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Cisto no ovário não impede a gravidez

Cisto no ovário não impede a gravidez

Postado em: 4 de dezembro de 2017

A consulta de rotina ao médico especialista constou cisto no ovário e agora, ele impede a gravidez?

Um mal que atinge muitas mulheres férteis no Brasil e muitas desconhecem. Saiba mais sobre o cisto no ovário.

Para muitos casais, o sonho de se tornarem pais demora um pouco mais para chegar. Entre as muitas tentativas, uma consulta de rotina ao ginecologista pode revelar a causa: cisto no ovário, um mal que atinge cerca de 25% das mulheres em idade fértil no Brasil. No entanto, ao contrário do que os futuros pais e mães pensam, não é motivo para preocupação. Esse tipo de tumor é benigno e apresenta poucos ou nenhum sintoma.

Frequentemente encontrados em mulheres em idade reprodutiva, os cistos ovarianos são encontrados principalmente em mulheres com idade entre os 20 e 35 anos, sendo portadoras de endometriose ou com doença inflamatória pélvica. Na maioria das vezes os cistos ovarianos são indolores e não causam sintomas, ao menos que ocorra sangramento por ruptura ou torção do cisto, causando dor abdominal aguda severa.

Acompanhamento regular é essencial

Segundo o ginecologista Joji Ueno (CRM-48.486), doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e diretor na Clínica GERA, em alguns casos, além de alterações menstruais, como sangramento intenso e dores, também podem causar, raramente, infertilidade. Para se prevenir e tratar a doença, o acompanhamento regular com o ginecologista pode ser suficiente. “O tratamento é simples e somente em alguns casos é necessário o uso da pílula anticoncepcional. Mas, na maioria das vezes, eles desaparecem sozinhos. O alerta fica apenas para quem já tem mais de 50 anos porque os cistos que aparecem depois da menopausa podem ser malignos”, alerta o médico responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês.

Como o cisto no ovário pode ser descoberto?

O cisto no ovário pode ser descoberto em um exame pélvico de rotina ou ecografia. Alguns exames laboratoriais podem ser necessários para avaliação dependendo dos sintomas encontrados. O tratamento pode ser somente observação naqueles cistos que, por suas características, desaparecerão espontaneamente, ou cirúrgico, geralmente através de laparoscopia e vai depender do tamanho, das características, tipo do cisto e da idade da paciente. “Devemos avaliar cuidadosamente, principalmente as meninas antes da primeira menstruação e as mulheres após a menopausa”, diz o médico.

Cisto no ovário pode dificultar, mas não impede a gravidez

Ao contrário do que se pensa, a mulher pode engravidar, embora sinta dificuldades em função das alterações hormonais produzidas pelo cisto no ovário. Segundo o Dr. Joji Ueno, depois do tratamento, o que tende a acontecer é uma regularização da superfície dos ovários, e estes cistos irão diminuir ou desaparecer e irá retomar seu ritmo hormonal normal e vai poder engravidar quando quiser, sem dificuldade.

Mas e se eu descobrir o cisto ovariano sabendo que estou grávida?

“No caso de descobrir o cisto ovariano nos três primeiros meses de gestação, a mulher deve tomar mais cuidados porque isso pode trazer algum risco à gravidez. Mas quando bem acompanhada e fazendo o pré-natal corretamente, a gravidez pode ser tranquila”, explica o ginecologista.

E o que são cistos ovarianos?

São bolsas, preenchidas por um material líquido ou semissólido, aparecem em um ou em ambos os ovários, podendo causar leve dor em um lado na região baixa do abdômen. Muitas vezes são descobertas por acaso durante a realização de um ultrassom de rotina ou até durante uma cesárea.

“A maioria dos cistos é decorrente do funcionamento natural dos ovários, chamados de funcionais. Eles aumentam e regridem com a variação do ciclo, sem que a mulher os perceba. Mas existem, ainda, outros dois tipos de cistos simples, os de corpo lúteo (pós-ovulação) e os hemorrágicos”, explica Joji Ueno.

Os cistos ovarianos menores de 6 cm podem ter tratamentos medicamentoso, mas os maiores têm de ser retirados cirurgicamente por laparotomia (opera-se o abdômen, de maneira semelhante ao que se faz na cesárea) ou por laparoscopia (introdução de cânula de endoscopia no abdômen).

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