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Mioma Uterino: O que é? Sintomas, Tratamentos

Mioma Uterino: O que é? Sintomas, Tratamentos

Postado em: 27 de agosto de 2016

Saiba mais sobre esta espécie de tumor benigno que afeta as mulheres e que ainda gera muitas dúvidas.

Cerca de 50% das mulheres desenvolvem um mioma uterino entre os 30 e 50 anos de idade. Miomas são tumores benignos que surgem a partir do miométrio, tecido liso do útero.

O que ocorre é que uma única célula do miométrio se desenvolve desenfreadamente, criando uma massa de células bastante diferente dos tecidos próximos. Um mioma pode se desenvolver de forma acentuada ou bastante lenta. Por vezes, ele cresce e mantém-se no mesmo tamanho; em outras, não para de aumentar, e numa terceira situação some sozinho.

Também chamado de fibróide ou leiomioma uterino, o tumor pode crescer tanto do lado de dentro, quanto do lado de fora do útero. Pode ainda alterar o formato do órgão a medida que se desenvolve. Ainda assim, nem sempre um mioma causa problemas. Muitas mulheres não percebem sintomas ou reflexos da formação, e podem viver normalmente com a presença do tumor.

Além disso, é interessante destacar que um mioma uterino só pode se desenvolver na idade fértil da mulher. Ou seja, entre a menarca (primeira menstruação da mulher) até a menopausa. Fora deste período, não há chances de miomas aparecerem, especialmente porque o problema está relacionado a questões hormonais. Continue acompanhando o texto – logo abordaremos mais sobre as causas dos miomas.

Mioma uterino: tipos

Existem seis tipos de miomas uterinos. Eles são classificados de acordo com sua localização no útero, e provocam sintomas diferentes.

1) Mioma subseroso

Um mioma subseroso se desenvolve logo abaixo da camada externa do útero, chamada de parede serosa. Ele costuma ter aparência calosa, e cresce para o lado de fora do órgão. Esse crescimento, aliás, pode pressionar órgãos próximos, como a bexiga e o intestino. Sua percepção é mais comum quando há desconforto nestas proximidades, e não por um sintoma no próprio útero.

2) Mioma pediculado

Miomas pediculados não ficam “colados” na parede do útero: eles são ligados ao órgão por uma ponte fibromuscular, como um cordão, chamado de pedículo. É esse pedículo que fornece sangue ao mioma, “garantindo” que suas células continuem a receber nutrientes para se desenvolver. Como um cordão umbilical faz com um feto.

Este tipo de mioma pode se desenvolver dentro e fora de útero. Quando está localizado do lado de dentro, é chamado de intracavitário, ou seja, completamente dentro da cavidade uterina. Se tiver grande dimensão, ele pode dificultar a gravidez. Já se estiver localizado no lado de fora, a formação provoca pressão em órgãos próximos, como o tipo anterior.

Caso o pedículo que “alimenta” o mioma se torça, a mulher pode sentir dor aguda. Neste caso, é necessário realizar cirurgia imediata para retirada do tumor.

3) Mioma intramural

Os miomas intramurais são os que mais causam alterações no tamanho do útero. Isso porque os tumores crescem dentro do órgão, e podem ultrapassar os 5 cm de diâmetro. Caso não alcancem este tamanho, contudo, geralmente não trazem consequências ao corpo feminino.

4) Mioma submucoso

No caso do mioma submucoso, seu crescimento ocorre na parede interna do útero, entre o endométrio e o tecido que compõe o órgão. O tumor cresce para dentro do útero, e devido a sua localização, costuma inviabilizar uma gestação. Afinal de contas, o endométrio é o tecido no qual um embrião se fixa.

5) Mioma em parturição

A principal característica de um mioma em parturição é sua raridade. Os demais miomas citados até aqui são os que mais ocorrem, mas não o em parturição. Ele ocorre quando um mioma pediculado, ou seja, ligado por um um cordão fibroso ao útero, entra no canal cervical. O tumor pode provocar a dilatação do colo do útero, algo que normalmente ocorre apenas durante um parto normal. O colo é a parte do útero mais próxima à vagina.

6) Mioma intraligamentar

Por fim, existe o mioma que se desenvolve nos ligamentos entre os ovários, útero e as trompas. Chamado de intraligamentar, ele é o que mais provoca problemas de fertilidade, pois pode bloquear o caminho que os espermatozoides fariam até o óvulo, e que em seguida o embrião percorreria até o útero.

