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Espermograma – Importância no diagnóstico da infertilidade masculina

Espermograma – Importância no diagnóstico da infertilidade masculina

Postado em: 6 de maio de 2015

Um exame que é um dos primeiros para avaliar a fertilidade masculina é o espermograma. Saiba mais sobre a importância deste diagnóstico.

O espermograma tem como objetivo analisar a qualidade dos espermatozoides e a saúde de todo o sistema reprodutivo masculino. Esse teste é indolor, não invasivo e não oferece risco à saúde. Para sua realização, o próprio homem efetua a coleta de sêmen por masturbação.

O teste pode ser solicitado por um urologista, endocrinologista ou pelo especialista em reprodução humana, especialmente durante a investigação da infertilidade de um casal, indicada após um ano de tentativas de concepção natural. Este é o tempo médio no qual a gestação é atingida, considerando que o período fértil da mulher representa apenas 20% do mês.

Após este período, a dificuldade de engravidar pode indicar um problema de infertilidade. Segundo estatísticas, 30% dos casos são originados por fatores femininos e 30% por fatores masculinos, em outros 30% os impedimentos estão presentes em ambos indivíduos e 10% dos casos de infertilidade ocorrem por causas indeterminadas.

Dessa forma, é importante que tanto o homem quanto a mulher realizem exames para diagnóstico da infertilidade. Assim que descoberto, o problema poderá ser tratado para tornar possível a concepção natural ou a técnica de reprodução assistida

Espermograma: para que serve?

O espermograma é um exame para avaliação da fertilidade masculina. Além da indicação para análise da infertilidade de um casal, o exame pode ser solicitado para outras situações, como avaliação pós-vasectomia e avaliação de infecções subclínicas do trato genital

A análise após a cirurgia de vasectomia visa verificar a ausência de espermatozoides no sêmen dos gametas no sêmen. Apenas com a confirmação de sua inexistência é seguro praticar relações sexuais sem o risco de concepção.

Para avaliação das causas da infertilidade masculina, o exame permite a análise de uma série de fatores, como a existência de problemas para a produção do espermatozoide. A qualidade do gameta pode ser igualmente averiguada, indicando ou não sua capacidade de fecundação de um óvulo.

Espermograma: preparação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve o protocolo que deve ser seguido na realização do espermograma. O cuidado com suas indicações garante a quantidade necessária de material a ser coletado, além de aumentar a confiabilidade no resultado obtido.

A OMS indica que o homem mantenha abstinência sexual por, pelo menos, cinco dias antes da realização do exame, incluindo a masturbação. Durante o procedimento, antes da coleta do sêmen, o homem precisar realizar a higiene das mãos e do pênis e secar toda a região com uso de gaze, evitando que qualquer resíduo interfira no resultado do exame. Por este motivo, não deve ser utilizado nenhum tipo de lubrificante para a masturbação, incluindo a saliva.

Não é necessário realizar jejum para um espermograma comum. Porém, caso o médico solicite o exame também da dosagem de frutose, o jejum é indispensável.

Espermograma: como é feito?

 

 

O material é sempre colhido num frasco esterilizado, fornecido também pelo laboratório. Para o conforto do paciente, as clínicas devem disponibilizar salas exclusivas para a masturbação, devidamente isoladas da circulação comum. Assim que a coleta terminar, é importante fechar o recipiente imediatamente. Isso evita que ocorra a alcalinização da amostra.

Em seguida, o material colhido precisa ser entregue ao responsável da clínica. Ele será rapidamente levado ao laboratório, para análise.

O que o espermograma analisa?

A análise do espermograma em laboratório resulta nas seguintes informações: o volume de sêmen; o número de espermatozoides presente no líquido seminal; a capacidade do sêmen de se tornar líquido, a velocidade, tamanho, formato e capacidade de movimento dos espermatozoides, entre outras. A investigação da amostra é feita em duas etapas, detalhadas a seguir:

Análise macroscópica

Na análise macroscópica, o especialista do laboratório mede a quantidade do líquido, em mililitros, para avaliar o volume de sêmen. O pH, que representa a acidez da amostra, também é verificado.

