Dúvidas frequentes
de nossos pacientes
Como funcionam os tratamentos de infertilidade?
Iniciam-se pelos tratamentos mais simples, para depois passar para os mais complexos, assim, deve-se chegar a um diagnóstico da causa da infertilidade e escolher dentre as formas de tratamento, a de melhor custo-benefício.
Muitas pacientes acabam submetendo-se à fertilização in vitro porque os resultados são ótimos e rápidos. Outras formas mais simples seria a administração de medicamentos ou hormônios, que podem ser muito eficazes. O coito programado é uma forma de tratamento quando há possibilidade de engravidar naturalmente, assim o médico indicará o melhor dia e hora da relação sexual. A inseminação intrauterina consiste na deposição dos melhores espermatozoides no interior do útero no momento oportuno, determinado pelo controle ultrassonográfico e dosagens hormonais. As cirurgias visam à restauração da fertilidade natural ou melhorar os resultados da reprodução assistida.
A indicação cirúrgica deve ser muito precisa, pois há riscos de iatrogênicas. Isto é, a cirurgia ao invés de melhorar, pode piorar ou comprometer de vez a sua fertilidade. A fertilização in vitro está muito popularizada e é relativamente fácil para o médico ginecologista realizar, desde que ele tenha o apoio de um bom laboratório. Administram-se os hormônios, retiram-se os óvulos num laboratório de reprodução assistida e transferem os embriões para o interior do útero. É sempre importante lembrar que a indicação deve ser precisa, para não passar por um tratamento dispendioso desnecessariamente e que uma vez sendo a indicação, melhorar ao máximo possível as condições do casal para o melhor resultado possível.
Até que idade posso realizar o tratamento para engravidar?
A mulher pode engravidar até depois dos 50 anos de idade, mas a partir desta idade, deve saber dos riscos da gravidez tardia e assumi-los juntos ao obstetra responsável. A gravidez com próprios óvulos, produto de fertilização in vitro, é muito rara após 44 anos de idade e a taxa de abortamento é de 57,3%. A falta e má qualidade de óvulos são os principais limitantes do sucesso dos tratamentos em idade avançada. Assim, a solução proposta com ótimos resultados é o recebimento de óvulos de pacientes até 35 anos, aumentando muito a taxa de gravidez, para acima de 50% por tentativa.
Os melhores resultados ocorrem até os 35 anos de idade sendo a média de idade das pacientes que procuram uma clínica especializada serem de 37 anos. Porém, recentemente, há o acréscimo do número de mulheres que procuram tratamentos de infertilidade com idade superior aos 40 anos de idade.
Regras de reprodução assistida, o que você precisa saber?
Para os casais que pensam em optar por uma técnica de reprodução assistida algumas dúvidas sempre surgem, como: o que pode ser feito, perante a lei, e o que a lei não permite?
A última publicação sobre o assunto, feito pelo Conselho Federal de Medicina, foi em 2015, mas é importante relembrar e entender um pouco mais sobre o assunto.
Idade máxima para engravidar
Não existia norma que limitava a possibilidade da mulher pode engravidar, por técnicas de reprodução assistida. Em 2013, normatizou-se que seria até os 50 anos de idade. O limite foi escolhido considerando os riscos que essa mãe pode ter após os 50 anos, como hipertensão na gravidez, diabetes e partos prematuros. A partir de 2015, passou não ter mais esta limitação desde que o médico responsável e a paciente assumam os riscos.
Doação de óvulos compartilhada
Mulheres de até 35 anos podem doar parte de seus óvulos para outra mulher, com mais idade, de modo compartilhado. Doadora e receptora compartilham os custos e o material genético. Assim, a doadora é bastante beneficiada na questão custo e ajuda à receptora. Sempre de modo anônimo e sem caráter comercial.
Doação de espermatozoides
Assim como o limite de idade para engravidar, os homens também têm idade limite para doarem seus espermatozoides. E isso pode ser feito até os 50 anos. Depois dessa idade, há maior risco no desenvolvimento de problemas de saúde para as crianças.
Homossexuais e solteiros
É permitido o uso das técnicas de RA para relacionamentos homoafetivos e pessoas solteiras, respeitado o direito a objeção de consciência por parte do médico. É permitida a gestação compartilhada em união homoafetiva feminina em que não exista infertilidade.
Barriga de aluguel
Parentes de até o quarto grau, como tias e primas, podem emprestar o útero para uma gestação. Lembrando que cobrar por isso é fora da lei.
Descarte de embriões
Quando é feita uma fertilização in vitro, os médicos normalmente geram um número de embriões superior ao que vai ser inseminado na paciente. A clínica só deverá manter os embriões congelados – ou “criopreservados” – por cinco anos. Depois disso, eles poderão ser descartados ou doados para a ciência.
Seleção genética
É permitida a escolha de embriões compatíveis com um filho para posterior transplante de células-tronco ou órgãos.
Para saber mais sobre as normas de aplicação das técnicas de reprodução assistida, clique aqui e leia a Resolução do Conselho Federal de Medicina sobre o assunto.
Quais as chances de engravidar com a reprodução assistida?
Uma série de fatores está envolvida com o sucesso de uma fecundação assistida. Entre eles podemos citar o estado de saúde dos pais, uma equipe capacitada para fazer a reprodução assistida e a idade da mulher. Quanto mais nova for a mãe, maior os índices de sucesso na primeira tentativa. Estamos falando aqui em chances que variam de 40% a 50%. Já a partir dos 40 anos ainda é possível realizar o sonho de ser mãe, porém a chance de engravidar logo de início é de 20%.
A dica para as mulheres que ainda desejam ter uma gestação, independente da idade, é: cuidar da saúde física e mental, evitar o uso abusivo de bebidas alcoólicas, não fumar, não usar drogas, evitar o estresse excessivo e ficar em dia com a balança.
Nos tratamentos para gravidez sempre nascem gêmeos?
Das gestações obtidas por fertilização in vitro (FIV), 70% podem ser gestações únicas, 27% gêmeos e 3% triplas ou mais. Atualmente, com a nova regulamentação do CFM, mulheres de até 35 anos recebem, no máximo, dois embriões; de 36 a 39 anos, recebem até três embriões; e mulheres com 40 anos ou mais, o número máximo de células transferidas sobe para quatro. A tendência mundial é que cada vez mais se opte por transferir apenas um embrião de mais qualidade.
Tratamentos de reprodução assistida garantem a gravidez?
Nenhuma das técnicas de reprodução assistida garante a gestação. Alguns métodos, no entanto, são mais assertivos. As chances de uma fertilização in vitro (FIV) resultar em gravidez giram em torno de 25 a 55%. Já nos casos de inseminação artificial, as taxas variam de 10 a 18% por ciclo, e com o coito programado, as chances são de aproximadamente 15% por tentativa.
Como é feita a fertilização in vitro (FIV) e ICSI?
A fertilização in vitro (FIV) começa na administração de hormônios no segundo dia do ciclo menstrual, geralmente são injeções para promover o crescimento dos folículos ovarianos, realizam-se controles ultrassonográficos em consultórios e depois, por volta do décimo dia, determina-se o dia captação em um laboratório de FIV (retirada dos óvulos de dentro dos folículos).
Colocam-se os melhores espermatozoides junto com óvulos no caso da FIV clássica ou procede-se a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Na ICSI, um único espermatozoide é introduzido dentro de um óvulo para que ocorra a fertilização. No dia seguinte à retirada do óvulo e ICSI, observa-se a fertilização. A paciente pode programar o dia da transferência dos embriões entre 2 a 6 dias após a retirada de óvulos. Solicita-se o exame de sangue para ver se ficou gravida, para 14 dias após a retirada dos óvulos.
Quanto tempo dura o tratamento para engravidar?
A fase mais demorada é a investigação da causa da infertilidade e o preparo da paciente, para que tenha os melhores resultados com a fertilização in vitro. Se ainda não tiver o diagnóstico, o tempo poderá ser de 2-3 meses. Se a paciente já tiver o diagnóstico e for fazer o tratamento, poderá demorar 2-3 semanas, ou até menos. Se a indicação for FIV (fertilização in vitro) e a paciente estiver com ótimas condições para engravidar, inicia-se o processo nos primeiros dias da menstruação. No procedimento inicial, faz-se ultrassonografia (as vezes dosagens hormonais), retira-se óvulos por volta do 12º dia do ciclo, transfere os embriões no 17º dia e no final do mês, saberemos de engravidou.
Por que fertilização in vitro (FIV) tem mais gravidez gemelar?
A fertilização in vitro (FIV) tem mais gravidez gemelar, porque se coloca mais que um embrião dentro do útero num processo de FIV. Antigamente, a taxa de gravidez múltipla era bem maior que os dias atuais, transferiam-se muito mais embriões para melhorar as taxas de gravidez por transferência, mas fazia-se uma iatrogenia. A gravidez múltipla provoca mais nascimentos de prematuro. Por isso, nos dias atuais, segue-se a norma que passou a vigorar: até 35 anos pode-se transferir até 2 embriões; de 36 a 39 anos, 3 embriões e com 40 ou mais anos, 4 embriões.
A síndrome da hiperestimulação é um risco da FIV?
Durante o estágio de estimulação ovariana da FIV, as mulheres podem produzir excesso de hormônio, causando a síndrome da hiperestimulação do ovário, o que pode causar inchaço e dor. Essa síndrome se cura sozinha na ausência de uma gravidez. Em casos raros, pode agravar-se obrigando a internação da paciente para tratamento.
A fertilização in vitro pode ser usada para prevenir as doenças hereditárias?