Sintomas do Mioma Uterino

Uma mulher pode ou não apresentar sintomas provocados por um mioma. Por isso, aliás, é mais comum que o tumor seja percebido em um exame de rotina do que na procura pelo médico apenas por este motivo. Em metade dos casos, a condição é completamente assintomática.

Miomas só se tornam sintomáticos quando são grandes o suficiente para influenciar algo no útero ou nos órgãos ao seu redor.

Sintomas mais comuns

Quando ocorrem, então, um dos primeiros sintomas percebidos pela mulher é a alteração em seu ciclo menstrual. Especialmente naquelas mulheres que sempre tiveram o ciclo regular. Nestes casos, o ciclo pode ser mais prolongado, abundante, e provocar cólica mais intensa do que o considerado normal. Além disso, o sangramento pode possuir coágulos.

Se o mioma, ou miomas presentes, forem grandes, podem provocar pressão em um dos órgãos abdominais. Aqui, as dores pélvicas são bastante comuns, e aparentemente sem explicação. Obviamente, o tamanho do tumor ainda diminui o espaço que os órgãos próximos ao útero ocupam. Assim, a paciente pode desenvolver a dificuldade em segurar a urina, pela pressão na bexiga, e constipação, devido à compressão do intestino e reto.

Ao mesmo tempo, a mulher pode sentir dor durante o sexo. Especialmente no caso de mioma em parturição, que provoca reflexos no colo do útero. Quando o pênis do parceiro entra em contato com a região, o impacto pode levar ao incômodo dolorido.

Finalmente, é necessário citar a infertilidade como sintoma. Quando o mioma está localizado dentro do útero, pode prejudicar tanto o encontro entre os gametas feminino e masculino, quanto a fixação de um embrião.

Dessa forma, é importante que a mulher procure auxílio médico após 12 meses de tentativas de concepção natural sem sucesso. Este é o tempo médio que um casal leva para engravidar, pois mensalmente só há cerca de 20% de chance de uma gestação. Se o período de tentativas ultrapassa essa média, pode ser sinal de infertilidade.

Nesta situação, um mioma pode ser diagnosticado, assim como outros problemas que estão levando à infertilidade feminina. O homem também precisa passar por exames, para garantir que se encontra saudável para a concepção. Afinal, em aproximadamente 30% dos casos a infertilidade é provocada por fatores masculinos.

Sinais por tipo de mioma

Entre os sintomas gerais, é possível indicar aqueles que mais aparecem em cada tipo de mioma. No mioma submucoso, por exemplo, a mulher tende a conviver com sangramento menstrual mais longo. O tumor também tende a ser mais pesado, e cria empecilhos à concepção natural.

Já miomas subserosos costumam ser caracterizados pela pressão em outros órgãos. Assim, a paciente pode apresentar incontinência urinária, devido ao aperto da bexiga, e constipação, por causa da pressão intestinal. No caso do tumor pressionar os nervos espinhais, a mulher pode ainda perceber dor nas costas.

No caso dos miomas intramurais, os sintomas incluem dor e pressão na região pélvica. Geralmente maiores, essas formações também distorcem a morfologia do útero.

Enfim, um mioma pediculado pode causar dor bastante intensa. Isso caso o pedículo, o cordão que o “alimenta”, se torça. Nessa situação, o fornecimento de sangue do mioma será interrompido, e a dor aguda vai demandar a retirada imediata do tumor.

Causas do Mioma Ureterino

Pesquisas ainda não conseguiram decifrar a real causa da formação de um mioma uterino. Contudo, a Medicina já percebeu que os hormônios femininos influenciam nesse problema, especialmente a progesterona e o estrogênio.

Essa percepção foi realizada principalmente com a observação de mulheres na menopausa: neste período, o nível hormonal diminui, e os miomas também o fazem. Alguns podem até mesmo sumir. Por outro lado, mulheres grávidas, que possuem alto nível hormonal, costumam ver seus miomas aumentarem. É por isso, inclusive, que uma mulher que sofre com o problema precisa visitar um médico antes da concepção. Assim, o médico poderá diagnosticar e indicar tratamentos para eliminação do tumor, previamente.

Ao mesmo tempo, existem evidências de que o desenvolvimento de um mioma é um problema hereditário. Isso porque, mulheres que possuem na família pessoas que já tiveram miomas estão mais propensas a desenvolvê-los. Gêmeas idênticas também são mais propensas ao problema do que gêmeas não idênticas.

Substâncias que ajudam a manter os tecidos podem, da mesma forma, levar ao crescimento desordenado das células do tecido.

Fatores de risco

Somada à hereditariedade, um fator de risco para a condição é a raça. Mulheres negras estão muito mais sujeitas a miomas do que as de outras etnias. Elas também desenvolvem esses tumores benignos mais jovens, e geralmente possuem vários miomas, ou formações maiores.

