Técnicas de Reprodução Assistida

Técnicas de Reprodução Assistida

Técnicas de Reprodução Assistida. Para que ocorra a gravidez, é necessário que ocorra o encontro do óvulo com os espermatozoides de maneira natural (relação sexual) ou artificial (reprodução assistida – RA). Assim, em laboratório, pode-se processar os espermatozoides e escolher os melhores para serem introduzidos no interior do útero (inseminação intrauterina) ou deixar os espermatozoides selecionados junto com os óvulos, em laboratório, para que um deles fertilize o óvulo (fertilização in vitro). Um único espermatozoide pode ser selecionado em laboratório e introduzido no interior do óvulo (injeção intracitoplasmática de espermatozoides). Com a fertilização, ocorre a formação do pré-embrião (PE), que pode ser transferido para o interior do útero.

Técnicas de Reprodução Assistida


 

Inseminação intrauterina – IIU

 

A inseminação intrauterina é uma das técnicas de reprodução assistida em que o sêmen é processado no laboratório para separar o líquido seminal dos espermatozoides e os melhores espermatozoides são capacitados para realizar a fertilização. Estes espermatozoides são introduzidos pela vagina, através do colo do útero, e depositados no interior do mesmo (cavidade uterina). Desta forma, eles atingem o interior das tubas até a cavidade abdominal. Então, essa técnica estaria indicada para os casais em que ocorresse uma dificuldade nesse trajeto ou que os espermatozoides estivessem próximos da normalidade. É obvio que pelo menos uma tuba deva estar normal e que os espermatozoides sejam capazes de fertilizar os óvulos naturalmente. Assim, não são muitas as indicações da IIU numa clínica especializada, pois a maioria das pacientes tem fatores mais graves de infertilidade. Além do que, a taxa de sucesso é relativamente baixa (10 a 15% por tentativa). Os melhores resultados são obtidos com a indução da ovulação para que se produzam 2-3 óvulos. Quando se produz mais do que essa quantidade, recomenda-se o cancelamento do ciclo ou partir para fertilização in vitro para tentar minimizar os riscos de gravidez múltipla, transferindo-se apenas um a dois PE. Outras vezes, não se consegue qualquer resposta. Assim, percebe-se que para se conseguir resposta ovariana adequada não é muito fácil.

 

Fertilização in vitro – FIV / Injeção intracitoplasmática de espermatozoides – ICSI

 

Nessas técnicas, o PE é colocado no interior do útero com um cateter de transferência. A FIV foi realizada pela primeira vez com sucesso em 1978 (nascimento de Luise Brown – primeiro “bebe de proveta” do mundo), quando o médico inglês Robert Edward colocou espermatozoides junto com um óvulo em laboratório e ocorreu a formação do PE. Nesta técnica não há necessidade de tubas, mas precisa-se de boa qualidade de espermatozoides e útero. Até hoje a técnica é utilizada com modificações. Hoje, estimulam-se os ovários para produzirem mais óvulos para melhorar os resultados. Além disso, a ICSI tem sido mais utilizada, pois, com a tecnologia (micromanipulador), se consegue injetar o espermatozoide no interior do óvulo, possibilitado formação de PE mesmo quando a quantidade e/ou qualidade dos espermatozoides não é boa.

 

O desenvolvimento da FIV possibilitou mudança radical na reprodução humana, pois permitiu o tratamento de diversos tipos de infertilidade. Por isso, o seu autor foi agraciado com o prêmio Nobel de 2010. Hoje, consegue-se fazer a ovodoação – pacientes que não têm mais óvulos conseguem engravidar recebendo óvulos de outras pacientes. Os PE excedentes de estimulação ovariana podem ser congelados (vitrificados) para utilização própria ou para doação para terceiros. A ausência de útero ou contraindicação de gestação podem ser contornadas com a cessão temporária do útero (“barriga de aluguel”).

Mulheres jovens podem preservar a fertilidade com a vitrificação de óvulos quando jovens, para serem utilizados no futuro.

Pode-se escolher PE geneticamente normais antes da transferência (PGD-FISH, CGH). Os PE podem ser monitorados no interior da incubadora para estudar seu desenvolvimento antes da transferência embrionária (embrioscópio).

 

Assim, são raros os casos em que não se consegue solução para a infertilidade principalmente se aplicadas corretamente as técnicas de reprodução assistida que foram apresentadas. Mas, o profissional deve estar atento às normas e aos exageros da tecnologia para não cometer excessos.

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