Sim, a fertilização in vitro pode prevenir doenças hereditárias. Os futuros pais, sabendo da existência de alguma doença genética, podem recorrer à seleção de embriões sem os genes potencialmente perigosos e responsáveis pela doença. Na realização do método, o bebê apresenta os mesmos ricos de alterações genéticas do que em uma gestação sem nenhum tratamento. Enquanto que, nos casos onde se opta pelo diagnóstico médico pré-implantacional, a chance de desenvolver uma doença herdada é extremamente inferior.
Endometriose: Tratamento, Sintomas, Tem Cura?
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Como faz o tratamento em caso de homoafetivo (mulher)?
Atualmente é permitida a gravidez de uma mulher utilizando óvulos de outra mulher, desde que as mulheres envolvidas sejam casadas ou em união estável. Anteriormente não era permitido este procedimento, pois era rotulado como “doação de óvulos não anônima”, o que continua não sendo aceito e permitido nos dias de hoje.
Realiza-se a estimulação ovariana em uma das mulheres, obtendo-se os óvulos que serão fertilizados com sêmen de doador e o embrião formado é transferido no útero da outra mulher que terá a gestação. É procedimento com altíssima taxa de gravidez, porque as pessoas envolvidas, geralmente, não têm fator de infertilidade.
O que é a varicocele? Como é o tratamento?
A varicocele, um agente causador de infertilidade masculina, é uma doença que afeta os vasos do cordão testicular, provocando dilatação e desconforto. Possui uma elevada associação com a infertilidade masculina. Pode afetar homens jovens, com maior frequência adolescentes, sendo o tratamento precoce fundamental na preservação da fertilidade e função testicular masculina.
O que é varicocele?
A varicocele é uma anormalidade vascular que provoca dilatação nas veias do cordão testicular. Pode ocorrer dos dois lados, sendo mais comum no lado esquerdo, pois a pressão venosa é mais alta neste lado testicular devido à maior tensão entre a veia renal esquerda e a veia escrotal. A incidência da doença na população masculina varia de 8 a 22%, e quando falamos de adolescentes essa taxa gira em torno dos 15%, sendo mais comum entre 15 a 25 anos de idade. É uma das principais causas de infertilidade masculina, um a cada três homens inférteis podem apresentar a doença.
Ocorre porque a dilatação venosa aumenta o fluxo sanguíneo no local, elevando a temperatura testicular e promovendo acúmulo de radicais livres que são substâncias tóxicas aos espermatozoides. Dessa forma a produção de espermatozoides fica prejudicada, pois este processo necessita de temperatura 1,5 – 2,0 ºC mais baixa que a temperatura corporal. As alterações no sêmen são encontradas em 50% dos pacientes com varicocele.
A varicocele pode se desenvolver lentamente e ser assintomática. Mas quando a função testicular é prejudicada, os sintomas começam a aparecer, causando dor, desconforto, sensação de peso e inchaço no local, em função da dilatação das veias do cordão espermático.
Sintomas da varicocele
Em muitas das situações, a varicocele se desenvolve sem apresentar sintomas. No entanto, quando há sinais do problema, eles se manifestam por meio da dor. Nesses casos, o incômodo pode variar muito de intensidade. Ou seja, o paciente pode sentir apenas uma leve dor, mas logo em seguida ser tomado por pontadas intensas.
A dor acontecerá na área da virilha. Ela também pode se intensificar durante a prática de exercícios físicos. Costuma ainda diminuir caso o homem se deite de costas. O normal, de qualquer forma, é que ela aumente ao longo do dia. Além desse sinal, pode ser possível perceber certo “peso” do saco escrotal.
A dilatação das veias da bolsa escrotal se assemelha a varizes e existe um maior lentidão da passagem dos sangue por essas veias o que pode acarretar o acúmulo de substâncias tóxicas (geralmente os chamados radicais livres) que interferem diretamente na qualidade e principalmente na mobilidade dos espermatozoides. Além disso, há o aumento da temperatura nos testículos. De qualquer modo, no entanto, a varicocele geralmente é diagnosticada apenas quando o homem apresenta problemas de fertilidade. Nesse caso, uma análise mais profunda de seu sistema reprodutor vai indicar as alterações. Esse diagnóstico é feito por meio de exame físico e ultrassom.
Causas da varicocele
As causas da varicocele ainda não estão completamente esclarecidas pela ciência. Sabe-se, porém, que o problema ocorre devido à obstrução do cordão espermático. O cordão é o responsável por levar o sangue aos testículos.
Dessa forma, para muitos especialistas as culpadas são as válvulas sanguíneas. Segundo eles, o problema ocorre quando as válvulas das veias do cordão espermático impedem o correto fluxo de sangue. Com isso, o sangue acaba por retroceder, causando o inchaço dos vasos.
A condição também é mais comum no testículo esquerdo. Isso seria explicado pela posição da veia testicular esquerda, que recebe maior fluxo sanguíneo. A ocorrência da varicocele ainda tem fatores genéticos e hereditários. Logo, se alguém da família sofre ou sofreu do problema, o homem fica mais sujeito a desenvolvê-lo.
Se o indivíduo tem o costume de ir a academia, também é necessário cuidado. Isso porque o carregamento excessivo de peso pode provocar pressão exagerada por todo o corpo. Inclusive na área da virilha. Logo, é importante respeitar as etapas de intensificação da malhação, sem trocar repentinamente um peso leve por um muito pesado.
Geralmente, a varicocele se desenvolve entre os 15 e 25 anos de idade do homem. Caso ocorra após este tempo e, principalmente, após os 40 anos, a causa pode ser mais grave. Como um tumor renal, que pode bloquear o fluxo sanguíneo.
Pesquisas recentes ainda sugerem que o excesso de peso do corpo tem relação direta com o surgimento do problema. Apesar da informação não possuir comprovação definitiva, é importante sempre ter cuidado com a dieta. Assim como realizar atividade física moderada e supervisionada por um especialista.
Como identificar a varicocele?
Uma entrevista é feita com o paciente, onde o histórico médico e reprodutivo é levantado, sendo o principal diagnóstico realizado pelo exame físico pela palpação do cordão espermático no paciente em posição ereta. Quando este for inconclusivo, os exames de imagem podem auxiliar o diagnóstico, como ultrassonografia e ecografia testicular.
Há uma relação de prognóstico entre a dimensão da área atingida e a variação no conteúdo seminal.
Remédios para varicocele
Não existem medicamentos específicos ao tratamento da varicocele. Os remédios indicados para o problema funcionam apenas para o combate dos sintomas, principalmente a dor. Nesse caso, são indicados analgésicos, como o Ibuprofeno ou o Dipirona.
No entanto, é importante obter prescrição médica para tal. A automedicação é perigosa e pode, inclusive, prejudicar o diagnóstico do problema.
Em quais situações é indicado o tratamento da varicocele?
O tratamento da varicocele é recomendado quando for palpável em exame físico e forem relatados problemas de infertilidade. Além disso, em casos de alterações nos parâmetros do sêmen e contagem de espermatozoides. Se a infertilidade for confirmada com alteração da qualidade dos sêmen o tratamento cirúrgico pode indicado.

A microcirurgia é mais indicada e mais eficaz, pois identifica as veias dilatadas, interrompendo e desviando o fluxo sanguíneo destas para as veias normais, além de preservar a artéria testicular e vasos linfáticos. Em poucos dias o paciente retorna às suas atividades normais. Após o tratamento, a contagem de espermatozóides deve ser feita de 3 em 3 meses no período de 1 ano ou até a gravidez ocorrer.
Em média, as taxas de gravidez aumentam 20 a 60% e a melhora no sêmen ocorre em 60 a 80% dos pacientes.
Quais as vantagens do tratamento cirúrgico?
O reparo da varicocele melhora a fertilidade do sêmen e evita futura atrofia testicular, em torno de 70% dos pacientes apresentam melhora nos parâmetros seminais nos primeiros 6 meses após a cirurgia. Em adolescentes é importante fazer uma revisão a cada 1 ou 2 anos após o tratamento para avaliar a fertilidade e melhora dos efeitos danosos da lesão vascular.
Cirurgia para varicocele
O procedimento cirúrgico para tratamento da varicocele pode ser realizado por duas maneiras: com ou sem microcirurgia. A mais utilizada é a chamada ligadura cirúrgica das veias varicosas. A operação é geralmente realizada pela via subinguinal, ou seja, logo abaixo na virilha, em local próximo à raiz do pênis.
O procedimento é uma microcirurgia, e por isso demanda o uso de um microscópio. Com o equipamento, o médico consegue perceber melhor as veias e outras áreas da virilha. Em seguida, ele realiza a ligadura dos vasos alterados, quer dizer, a amarração das estruturas. Nesse caso, o fluxo exagerado de sangue é interrompido, e os testículos não ficam mais com temperatura alta.
Para passar pelo procedimento, o indivíduo precisa utilizar anestesia geral. A intervenção é rápida, durando até uma hora. O paciente pode ter alta no mesmo dia. Fica indicado, no entanto, que ele só volte às suas atividades cotidianas após aproximadamente quatro dias. Isso vai diminuir as chances de complicações, como a atrofia testicular, sangramento, infecção e inchaço.
Há ainda a possibilidade de realização da embolização percutânea. O processo é considerado não cirúrgico, pois realiza apenas uma pequena incisão na virilha do indivíduo. Por essa incisão, é inserido um cateter na veia femoral masculina.
Quando detectadas as veias afetadas, o cateter injeta substâncias embolizantes que são geralmente microesferas que vão de certa forma entupir os vasos dilatados obstruindo então as veias doentes, impedindo que elas acumulem sangue. Contudo, o procedimento é pouco menos comum. Isso porque está associado a uma maior taxa de reaparecimento da varicocele.
É importante ressaltar que o procedimento cirúrgico pode ou não curar a infertilidade masculina. Afinal, é comum que a dificuldade em engravidar tenha vários fatores envolvidos. Portanto é sempre importante que o casal seja avaliado para que se possa identificar todos os problemas envolvidos na dificuldade para engravidar.
