Metformina para Engravidar: Saiba mais sobre este uso aqui!

Se você anda tentando uma gestação, talvez já tenha ouvido falar sobre o uso da metformina para engravidar, no entanto, esse remédio foi desenvolvido para o tratamento da diabetes.
Existem duas formas desta doença, que resultam em uma menor absorção de glicose. A tipo 1 em que o pâncreas produz pouco ou nenhuma insulina e a tipo 2, onde ocorre uma resistência nas células periféricas a este hormônio.
Contudo, com o tempo percebeu-se certo efeito do remédio também para infertilidade. Quer saber como a metformina age no organismo? Acompanhe o texto e descubra!

Qual a relação entre usar a metformina e engravidar?

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A metformina não estimula a secreção de insulina, ela reduz a hiperglicemia devido ao aumento da sensibilidade periférica a este hormônio e da absorção celular da glicose.
Uma das principais causas da infertilidade da mulher é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Além da dificuldade em engravidar, a paciente com SOP pode apresentar graus de resistência insulínica, aumentando seus níveis no organismo.
A insulina também está ligada a produção dos androgênios, que são os hormônios masculinos como a testosterona, pelos ovários. Esse desequilíbrio hormonal afeta diretamente o processo de ovulação.

Ovulação X Hormônios

Ovulação é o nome do processo que ocorre normalmente uma vez em cada ciclo menstrual, quando alterações hormonais estimulam um ovário a liberar um óvulo, o gameta feminino. Este fica disponível na tuba uterina e por até 72 horas, aguardando a chegada dos espermatozoides. Caso o encontro entre o óvulo e o espermatozoide aconteça, dá-se a formação do embrião.
No entanto, quando os níveis hormonais do organismo da mulher estão desordenados, todo este processo fica comprometido. Há situações em que o óvulo demora a ser liberado e outras em que a ovulação nem mesmo acontece. Logo, há imensa dificuldade da mulher em engravidar.

A Síndrome dos Ovários Policísticos

As causas da SOP ainda não foram completamente compreendidas pela medicina. A doença pode ocorrer em qualquer período da vida fértil da mulher, ou seja, desde podendo estar presente na primeira menstruação.
Contudo, os especialistas conhecem alguns fatores de risco, que podem ser avaliados, de modo a fazer o diagnóstico precoce do problema. Quanto maior o tempo sem intervenção à condição, mais difícil é o tratamento.
Alguns fatores de risco para a síndrome são: a história familiar positiva principalmente em parentes de primeiro grau; hipertensão arterial; níveis altos do colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL), aumento dos níveis de triglicérides e a obesidade.
Em pacientes com SOP, em alguns ciclos menstruais ocorre a estimulação para o crescimento dos folículos, mas não há ovulação. Permanecendo nos ovários, esses folículos aumentam o volume do órgão. Dessa forma, a capacidade fértil da mulher pode ser afetada.
São diversos os sinais e sintomas que uma paciente pode apresentar, entre eles estão: irregularidade menstrual, aumento de pelos faciais e/ou no corpo, acne persistente, aumento de peso. Vale lembrar que algumas mulheres podem não apresentar nenhum sintoma.

Metformina e o tratamento da SOP

De modo geral, o tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos é realizado por meio do uso de anticoncepcionais hormonais. Estes deixam a mulher em anovulação, ou seja, inibem o processo de ovulação. Com esse intervalo de “descanso” ovariano, o organismo consegue eliminar, ou ao menos diminuir, os cistos.
O uso da metformina e o alcance da gravidez estão relacionados ao mecanismo de ação do medicamento sob a normalização dos níveis hormonais, principalmente a testosterona e a insulina, permitindo a regularidade menstrual e a ovulação espontânea, facilitando a fecundação.
Uma paciente obesa, com colesterol alto e peso exagerado também está mais sujeita ao desenvolvimento de uma série de problemas durante a gravidez, como a pré-eclâmpsia e diabetes gestacional.
Segundo estudo publicado no jornal americano Nursing for Women’s Health, os bebês gerados por mulheres gestantes acima do peso ainda correm maior risco de serem obesos na vida adulta. Ao mesmo tempo, eles têm maior chance de sofrer malformações.

Cuidados com a metformina

Apesar de parecer tão eficaz, a metformina não pode ser utilizada por todas as mulheres. Há indicações específicas, especialmente considerando a gravidade da SOP presente. Por isso, é fundamental só utilizar o medicamento após a prescrição médica. Além de indicar o produto, o especialista deverá fazer o acompanhamento detalhado dos efeitos dele no organismo feminino.
Todo esse cuidado é necessário porque existem efeitos colaterais para o corpo que incluem: enjoo; vômito; tontura; diarreia; fraqueza; e visão turva.
Vale ressaltar que a paciente deve relatar esses sintomas ao médico. Pode ser que a dose do remédio esteja incorreta, ou então que ele não seja o tratamento mais indicado.

Não consigo engravidar: o que faço?

