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Menopausa Precoce – Causas e Tratamento

Menopausa Precoce – Causas e Tratamento

Postado em: 8 de agosto de 2018

A menopausa é um processo natural no corpo da mulher. Por meio dela, o corpo feminino vivencia um declínio dos hormônios reprodutivos, e assim deixa de ovular. Sem ovulação, ou seja, a liberação do gameta feminino, a possibilidade de gravidez deixa de existir. Geralmente, este processo ocorre entre os 45 e 55 anos. Contudo, ele […]

A menopausa é um processo natural no corpo da mulher. Por meio dela, o corpo feminino vivencia um declínio dos hormônios reprodutivos, e assim deixa de ovular. Sem ovulação, ou seja, a liberação do gameta feminino, a possibilidade de gravidez deixa de existir. Geralmente, este processo ocorre entre os 45 e 55 anos. Contudo, ele também pode acontecer antes dos 40 anos de idade – o que é chamado de menopausa precoce.

Cerca de 0,1% das mulheres sofrem com a menopausa precoce antes dos 30 anos. Já 0,25% delas perdem sua capacidade reprodutiva antes dos 35, enquanto 1% entra em menopausa antes dos 40 anos.

De modo geral, a antecipação do processo não é uma grande questão médica, pois vai provocar os mesmos sintomas que a menopausa comum causaria. O problema ocorre quando a mulher ainda deseja engravidar.

Nessa situação, a menopausa antecipada vai impedir completamente a reprodução natural, uma vez que não vai mais permitir a liberação de óvulos. É por isso que existem tratamentos para a situação, que podem ser adotados assim que o diagnóstico for realizado. Com o auxílio médico, é possível definir o melhor tipo de tratamento.

O que causa a menopausa antecipada?

Entre as principais causas ligadas à menopausa precoce estão a hereditariedade. Segundo estudos, mulheres que possuem outra mulher na família na mesma situação, estão mais sujeitas a desenvolvê-lo. A exposição a toxinas e doenças autoimunes também são frequentemente apontados como fatores causais.

Todas essas situações podem influenciar na produção do hormônio estrogênio, prejudicando-a. O estrógeno é o responsável pela regulação da liberação do óvulo. De qualquer modo, há situações ainda em que é impossível determinar uma razão.

Sintomas da menopausa precoce

 

 

Geralmente, a fase inicial da menopausa não provoca sintomas. A mulher continua com seu ciclo, menstruando normalmente, e nem mesmo percebe que caminha para o fim de seu período fértil. Após certo tempo, porém, ela passa a apresentar sinais comuns à menopausa.

O principal sintoma percebido pela mulher na fase mais avançada do processo de interrupção do período fértil é a irregularidade da menstruação. Os ciclos menstruais começam a ocorrer em intervalos muito longos, ou então curtos demais.

Logo depois vem grande instabilidade emocional. A mulher passa a conviver com a irritabilidade e mudanças bruscas de humor, sem que nenhum fator aparente exista. Ao mesmo tempo, torna-se difícil se concentrar ou registrar informações na memória.

É igualmente comum a diminuição do desejo sexual feminino, assim como a secura vaginal, que vem acompanhada da dor e da coceira durante a prática sexual.

Além destes, existem as conhecidas ondas de calor repentinas e intensas. Mesmo em locais frescos, a mulher sente enorme aquecimento da parte superior do corpo, como no rosto ou pescoço. A pele se torna vermelha, e a paciente começa a suar, inclusive durante o sono. Aliás, devido a estes suores, a mulher desenvolve certa dificuldade para dormir.

Também é comum que ocorram problemas urinários, como infecções ou incontinência. Tal qual uma maior dificuldade em engravidar, gerada pela irregularidade do ciclo fértil. Para uma parcela dos indivíduos, pode ainda ocorrer ganho de peso, diminuição no tamanho dos seios, e queda de cabelo.

Diagnóstico da condição

Como citado, no início do processo de menopausa a mulher pode não apresentar sintomas. Ou então, o sinal percebido é a irregularidade do período menstrual, que pode ser habitual para muitas das pacientes. Assim, é mais recorrente que a condição seja percebida pela realização de exames ginecológicos “de rotina”.

É realizado, então, teste para a medição do nível hormonal no corpo feminino. Primeiro, para avaliação do FSH (Hormônio folículo-estimulante) e do estrogênio. Na menopausa, os níveis de FSH aumentam, enquanto o estrógeno diminui.

Já o TSH (Hormônio estimulante da tireoide) é analisado porque pode indicar o hipotireoidismo, que tem sintomas bastante semelhantes ao da menopausa.

Estes mesmos exames são utilizados para a comprovação da condição, caso o médico desconfie do diagnóstico de menopausa precoce.

Tratamento para menopausa precoce

De modo geral, a menopausa antecipada só é tratada de forma incisiva quando a mulher ainda deseja engravidar. Afinal, a condição afeta sua fertilidade, e impede a gravidez. Nesta situação, é indicado utilizar a fertilização in vitro com óvulo doado ou criopreservado. Continue acompanhando, pois explicaremos estes métodos em breve, ao abordar a falência ovariana precoce.