Prevenção do problema
Como as causas da varicocele não estão completamente determinadas, é difícil listar métodos de prevenção completamente eficazes. Isso não significa, no entanto, que eles não existam. É sabido que hábitos saudáveis de vida diminuem a chance de ocorrência de qualquer doença ao longo dos anos.
Deste modo, é interessante que o homem, primeiro, mantenha uma dieta balanceada. Especialmente fazendo o consumo de frutas, verduras e legumes. Os alimentos são ricos em nutrientes como vitaminas, zinco e ferro, essenciais para o fortalecimento do organismo. Produtos de soja são igualmente interessantes para se agregar à dieta.
É também importante realizar a prática de atividades físicas. O exercício deve ser regular e adequado ao seu tipo físico. Ou seja, de nada adianta investir em esportes intensos demais, se você ainda não possui preparo para tal.
Para escolher a melhor alternativa, experimente conversar com seu médico. O auxílio de um Educador Físico será, da mesma forma, muito bem-vindo. Ao mesmo tempo, evite o uso de anabolizantes. As substâncias do produto são reconhecidamente prejudiciais à fertilidade masculina.
Tão importante quanto é evitar mais hábitos. Como o consumo excessivo de álcool, o tabagismo ou o uso de drogas. Cada uma das práticas provoca uma série de malefícios ao corpo, em diferentes intensidades. Assim, elas podem favorecer a ocorrência de problemas.

Fale com uma consultora.
Por último, tenha cuidado com o estresse. A saúde mental é fundamental para a saúde do organismo como um todo.
Diferença entre PESA, MESA, TESE ou MICRO-TESA?
PESA, MESA, TESE e MICRO-TESA são técnicas utilizadas em homens que não tem espermatozoides no ejaculado.
PESA (Perdutaneous Epididymal Sperm Aspiration): técnica simples e baixo custo quando comparada a outras técnicas de obtenção de espermatozoides. >80% de sucesso para conseguir espermatozoides de homens vasectomizados, mas, há desvantagem da lesão de túbulos epididimários.
MESA (microcirurgia para aspiração direta do túbulo epididimário): pode ser utilizada em homens vasectomizados, com excelentes resultados e não lesa o epidídimo. Técnica de alto custo.
TESA (Testicular Sperm Aspiration): punção realizada para obtenção de espermatozoides às cegas do testículo, com agulha e seringa.
MICROTESE (microcirurgia): observação direta dos túbulos seminíferos favoráveis no testículo.
O parceiro (a) deve acompanhar todo o tratamento?
Recomendamos que haja a participação do parceiro (a) no tratamento. Contamos com apartamentos nas unidades, onde o parceiro (a) pode ficar confortavelmente acomodado com sua/ seu companheira (o). Durante a retirada de óvulos, o parceiro (a) pode acompanhar os trabalhos através de um visor ou mesmo na sala de cirurgia, se for médico.
Quem pode fazer a indução da ovulação?
O tratamento é indicado para casais em que a mulher tem dificuldade para ovular, mas que possuem tubas uterinas e sêmen normais. Essas mulheres geralmente ficam de 40 dias a um ano sem menstruar, muitas por causa do ovário micropolicístico.
A primeira etapa do procedimento é o uso de medicamentos, ainda no começo do ciclo, para promover o crescimento de folículos nos ovários e aumentar a liberação deles para serem fertilizados.
Esses folículos serão monitorados até atingirem um determinado tamanho para receber nova medicação para maturar os óvulos e programar a ovulação.
Quais as chances com embriões congelados?
As chances de gravidez com embriões congelados atualmente é semelhante às taxas de gestação a fresco. Atualmente, tem-se congelado embriões para transferência em ciclos naturais ou sem estimulação, com o argumento do aumento da taxa de gravidez.
Qual a taxa de gravidez por transferência de embriões a fresco?
A taxa de gravidez por transferência de embriões a fresco varia conforme a idade da paciente e suas causas de infertilidade, porém existem diversas casuísticas com taxas semelhantes, por volta dos 50% aos até 35 anos. Na realidade, o resultado vai depender de múltiplos fatores e, num mesmo serviço, a taxa de gravidez pode variar de médico para médico, de modo que o importante é ter um laboratório de reprodução assistida com excelente reputação e a paciente ser acompanhada por um ginecologista de sua confiança, para realizar os procedimentos de alta complexidade em reprodução assistida.
Estes cuidados garantirão o melhor resultado possível, porém, cientes desde o início do procedimento, que poderá haver ou não a gravidez.
Qual a probabilidade de conseguir uma gravidez conforme a idade de congelamento e descongelamento?
Existem tabelas que fazem esta previsão. Durante a consulta médica o médico poderá dar esta previsão. Para se ter uma ideia, se congelar numa determina idade e retornar em 7 anos, após 6 meses de tentativas naturalmente, a sua chance piora bastante se fizer questão de ter filho somente com sêmen do casamento (não aceitar sêmen doado). Congelamento aos 30 anos: com sêmen do casamento tem taxa média de sucesso de 35,1%; e sêmen doado tem taxa média de 85,2%.
Congelamento aos 37 anos: com sêmen do casamento – 9,2% e sêmen doado – 51,3%. Isto demonstra que a grande dificuldade é conseguir-se um parceiro depois de certa idade. Mas, o congelamento melhora muito a possibilidade de se ter um filho no futuro. Mesmo se congelar aos 40 anos, se retornar com 47 anos poderá ter uma chance de 26,4%.
O congelamento de óvulos reduz as chances de gravidez de risco depois dos 40 anos?
O risco é menor quando o óvulo é congelado antes de a mulher completar 35 anos. Por outro lado, complicações clínicas decorrentes de diabetes e hipertensão gestacional se mantém. Com relação à malformação do feto e as doenças genéticas, as chances são menores conforme a boa condição do óvulo.
Todas as mulheres podem congelar óvulos?
Sim, desde que não estejam em tratamento de câncer. Neste caso, o congelamento é feito antes do ciclo medicamentoso, que atinge as células germinativas, aumentando os riscos de infertilidade, e naquelas pacientes que têm falência ovariana precoce. Algumas mulheres não sabem que já não tem óvulos que necessitam de congelamento para a preservação da fertilidade, mesmo jovens.
Essas mulheres podem estar tomando pílula, mas na realidade já tem poucos óvulos. Assim, há necessidade de avaliar a reserva ovariana pelo ginecologista ou em clínicas de reprodução humana. Ela é feita, modernamente, com a dosagem do hormônio Anti-Mülleriano ou contagem de folículos antrais.
Quais são os sinais de gravidez após a fertilização in vitro?
Nos dias seguintes à realização da fertilização in vitro a expectativa dos pais é grande para saber se o procedimento foi bem-sucedido. A boa notícia é que com dez dias é possível fazer o teste de gravidez convencional, vendido em farmácia. A dica neste caso é encher o recipiente de urina e esperar por 30 segundos.
Outros sinais também são percebidos pelas mulheres grávidas de poucos dias como uma cólica leve na região uterina e o aumento na quantidade de idas ao banheiro para fazer xixi. Já o inchaço nos seios não é garantia de gravidez, já que o desconforto pode estar relacionado a hormônios. Porém não se esqueça do exame de sangue e um ultrassom.
Se a mulher estiver tomando pílula anticoncepcional ela estará “economizando” óvulos?
Não, a pílula não impede o consumo de óvulos. A mulher continua perdendo em torno de 1.000 óvulos por mês. Perceba que as mulheres que tomam pílula atingem a menopausa com a mesma idade daquelas que não tomam o anticoncepcional.
Quais as formas de tratamentos alternativos?
São os tratamentos clínicos (geralmente paliativos):
- Videohisteroscopia cirúrgica: (permite retirada de tumores intrauterinos) através da vagina, sem necessidade de cortes abdominais e impedindo a histerectomia;
- Miomectomia: (retirada de mioma) ao invés da histerectomia;
- Embolização de mioma: interrupção da irrigação sanguínea do mioma.
É possível reverter à vasectomia?
Sim, é possível reverter à vasectomia, mesmo após anos de sua realização, até décadas, mas quanto mais tempo passar, piores serão os resultados. Deve ser feito por um urologista com treinamento microcirúrgico.
Em locais onde não se conta com a reprodução assistida, esta é a única maneira da mulher ter uma chance de engravidar com sêmen do marido, mas o profissional devidamente capacitado, tem custo elevado. Somando-se a este fato, os custos hospitalares e a possibilidade do insucesso da recanalização, fazem muitos casais optarem pela reprodução assistida, utilizando-se técnicas de obtenção de espermatozoides, que possibilitam retiradas de espermatozoides em praticamente todos os casos.
É possível reverter à laqueadura tubária?
Sim, é possível reverter à laqueadura. A taxa de sucesso pode ser mais de 80% quando a laqueadura foi feita com boa técnica e recanalizada por ginecologista competente e experiente, mas em locais onde conta-se com a reprodução assistida, esta acaba sendo a escolha, na maioria das vezes, pela relação custo-benefício.
Quais os tipos de histerectomias?
Total: retirada todo do útero.
Subtotal: retirado o corpo do útero e mantém o colo.
Em ambos os tipos, existe a opção de manter ou retirar os ovários (lembrando que é a retirada dos ovários que causam os sintomas da menopausa, devido à redução dos hormônios que os ovários produzem).
Quando é indicado a histerectomia?
Quando há o diagnóstico de câncer de útero e outras doenças benignas do útero, que causam sintomas importantes como dor e sangramento vaginal. Os exemplos mais comuns são os miomas e a adenomiose.
Por que não retirar o útero se a mulher não tem desejo de gravidez futura?
Além da procriação, o útero pode ter alguma importância pessoal para cada mulher.
Quais as formas a serem realizadas?