Concomitantemente, a idade é um fator de risco. Mulheres com idade entre 40 e 50 anos são mais propensas a miomas uterinos. Após este período, no entanto, quando chega a menopausa, novos miomas não aparecem, e os que já existem podem diminuir sozinhos.

Hipertensão, consumo abusivo de álcool, dieta rica em carne vermelha e com poucos produtos naturais também costumam favorecer os tumores. Assim como a menarca precoce: a mulher que tem sua primeira menstruação por volta dos 10 anos de idade tem mais chances de desenvolver um mioma no futuro. Geralmente, a primeira menstruação ocorre por volta dos 13 ou 14 anos.

Mioma uterino engorda?

Tecnicamente, apenas o acúmulo de gordura engorda. Contudo, um mioma uterino, dependendo do seu tamanho, pode distorcer ou ampliar o útero. O resultado é um visual mais inchado do abdômen, que faz a mulher acreditar que engordou.

Os principais responsáveis por provocar esse tipo de alteração são os miomas que crescem do lado de fora do útero. No caso de serem vários miomas, o inchaço visual é ainda mais intenso.

Mioma uterino pode virar câncer?

Miomas uterinos não estão associados a maior chance de desenvolvimento de um câncer no útero. Os tumores benignos também não podem virar um câncer. Por isso, a tomada de decisão de retirada do mioma vai ocorrer com base na qualidade de vida da mulher, e não considerando o perigo da formação. Ninguém vai a óbito devido a um tumor benigno.

Diagnóstico

Como já citado, em metade dos casos miomas uterinos não provocam nenhum tipo de incômodo ou sintoma. Dessa forma, a mulher pode nem mesmo saber que o possui.

Logo, a descoberta do tumor é mais comum em duas situações. Primeiro, num exame ginecológico de rotina, em que o médico percebe as alterações “por acaso”. Na segunda circunstância, a mulher apresenta dificuldades em engravidar, e então realiza exames para a descoberta das causas da infertilidade.

Entretanto, há um terceiro caso que, apesar de incomum, pode ocorrer: o de sangramento vaginal grave e uma dor pélvica aguda e repentina. Esses sintomas podem indicar a existência de um mioma em pediculado, que torceu e precisa ser retirado imediatamente. O diagnóstico e a cirurgia são realizados um após o outro, já que o problema é uma emergência médica.

Se sua consulta ao médico for exatamente pela busca de respostas para seus sintomas, é importante que você saiba lista-los corretamente. Informe ao médico todos os sinais percebidos, sua frequência e há quanto tempo começaram. É importante observar também se algo parece melhorar ou piorar os sinais ao longo do dia.

Ao mesmo tempo, indique seu uso contínuo de medicamentos, suplementos de vitaminas e fisioterápicos ao médico. Esses dados darão ao especialista noção sobre os efeitos das substâncias no seu corpo. Por vezes, uma alergia a algum dos suplementos pode causar dores pélvicas, por exemplo.

Exames para diagnóstico

Para confirmação da existência de um mioma ou não, o ginecologista costuma realizar uma série de exames. A começar pelo exame de toque de rotina. Por meio dele, o especialista pode perceber irregularidades nas trompas, úteros e ovários. Quando um mioma está presente, especialmente se for externo, ele pode ser sentido pelo toque, já que provoca a deformação da morfologia do útero.

Outro teste bastante utilizado para o diagnóstico é a ultrassonografia transvaginal. Para realizá-lo, o médico insere na vagina da mulher um pequeno aparelho de ultrassom. Por meio deste aparelho, ele consegue visualizar internamente os órgãos do sistema reprodutivo feminino, como o útero e as tubas. Com as imagens transmitidas para um monitor, é possível enxergar até mesmo pequenos miomas.

Para um detalhamento maior, o melhor exame é a ressonância magnética. Com as imagens em alta definição, o médico pode realizar análise mais específica do mioma, inclusive descobrindo seu tipo. Tumores pequeninos e assintomáticos são facilmente percebidos por essa técnica.

Junto a todos estes, o especialista ainda costuma solicitar um hemograma completo. O exame de sangue permite verificar, por exemplo, as causas dos sangramentos quando estes são narrados pela paciente.

Existem ainda outras três análises que podem auxiliar neste diagnóstico. A primeira é realizada por meio do ultrassom com infusão de solução salina. Nela, o médico utiliza ondas sonoras de alta frequência e uma infusão salina que, juntas, permite a visualização mais detalhada do interior do corpo. O método é especialmente utilizado para a definição das causas dos sangramentos vaginais, que além de por miomas podem ocorrer devido a pólipos, cânceres e anomalias no endométrio.

