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Laparoscopia: Útero, Ovário e Ginecológica

Laparoscopia: Útero, Ovário e Ginecológica

Postado em: 17 de setembro de 2018

A primeira laparoscopia operatória bem sucedida da história da Medicina foi realizada em 1987, quando a técnica foi utilizada para retirada da vesícula biliar de um paciente. Minimamente invasiva, a alternativa oferece a possibilidade de diagnóstico e tratamento de uma série de problemas na região do abdômen. Considerando o sistema reprodutor feminino, a laparoscopia pode […]

A primeira laparoscopia operatória bem sucedida da história da Medicina foi realizada em 1987, quando a técnica foi utilizada para retirada da vesícula biliar de um paciente. Minimamente invasiva, a alternativa oferece a possibilidade de diagnóstico e tratamento de uma série de problemas na região do abdômen.

Considerando o sistema reprodutor feminino, a laparoscopia pode ser utilizada em  cirurgias de endometriose, obstrução das trompas e miomas uterinos. Estes problemas são alguns dos causadores da infertilidade feminina, impedindo que a mulher consiga engravidar naturalmente.

Como é feita a laparoscopia?

É realizada por meio de pequena incisão no abdômen, na cicatriz umbilical e outras em posições estratégicas para facilitar cirurgias abdominais. É por essa incisão que um laparoscópio, ou seja, um fino tubo com uma minicâmera na ponta, é inserido no organismo. Essa câmera é a responsável por transmitir a monitores de vídeo imagens do interior do corpo.

Para facilitar a visualização do interior do abdômen, o médico também faz a aplicação de uma certa quantidade de dióxido de carbono no corpo. O gás expande a cavidade abdominal e facilita a passagem do laparoscópio e outros instrumentos que se fizerem necessários.

Como faz incisões na barriga, a laparoscopia possui, sim, um risco associado. As chances de complicação, contudo, são baixas, uma vez que o corte realizado é pequeno. De qualquer forma, é importante realizar o procedimento com um especialista, para que problemas como hemorragias e perfurações acidentais dos órgãos não ocorram.

Laparoscopia diagnóstica: o que é?

A laparoscopia pode ser utilizada tanto para o diagnóstico, quanto para o tratamento de algum problema. No caso da técnica diagnóstica, apenas uma incisão é realizada no abdômen da mulher, pela qual é inserida a microcâmera necessária. Em infertilidade, a laparoscopia é indicada quando necessita-se restaurar a fertilidade natural ou para melhorar os resultados de outros tratamentos de infertilidade. Assim, atualmente o ginecologista não utiliza o termo laparoscopia diagnóstica em infertilidade, pois ao indicar a laparoscopia ele vai realizar algum procedimento para aumentar as chances da paciente engravidar, como por exemplo, o tratamento da endometriose.

São diversas as indicações para a realização do procedimento. No quesito ginecológico, ela é bastante utilizada para a avaliação do útero e dos ovários, para a confirmação do diagnóstico e o tratamento da endometriose, gravidez ectópica, cistos de ovário e outros. Aliás, a confirmação do diagnóstico é o ponto principal de uma videolaparoscopia. Como necessita de uma incisão, o procedimento é realizado apenas quando o médico suspeita de alguma condição, e não como o primeiro exame possível. Vários exames menos invasivos são realizados antes da laparoscopia, que é procedimento seguro, mas que há riscos, que podem ser graves.

Além das questões ginecológicas, a laparoscopia diagnóstica também é utilizada para avaliação de problemas em outros órgãos. Como no caso de lesões no fígado, para o estudo da extensão de tumores, e a verificação das causas de dores na região da barriga.

Histerossalpingografia: exame complementar

 

 

É um exame essencial antes da laparoscopia. No caso da avaliação diagnóstica ginecológica das causas de infertilidade ou suspeita de malformações uterinas, é comum também que o médico indique a realização de uma histerossalpingografia (HSG), que já foi dito, antecede a laparoscopia, pois proporciona a visão global do útero e tubas por intermédio do RX.

Normalmente, a histerossalpingografia é feita antes da videolaparoscopia. Isso porque, a laparoscopia também pode funcionar para o tratamento imediato do problema diagnosticado. Ou seja, com um diagnóstico baseado na HSG, o médico pode indicar a laparoscopia, utilizá-la para a confirmação do problema e, ainda neste mesmo procedimento, realizar a cirurgia laparoscópica. Sem que a paciente precise visitar a maca cirúrgica mais de uma vez.

A HSG é um exame de raio X realizado por meio do uso do contraste, um composto químico iodado iônico. Injetado no útero por meio da vagina da mulher, o líquido se espalha pelo sistema reprodutor feminino, mapeia-o e permite a melhor visualização dos órgãos na radiografia.

Entre outras coisas, esse exame permite verificar o formato do útero e a existência de obstruções nas tubas uterinas. Geralmente, ele é indicado para investigar as causas de abortos espontâneos, a má-formação uterina, miomas e pólipos (crescimento exagerado do tecido interior do útero).

Para garantir a eficácia do teste, o médico responsável pelo procedimento costuma indicar alguns cuidados pré-exame. A começar pelo consumo de um laxante, que vai esvaziar os intestinos e permitir que as estruturas do abdômen sejam vistas com maior clareza. Também é importante esvaziar a bexiga antes do procedimento.

Antes do teste, é igualmente interessante informar ao médico sobre alergias, suspeita de gravidez, uso de medicamentos ou sobre a ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis. Normalmente, também é necessário evitar a prática sexual alguns dias antes e após o exame.