Podem ser realizadas, pela:
- Laparotomia – cortando-se o abdome (como o corte de uma cesariana);
- Via vaginal – sem cortes (o útero, mesmo grande pode ser retirado sem a necessidade de cortes na barriga);
- Videolaparoscopia – através de orifícios de até 1 cm no abdome (o útero pode sair através destes orifícios ou pela vagina).
Tem como evitá-la?
Através de consultas rotineiras, permitindo diagnóstico precoce e com tratamentos clínicos ou cirúrgicos, que, se tiverem êxito, levam a redução dos sintomas.
Quais são as diferenças entre os médicos?
Os médicos têm diferentes valores de honorários de acordo com seus diferenciais, tempo de formado, curriculum, experiência, habilidades, etc. Por isso, é importante procurar informações sobre o médico que lhe assistirá. Atualmente, com o avanço da tecnologia, as informações são atualizadas a todo instante, a fim de ajudar e auxiliar todas as decisões, bem como indicações de amigos, entre outros.
Pesquise, informe-se, e saiba que uma detalhada pesquisa é determinante para o sucesso do sonho em realizar o sonho em ter um filho. Ser submetida à fertilização in vitro desnecessariamente por conta de não informação, poderá gerar não apenas maiores custos financeiros, como o risco dos ovários não funcionarem mais. O tratamento de infertilidade exige muita confiança da paciente, afinal, não é garantia de resultado, mas o médico deverá fazer o melhor possível de forma honesta e ética.
O que é o Projeto Girassol?
O Projeto Girassol viabiliza tratamentos de infertilidade a jovens casais inférteis. O custo da consulta e tratamentos são minimizados ao máximo, com a exímia qualidade GERA. Os custos das consultas são acessíveis e em datas específicas, a fim de ser flexível para as pacientes se consultarem ao médico especialista sem custo, havendo a necessidade prévia de um cadastro. O tratamento pode ser compartilhado, diminuindo assim o custo da fertilização in vitro. Importante ressaltar que não há a obrigatoriedade de doar óvulos para diminuir os custos e o Projeto Girassol respeita todas as normas éticas.
O Projeto Girassol ajuda casais que sonham em ter um filho e que estão com alguma limitação financeira momentânea por serem jovens no início de carreira profissional, principalmente. A equipe da Clínica GERA supervisiona outros médicos e participa desta ação, que têm trazido muitas felicidades aos casais inférteis. O nome “Girassol” dado ao projeto, foi escolhido pelo Prof. Dr. Joji Ueno, que iria proferir uma palestra sobre reprodução assistida na África (Luanda – Angola), no Congresso Médico da Clínica Girassol (mais renomado Hospital de Angola) e descobriu que o girassol se relacionava a cura da infertilidade (segundo mitos e crendices).
O que é infertilidade?
Qual é o seu primeiro pensamento quando escuta a palavra infertilidade? Muitos podem pensar que é uma doença que impossibilita a mulher de engravidar, mas na realidade, esse é um problema de saúde que afeta tanto mulheres quanto homens que desejam realizar o sonho de serem pais.
A probabilidade de uma mulher engravidar em cada ciclo menstrual é de 20 a 25%, onde aproximadamente 85% dos casais, após um ano, conseguem obter uma gravidez, mas 15% dos casais apresentam dificuldades em ter filhos.
A infertilidade conjugal é entendida como uma incapacidade de um casal, com vida sexual ativa e contínua, obter uma gravidez espontânea no período de um ano, sem o uso de métodos contraceptivos. Pode estar relacionada a alguma alteração no sistema reprodutor feminino ou no masculino, em 30% dos casos ambos contribuem para o problema, e em aproximadamente 10% dos casais não é possível se estabelecer a causa da infertilidade.
A diferença entre um casal com problemas de infertilidade e os outros casais é somente a redução das chances normais de serem pais. Enquanto que esterilidade é um termo que se refere à incapacidade de um indivíduo gerar filhos, o que decorre a impossibilidade do homem ou da mulher produzir espermatozoides e óvulos viáveis para que ocorra a fecundação.
Fatores de risco para infertilidade:
• Idade acima de 35 anos;
• Alterações no peso (obesidade ou má nutrição);
• Hábitos alimentares e estilos de vida;
• Doenças sexualmente transmissíveis;
• Consumo de tabaco, álcool e drogas recreativas (maconha e cocaína);
• Uso de medicamentos;
• Rotinas exaustivas e estressantes no trabalho;
• Frequência de relações sexuais.
Diagnóstico para infertilidade:
O diagnóstico de infertilidade deve ser realizado através de uma pesquisa inicial, onde é importante a participação do casal, pois pode ser ocasionada por apenas um problema, seja com a mulher ou com o homem, ou decorrente da associação entre fatores diferentes. No entanto a investigação deve ser bem analítica e direcionada à causa principal.
A avaliação feminina envolve principalmente o período de ovulação e a dosagem hormonal, além dos exames de imagem que verificam a plenitude do aparelho reprodutor feminino. É importante o descarte do diagnóstico de endometriose, pois esta patologia está muito relacionada à infertilidade feminina.
Em relação ao homem, deve ser realizada uma análise do sêmen, que avalia a produção, morfologia, quantidade e mobilidade dos espermatozoides, além do diagnóstico de doenças inflamatórias e infecciosas e da dosagem hormonal.
Tratamento para infertilidade humana:
Os estudos em reprodução humana, diagnóstico e tratamento para infertilidade evoluíram bastante nas últimas décadas, devido ao aumento no número de casais que apresentam problemas para ter filhos, maior ansiedade e maior faixa etária de interesse. É importante que o diagnóstico seja realizado por um especialista para que o casal não perca tempo e não fique frustrado com o problema.
A escolha do tratamento adequado pode ser feito através de procedimentos clínicos ou cirurgias. Para cada caso, pode existir mais de uma opção de tratamento, que depende da idade da mulher, período de tentativas sem sucesso e fatores associados ao casal.
Escolha abaixo qual tratamento deseja conhecer:
• Tratamento Clínico para Infertilidade;
• Tratamento Cirúrgico para Infertilidade.
O aumento do número de casais inférteis, bem como de clínicas que abrem suas portas para profissionais realizarem a reprodução assistida em suas pacientes, tem despertado interesse de vários ginecologistas para esse campo de atuação. Porém, a formação do ginecologista que vai atuar em reprodução humana é bastante demorada, pois, além de ter conhecimentos clínicos de ginecologia geral e ginecologia endócrina, tem que adquirir conhecimentos teóricos e desenvolver habilidade cirúrgica em microcirurgia, videolaparoscopia/vídeo-histeroscopia, ultrassonografia, etc.
Esse profissional também deve dominar a reprodução assistida (RA). Alguns profissionais abreviam a formação, não executando cirurgias, dedicando-se à RA. A RA (inseminação intrauterina, fertilização in vitro/ICSI) apresenta ótimos resultados em termos de obtenção de gravidez, com a vantagem da possibilidade de obter gestação rapidamente. Mas, há necessidade de investimento financeiro e o desgaste psicológico é importante. Além da necessidade de administração de injeções de hormônios e aumentam-se os riscos de gravidez múltipla.
Os homens contribuem igualmente com as causas de infertilidade. Assim, alguns urologistas aprofundam-se no estudo da fertilidade masculina (andrologia), tanto no diagnóstico como no tratamento dos fatores masculinos de infertilidade, como varicocele, infecções, correções de vasectomias, distúrbios hormonais masculinos, etc.
Ambos os especialistas (ginecologista e urologista) são importantes na abordagem do casal infértil, pois os conhecimentos de ambos é que permitem o diagnóstico e o tratamento preciso em cada casal. A inexistência dessa interação pode causar equívocos na condução dos casos de infertilidade. É lógico pensar que o ginecologista avalia e trata melhor a mulher e o urologista, o homem.
Além do ginecologista e andrologista, especialistas em outras áreas da medicina são importantes para ajudar em casos complexos de infertilidade em que se exige o conhecimento de outros campos da medicina, como geneticistas, endocrinologistas, cirurgiões, clínicos, radiologistas, ultrassonografistas, etc. Por isso, há convergência de pacientes para centros maiores para tratamento de casos mais complexos de reprodução humana, pela possibilidade de discussão de casos com equipe multidisciplinar.
É possível engravidar após os 35 anos?
Para as mulheres que adiaram a gravidez por questões profissionais ou devido a problema de saúde é possível, mesmo depois dos 35 anos, ter uma gestação tranquila, com a fertilização in vitro. O método garante 50% de chance dos 31 aos 35 anos e 40% entre os 36 e 37 anos.
A fertilização é feita pela coleta de óvulo da paciente e espermatozoides do pai. Quando, em laboratório, o óvulo começa a se dividir, ele é implantado no útero da mãe. Para garantir o sucesso do tratamento são inseridos mais de um embrião por vez.
Todo o processo requer acompanhamento de perto de um especialista. Com isso são agendadas consultas, ultrassonografias e exames de sangue.
A idade da mulher é o maior fator de prognóstico para conseguir uma gravidez?
A idade da mulher deve ser considerada quando se decide calcular as possibilidades de gravidez de um casal. A idade afeta tanto a quantidade, quanto a qualidade dos óvulos. A partir dos 35 anos, a fertilidade feminina começa a cair bruscamente e as chances de engravidar, após os 40 anos, são muito menores, além das chances de malformação e abortamento.
Mulheres atletas podem ter dificuldades para engravidar?
É de extrema importância que a causa da infertilidade seja beAs mulheres que praticam exercícios físicos extenuantes podem apresentar amenorreia, ou seja, ausência de períodos menstruais e ovulação. Isto ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a condições inferiores às necessárias para ajudar na ovulação. Aquelas que desejam engravidar devem reduzir seus exercícios para níveis mais moderados. Há, no entanto, mulheres que, mesmo com rotina de superatletas, continuam a menstruar regularmente, mantendo sua fertilidade.m investigada antes de submeter as pessoas aos tratamentos. Na maioria das vezes, o problema pode ser solucionado com medidas muito mais simples.