No caso da histerossalpingografia, o raio-X é somado a um contraste líquido. Inserido pela vagina da mulher, o contraste se espalha por útero e tubas, “mapeia” os órgãos e facilita a visualização de formações incomuns.

Finalmente, a histeroscopia é realizada por meio de um histeroscópio. O fino aparelho possui uma microcâmera na ponta, e fornece imagens do interior do útero e trompas uterinas.

Tratamentos para o Mioma no Utero

São diversas as possibilidades de tratamento que a Medicina oferece contra miomas uterinos. Porém, nem sempre elas são necessárias. Quando uma mulher não apresenta sintomas ou qualquer prejuízo à sua saúde, o médico pode indicar apenas o acompanhamento do tumor. Assim, caso ele cresça e/ou comece a causar problemas, poderá sofrer uma intervenção.

A mulher que já convive com sintomas, entretanto, pode contar com medidas que eliminam os sinais e o mal estar. Como o uso de medicamentos, que podem eliminar principalmente os sangramentos e dores pélvicas. Entre eles, estão anti-inflamatórios não hormonais e anticoncepcionais hormonais.

Inibidores da fibrinólise também podem ser utilizados. A fibrinólise é o processo em que coágulos de sangue são destruídos, e está diretamente relacionado ao sangramento provocado por miomas.

Medicamentos análogos de GnRH são outra indicação médica. O recurso simula um tipo de hormônio que induz a menopausa química temporária. Isso significa que uma série de hormônios tem seu nível diminuído no corpo feminino, e como as substâncias “alimentam” o mioma, inibi-las faz o tumor diminuir. Essa redução pode facilitar o corte e retirada cirúrgica do amontoado de células.

Um DIU hormonal pode ser igualmente utilizado. O dispositivo faz a liberação contínua de hormônios, e assim como os anticoncepcionais, afeta o nível dessas substâncias no corpo. Isso pode ser o suficiente para diminuição do crescimento dos tumores e para o controle das cólicas e sangramentos vaginais.

Associado a qualquer destes métodos, a mulher que sofre sangramentos exagerados precisa consumir ainda suplementos de vitaminas e, especialmente, de ferro. Isso porque o sangramento tende a diminuir a concentração dessas substâncias no corpo, o que prejudica o funcionamento de todo o organismo. Repô-las é essencial.

Quando operar?

Quando o mioma é presente e não provoca sintomas ou problemas de fertilidade, ele pode nem mesmo ser tratado. Caso provoque apenas sinais leves, pode contar com uma das terapias citadas anteriormente. No entanto, se o tumor afetar demais a qualidade de vida da mulher e/ou crescer de forma exagerada, sua retirada cirúrgica pode ser indicada.

Apesar disso, é importante que a opção pela cirurgia seja bem avaliada. Isso porque, em muitos casos, a retirada do tumor afeta a capacidade da mulher em gerar filhos. Em situações mais complicadas, o médico pode sugerir, inclusive, a retirada do útero. Logo, a decisão precisa ser tomada em conjunto por médico e paciente, e avaliando os reflexos do tumor presente e os que ocorrerão se ele for retirado.

Cirurgia?

Miomectomia

Os procedimentos indicados para a retirada de um mioma podem ser mais ou menos invasivos. A miomectomia, por exemplo, é a operação utilizada exatamente para a retirada de tumores benignos. Ela pode ser realizada por três métodos diferentes. No laparoscópico, são realizados pequenos furos no abdômen da mulher, por onde um cirurgião insere uma microcâmera e os instrumentos que vai utilizar para a remoção do mioma. Ele é utilizado para casos de miomas externos ao útero.

Já a miomectomia abdominal é realizada como uma cesariana. Ou seja, a mulher recebe um corte na região pélvica. O corte vai até o útero, e permite a retirada dos miomas intramurais e externos.

Por fim, a miomectomia histeroscópica é realizada com o auxílio de um histeroscópio. O instrumento com uma câmera na ponta é inserido na vagina feminina, e também é utilizado para a retirada do mioma. Ou seja, não há a necessidade de cortes para a retirada do tumor. A opção só é recomendada para casos em que a formação está dentro do útero, mas com uma pequena parte para o lado de dentro da cavidade do endométrio. Veja também: Histeroscopia Cirúrgica

Outros métodos cirúrgicos

Além destes, o médico pode sugerir a realização de uma embolização. A embolização consiste na ressecção dos miomas, algo feito por meio do bloqueio das artérias que alimentam o tumor. Para isso, um cateter é inserido na artéria femoral e direcionado até as artérias do mioma. Estas, então, recebem a injeção de algumas substâncias, que bloqueiam-as. Sem estoque sanguíneo, o mioma seca, diminui de tamanho e, em alguns casos, pode desaparecer.

