Não consigo engravidar, o que fazer?

Quando o casal não consegue engravidar, o que deve ser feito? Veja abaixo um excelente texto produzido pelo Dr. Joji Ueno, diretor do Grupo GERA em São Paulo e Doutor em ginecologia pela Faculdade de Medicina de USP:
QUANDO PROCURAR AJUDA
Define-se infertilidade após um ano de tentativas, se sucesso. Mas, você deverá procurar ajuda mesmo antes deste tempo, se tiver mais que 35 anos, suspeita de baixa reserva ovariana (poucos óvulos restantes) ou suspeita de que haja algum fator de infertilidade, como: irregularidade menstrual, companheiro sem filhos em outros relacionamentos, antecedente de infecções pélvicas, cirurgias abdominais anteriores, endometriose.
QUEM PROCURAR
A mulher deve procurar o ginecologista que tenha formação em reprodução humana, que poderá encaminhar o homem para o andrologista (urologista com formação em infertilidade masculina). Isto é muito importante, pois se o profissional não tiver esta formação a avaliação do casal infértil ficará inadequada, levando a condutas inapropriadas, perda de tempo e custos desnecessários. Confira sua formação, mesmo após receber uma indicação, pois o ginecologista/urologista ou outros especialistas precisam adquirir conhecimentos específicos para conduzir casos de infertilidade.
COMO SERÁ A CONSULTA
O médico irá conversar com você sobre a história clínica de infertilidade do casal. Perguntará há quanto tempo estão tentando, tratamento anteriores, gestações anteriores, sobre seu padrão menstrual, se existem prováveis causas de infertilidade. Será realizado o exame ginecológico oportunamente e o homem encaminhado ao andrologista, se necessário. Serão solicitados exames conforme o quadro clínico. O homem deverá fazer pelo menos uma análise seminal (espermograma). Para a mulher já de início são solicitados mais exames. A ultrassonografia transvaginal vai mostrar a anatomia de útero e ovários, bem como possibilita a contagem de folículos antrais (avaliação da quantidade de óvulos). A histerossalpingografia avalia o formato da cavidade uterina, a permeabilidade das tubas e levantará suspeita de aderências. A histeroscopia e biopsia de endométrio, avaliarão o interior do útero e alterações microscópicas do endométrio (camada interna do útero). Os exames de sangue poderão avaliar a reserva ovariana (dosagem de hormônio anti-mulleriano), alterações hormonais, especialmente importantes em mulheres que não menstruam regularmente.
QUAIS OS DIAGNÓSTICOS QUE PODERÃO SER FEITOS
Quantidade ou qualidade anormal de espermatozoides, cuja causa deverá ser esclarecida. Fatores que impedem o encontro dos espermatozoides com óvulos causados por tubas obstruídas, aderências locais, presença de pólipos ou miomas que dificultam o trajeto dos espermatozoides. Alterações hormonais que influenciam a ovulação como ocorrem nos ovários policísticos, alterações da tireoide, aumento da prolactina. Alterações imunológicas ou genéticas que podem levar a abortamentos. É muito importante a determinação da causa da infertilidade para propor o tratamento. A infertilidade sem causa aparente vai depender do serviço onde você faz a pesquisa de infertilidade, pois dependem dos recursos diagnósticos. Desta forma, o diagnóstico genético pré-implantacional pode esclarecer causas de infertilidade até então indeterminadas.
QUAIS OS TRATAMENTOS
Os tratamentos devem ser individualizados. Nunca aceite a conduta de ir tentando engravidar sem pelo menos saber que você tem condições de engravidar naturalmente ou que você tem boa reserva ovariana, pois você poderá perder um tempo que você não tem. Nunca tome medicamento para induzir ovulação sem controle de ultrassonografia, pois o medicamente pode não provocar a ovulação ou poderá levar a gestações múltiplas indesejáveis. O tratamento poderá ser a administração de medicamentos para curar infecções, alterações hormonais, cirurgias corretivas. Estas devem ser realizadas por profissionais capacitados, pois as cirurgias para restauração da fertilidade são muito especializadas e a cirurgia pode comprometer a fertilidade. Assim, procura-se evitar o máximo possível a cirurgia em ovários que podem diminuir a reserva ovariana como as cirurgias para retirada de endometriomas (cisto de endometriose no ovário). Mas, os tratamentos mais realizados são os da reprodução assistida, que podem ser a determinação do momento ideal da relação sexual (coito programado), colocação dos melhores espermatozoides no interior do útero e a fertilização in vitro com colocação do pré-embrião dentro do útero. Esta é a mais utilizada pelos excelentes resultados, mas tem que ter indicação precisa, pois além do custo financeiro há um desgaste emocional e administra-se muitos hormônios.
RESULTADOS ESPERADOS
Um filho saudável independentemente do sexo deve ser o almejado e é geralmente conseguido com a conduta adequada. A gravidez múltipla é uma complicação indesejada, pois aumenta o risco de prematuridade, assim a estimulação ovariana deve ser cuidadosa para evitar a gravidez com 3 ou mais conceptos. Até mesmo a gemelaridade pode levar a prematuridade. O diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) é permitido para diagnosticar alterações genéticas nos pré-embriões, mas não aumenta a taxa de gravidez se utilizado como rastreamento e não é permitido no Brasil para a seleção de sexo.Responsável pelo Texto:Dr Joji Ueno(Coordenador do Grupo GERA em São Paulo, Doutor em ginecologia pela Faculdade de Medicina de USP)Em caso de dúvidas, consulte o seu ginecologista ou entre em contato conosco no 11 3266.7974 ou 3266.7975 e contato@grupogera.com
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