Ao mesmo tempo, essa primeira análise permite perceber a cor e aspecto do sêmen. Neste caso, é feita a avaliação da tonalidade, consistência e opalescência.

Ainda é realizada a análise da viscosidade da amostra e a verificação de seu tempo de liquefação, ou seja, o prazo que o sêmen leva para sair de seu estado coagulado e chegar ao líquido.

Análise microscópica

Já na análise microscópica, o especialista do laboratório investiga informações mas relacionadas aos espermatozoides. Inicialmente é medida a concentração de gametas por 1 mililitro de líquido assim como a quantidade total de espermatozoides na amostra.

Em seguida, é feito o check-up da morfologia dos espermatozoides, para avaliar seu formato e características físicas. Neste caso, o especialista verifica se existem anormalidades, como quebra ou multiplicidade da cauda (flagelo); deformações na peça intermediária, onde está localizado o motor propulsor dos espermatozoides; e alterações de formato da cabeça, que podem indicar alterações no acrossoma, a estrutura responsável por perfurar a parede do óvulo e fecundá-lo.

O espermograma ainda verifica a concentração de leucócitos e de células redondas por amostra. Os leucócitos são algumas das células de defesa no organismo e sua presença no sêmen pode indicar alguma infecção nos testículos e trato reprodutor. As células redondas, por sua vez, são aquelas que não se especializaram durante a espermatogênese (processo de produção dos espermatozoides) e ainda estão imaturas, não tendo a capacidade de fertilizar o óvulo.

Dessa forma, o espermatozoide precisa possuir uma boa motilidade, que diz respeito a sua capacidade de movimento. Por este motivo, este outro fator essencial a ser avaliado durante o espermograma.

O exame analisa a motilidade progressiva do gameta, verificando quantos espermatozoides conseguem nadar numa direção linear. Também é analisada a motilidade não progressiva, contando o número de células que se movem sem um deslocamento linear direcionado, movimentando somente sua cabeça ou calda ou até mesmo nadando em círculos. Por último, é feita a contagem dos espermatozoides imóveis, que podem estar vivos ou mortos.

Por esse motivo, em casos em que cerca de 40% de espermatozoides estão imóveis na amostra, é realizado o teste de vitalidade. Essa pesquisa verifica a porcentagem de gametas vivos no sêmen coletado.

Espermograma: resultado

 

 

Para realizar a análise do sêmen do paciente, o laboratório responsável considera uma série de informações-base para comparação. Caso existam alterações na amostra, esses parâmetros são os utilizados para definir a presença de problemas.

Análise macroscópica

O volume da amostra coletada, em mililitros, deve ser igual ou superior a 1,5mL. No caso do pH do líquido seminal, a medida normal varia de 7 a 8,2.

A cor do sêmen, por sua vez, deve ser esbranquiçada ou levemente acinzentada, com aspecto opalescente, ou seja, não transparente. Após sete dias, o líquido pode ser tornar amarelado. Caso esta mudança ocorra antes, pode ser indicação de infecção.

A liquefação do sêmen, ou seja, sua transformação em líquido, é um processo natural, que ocorre habitualmente entre 5 e 20 minutos após a ejaculação. Como o processo de coleta para análise coloca o sêmen num espaço diferente, esse tempo pode ser um pouco maior, chegando até, no máximo, 60 minutos. A liquefação acontece devido a ação de enzimas produzidas na próstata, que eliminam as proteínas que agregam os espermatozoides. Caso o processo não ocorra, ou demore muito, pode ser sinal de problemas no órgão masculino.