A fertilização in vitro é a melhor solução para casais inférteis?
É de extrema importância que a causa da infertilidade seja bem investigada antes de submeter as pessoas aos tratamentos. Na maioria das vezes, o problema pode ser solucionado com medidas muito mais simples.
Os bebês que nascem a partir do processo de fertilização in vitro nascem mais fortes e com a saúde menos frágil?
Os bebês de proveta em nada diferem dos que nascem após relação sexual.
A estimulação hormonal provoca riscos à saúde?
Há dez anos, quando a técnica se tornou mais conhecida, havia uma preocupação com a síndrome do hiperestímulo ovariano, que poderia resultar em complicações graves como inchaço dos ovários e acúmulo de líquido no abdômen. Hoje, com o avanço da medicação, a prática é segura e isenta de riscos.
Mioma uterino, como ele impede a fertilização?
Aproximadamente 25% de todas as mulheres em idade reprodutiva são diagnosticadas com miomas uterinos. Eles são formados por massas benignas de tecido muscular que ocupam e até distorcem o útero. Alguns dos sinais da patologia são dor abdominal e sangramento irregular, além de infertilidade, esta responsável por 2% a 3% das causas da falta de gestação.
O tratamento depende da localização do mioma. Em certos casos o uso de medicamentos é o suficiente para eliminar o problema, porém há situações em que a cirurgia é indicada.
Converse com o seu médico e avalie os riscos e benefícios de cada tratamento, considerando a possibilidade de engravidar após o procedimento.
Quando recorrer a um banco de sêmen?
Existem poucos bancos de sêmen no Brasil, mas o banco de sêmen é muito importante para resolver a necessidade de algumas mulheres que desejam ter um filho sem necessariamente ter um parceiro, ou para casais em que o marido não tem espermatozoides.
A grande dificuldade que o banco de sêmen tem é conseguir doador, e este não pode ter qualquer recompensa financeira, pois o sêmen não pode ser comercializado, segundo as normas do Conselho Federal de Medicina.
Assim, o banco de sêmen tem que possibilitar estratégias éticas, para poder ter as amostras ou importá-las, elevando assim o seu custo. O contrato para aquisição é feito entre a clínica de reprodução humana e o laboratório de reprodução assistida e não entre a paciente e a o banco de sêmen. A clínica de reprodução tem condições de fornecer as características do doador bastante detalhadas, mas nunca poderá fornecer a identificação dele, por isso não há possibilidade de mostrar a foto do doador.
Com as mudanças da sociedade está cada vez mais comum as pacientes recorrerem aos bancos de sêmen, por isso, alguns bancos de sêmen têm importado amostras de sêmen de outros países, para atender a demanda e porque estas amostras importadas têm a possibilidade de serem acompanhadas de fotos do doador.
Congelamento de Sêmen – Como funciona?
Normalmente, os especialistas em reprodução humana indicam o congelamento de sêmen para pacientes que tem alguma doença que induza à infertilidade ou iniba a espermatogênese. “Os candidatos usuais são indivíduos em idade reprodutiva e com qualquer tipo de câncer, que serão submetidos à radioterapia e/ ou quimioterapia ou a cirurgias, que possam comprometer o seu potencial fértil. Recomenda-se a criopreservação, antes do início do tratamento específico”, explica Joji Ueno.
Além da preservação da fertilidade do paciente com câncer, há indicações para a manutenção de um banco de sêmen terapêutico para uso em técnicas de reprodução assistida, tais como:
• Inseminação com sêmen do parceiro: nos casos de ausência temporária ou definitiva do mesmo, baixa frequência sexual e disfunção erétil;
• Programas de fertilização in vitro e micromanipulação de gametas: possibilita inseminações programadas em um mesmo ciclo de tratamento. Também permite a coleta fora do dia do procedimento de reprodução assistida, permitindo maior liberdade do paciente sem o estresse da coleta;
• Criopreservação de sêmen para indivíduos que desejam ser submetidos à vasectomia, objetivando preservar a fertilidade futura;
• Criopreservação dos espermatozoides obtidos durante microcirurgias para reconstrução do sistema reprodutivo, como a reversão da vasectomia;
• Também se aplica a criopreservação dos espermatozoides obtidos por técnicas cirúrgicas do epidídimo ou do parênquima testicular para utilização em micromanipulação de gametas: ICSI – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides;
• Criopreservação de sêmen de indivíduos que trabalham em profissões de alto risco, como por exemplo: mergulhadores de elevada profundidade, indústrias químicas, exposição a agrotóxicos e pesticidas e exposição a radiações ionizantes.
Outras considerações importantes:
Há grande controvérsia acerca da inseminação artificial homóloga post mortem, que vem se caracterizando pela capacidade sucessória da criança concebida nesta técnica de reprodução assistida. “A reprodução medicamente assistida, tida como um avanço para a comunidade científica carrega controvérsias jurídicas, que com certeza trarão debates acalorados ainda”, diz o Prof° Dr. Joji Ueno.
Com relação ao biodireito, a legislação brasileira ainda engatinha. Os novos dispositivos acrescentados ao art. 1.597 do Novo Código Civil se mostram insatisfatórios, uma vez que não regulam, e muito menos autorizam a reprodução assistida, apenas a constatam. Em relação ao tema, a literatura no que se refere a livros é pouco abrangente, poucos juristas abordam o assunto em profundidade e outros tantos sequer o abordam. Porém, o número de artigos jurídicos, inseridos na rede mundial de computadores, vem crescendo a partir da entrada em vigor do Novo Código Civil, o que mostra a preocupação do setor jurídico, na busca de melhor assimilar os conceitos e buscar entendimentos em relação aos vários questionamentos produzidos sobre a reprodução assistida.
“Muito embora o Conselho Federal de Medicina tenha previsto na resolução N° 1.358/92, que no momento da criopreservação, os cônjuges ou companheiros devem expressar sua vontade, por escrito, quanto ao destino que será dado aos pré-embriões criopreservados, trata-se de norma ética de conduta médica para utilização das técnicas de reprodução assistida, não de norma jurídica, o que certamente pode disseminar opiniões divergentes”, destaca o diretor da Clínica GERA.
Sêmen congelado perde a qualidade?
Não, a taxa de sucesso é a mesma com sêmen congelado e fresco. A técnica já existe há muitas décadas, mas recentemente tem sido muito utilizada nos programas de ovodoação. O marido da paciente que vai receber os óvulos, congela os espermatozoides e quando se tem os óvulos da doadora, fertilizam-se os óvulos doados com os espermatozoides descongelados.
Os embriões feitos são congelados e posteriormente transferidos para a receptora, assim, fica muito mais funcional os programas de ovodoação. Homens ocupados que não tem muito tempo para acompanhar as esposas nos tratamentos de infertilidade, também podem contar com esta tecnologia. Homens com risco de perda da função gonadal, também podem congelar os espermatozoides para preservar a fertilidade.
O estresse pode atrapalhar uma gravidez?
Segundo um estudo da Universidade de Copenhagen, sim.
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao registrar que de cada dez casais com dificuldade em engravidar, quatro não apresentavam nenhum problema de infertilidade e mesmo assim, não conseguiam confirmar uma gestação.
Os médicos alertam que o estresse tem ligação com as regiões nervosas reguladoras de hormônios e podem interferir nas funções ovarianas e até alterar o ciclo menstrual. No homem, o estresse pode reduzir a qualidade de esperma e volume do sêmen.
Casais que passam por um tratamento de reprodução assistida podem desencadear fatores de estresse devido à expectativa de uma gestação.
Mas cuidado, no auge do problema, a pessoa pode sentir palpitações, dores musculares, sensação de falta de ar, tontura, suor excessivo, extremidades frias e fadiga intensa. Caso você perceba que está muito estressado converse com o seu especialista para controlar essa sensação.
Quantos óvulos são necessários congelar para a preservação?
Para preservação da fertilidade, recomenda-se congelar pelo menos de 15 a 20 óvulos. É importante ressaltar que os óvulos vão piorando a qualidade e quantidade com a idade, assim, com poucos óvulos congelados antes dos 30 anos, os resultados são melhores que muitos óvulos congelados próximo dos 40 anos. Se congelar aos 30 anos, pode ser que não venha precisar utilizá-los, porque há possibilidade de gravidez natural.
Por outro, lado se congelar aos 40 anos, pode ser que os óvulos congelados não tenham qualidade para garantir uma gravidez. Assim, é importante consultar um especialista para esclarecer as suas dúvidas.
De qualquer forma, é importante a realização de um exame sanguíneo chamado “dosagem de hormônio anti-mulleriano”, que proporcionará esclarecer a quantidade de óvulos você tem.
Congelamento de Óvulos e Embriões – Como funciona?
O congelamento de óvulos e embriões não é uma opção para muitas mulheres com mais de 30 anos. É preciso examinar melhor qual a condição de saúde de cada mulher que deseja realizar o congelamento de seus óvulos, saber em que condições de saúde estão às mulheres que produzem seus próprios óvulos aos 40 anos. Há uma queda acentuada de produção entre uma idade e outra, mas ainda assim a avaliação clínica se faz necessária. Óvulos de uma mulher de 39 anos, quando congelados, têm maior índice de fertilização in vitro do que óvulos de outra com 42 anos de idade?