Geralmente as mulheres reclamam de muito dor durante a HSG, mas a boa técnica minimiza muito esta queixa. Por isso, peça indicação do seu ginecologista. Além do que, se realizado de maneira inadequada os resultados diagnósticos não serão eficientes.

Laparoscopia ginecológica

Quando o médico indica a laparoscopia ginecológica, pode utilizá-la tanto para o diagnóstico, quanto para o tratamento de uma questão no sistema reprodutor feminino. Quando um indivíduo leigo refere-se à laparoscopia ginecológica, contudo, geralmente está especificando a cirurgia, que pode ser utilizada para o tratamento de uma série de problemas de fertilidade da mulher, quanto para tratar outros problemas ginecológicos causadores de sofrimento, como dor ou hemorragia. Assim, a laparoscopia ginecológica pode ressecar focos de endometriose, miomas uterinos ou cistos ovarianos.

Para realizar o procedimento, são feitas pequenas incisões na região do umbigo e na virilha feminina. Por uma delas, geralmente pela umbilical, é inserido o laparoscópio, que vai guiar o médico ao transmitir imagens para um monitor. Já pelas outras incisões, o corpo recebe alguns finos instrumentos cirúrgicos. Eles serão utilizados para o corte, retirada, costura e qualquer outro procedimento necessário nos tecidos da região.

São diversas as indicações de tratamento por meio da videolaparoscopia, com intervenções feitas no útero, ovários, tubas uterinas e mais.

Há, por exemplo, a indicação do método para a terapia da endometriose, que consiste na presença do endométrio (tecido do interior do útero) no lado de fora do órgão. Com a cirurgia minimamente invasiva, os focos da endometriose são ressecados e cauterizados. Por meio dela, também é possível fazer a retirada de partes dos órgãos afetados, como os ovários e intestino.

No caso da cirurgia para o tratamento do mioma uterino, o tumor benigno é retirado por meio da intervenção. O mesmo pode ser feito com os cistos ovarianos, tanto para os benignos, quanto para os malignos.

Quando a gestação ectópica ocorre, ou seja, quando o embrião se instala fora do útero, é necessário tratar o problema. Do contrário, a condição pode prejudicar intensamente a saúde da mulher. Nessa situação, pode ser realizada ou a retirada da tuba (procedimento chamado de salpingectomia), ou a retirada do embrião instalado incorretamente e manutenção da trompa (salpingostomia).

Se necessário, também é possível realizar uma biópsia por meio da laparoscopia. A biópsia é a coleta de tecido para a análise em laboratório, algo bastante realizado em casos de câncer. Outra condições no aparelho reprodutor da mulher são igualmente tratadas por este método.

Laparoscopia cirúrgica

Além dos fins ginecológicos, a cirurgia laparoscópica pode ser utilizada para outras intervenções cirúrgicas na região do abdômen. Ela é muito mais interessante do que as cirurgias tradicionais, pois é menos invasiva e requer menor tempo para recuperação.

Entre as operações possíveis por este método estão a cirurgia bariátrica e o tratamento de hérnias do abdômen. Também é comum a remoção de órgãos como a vesícula ou apêndice, quando estes inflamam, e a remoção de tumores localizados em áreas como o reto.

Como é a recuperação pós-laparoscopia?

 

 

O tempo necessário para a recuperação após uma laparoscopia varia de acordo com o objetivo do procedimento. Quando ele é diagnóstico, a paciente precisa se recuperar apenas das pequenas incisões feitas em seu abdômen. No caso de uma cirurgia para a retirada de miomas ou do apêndice, porém, demora um pouco mais, mesmo assim, a alta hospitalar ocorre em menos de 24 horas.

Dessa forma, o período de recuperação da paciente pode levar entre 1 semana e 30 dias. Neste intervalo, é indicado que a mulher, primeiramente, diminua o ritmo de suas atividades, permanecendo em repouso nos primeiros dias. Assim, é preciso evitar exercícios físicos, relações sexuais, atividades domésticas ou o trabalho.

Os pequenos cortes realizados durante o procedimento também precisam ser cuidados. É preciso limpá-los e seguir as recomendações específicas do especialista, pois os cuidados variam de paciente para paciente.

Em todo o caso, é sempre possível que a mulher apresente alguns sintomas pós-operatórios. Normalmente, eles estão relacionados ao gás utilizado para a extensão do abdômen. O composto geralmente provoca incômodos na barriga, tórax e ombros. Pode também gerar a sensação de náuseas, mas ocorre apenas nos primeiros dias pós-laparoscopia.

Também é comum a incidência de cólicas abdominais, que podem ser tratadas por remédios analgésicos ou anti-inflamatórios. Os medicamentos, contudo, devem ser receitados pelo médico – mesmo que sua compra seja simples em qualquer farmácia. Assim, a paciente terá a certeza de que está tomando a substância e dosagem adequadas ao seu quadro.

É igualmente possível que ocorra leve sangramento vaginal e cãibras, assim como tonturas. Contudo, qualquer um destes sintomas tem intensidade leve, e desaparece em três ou quatro dias.

Caso permaneçam, ou sejam muito intensos, é fundamental procurar o médico responsável pela laparoscopia, relatando os efeitos. Assim, ele poderá avaliar qualquer tipo de reação do organismo e tratá-la imediatamente. De qualquer modo, essas ocorrências preocupantes são raras.

O pós-operatório da laparoscopia é uma das principais vantagens do método, geralmente a alta é precoce, em apenas algumas horas, a recuperação é rápida e com melhoria progressiva. A demora na recuperação ou piora, poderá ser sinal de alguma complicação, que se resolvida imediatamente, não trará maiores consequências.