Caso a gestação não seja mais um objetivo, contudo, o médico costuma indicar apenas alguns remédios e atividades para o controle dos sintomas.

Os remédios utilizados funcionam para a reposição hormonal do estrógeno. Essa reposição funciona, além de para o controle dos sintomas, para a prevenção de problemas como a osteoporose. Isso uma vez que o hormônio tem efeito na massa óssea feminina.

Para diminuir os sintomas, também é possível utilizar da atividade física regular, que melhora o bem-estar geral do corpo. Tratamentos alternativos, como acupuntura, têm efeitos igualmente interessantes.

Menopausa precoce versus falência ovariana precoce

 

 

Popularmente, é comum que a menopausa precoce e a Falência Ovariana Precoce (FOP) seja confundidas. Os problemas, contudo, são um pouco diferentes: apesar de provocadas pela diminuição do estrógeno no organismo, as condições têm resultado diverso na fecundidade feminina.

No caso da menopausa, a possibilidade de gravidez é interrompida permanentemente. Já na FOP, os ovários passam a funcionar de forma irregular, mas ocasionalmente ainda podem liberar um óvulo. Logo, a mulher com FOP tem entre 5% e 10% de chance de ainda obter uma gravidez natural.

Uma a cada 250 mulheres apresentam FOP com 35 anos. Nas mulheres com mais de 40 anos, a condição ocorre em 1 entre cada 100 pacientes. Assim como no caso da menopausa antecipada, o distúrbio acontece devido a causas genéticas e por infecções. Nesta situação, também é possível ter como fatores causais a presença de anticorpos que combatem os folículos ovarianos, a quimioterapia e a radioterapia. Há situações em que o motivo é desconhecido.

Conheça os tratamentos indicados para a FOP:

Restauração da fertilidade

Para este tratamento, são utilizados hormônios estimuladores dos ovários, ou seja, para indução da ovulação. Quando passa por esse procedimento, a mulher utiliza remédios orais ou subcutâneos, que estimulam o seu ovário a liberar óvulos. Avaliando outros fatores, o médico indica, em seguida, técnicas como o coito programado ou a fertilização in vitro.

O método de restauração da fertilidade ainda não está disponível para mulheres que já entraram na menopausa, apesar de pesquisas estarem sendo realizadas na área. Para a menopausa precoce, é indicado o uso da fertilização in vitro com óvulo doado ou criopreservado.

Coito programado

A técnica do coito programado é o método mais simples de reprodução assistida. Nele, a mulher tem sua ovulação induzida, e em seguida o casal é orientado a intensificar a prática sexual. Com o óvulo disponível para a fecundação, as chances de gravidez são maiores.

Fertilização in vitro

Já a fertilização ocorre em laboratório. Neste caso, assim que o óvulo feminino é liberado, ele é colhido e levado ao laboratório. Os espermatozoides também são colhidos do homem, por meio da masturbação. Os gametas, então, são unidos, e geram um embrião. Cerca de cinco dias depois, este embrião é transferido para o útero da mulher, e deve se agarrar à parede do útero. Caso consiga fazê-lo, dá-se início à gestação.

Reposição do estrogênio

Considerando que a alteração de níveis do estrógeno é a principal causa da FOP, o médico pode indicar sua reposição. Isso pode ter um efeito benéfico na ocorrência natural da ovulação.

Doação de óvulos

Caso os óvulos da mulher não sejam mais liberados, mesmo com a indução, ou caso sejam de “má qualidade”, a futura mamãe pode utilizar de óvulos doados. Aqui, também é realizado o processo de fertilização in vitro.

Para garantir que as características físicas da mãe e bebê sejam semelhantes, o médico responsável pelo tratamento faz a escolha do gameta com base na ficha completa da doadora. Se necessário, também é possível contar com espermatozoides doados. O processo de doação é anônimo, ou seja, doadores e receptores não conhecem nem mesmo o nome uns dos outros.

Criopreservação de tecidos

Quando tem chances de desenvolver a FOP (considerando, por exemplo, o fator genético), a mulher pode utilizar da criopreservação de óvulos ou do tecido ovariano. Neste caso, os gametas serão preservados por meio do congelamento abaixo de −196 °C, podendo ser utilizados para o processo de fertilização no futuro.

É fundamental que qualquer destes métodos seja indicado e supervisionado pelo médico especialista. Inclusive o da indução da ovulação e coito programado, considerado mais simples. Afinal de contas, apenas uma avaliação detalhada poderá perceber o método com maior chance de sucesso para cada mulher.

Ademais, são muitas as causas possíveis para a ocorrência da dificuldade de engravidar, e é comum que elas apareçam associadas. Logo, o especialista deve fazer um diagnóstico completo, para que todas as condições sejam tratadas corretamente. Entre em contato com a Clínica GERA e obtenha a melhor atenção possível à sua saúde!