O envelhecimento dos óvulos
Para compreender a polêmica levantada durante o congresso, é preciso saber que a mulher nasce com um a dois milhões de óvulos, mas só cerca de 500 amadurecem. Os demais regridem e são absorvidos pelo organismo, a partir da puberdade. Não sendo fecundados, são mensalmente expelidos. O período fértil de cada mulher é bastante variável, mas, em média, inicia-se por volta dos 12 ou 14 anos de idade, terminando em torno dos 45 ou 50 anos. “Porém, é comum que por volta dos 35 anos, a produção de óvulos comece a declinar, bem como a qualidade dos mesmos. Esta é a principal razão para que os médicos alertem as pacientes para os riscos de uma gestação tardia”, diz Joji Ueno, que também coordena o Instituto GERA de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo.
Como a perda da capacidade de ovular é uma consequência natural do envelhecimento, os especialistas em reprodução humana dispõem de meios para avaliar a produção hormonal e os órgãos reprodutivos femininos: ovários, útero e trompas. Um dos exames mais conhecidos é o teste que mede, pelo exame de sangue, o hormônio folículo-estimulante (FSH). “Altas taxas de FSH, em dias específicos do ciclo menstrual, podem indicar que ocorreu um declínio na quantidade dos óvulos produzidos”, explica médico, que também dirige a Clínica GERA. Há a possibilidade de avaliar, também por meio do exame de sangue, as taxas de outros hormônios, como o estradiol, o LH e a inibina B. Alterações nas marcas dessas substâncias correspondem a quedas na quantidade dos óvulos.
Outro recurso utilizado nesta análise é a ultrassonografia pélvica pela contagem de folículos antrais, por onde o especialista poderá ter uma estimativa de quantos folículos poderão ser estimulados a se desenvolver em cada um dos ovários e quantos deles vão chegar ao ponto de maturidade. “Entretanto, é bom destacar que nenhum dos exames citados determina a reserva folicular da mulher, ou seja, o número de anos férteis que ela ainda tem. São apenas ferramentas importantes que utilizamos para proporcionar à paciente uma espécie de panorama da fertilidade dela”, explica Joji Ueno.
Como é feito o congelamento de óvulos e embriões?
O procedimento para congelar o óvulo é usual, mas exige profissionais especializados e ambiente adequado para o armazenamento. Após exames de rotina, como o ultrassom e a dosagem hormonal, o especialista em reprodução humana vai avaliar se a mulher tem condições de, futuramente, ser indicada para a fertilização in vitro (FIV). Após ser aprovada nesses testes preliminares, a futura mãe é submetida a um processo de estimulação feito com hormônios, que dura um mês. “A paciente passa por um estímulo ovariano, produzindo um número maior de oócitos – óvulos – se comparado a um ciclo natural”, explica Joji Ueno, Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP.
Depois desses 30 dias de estimulação é preciso impedir a menstruação. Para que isso não aconteça, a paciente recebe, por oito dias, um medicamento que inibe o sangramento menstrual. Só depois disso é que um outro medicamento será injetado para estimular a ovulação, que passa a ser monitorada pelo médico que a acompanha. Definida a data da coleta, a paciente passa por uma aspiração do maior número possível de óvulos, que serão congelados em nitrogênio líquido.
E o descongelamento?
Apesar de ter sido aprimorada, a técnica de congelamento de óvulos ainda é pobre em resultados. Ou seja, não há segurança de que o óvulo estará viável para a fertilização após o descongelamento. É preciso cuidado ao oferecer o serviço, o médico deve informar à paciente que a técnica é experimental e que não é possível garantir que ela vá engravidar no futuro.
Quanto custa congelamento de óvulos
O custo do congelamento de óvulos leva em conta os honorários médicos e de laboratório. O médico estipula um preço pela avaliação clínica personalizada para ver se a mulher tem condições clínicas de produzir óvulos para serem retirados. O ginecologista vai ter que avaliar se a mulher terá condições de utilizar os óvulos congelados no futuro, se suas condições de saúde permitirão utilização dos óvulos para possível gestação.
Após saber se a paciente tem condições clínicas de congelar óvulos, ela terá que tomar injeções para estimular os ovários a produzir óvulos. Esta orientação e monitorização com ultrassonografia e dosagens hormonais será atribuição do ginecologista, portanto será cobrada por ele.
A paciente terá que submeter-se a ultrassonografia seriada para medir o tamanho dos folículos (produzidos pelos ovários). Após 8 a 10 dias o médico determinará o dia da retirada dos óvulos. Poderá haver o cancelamento do ciclo por má resposta. Isto é, a paciente poderá não produzir os folículos, não permitindo a sua retirada. A clínica cobrará um valor até este ponto. Poderá ocorrer cancelamento por uma resposta excessiva aos hormônios.
O cancelamento por excesso de resposta ovariana exigirá o acompanhamento clínico do ginecologista pelo risco da síndrome da hiperestimulação ovariana, situação em que a mulher terá muitos folículos com elevação grande dos hormônios, podendo acarretar complicações sérias a ponto de necessitar de internação hospitalar. Neste caso o trabalho médico extra poderá ser cobrado.
No dia da retirada dos óvulos a paciente deverá dirigir-se ao laboratório de fertilização in vitro para proceder a captação de óvulos, que é feito em ambiente cirúrgico. Paciente é submetida à sedação por médico anestesista que cobrará seus honorários diretamente da paciente ou a clínica cobrará e repassará para o anestesista. Haverá um custo pela utilização do centro cirúrgico.
O médico fará a aspiração folicular (retirada de óvulos) em cirúrgico da clínica de reprodução humana. Introduz-se uma agulha através da vagina e sob orientação ultrassonográfica procede-se a captação de óvulos. Se ocorrer tudo bem os custos médicos da preservação da fertilidade terminam por aqui.
As complicações da captação de óvulos são muito raras. Mas, poderão ocorrer complicações como sangramentos dentro do abdome pela perfuração dos ovários, lesão de bexiga ou alça intestinal. Assim, poderá ocorrer a necessidade de correções cirúrgicas, o que poderá onerar mais a preservação da fertilidade.
Diante de complicações, que são eventos indesejáveis tanto para a paciente como para o médico, fica uma situação delicada. Pois, vai gerar um custo extra para paciente que poderá achar que não deveria pagar o médico e nem outros custos gerados a partir da complicação. O médico, por outro lado poderá sentir no direito de cobrar pelo trabalho.
O trabalho laboratorial começa antes da captação de óvulos com a preparação do laboratório. A embriologista deverá preparar o meio de cultura onde será colocado os óvulos coletados. Terá que ter a certeza que todos os equipamentos estejam em condições ideais de funcionamento para receber os óvulos da paciente que vai preservar. Assim, mesmo que não tenha óvulos com a aspiração de óvulos, já haverá um gasto que a paciente terá que pagar.
Os óvulos são classificados no laboratório de fertilização in vitro. Somente os maduros de qualidade poderão ser congelados, ou vitrificados. Os de má qualidade são desprezados. A paciente paga pelo processo de congelamento. Se a paciente tem mais óvulos os custos são maiores, se tem poucos óvulos, os custos são menores.
Os óvulos podem ficar por tempo indeterminado vitrificados no laboratório. Os custos da manutenção do material genético criopreservado deverá ser pago pela paciente. Poderá haver uma mensalidade, semestralidade ou anuidade. Após o descongelamento no futuro, haverá um custo laboratorial, além dos custos do médico que acompanhará clínico.
Quanto tempo os embriões e óvulos podem ficar congelados?
As técnicas de criopreservação congelam os óvulos coletados a menos de 196º C, o que garante uma preservação por tempo indeterminado, preservando as células que, ao serem descongeladas, têm ótimas chances de fecundação. Além disso, 99% deles sobrevivem ao descongelamento. Há relatos de nascimentos de descongelados de mais de 10 anos. É importante lembrar que haverá um custo mensal, semestral ou anual para manter os óvulos congelados.
A gravidez futura está garantida após a preservação da fertilidade?
Não, não se pode dar uma garantia absoluta de sucesso. Mesmo congelando óvulos em idade bem jovem, poderá não ocorrer a gravidez.
Congelamento de óvulos é uma alternativa segura para quem pretende postergar a gravidez e teme a infertilidade?
Os tratamentos que usam a técnica do congelamento de óvulos apresentam as mesmas taxas de sucesso quando comparadas a um procedimento com óvulos que não passaram pelo processo de congelamento. Essa técnica é indicada às mulheres que estejam passando por tratamentos de doenças que comprometem a fertilidade ou para mulheres que desejam postergar a maternidade.
Qual a melhor idade para realizar a preservação da fertilidade?
Trinta e sete anos é a idade que se deve ter em mente. É a idade que se tem a melhor relação custo-benefício. Se não houver restrição financeira, é melhor congelar antes desta idade. Ao congelar antes dos 37 anos, pode ser que você não venha a utilizar o material vitrificado. Assim, é uma boa garantia que você conseguirá ter um filho se você congelar óvulos antes dos 35 anos. Porém, mesmo congelando óvulos aos 40 anos, há alguma chance de sucesso.
Homens e mulheres podem fazer a preservação da fertilidade?
A preservação da fertilidade pode ser feita para o homem e para a mulher pelo congelamento de espermatozoides ou óvulos/ embriões. Para o homem é simples e já existe há muitos anos. Após a masturbação e a coleta o sêmen é congelado. Hoje sabe-se que a fertilidade do homem começa a diminuir aos 35anos, tanto de maneira natural como em processos de fertilização in vitro. Além disso, ele pode ser acometido por doenças que prejudicam ou eliminam a produção de espermatozoides. Mas não é comum o homem solicitar a preservação da fertilidade.
Já para a preservação a fertilidade feminina, a mulher tem que tomar injeções diariamente para estimular maior produção de óvulos. Em seguida, procede-se a retirada/ captação dos óvulos e depois é realizada a vitrificação. O desejável para preservação da fertilidade é ter-se 15 a 20 óvulos. Os óvulos fertilizados (embriões), podem, também, serem vitrificados. Outras formas de preservação são consideradas experimentais, como congelamento de tecido ovariano e o congelamento de todo ovário.
