da gravidez, fazendo com que o diagnóstico do útero bicorno não seja descoberto e, consequentemente, levando a uma maior incidência de abortos consecutivos ou futuros. 

No entanto, no caso de mulheres que já foram diagnosticadas com esse problema e já se encontram grávidas, a grande maioria dos médicos recomenda o repouso absoluto, sem maiores esforços. 

Isso porque gestantes com útero bicorno são consideradas de alto risco, por isso o acompanhamento da gestação é feito de forma mais atenta e assídua, com a solicitação de uma maior quantidade de exames no pré natal. 

Sendo que por falta de espaço para o bebê crescer, normalmente o parto é feito de forma prematura através de cesariana, a fim de evitar riscos de ruptura ou o não desenvolvimento adequado do bebê. 

No caso de uma mulher com útero bicorno que deseja engravidar, o médico realiza um estudo detalhado da condição do útero antes de aconselhar a gravidez. Por meio de exames, ele vai verificar se o canal vaginal é muito curto ou se a capacidade de distensão da parede uterina é baixa, fatores que complicam a gravidez. 

Tratamento para útero bicorno 

O tratamento para um útero bicorno do tipo septado deve começar assim que diagnosticado. Isso porque quando a anomalia é descoberta antes de engravidar, a mulher tem a opção de fazer uma pequena cirurgia para a reconstrução do formato do útero. 

Porém, antes de realizar a cirurgia, são feitos uma série de exames para que o diagnóstico seja feito corretamente, visto que existem outras anomalias e malformações, sendo que cada uma exige tratamento ou cirurgia diferente. 

Em caso de qualquer sintoma citado acima, ou algum caso de gravidez mal sucedida precedida de abortos espontâneos sucessivos, recomenda-se consulta o médico e relatar o problema, para que o diagnóstico seja feito em tempo hábil para realizar a cirurgia. 

Afinal, a sua saúde e do seu futuro filho são importantes e só dependem de você. Portanto, cuide-se bem para garantir uma gravidez tranquila e inesquecível!