Tal qual explicado ao longo do texto, algumas mulheres com SOP apresentam sintomas. Outras, nem tanto, ou então não percebem os sinais. Mulheres com a menstruação normalmente irregular, por exemplo, dificilmente irão se preocupar com uma alteração nesse ciclo desordenado. Por isso, muitas vezes a Síndrome dos Ovários Policísticos só é diagnosticada quando a mulher apresenta dificuldades para engravidar.
Geralmente, um casal demora até um ano para obter a concepção. Isso ocorre porque, por mês, só existe cerca de 20% de chance de gestação. Afinal de contas, a mulher precisa estar em seu período fértil para que ela aconteça.
Um ciclo menstrual feminino regular tem em média 28 dias. Logo, entre uma menstruação e outra, há 28 dias de intervalo. Por volta do 14º dia deste período, então, a mulher ovula, liberando seu gameta para a fecundação.
A célula fica disponível na tuba uterina por aproximadamente 72 horas, em que poderá ser fecundada por um ou mais espermatozoides. Caso isso ocorra, o zigoto (união entre o óvulo e espermatozoide) “caminha” até o útero e se fixa em sua camada interna, o endométrio, dando início à gestação. Quando a fecundação não acontece, o óvulo é degenerado e o endométrio previamente preparado para gestação descama, dando origem a menstruação.
Um tempo de tentativas maior do que 12 meses, porém, costuma ser sinal de problemas de fertilidade. Algo que pode afetar tanto o homem, quanto a mulher. Deste modo, é recomendado que o casal busque um médico e realize uma investigação sob prováveis causas de infertilidade.
Veja também: Infertilidade feminina: 9 causas da perda da fertilidade da mulher

Causas e soluções para a infertilidade

Em 30% dos casos registrados no mundo, a infertilidade está ligada a fatores femininos. Em outros 30%, as causas são por fatores masculinos. Nos 30% seguintes, os fatores estão presentes tanto no homem, quanto na mulher, enquanto nos 10% restantes as razões para a infertilidade são desconhecidas (ISCA- infertilidade sem causa aparente).
Os motivos que levam a problemas de concepção são diversos. Nas mulheres, há por exemplo, a SOP, endometriose, alterações uterinas e obstrução da tubária. Em homens, temos a varicocele, malformação dos espermatozóides, dificuldades de ereção, entre outras. Por vezes, o pH vaginal da mulher também afeta os espermatozoides, matando-os logo que eles entram em contato com a região.
Assim que definida a causa da dificuldade de concepção, o médico poderá indicar um método de tratamento, variando entre técnicas de baixa e alta complexidade. O maior exemplo da baixa complexidade é a inseminação intrauterina e, o da alta, a FIV/ICSI

As técnicas de reprodução assistida

Cada uma das técnicas de reprodução assistida é indicada como solução para um problema de fertilidade diferente. A inseminação artificial, por exemplo, é bastante utilizada para circunstâncias em que os espermatozoides masculinos apresentam dificuldade de mobilidade. Assim como para aquelas em que o pH vaginal prejudica os gametas masculinos.
Para que a inseminação seja realizada, a mulher passa por um processo de indução da sua ovulação. Isso significa que, através da utilização de medicamentos hormonais, seu organismo é estimulado a promover o crescimento dos folículos ovarianos e a liberação do óvulo.
Os espermatozoides masculinos são coletados, por meio da masturbação, e inseridos ao fundo do útero da mulher por meio de um catéter. De lá, eles precisam se deslocar até o óvulo, que aguarda na tuba uterina. Este método diminui o caminho a ser percorrido pelas células reprodutivas masculinas, aumentando as chances de concepção.
Já na fertilização in vitro, óvulo e espermatozoides são coletados. A técnica é indicada, por exemplo, para situações em que a tuba uterina é obstruída ou há alterações graves nos espermatozoides. A vantagem de uso da técnica, neste caso, está na possibilidade de captar o óvulo diretamente através da aspiração dos folículos e promover o encontro dos gametas. Em laboratório o embrião é formado e amadurecido, por cerca de cinco dias. Logo depois, ele pode ser transferido para o útero da mulher, ou congelado para ser transferido futuramente.

Fertilização in vitro versus ICSI

Há duas formas de realizar a alta complexidade, a FIV clássica e a ICSI
Na FIV clássica os óvulos são aspirados dos ovários colocados em meio líquido apropriado em uma placa, dentro de uma estufa, mimetizando o ambiente materno, para se unirem aos espermatozoides como naturalmente fariam.
Na ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) o espermatozoide é introduzido no óvulo maduro, por meio de uma injeção ativa, observada com microscópio. Uma única célula masculina de qualidade é selecionada e injetada no gameta da mulher. A escolha é feita por meio de uma análise minuciosa da forma e motilidade de cada espermatozoide coletado.
Veja também: Diferença entre inseminação artificial e Fertilização In Vitro (FIV)
Qualquer das técnicas anteriores pode obter espermatozoides por biopsia testicular ou punção dos epididimos, no caso do homem possuir dificuldades de ejaculação. Assim os embriões são cultivados, por cerca de três a cinco dias. Em seguida, um embrião é transferido ao útero da mulher já preparado para recebê-lo ou ocorrerá o congelamento deles para a transferência ao útero da paciente em um ciclo posterior.
Em todas as técnicas, o casal pode contar, inclusive, com gametas doados. Assim, mesmo que não consiga produzir óvulos e/ou espermatozoides por conta própria, esses indivíduos poderão se tornar pais. Se necessário, também é possível contar com a chamada “barriga solidária”. Existem normas específicas sobre esses assuntos no País. Conheça-as clicando aqui.

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