Quando a medicina permite escolher o sexo do bebê?
Ao decidir engravidar por meio da reprodução assistida o casal chega ao consultório cheio de dúvidas. Entre elas estão: como será a procedimento? Quais medicamentos e cuidados e preciso tomar? E também, se dá para escolher o sexo do bebê.
A questão é polêmica, já que através de uma gravidez de forma natural, não existe uma ciência que garanta se o feto será menino ou menina até se fazer o ultrassom ou um exame de sangue específico.
Na reprodução assistida dá para definir o sexo do bebê, porém o método só é liberado na tentativa de evitar doenças genéticas ligadas ao sexo, como a hemofilia.
A técnica se chama sexagem e é feita em laboratório, no terceiro dia após a fertilização in vitro. Assim, são transferidos só os embriões do sexo livre da doença.
Porém, mesmo com todo esse avanço da ciência o foco da reprodução assistida, sempre deve ser proporcionar a casais com problema de infertilidade a geração de uma criança, seja ela uma menina ou um menino. Por isso, vale a pena esperar por três meses para saber de qual sexo será o próximo membro da família.
Quando recorrer à ovodoação?
Os motivos que levam elas a buscar a doação de óvulos são diversos. Há desde casos relacionados a fatores genéticos e há mulheres que deixaram para engravidar com mais idade e então o número de óvulos restantes é muito baixo ou estão envelhecidos, o que diminui a chance de uma gravidez natural.
Ao confirmar que a doação é a única forma segura de engravidar, o casal dá início a diversas etapas do processo. “Isso inclui consulta psicológica e seleção da doadora. É requisito que a doação seja aceita somente quando houver características físicas semelhantes entre ela e a receptora, além de ter compatibilidade sanguínea”, explica Joji Ueno, ginecologista, doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP, diretor e fundador da Clínica GERA.
O processo é longo e muita vez chega há seis meses. Somente ao aprovar a doação, o casal passa para a fase de preparação do útero da mulher. São administradas doses de hormônios que vão fazer com que o corpo dela receba da melhor forma possível o embrião.
Quando a mulher estiver pronta os óvulos são descongelados e o parceiro faz a coleta do sêmen. No quinto dia da fertilização, ela recebe os embriões e no prazo de quinze dias é possível confirmar a gravidez.
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta todas as normas da doação que não pode ter caráter lucrativo e deve ser anônima.
Por Dr. Joji Ueno, ginecologista, doutor em medicina pela Faculdade Medicina da USP, diretor e fundador da Clínica GERA.
Doação de útero. Como funciona?
Quando a mãe possui alguma doença uterina que a impede de engravidar é possível ter um filho através da doação de útero. É como se uma mulher emprestasse temporariamente o seu útero para gestar o filho de outra mulher.
Antigamente somente parentes de primeiro grau poderiam consentir com esse gesto, agora podem ser considerados entre familiares de segundo ou terceiro grau, com idade limite de 50 anos. Porém, é fundamental lembrar que em nenhuma hipótese pode-se alugar o útero. O ato deve ser de doação.
Para a fertilização é utilizado os óvulos da mãe e os espermatozoides do pai. Ao gerar o embrião ele é transferido para o útero que será gestado.
Quais exames fazer para detectar a infertilidade feminina?
A investigação da causa da infertilidade é o primeiro procedimento a ser realizado durante uma consulta em uma clínica de reprodução. Entre eles estão: a avaliação da ovulação, que é a história menstrual e as dosagens de hormônios existentes nelas.
Além disso, o estudo das características do útero, por meio de ultrassonografia transvaginal e seu interior pela histeroscopia e biopsia de endometrio. O ultrassom convencional pode avaliar se há a síndrome dos ovários policísticos ou mioma. As tubas são estudadas pela histerossalpingografia. A análise seminal (espermograma) é essencial.
Quais exames fazer antes da fertilização in vitro?
Na primeira consulta em uma clínica de fertilização o médico deve solicitar uma investigação completa para o casal, com o objetivo de identificar a causa da infertilidade. Nesse caso é comum o pedido de ultrassom, avaliação hormonal, avaliação das tubas pela histerossalpingografia e espermograma, além de teste de HIV, hepatites B e C, HTLV, sífilis e rubéola. Somente com o resultado em mãos que o especialista deve dar início ao processo de reprodução assistida.
Como é a classificação embrionária?
A classificação embrionária objetiva diferenciar bons de maus embriões, porém, inexiste classificação “perfeita”, sendo impossível dizer que um embrião “bonito” é melhor que um embrião “feio”. Há certa correspondência, assim, embriões com todas as células do mesmo tamanho devem ser melhores que aquele desigual. A classificação é possível no dia seguinte à fertilização e pode mudar conforme os dias. Esta classificação tem uma importância relativa, mas não se relaciona às alterações genéticas.
O que é diagnóstico genético pré-implantacional?
Esse exame, conhecido também pela sigla em inglês PGD, é um teste genético que extrai uma célula do embrião antes dele ser transferido para o útero. Com essa célula é possível identificar características genéticas antes da gestação, como: a Síndrome de Down, a Síndrome de Turner (quando há ausência de um cromossomo X o que leva a baixa estatura, infertilidade e má formação cardíaca) e Síndrome de Edwards (caracterizada por retardo físico e mental ou problemas cardíacos). O indicado é realizar o teste no quinto dia de desenvolvimento embrionário.
Diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) e alterações genéticas, o que tenho que saber?
O Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD), diagnostica as alterações genéticas. A técnica mais utilizada nos dias atuais realiza o exame no quinto dia de evolução dos embriões (D5) no laboratório de reprodução.
Somente laboratórios bem equipados detém esta tecnologia que consiste na realização de um pequeno orifício na zona pelúcida do embrião (“casca”) com laser (antigamente realizava-se com ácido) e retira-se material que será enviado par exame genético, para detectar alterações genéticas.
Congela-se o embrião e depois do resultado, que demora 10 a 15 dias (NGS), programa-se o descongelamento e transferência do embrião para a mulher ou, em caso de alteração genética, o embrião é descartado.
Outras técnicas menos utilizadas e algumas não mais realizadas, consistem na realização do exame genético no D5 e transferência no D6, ou realização no D3 e transferência no D4. É importante saber que não se provoca dano ao embrião e não faltarão recursos para o feto, decorrente da retirada de amostras de células.
Como é uma amostra de um todo, pode não ser representativo 100%, assim, pode-se ser falso positivo ou negativo. Isto é, o resultado do PGD pode vir alterado e o embrião ser normal e vice-versa. Atualmente, o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD) não é feito de rotina em todas as pacientes, por não aumentar a taxa de gravidez, mas parece que diminui a taxa de abortamento. Uma grande vantagem é a possibilidade de detectar uma alteração específica no embrião antes da transferência. Deve ser discutido com o especialista as indicações, mas a decisão da do casal é a que prevalece.
No PGD é possível determinar o sexo do bebê, pois existem doenças ligadas ao sexo, mas não se pode realizar o PGD somente com a finalidade de determinar o sexo.
Qual a importância da primeira consulta médica?
A escolha do médico com quem fará a primeira consulta é crucial para o sucesso, pois caso este não seja qualificado, pode trazer gastos desnecessários ou até mesmo o comprometimento da fertilidade. Ao final da consulta, o médico pedirá alguns exames ou indicará a conduta.
Algumas situações que podem levar ao insucesso (não engravidar, abortar ou comprometer a fertilidade em definitivo)
Há vários casos de insucesso, como: se for indicada uma fertilização in vitro sem examinar o útero, há chances do embrião não conseguir implantar o crescer no interior do útero; se indicar a inseminação, sem pelo menos um espermograma ou sem a avaliação das tubas, os espermatozoides poderão não encontrar com o óvulo; se a paciente recebe medicamento para estimular a ovulação ou fizer inseminação intrauterina (colocação dos melhores espermatozoides dentro do útero) sem controle de ultrassonografia, poderá ocorrer gravidez múltipla indesejada (quádruplos, quíntuplos); se for submetida à cirurgia para retirar cisto ovariano (endometrioma) poderá perder o ovário; se for submetida à retirada de miomas, poderá ocorrer a perda do útero. Portanto, o médico que lhe assistirá deve ser alguém na qual confia, uma vez que qualquer erro pode por em risco a sua fertilidade.
Como engravidar naturalmente?
Para engravidar naturalmente é necessário que tanto a mulher como o homem estejam com o sistema reprodutivo dentro da normalidade. Assim, a quantidade e qualidade de espermatozoide devem estar normais. A mulher deve ter os hormônios normais e ovular. Estas mulheres apresentam ciclos menstruais normais, produzem muco (sai um líquido viscoso semelhante a clara de ovo pela vagina 13-14 dias após inicio do ciclo menstrual) e não devem ter qualquer obstrução à passagem dos espermatozoides, que tem que passar através do útero em direção dos óvulos (a fertilização ocorre no interior da tuba). Após a fertilização, o embrião retorna da tuba para o interior do útero, onde irá crescer. Então, todos estes locais devem estar em ordem, por isso, são solicitados exames em caso de infertilidade. Relações a cada 2 dias seriam suficientes para ocorrer a gravidez, desde que sejam realizadas no período fértil (quando tem muco). Não há necessidade de repouso após a relação para que ocorra a gravidez natural. Se tudo estiver normal, a gravidez deve ocorrer naturalmente nos 3 primeiros meses de tentativa, mas se chegar a um ano tentando engravidar e não ocorrer, deve-se procurar ajuda médica. Alguns casais devem procurar antes, caso haja suspeita de infertilidade, suspeita de poucos óvulos ou idade superior a 35 anos.
Quais as diferenças entre as medicações utilizadas em fertilização in vitro (FIV)?