Histerectomias, por outro lado, fazem a retirada total ou parcial do útero. A técnica é indicada em situações em que o órgão está tomado por uma série de miomas. Também pode ser a solução se a tentativa de retirada dos tumores por outro método causar complicações, como a hemorragia.

O tratamento por histerectomia é bastante radical, pois elimina qualquer chance da mulher de conceber futuramente. Entretanto, elimina também a possibilidade de recorrência do mioma, uma vez que esse risco existe em qualquer dos tratamentos citados anteriormente.

Podem ser utilizadas ainda técnicas como a cirurgia com ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética e a miólise, mas elas são menos comuns.

Mioma uterino na gravidez

Nem sempre um mioma uterino interfere na fertilidade feminina. Por vezes, o tumor é tão pequeno que não pode fazê-lo. Em outras situações, porém, a existência de formações maiores ou múltiplas pode afetar, sim, a concepção ou o desenvolvimento do feto. Como no caso do mioma submucoso, que fica localizado entre o endométrio e a parede de formação do útero. O endométrio é o que alimenta o embrião no início de sua formação, e um mioma sob ele pode prejudicar a fixação das células.

Em situações mais raras, um mioma pode obstruir as trompas uterinas. A trompa é local no qual o óvulo aguarda a chegada dos espermatozoides para a sua fecundação. Se for obstruída, os gametas masculinos não conseguirão chegar à célula reprodutiva feminina.

Ademais, alguns tratamentos cirúrgicos podem provocar cicatrizes na parede interna do útero. Especialmente a miomectomia. Essas cicatrizes, assim como um tumor submucoso, são capazes de prejudicar a fixação do embrião no órgão. Aliás, é por esse motivo que o tratamento cirúrgico é analisado com cuidado para a mulher que ainda deseja engravidar.

Gravidez por reprodução assistida

No caso de retirada do útero, ou mesmo de outros tratamentos, a mulher pode optar por conservar alguns gametas em laboratório. Com seus óvulos coletados, ela poderá realizar uma concepção futura, com a ajuda de uma barriga solidária. Utilizando seu gameta e de seu parceiro, o bebê terá suas características genéticas, mesmo não sendo gerado em seu útero.

Nessa situação, podem ser utilizadas duas técnicas de reprodução assistida: a fertilização in vitro e a ICSI. Na fertilização, óvulo e espermatozoides são unidos em laboratório, e dão origem a um embrião.

Após cerca de 5 dias de amadurecimento, o embrião é transferido para o útero feminino, no qual deve se “agarrar”. Caso consiga fazê-lo, dá-se origem à gravidez. A fertilização in vitro também pode ser utilizada no caso de obstrução das trompas, em que o embrião poderá ser inserido no útero da própria mamãe.

A técnica de reprodução por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) é bastante semelhante à anterior. Na técnica, porém, os espermatozoides são avaliados em laboratório e o mais saudável é selecionado. O gameta é, então, inserido no óvulo por meio de uma pequena agulha, realizando a fecundação.

Prevenção

Como não existe uma real definição das causas do mioma uterino, os médicos não conseguem especificar métodos de prevenção completamente eficazes. No entanto, é consenso que mulheres com hábitos saudáveis de vida têm menos chances de desenvolver o problema.

Deste modo, é indicado, por exemplo, que a mulher mantenha uma dieta saudável no cotidiano. Isso significa fazer o consumo de carnes magras, frutas, legumes e verduras diariamente. Não há grande problema em consumir produtos industrializados ou fast food, mas os alimentos devem ser bastante esporádicos. Ao mesmo tempo, é interessante evitar o consumo de muito açúcar.

A prática regular de exercícios físicos é igualmente indicada. Além de garantir o funcionamento mais saudável do corpo, o esporte reduz processos inflamatórios no organismo, o que diminui as chances de surgimento de tumores.

Maus hábitos, por outro lado, devem ser eliminados. Como o consumo exagerado do álcool, e o tabagismo. Esse tipo de costume prejudica o organismo de vários modos, e favorece o crescimento de miomas.

Por último, garanta a saúde do seu sistema reprodutivo fazendo visitas regulares ao ginecologista. Mais do que um cuidado de rotina, essas consultas podem permitir a percepção de um mioma uterino assintomático, que poderia causar problemas futuramente.