Para medir a viscosidade do líquido, o laboratório considera a medida de 2,0 cm de altura como normal. O exame é feito por meio do uso de um bastão de testes. Uma viscosidade aumentada apresenta valor maior que esse; a diminuída, menor; e a viscosidade nula nem mesmo adere ao bastão.

Análise microscópica

O valor normal da concentração de gametas por mililitro de sêmen é de, pelo menos, 15 milhões de células. Enquanto isso, a concentração total de espermatozoides ejaculados deve ser de, no mínimo 22,5 milhões.

Segundo a análise da motilidade, um homem fértil tem resultado de 32% de espermatozoides com motilidade linear. Para ser saudável, sua motilidade imóvel ou não progressiva não deve ultrapassar os 40% dos gametas, no total.

Por fim, é analisada a morfologia da célula reprodutiva e a incidência de espermatozoides alterados. Um homem saudável tem ao menos 70% de seus espermatozoides normais.

Outras análises

Durante as análises microscópica e macroscópica, são avaliados os granulócitos positivos para peroxidase. Considerando neutrófilos, leucócitos polimorfonucleares e macrófagos. Eles são identificados com uma coloração, obtida por meio imunohistoquímica;

Em seguida, é feita a contagem das células leucocitárias e, caso esteja superior a 1 milhão por mililitro, é considerada anormal. O teste pode indicar tanto uma infecção, que necessita de tratamento, quanto apenas a presença de espermatozoides ainda não amadurecidos.

Finalmente, o médico solicitante do exame pode desejar saber mais sobre a frutose, uma substância produzida pelas vesículas seminais e que dá energia ao espermatozoide. Sua ausência no sêmen pode auxiliar no diagnóstico da obstrução dos ductos deferentes, na percepção de fatores congênitos, ou mesmo da inexistência das vesículas seminais.

O que as informações podem diagnosticar?

O espermograma tem papel limitado na avaliação da fertilidade masculina. No entanto, diversas informações podem ser obtidas a partir dessa avaliação e o principal objetivo do andrologista é melhorar o quanto possível os parâmetros microscópicos do espermograma.

Alterações nos espermatozoides

Outro diagnóstico possível é de azoospermia, ou seja, a ausência de espermatozoides na amostra, a qual inviabiliza a fecundação e a formação de embrião pela inexistência de gametas. As causas do problema podem ser infecções no sistema reprodutor, DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) ou obstrução dos canais seminais. Geralmente, sua percepção ocorre por meio da análise da baixa concentração de células reprodutivas no esperma.

A oligospermia também pode ser diagnosticada no exame. Ela indica que os espermatozoides estão presentes no sêmen em quantidade tão baixa que não são suficientes para percorrer o trato feminino e fertilizar o óvulo. O distúrbio também pode ser resultado de DST’s, infecção no sistema reprodutor ou efeito colateral de um medicamento. Ainda é possível que a pequena concentração de gametas seja consequência de varicocele, uma condição que provoca varizes nas veias do testículo e prejudica a produção dos espermatozoides.

Já a astenospermia é caracterizada pela vitalidade ou motilidade pequenas das células. Isso prejudica tanto a sobrevivência, quanto o deslocamento dos gametas no corpo feminino. Logo, há maior dificuldade de concepção. O problema pode ser consequência de doenças autoimunes, HIV, lúpus; do estresse; ou do alcoolismo.

Ainda é possível diagnosticar a teratospermia, ou seja, alterações na morfologia dos espermatozoides, que também prejudicam sua capacidade fértil. A condição pode ter como origem uma inflamação, a varicocele, ou uso do álcool e drogas.

Exames complementares

Para auxiliar no diagnóstico de qualquer das condições citadas anteriormente, o médico solicitante do espermograma costuma indicar a realização de outros exames. Assim, é possível definir com mais fidedignidade a causa da infertilidade masculina.

O primeiro dos exames sugeridos é a fragmentação de DNA. O teste consegue analisar no líquido seminal a taxa presente de DNA desprendido dos espermatozoides. A alta medição deste quesito está ligada à infertilidade e pode favorecer abortos espontâneos do embrião.