As medicações utilizadas em fertilização in vitro (FIV), têm resultados muito semelhantes para estimulação ovariana e os resultados de gravidez, também se aproximam. O que difere são os custos e o modo de utilização. Algumas vezes, os resultados podem diferir um pouco, mas estes detalhes somente o especialista poderá detalhar.
Perguntas em relação à histerectomia (retirada do útero)
1. Quais os tipos de histerectomias?
Total: retirada todo do útero.
Subtotal: retirado o corpo do útero e mantém o colo.
Em ambos os tipos, existe a opção de manter ou retirar os ovários (lembrando que é a retirada dos ovários que causam os sintomas da menopausa, devido à redução dos hormônios que os ovários produzem).
2. Quais as formas a serem realizadas?
Podem ser realizadas, pela: laparotomia – cortando-se o abdome (como o corte de uma cesariana); pela via vaginal – sem cortes (o útero, mesmo grande pode ser retirado sem a necessidade de cortes na barriga); pela videolaparoscopia – através de orifícios de até 1 cm no abdome (o útero pode sair através destes orifícios ou pela vagina).
3. Tem como evitá-la?
Através de consultas rotineiras, permitindo diagnóstico precoce e com tratamentos clínicos ou cirúrgicos, que, se tiverem êxito, levam a redução dos sintomas.
4. Quando é indicado a histerectomia?
Quando há o diagnóstico de câncer de útero e outras doenças benignas do útero, que causam sintomas importantes como dor e sangramento vaginal. Os exemplos mais comuns são os miomas e a adenomiose.
5. Quais as formas de tratamentos alternativos?
São os tratamentos clínicos (geralmente paliativos):
Videohisteroscopia cirúrgica: (permite retirada de tumores intrauterinos) através da vagina, sem necessidade de cortes abdominais e impedindo a histerectomia;
Miomectomia: (retirada de mioma) ao invés da histerectomia;

Embolização de mioma: interrupção da irrigação sanguínea do mioma.
6. Por que não retirar o útero se a mulher não tem desejo de gravidez futura?
Além da procriação, o útero pode ter alguma importância pessoal para cada mulher.
Vasectomia é reversível?
Um método cirúrgico contraceptivo de esterilização masculina simples, seguro e eficaz, que ainda gera muitas dúvidas. Mas afinal, o que é a vasectomia?
Algo que ainda gera muitas dúvidas entre os homens é a vasectomia, pois a dúvida maior é a respeito da infertilidade, porém, a vasectomia é um procedimento seguro e eficaz de controle da fertilidade, que não interfere em nada na potência sexual masculina, a não ser na capacidade reprodutiva do homem.
Procedimento da vasectomia
A técnica cirúrgica é realizada por urologistas, no qual uma anestesia local é aplicada e o procedimento dura em torno de uma hora. Uma incisão é feita nos ductos diferentes que transportam os espermatozoides do epidídimo (onde eles amadurecem e são armazenados), à uretra, interrompendo a passagem dos espermatozoides para o sêmen no momento da ejaculação. A interrupção do canal é feita nos dois lados, sendo o local distante anatomicamente dos nervos e artérias testiculares, não comprometendo a percepção e potência sexual masculina. Nenhuma alteração perceptível ocorre no sêmen, posto que 98% do líquido seminal continua sendo produzido naturalmente em cada ejaculação.
Mas e a recuperação, é dolorosa?
Um procedimento simples e seguro, com pós-operatório igualmente simples, porém que requer total cuidado. O corto é realizado em canais diferentes e por isso, o escroto ficará mais sensível e poderá ocorrer uma inflamação, causando então desconforto e dor local nos primeiros dias.
O tempo de recuperação irá variar, mas aproximadamente de 3 a 5 dias é possível voltar a realizar as atividades diárias, como dirigir. Relações sexuais deverão ser evitadas aproximadamente por 2 semanas (período de recuperação), para melhor cicatrização. É necessário o uso de outros métodos anticoncepcionais até 15 a 20 ejaculações, pois uma quantidade residual de espermatozoides pode ser eliminada durante as primeiras ejaculações. O homem só é considerado estéril quando o espermograma for realizado após 30 dias da vasectomia e não for detectada a presença de espermatozoides no sêmen.
Vale lembrar que a maioria dos pacientes relata melhora no desempenho e prazer sexual do casal após a vasectomia, o que pode ter relação com o desaparecimento do medo de uma gravidez indesejada.
Cuidados pós-vasectomia
Como dito anteriormente, o pós-operatório da vasectomia é tranquilo, mas é recomendado o repouso, bem como evitar carregar peso e a prática de exercícios físicos ao menos por 5 dias.
Quanto ao curativo, a troca pode ser feita 3 vezes ao dia. O curativo da cirurgia é absorvido pelo organismo, não sendo necessário o retorno ao médico para a retirada dos pontos. Todo procedimento cirúrgico pode causar desconforto, para isso compressas de gelo para aliviar o inchaço e alguns medicamentos analgésicos podem ser utilizados de acordo com a prescrição médica.
Mas afinal, a vasectomia é reversível?
A vasectomia é uma técnica contraceptiva eficiente e segura, no entanto, ela pode ser revertida em alguns casos.
As taxas de gravidez (70 a 80%) são elevadas quando a reversão desejada ocorre em até três anos após a cirurgia, no entanto, essas taxas diminuem para 30% quando a reversão é realizada após 10 anos do procedimento, pois por mais que o corpo volte a produzir espermatozoides, os mesmos podem não ser férteis, dificultando assim a gravidez.
Quando não for possível a recanalização, outras técnicas de reprodução humana podem ser indicadas, pois a produção de espermatozoides, apesar de reduzida ainda existe.
Uma decisão que merece reflexão
Antes de se submeter à vasectomia, o homem deve refletir sobre novas possibilidades em sua vida que podem acontecer no futuro. Por exemplo, se a condição financeira do casal melhorar e desejassem assim um novo filho, ou mesmo se o casal se divorciasse e o homem perdesse a guarda do filho e quisesse construir uma nova vida com uma nova parceira e ter um filho ou outras eventualidades, que podem acontecer e que devem ser refletidas antes de se tornar estéril.
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Teste ERA. Você sabe o que é?
O teste ERA (Endometrial Receptivity Array) avalia se o endométrio está ou não receptivo para a transferência do embrião para o útero. Para isso é feito uma biopsia, considerada simples, em que consiste na introdução de um cateter flexível dentro do útero e que irá avaliar as condições do endométrio. Normalmente a janela de implantação acontece do quinto ao sétimo dia após a ovulação. O teste pode ser feito após falhas em tratamentos com a transferência de embriões. Para que a implantação do embrião tenha o resultado esperado é necessário que tanto o embrião quanto o endométrio estejam em condições ideais para prosseguir a gestação.
Quanto custam os tratamentos de infertilidade?
Os custos dos tratamentos dependem do diagnóstico. Assim, é importante saber por qual motivo a gravidez não está ocorrendo, para indicar o tratamento específico. Os tratamentos são: clínico, cirúrgico ou reprodução assistida. Desta forma, é importante a consulta presencial como determina o Conselho Federal de Medicina, mas para otimizar a consulta que irá ocorrer e a vinda de pacientes de outras cidades, contamos com uma equipe de enfermeiras e outros colaboradores, que os orientarão da melhor forma.
O Grupo GERA existe desde 1993 e construiu uma imagem e reputação que atrai dezenas de médicos que trabalham em união, para ajudar e auxiliar a população. A equipe da Clínica GERA, todos Mestres ou Doutores pela USP ou UNIFESP, têm seus valores compatíveis com sua experiência e formação e participam de ações de fácil acesso, para colaborar com tratamentos com custos mínimos (Projeto Girassol), indicado para casais jovens inférteis, que tenham o sonho em ter filhos e não possuem acesso a tratamentos mais complexos, assim, podem escolher o orçamento que se adequa a sua realidade, com o benefício do parcelamento. O Grupo GERA goza de boa reputação para há anos existir como referência nacional, portanto, o custo deve ser um diferencial.
Por que a diferença de valores dos tratamentos de infertilidade?
Os custos variam conforme a complexidade a ser resolvida. Porém, no Projeto Girassol, o Grupo GERA consegue parcerias com diversos médicos experientes e renomados, que tem um custo maior compatível com sua reputação de anos na especialidade. Estes se prontificam a trabalhar em determinados dias a valores menores, com a colaboração de outros ginecologistas (com todas as qualificações exigidas por lei) no Projeto Girassol.
O convênio reembolsa tratamento de infertilidade?
Os procedimentos específicos geralmente não são cobertos pelos planos de saúde, mas alguns pacientes conseguem algum tipo reembolso. Informe-se diretamente com o convênio, coberturas, planos.
Por que os custos de receptora são mais altos?
Os custos para mulher que recebe óvulos são bem maiores, porque ela custeia boa parte do tratamento da doadora. No Brasil, a doação é compartilhada, nesta situação a doadora e receptora compartilham os custos e o material genético. É muito importante ter absoluta confiança na clínica que você escolher, pois a doação é anônima, os custos são altos para receptora e não há garantia de resultado positivo.
Qual o custo do congelamento de óvulos?
Há o custo dos medicamentos para estimulo ovariano, honorários médicos e laboratoriais (captação e vitrificação). É por volta de 10 a 20 mil reais e uma manutenção de 100 a 150 reais por mês. O custo aumenta com a idade, porque a mulher necessitará de mais medicamentos e por vezes, mais estimulações ovarianas.
Na GERA, cada tratamento é construído com base científica sólida, tecnologia avançada e acompanhamento próximo.
A jornada da fertilidade acontece com segurança, acolhimento e o suporte do AUREA – Centro de Fertilidade, um dos laboratórios mais modernos do país.




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