Um segundo teste indicado é o espermograma sob magnificação. A diferença deste para o espermograma normal está na análise microscópica: aqui, são utilizadas lentes que aumentam a imagem em até mil vezes. Esse aumento considerável torna a análise do sêmen e dos gametas muito mais precisa, especialmente em relação à morfologia das células.

Há ainda a FISH (Hibridização fluorescente in situ), que analisa os cromossomos do espermatozoide. Por meio deste exame, o responsável do laboratório pode perceber o número de espermatozoides deficientes no líquido seminal.

Finalmente, o exame de carga viral é feito por meio de uma centrífuga, para verificar infecções no espermatozoide. O teste geralmente é utilizado por pacientes que possuem hepatite ou HIV, infecções que podem ser transmitidas para o feto. Se o espermatozoide não estiver infectado, pode ser utilizado normalmente para a fecundação.

Espermograma: valor

O custo de realização do espermograma varia de acordo com o laboratório e a região do país. O teste também pode ser realizado de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Tratamento da infertilidade masculina

 

 

Diagnosticada a causa da infertilidade masculina, o médico indicará seu tratamento. Para melhorar a produção e contagem de gametas, o especialista também costuma sugerir alterações na alimentação diária.

Alimentos ricos em vitamina A, como o leite, podem auxiliar na produção dos hormônios sexuais. Os que possuem vitamina E, como o óleo de milho, podem melhorar a qualidade da membrana celular dos espermatozoides. A vitamina C, por sua vez, consegue aumentar a motilidade dos gametas.

Existem diversas situações, porém, nas quais as alterações seminais inviabilizam a concepção natural. Nestes casos, a melhor solução para a concepção é o uso de técnicas de reprodução assistida. Para casos de infertilidade do homem, são três as possibilidades mais indicadas: inseminação de sêmen intrauterina, a fertilização in vitro e a injeção espermática intracelular (ICSI)

Inseminação artificial

Na inseminação artificial, o único gameta colhido é o espermatozoide. Aqui, a mulher também passa pelo processo de indução da ovulação, mas apenas para garantir que o óvulo estará disponível. Os gametas masculinos são inseridos no fundo do útero feminino e devem nadar até as tubas, onde o óvulo geralmente aguarda. Essa inserção dos gametas mais próximos ao seu objetivo facilita a fecundação, especialmente para aqueles que possuem pouca mobilidade.

Fertilização in vitro

A fertilização in vitro é a técnica indicada para os casos de oligospermia, por exemplo. O método é realizado por meio da junção do óvulo e espermatozoides em laboratório. Para isso, a mulher passa por um tratamento de estimulação ovariana, o que proporciona a liberação de mais de um óvulo.

Cada óvulo é, então, levado ao laboratório e unido a espermatozoides colhidos por masturbação. Caso o homem sofra problemas de ejaculação, a coleta dos espermatozoides pode ser feita por meio da retirada do gameta diretamente nos testículos.

Os espermatozoides fecundam a célula feminina e dão origem a um embrião, que é cultivado em laboratório por alguns dias e, em seguida, transmitido para o útero. Caso o embrião consiga se agarrar à parede do órgão, será originada a gravidez

ICSI

Por outro lado, a técnica de reprodução por ICSI é especialmente indicada para casos de alterações morfológicas ou genéticas nos espermatozoides. Ela é realizada de forma muito semelhante à fertilização in vitro, alterando o momento de junção dos gametas.

Na ICS, os espermatozoides colhidos são analisados detalhadamente. O mais saudável e sem problemas genéticos é selecionado e inserido no óvulo por meio de uma micropipeta. Assim que esse processo é feito, o gameta faz a fecundação da célula feminina e gera um embrião, que será transferido para o corpo da mulher em poucos dias.

 

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